Introdução: Deuses e Homens

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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por 25Slash7 em Sab Fev 04 2012, 16:41

HECTOR

Os soldados fizeram que sim com a cabeça e então, junto de Charlie, afastaram-se, deixando apenas os dois homens para trás.

Gal Grey voltou-se para Hector e sorriu, com aquele rosto que parecia incapaz e desacostumado com tais movimentos da musculatura de sua face.

- Não aprendeu tantas coisas sozinho? Aprenda mais essa, ora.

E bateu com a mão no ombro do grandalhão, virando-se na direção da confusão. O homem suspirou pesadamente e, naquele momento, Hector percebeu o quanto o velho mestre de armas parecia cansado.

- Você sentiu também, não sentiu? Para ter vindo até aqui. Neste fim de mundo. Pff...

CHARLIE

Os soldados não se surpreenderam quando Charlie resolveu acompanhá-los até a entrada para verificar o que estava acontecendo. Era esse o jeito do rapaz envolto e mistérios, era este o modo como ele costumava reagir ao mundo à sua volta, sempre com uma inclinação à violência.

Correram em direção a entrada e viram a estranha cena, onde os pacifícios guardas faziam frente à uma caravana.

CHARLIE, NIUME e ALFADUR

À frente da Caravana estava um homem e uma mulher. O homem falava com calma, tentava argumentar com os guardas. Charlie, ao vê-lo, sentia que faltava a ele o instinto agressivo que se aguarda de alguém pronto para um ataque. A mulher ao seu lado, por outro lado, era a imagem de alguém jovem mas que pudesse vir a pecar pela imaturidade. Um golpe poderia vir primeiro dela, antes do homem.

Aproximou-se um pouco mais e viu o restante das pessoas que acompanhavam, notando em suas faces um misto de medo e ansiedade. Talvez desejassem entrar logo na cidade, colocar de lado o fardo que traziam consigo pela estrada e descansar. Talvez houvessem razões profundamente religiosas para estarem ali naquele dia.

Os guardas, por sua vez, estavam assustados e o medo era fácil de identificar. Naquele caravana, haviam pessoas tocadas pela "Loucura". A mesma loucura que despedaça a carne e a mente. Alguns casos, são aterradores, transformando seres humanos em animais, monstros. Outros... outros tornam seres humanos em "algo mais".

Monstros imunes aos efeitos do frio, de almas e corações congelados, que devoram a carne humana e deixam um rastro de dor por onde passam. Aqueles guardas, provavelmente tinham medo de estarem dando espaço para alguém assim.

- O norte é amplo demais! Digam de onde vieram e por que estão aqui! Vamos!

Talvez Alfadur esperasse por aquilo. Os homens tem medo do que não conhecem, tem medo de qualquer coisa que cause uma mudança natural na ordem das coisas.

Um dos serviçais adiantou-se, colocando-se um passo atrás de Alfadur, com uma postura claramente agressiva. Em resposta, o guarda girou o bastão mais uma vez e bateu com ele sobre o solo.

- Mais um passo! Mais um passo!

Ele esperava alguma demonstração de razão ou boa-fé... que lhe trouxesse a própria razão devolta.


Última edição por 25Slash7 em Sab Fev 04 2012, 17:18, editado 1 vez(es)
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Sarx em Sab Fev 04 2012, 16:58

Hector bufou, desgostoso. "Aprenda sozinho". Maldito gênio de Fal, sempre lhe impulsionando a se virar por conta própria. Retirou da cintura uma algibeira com algumas peças de jade, contou-as e entregou-as ao vendedor, enquanto ele próprio recolhia da mesa as duas pedras, o mapa e a adaga, guardando-os em sua bolsa de couro, para estudar as propriedades futuramente.

- Durma feliz, sabendo que enriqueceu um trambiqueiro. - e riu. Não tinha preconceito com trambiqueiros. Adorava-os, na verdade. É em um homem honesto em quem não se pode confiar, afinal de contas.

E então vislumbrou o cansaço de Fal. O antigo estava cansado, e era de se esperar - era um homem idoso, que sempre trabalhara com o físico. Era surpreendente que houvesse chegado aos sessenta anos em boa forma física e mental, afinal de contas. Suspirou por um momento, lembrando-se do homem tão alto e de aspecto rude que lhe fora apresentado como seu mestre de armas. Lembrou que o havia temido, por muitos meses.

E então ele disse aquilo, e Hector surpreendeu-se de novo. O homem era, definitivamente, uma pessoa versada nas artes místicas. Provavelmente ainda mais do que ele o era. - Impossível não sentir. - disse. - Os elementais estão estranhos.. E ao me aproximar, senti um frio curioso. Não físico. Espiritual. Sabe do que se trata?
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Rosenrot em Sab Fev 04 2012, 17:08

Charlie era um garoto ou garota... Não dava para identificar, sinceramente, alto, com seus cabelos escuros presos em diversas tranças que começavam na raiz. Movia-se rápido e com facilidade para esquivar-se dos curiosos. Aproximou-se sem problemas da pequena confusão, os olhos passando, analisando a situação por si só.

Olhou o homem à frente, tentando conduzir as coisas de maneira pacifica, de modo calmo e sereno, e de alguma forma, toda aquela serenidade lhe incomodava por um momento, mas Charlie era eficaz em esconder seus descontentamentos, e também, não era como se ele estivesse fazendo algo de errado. Era apenas a falta de violência que podia sentir de sua postura.

Olhou então a menina, e sorriu de canto, com a imaturidade à flor da pele, com a possibilidade breve de um exaltar de ânimos e um pequeno escorregão. Mas respirou fundo, alimentando-se dos ânimos, a prévia de um pequeno embate.

– Caríssimos. – Disse o jovem, movendo uma das mãos no ar, tomando à frente tanto dos homens de Hector quanto dos 'soldados' do lugar. – Sejamos sensatos. – E virou-se para os visitantes. – Sou Charlie, parte da comitiva da família Hrothgar, e creio que vocês tem deixado meus amigos... – E gesticulou na direção dos homens da cidade. – Um bocado nervosos. Imagino que não seja, de maneira nenhuma, vossas vontades, agora se... – E calou-se, com a interrupção de ambos os lados – do sujeito dando um passo à frente, do sujeito batendo o bastão contra o chão. Charlie impediu-se de sorrir.

– Senhores. Imagino que há outra maneira de resolver isso. – E voltou-se aos homens da cidade. – Diga-me, meu caro. Qual o real problema?
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sab Fev 04 2012, 17:20

Alfadur percebia que aquela cena já se tornava evidente demais a ponto de chamar as atenções de todos. Pessoas se aglomeravam, algumas curiosas, outras com medo. O guarda com seu bastão mantinha-se firme com suas conviucções e medos. Niume estava prestes a perder a paciencia e até um de seus servos parecia repudiar muito aquele comportamento do guarda ao aproximar-se daquele modo agressivo. Alfadur moveu a mao como quem desejasse interromper qualquer ato desmedido de seu servo e fitou Niume.

" - Acalme-se Niume... voce acreditou mesmo que algo assim jamais poderia acontecer? Fique calma e logo nisto tudo se resolverá!

Disse a sua amiga que, realmente, era a unica de sua gente que nao possuia nenhuma das tais "marcas da loucura". Alfadur olhou ao homem com o bastão e ousadamente deu um passo a frente mantendo as maos com as palmas abertas e visiveis a ele, uma demonstração de confiança, pois aparentemente, Alfadur parecia indefeso diante daquele miliciano.

" - O norte é abrangente sim... mas como quer que eu explique algo que você não conhece? São terras que nunca receberam visitas... nem mesmo demos um nome a elas. Talvez sejamos sua ultima fronteira entre sua gente os tais que devoram carne humana que deixam um rastro de sangue pela neve. Estamos aqui para compartilhar com sua gente nosso apreço pela liberdade humana, e não para afronta-los. Somos uma comitiva de um pequeno reino desconhecido, mas já fomos escravos antes. Sabemos o que é não ser livre, e não queremos isto npara ninguém.

Após dizer aquelas palavras em um tom mais severo, embora nao agressivo, acabou por mover o rosto na direção do jovem que repentinamente entrava naquela balburdia dando suas opiniões e sugestoes sobre o que fazerem. Aquilo poderia parecer uma afronta para muitos, mas o comportamento de Charlie acabara arrancando um sorriso de Alfadur. Realmente, o garoto tinha coragem para se meter em uma confusão daquelas sem aparentemente ter qualquer conhecimento sobre as motivações dos que ali trocavam palavras mais duras. Agora, para Alfadur restava apenas aguardar a decisão daquele unico homem que parecia disposto a impedi-lo de entrar na cidade.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Niume em Sab Fev 04 2012, 17:34

Alfadur estava certo. Niume estava prestes a perder a paciência. O que eram afinal, um espetáculo para que todos viessem tirar uma casquinha? Podia provar que eram muito mais do que isso, bastava uma brecha, que claro, Alfadur não daria. Ela olhou o mestre e o ouviu, mesmo que evitasse em concordar. Devia claro ter imaginado que aquilo aconteceria, mas não imaginou. Eram gentis, alguns muito mais gentis do que ela, era tão humanos quanto ela, mas eram diferentes em algumas coisas e não gostava disso como um problema, um impedimento para que tivessem uma chance.

-Se soubesse que eram assim, teria ficado com a espada..

Resmungou, cruzando os braços enquanto continuava a olhar o guarda e suas pequenas ameaças. Fora daqueles portões, aquelas ameaças não significariam nada, queria ver se seria tão corajoso, podia apostar que não, do contrario não estaria vigiando um portão. Se não fosse a cidade deles, não se importaria tanto em ficar calada.

De onde estava, Niume ouviu as palavras do homem na tentativa de acalmar o guarda e faze-lo criar um pouco mais de miolos e quando terminou, ela olhou a figura andrógena que se enfiava na discussão com certa dose de coragem. Se tinham que provar de onde vinham por causa de uma pequena marca, alguém como Charlie devia ao menos provar o que escondia entre as pernas para não deixar duvidas se era um homem ou uma mulher.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por 25Slash7 em Sab Fev 04 2012, 17:36

HECTOR



O trambiqueiro riu gostosamente e de maneira descarada. Afinal, ele sabia que havia conseguido mais dinheiro do que merecia e o homem sabia que havia mais do que deveria. Teria como ter feito um negócio melhor do que isso?

Tão logo os dois guerreiros começaram a conversar, o vagabundo voltou a gritar e oferecer milagres para quem quer que por ali passasse. Os itens, dessa vez, não despertavam a atenção de Hector ou Fal.

- Eu não sei se gosto dessa sua ligação com elementais, Hector. - o velho deu alguns passos a frente e cruzou os braços por sobre o peito, esticando um pouco o pescoço em direção a entrada - Eles não são confiáveis. Não para nós... nossas vidas se extinguem rápido demais para que possamos ter algum respeito deles.

Uma senhora passou a frente dos dois, carregando algumas frutas. Fal estendeu a mão e pegou algumas que se assemelhavam a figos azulados. Ele deu uma larga mordida.

- Nessa hierarquia, Hector, nós estamos no nível mais baixo. Podemos ser líderes no extremo do norte, mas em todo o restante da Criação... aqueles malditos ainda são maiores que nós. E sempre serão.

Mastigou mais uma vez, deixando um pouco do líquido doce escorrer pelas suas mãos, antes de terminar com a fruta.

Hector entendia o que ele dizia. O que ele era incapaz de fazer e Fal fazia com muito esforço, era realizado sem grandes dificuldades por desgraçados que não mereciam a sua condição.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por 25Slash7 em Sab Fev 04 2012, 17:50

ALFADUR, NIUME e CHARLIE

A tensão começava a se tornar mais intensa. Niume havia sentido algo em Charlie e Charlie também havia reconhecido aquele ímpeto pela violência. Em suas contradições, ambos espíritos ressoaram em consonância. Charlie falava, interveio numa tentativa de acalmar os ânimos, ainda que, se dependesse unicamente de si, teria transformado aquilo num banho de sangue, Niume, por sua vez, silenciou-se, numa tentativa forçada de conter-se diante daquela situação clara onde os seus pares eram vitimados pelo preconceito ignorante dos guardas.

E junto as palavras de Charlie, vieram as de Alfadur. O guarda pareceu estremecer, dando um passo para trás diante da iniciativa de Charlie e dos argumentos do estrangeiro.

- Eles não parecem agressivos...

As palavras foram do outro guarda, que buscara incutir alguma razão em sua cabeça.

- Vamos. Nós estamos em desvantagem.

E ele falava baixo, para que apenas o seu companheiro fosse capaz de ouvir e perceber o nervosismo. De fato, se ambas as comitivas se unissem, provavelmente seriam capazes de derrotar todos os guardas mal treinados de Haafingar.

O guarda que questionava Alfadur, girou o bastão mais uma vez e então colocou-se com o corpo ereto, a arma paralela ao seu corpo, com a ponta fincada no chão.

Virou-se para Charlie.

- Charlie, da família Hrothgar. Se intercedeu por eles, então é também sua responsabilidade. Qualquer ato de violência deles, a responsabilidade será de sua casa.

Dito isto, o homem engoliu o seu orgulho e ficou em posição de sentido ao lado da entrada da cidade. Os viajantes da caravana da Alfadur poderiam entrar na cidade e participar do Festival.

Festival que tornava-se mais e mais próximo, conforme a noite começava a cair...


Última edição por 25Slash7 em Sab Fev 04 2012, 18:02, editado 1 vez(es)
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Sarx em Sab Fev 04 2012, 17:51

Hector, antigamente, havia estranhado o fato de respeitar tanto Fal Grey - o homem, afinal de contas, era um empregado de seu pai, nada menos, nada mais. Um guerreiro excelente, mas ainda assim, um empregado. Mas os anos haviam se passado, e agora já não estrava mais o modo como as palavras que deixavam a boca de Fel não lhe despertaram nada a não ser curiosidade, enquanto que, se houvessem deixado a boca do pai ou do irmão, lhe irritariam profundamente.

Moveu as sobrancelhas, como quem diz para que ele continuasse. Por que? Por que não gostava de sua ligação com os elementais? E quando veio a explciação - e Hector riu-se do que o homem fazia com o figo, o grandalhão logo respondeu. - Tem certeza? - perguntou, os olhos na confusão. - De que nossas vidas são curtas, digo. Os espíritos me contam que nosso tempo aqui é curto, mas que ascendemos, depois. Que nos tornamos iguais a eles. Que somos, no fundo, todos imortais. Uma linda silfo me disse que já me conhecia, e riu-se e foi embora, quando pedi por detalhes. - e suspirou, como quem se lembra da situação.

E então Fal continuou, citando os Dragon Blooded. Hector ergueu uma de suas mãos massivas, batendo-a algumas vezes no ombro de Fal. - Quando os homens perceberem que os com o sangue do Dragão não são nada mais do que homens com sorte, o mundo verá a queda dos Homens-Dragão da mesma forma que viram a queda dos Falsos Deuses. É uma questão de tempo, eu diria.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sab Fev 04 2012, 18:09

Alfadur ouviu uns e outros comentários até a rendição do homem que desistia daquela empreitada, embora não entendesse mais do que foi gritado, logo, nao ouvia a parte do temor dos soldados em enfrentar duas caravanas. O fim daquele embate verbal certamente acalmaria os animos, mas nao mudava o fato de que ele e os seus seriam vistos como estranhos ali e que tinham um duro trabalho pela frente se quisessem mesmo ter alguma relação mais sólida com aquele povo. Ao menos ele sabia que, de uma forma ou de outra, tinha de agradecer àquele jovem que se intrometeu na conversa. Talvez ele fosse filho de alguem importante o suficiente para ser jogado sobre ele tamanha responsabilidade.

Alfadur virou-se a seu servo mais proximo para reafirmar as ordens anteriores sobre guardarem tudo e respeitarem as leis locais, em seguida falaria com Niume.

" - Viu? Ao menos... poderemos entrar..."

Riu um pouco e agora Niume estava livre para andar pela cidade como gostaria de fazer. Alfadur aproximou-se então do menino e o saudou com uma breve, porém respeitosa reverencia.

" - Obrigado garoto. Tem bastante coragem em se envolver assim com estes assuntos, mas pelo visto, também deve pertencer a uma familia importante, não é mesmo?"

Calou-se em seguida, ao menos esperava que o garoto mantesse aquele modo mais amigavel ou diplomatico, já que entrou na confusão para "aliviar a barra" dos forasteiros ou simplesmente evitar um conflito.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Rosenrot em Sab Fev 04 2012, 18:18

Charlie observou – e ouviu, oras – o que acontecia, e respirou fundo erguendo um dos dedos em riste para contestar uma coisa ou outra, mas sinceramente, desistiu no meio do processo. Não era mesmo como se estivesse afim de entrar naquele tipo de discussão.

Não era da família Hrothgar, de qualquer forma, e se a desgraça caísse sobre os ombros do mesmo, poderia sentar e assistir o espetáculo de camarote. E Hector ficaria bem, de qualquer forma, não era como se amasse a família.

Virou-se brevemente para os forasteiros, e sorriu, gentil. – Imagino que possam dispor da boa vontade de deixarem todas e quaisquer armas à disposição dos guardas, por mais, espero que aproveitem o festival. – E curvou-se brevemente, e preparava-se para voltar para dentro, quando o sujeito puxou assunto. Charlie virou-se, agradável como sempre, e riu divertida quando fora chamado de garoto, não confirmou, porém. - Eu não tenho nenhuma coragem, mas procedo como se a tivesse, o que talvez venha dar ao mesmo. - Respondeu Charlie, divertida, rindo logo em seguida. - Oh, não, não. - E moveu as mãos no ar, negando com a cabeça. - Apenas faço parte de uma comitiva, meu senhor está adquirido alguns itens, e podemos ouvir a confusão. Num dia de festa, é repudiante que isso venha a acontecer. De qualquer forma, espero que possa confiar em sua boa vontade de não trazer problemas à casa de meu senhor. - E curvou-se brevemente, solicita como parecia ser. Charlie deixava claramente em dúvida se se tratava de uma moça ou um rapaz.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por 25Slash7 em Sab Fev 04 2012, 18:25

HECTOR

- Se ela lhe disse isso, ela mentiu.

E resumiu a isso as tuas palavras. Não lhe caberia dar mais explicações sobre uma questão espiritual. Ele se lembrava do que havia feito, do que havia passado e do que havia visto.

Jogou o caroço da fruta em direção ao chão, deu um tapinha no ombro de Hector e então pronunciou-se:

- Eu irei conversar com o grande urso, lá dentro, e seu Magistrado. Acho que teu pai sente que uma guerra está vindo e quer estar preparado caso isso aconteça. Nos vemos após o festival?

Não era de se surpreender que o Mestre de Armas tivesse acesso até o templo onde o Ancião, o Guardião Esmeralda, a Voz dos Antigos e o Magistrado Ledaal Sora estavam. Havia viajado por muito tempo, feito amigos e inimigos, ganhado respeito e desprezo.

- Tente não arranjar confusão. E não deixe sua criança arranjar as dela. Essa noite deverá ser fria e longa.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sab Fev 04 2012, 18:32

A principio, Alfadur nao parecia se preocupar com a androginia do rapaz. No maximo um ou outro olhar curioso, já que provavelmente ele já viu coisas que seriam consideradas por qualquer um muito mais estranhas ou estravagantes do que um menino que parece menina e vice-versa. Por notar o temperamento cortez de Charlie, Alfadur sentiu-se livre para continuar conversando ou pelo menos nao encerrar ainda aquele inusitado encontro.

" - É fácil ver coragem em alguem que faz exatamente aquilo que está acostumado a fazer. Mesmo que não a tenha, acho que posso pensar o contrário de você."

Sorriu um pouco em meio a palavras aparentemente confusas, já que Charlie demonstrou ter coragem sem te-la, ou coisa assim, enfim... Alfadur não parecia ter problemas com conceitos que se confrontam. Quando Charlie concluiu suas explicações sobre ser ou nao importante, Alfador pareceu mais... curioso.

" - Ora... se é apenas parte de uma comitiva, como pode receber tanta responsabilidade assim? Afinal, agora você responde por um bando de forasteiros e qualquer coisa errada que fizermos implicará em vergonha para seus senhores. Não acha isso estranho?"

Manteve aquele tom amigavel e quase divertido, mas logo demonstraou uma postura mais respeitosa diante da situação que tinha uma certa gravidade, ele nao podia negar.

" - Mas não se preocupe conosco. Não pretendemos agredir ninguem daqui, pelo contrário, viemos em paz, e se for possível, gostaria de conversar com seu senhor para que ele não se assuste com estes eventos e com esta responsabilidade que caiu sobre ele de forma um tanto infortuna!"


Última edição por Dønø_da_Wyrm em Sab Fev 04 2012, 18:37, editado 1 vez(es)
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Sarx em Sab Fev 04 2012, 18:37

- Isso foi extremamente esclarecedor, Fal. - reclamou Hector. Certo. Ela estava mentindo. Não via motivo para desconfiar do homem, mas ainda assim... Não era exatamente uma explicação, não era exatamente o suficiente para fazê-lo mudar de idéia.

- Vai lá. - disse, apenas franzindo brevemente o cenho, diante da menção de uma guerra. Aquilo não era exatamente interessante. Guerras não eram boas. Raramente eram, na verdade. Estranhava não ter sido avisado... Mas, também, era o maldito Montanha Negra. Era de se esperar que fosse ser chamado apenas por questão de costume e no ultimo instante possível.

- Como todas as noites do norte, Sr.Grey. Como todas as noites do norte. - e riu-se, movendo-se em direção a Charlie, seus guardas e os estranhos no portão. Ainda não haviam voltado e aquilo era estranho.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Rosenrot em Sab Fev 04 2012, 18:56

Charlie apenas sorriu, agora ficando ela um pouco confuso com as palavras do sujeito. Observou o ambiente à volta, esperando que as armas fossem todas entregues como havia solicitado. Demorou um momento a mais para argumentar uma resposta.

– São pessoas simples. – Comentou. – Não me visto como os soldados da comitiva, logo devem concluir que tenho algum tipo de cargo ou autoridade, talvez. – De novo sorriu, Charlie era muito sorrisos, muito carismática.

Ia falar mais alguma coisa, quando um dos seus soldados lhe informou sobre a aproximação de Hector, Charlie moveu-se um pouco, olhando por cima dos ombros. – Assim espero, meu caro. – Falou, voltando-se para o sujeito. – E veja, se os ventos do norte não são cheios de surpresas, lá vem ele, Montanha Negra. – E indicou Hector com uma das mãos.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sab Fev 04 2012, 19:05

Alfadur concordou com a cabeça. Talvbez ele, ou ela, estivesse mesmo certo quanto a esta questão das aparencias. Por ter vestes melhores, Charlie devia transparecer alguma autoridade. Assim Alfadur acabara por mover o rosto e observar sua propria gente com armaduras e roupas brancas, bem como cavalos, carruagens e vestes de mesmo tom que se misturariam a neve de seu lar. Realmente, mesmo que fossem humanos puros, era facil estranha-los. Alfadur sorriu um pouco e deu de ombros voltando a fitar Charlie.

" - Tem razão... as pessoas se movem muito facilmente pelas aparências..."

Seus guardas já desmontavam e deixavam as armas fora de seu alcance. Como as carruagens ficaram do lado de fora, alguns guardas manteriam sua sposições de vigia conforme as ordens de Alfadur. Quando desejassem entrar na cidade seguiriam o revezamento determinado e deixariam as armas sempre do lado de fora.

Agora Alfadur notava a aproximação daquele homem enorme de mais de 2 metros de altura que o fazia pensar consigo mesmo se ele era realmente tão perigoso ou pudesse causar mais medo nas pessoas que aquele brutamontes. Assim que Hector se aproximava, Alfadur o saudava de modo respeitoso e gentil.

- Bom dia, senhor. Sou Alfadur Zorgerdr. Vim para os festejos, que começaram um pouco mais cedo para mim e minha gente, mas esta pessoa que diz acompanha-lo me ajudou a evitar problemas com a milicia local. Sou grato por isso.

Disse a ele referindo-se a Charlie, demonstrando sinceridade no que dizia.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Sarx em Sab Fev 04 2012, 19:34

E Hector se aproximou, parando ao lado de Charlie, os braços pendendo livremente ao lado do corpo, a barba bem escovada separada, na metade, em duas, lhe caindo até o peito. Tinha olhos de um cinza muito escuro, cor de granito. Quando parou ao lado de Charlie, ergueu uma das mãos, ameaçando bagunçar-lhe os cabelos, mas sem realmente fazê-lo. Riu-se, enquanto voltava a atenção a comissão de estranhos, os dois soldados arrumando-se logo atrás deles, meio ao lado, um de Charlie e um de Hector. Seus escutos eram brancos, e no centro contagem com o emblema pessoal do homem - uma grande montanha negra, com o pico nevado, e um martelo no centro.

Hector franziu a sobrancelha, observando-os, e os músculos da mandíbula se contrairam sutilmente enquanto ele rangia os dentes por um momento, deixando que a mão de Alfadur pendesse no ar. Desceu os olhos para as mãos dele e piscou por um momento. Qual era a chance daquilo realmente ser infeccioso, e não um mito? Não sabia se deviar arriscar.

Terminou por fazer uma reverência. - Hector Hrothgar. - disse. - E Charlie, meu protegido. - e indicou com a cabeça a criatura andrógina.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sab Fev 04 2012, 19:44

Alfadur cerrou um pouco os olhos, embora talvez manifestasse repentinamente alguma tristeza em seu olhar quando notou que seu cumprimento fora negado em substituição a uma reverencia mais simploria. Nao era inesperado, mas nem por isso agradavel. Ele só queria dar a sua gente uma vida diferente após tantas provações, defende-los e mostrar tambem para as pessoas que se consideravam normais que aquelas pessoas nao eram uma ameaça.

Enfim... ele nao mudaria essa historia da noite pro dia, talvez nunca mudaria, mas nao podia negar-se a tentar. Recolheu a mão agora com um sorriso um pouco sem graça em sua face, tentou olhar o homem nos olhos, mas se cansaria facil mediante aqueles 2 metros e meio.

- Bem, senhor Hector... goste ou não tenho uma dívida com voce, pelo que seu protegido fez. Pode ser que os problemas se resolvessem sem a intervenção dele, mas não posso negar em varolizar sua intenção. Talvez haja algo que eu possa fazer a seu favor, embora talvez eu acabe tendo de depender mais uma vez da ajuda que seu status pode oferecer...

Ora... abusado? Não... apenas buscava demonstrar um bom humor que poderia ser atipico a alguem que acabara de sofrer com um gesto de rejeição. Alfadur sentia-se grato, mas pelo que pretendia fazer ali, talvez uma boa relação com aquele homem quase gigante seria bastante util.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Sarx em Sab Fev 04 2012, 19:52

Hector via Alfadur exatamente como veria um plebeu com uma doença extremamente contagiosa - uma pessoa, claro, mas uma pessoa que ele não precisava necessariamente tocar, ou beber do mesmo copo, ou qualquer coisa assim, afinal de contas.

Riu da piada que fora feita, com o bom humor que lhe era natural. - Pague a divida pagando a cerveja. - declarou, indicando-lhe uma das casas de bar da cidade.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sab Fev 04 2012, 20:14

"- É um preço pequeno. Não seria inteligente recusar... Mas isto pagaria apenas o favor que seu protegido me fez? Ou serviria para mais um pedido sincero?"

Apesar dos pesares, buscaria manter o bom humor, afinal, já estava ali e era melhor do que antes quando quase não pôde entrar naquela cidade. Como nao conhecia nenhuma estalagem o taverna acompanhou Hector até o lugar onde provavelmente serviriam bebidas.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Sarx em Sab Fev 04 2012, 20:18

- Faça o pedido e eu lhe respondo, diabo. - disse Hector, pura e simplesmente. Aquele homem feio complicava as coisas,e complicava muito. O homem gigantesco havia tentado dispensar os guardas, mas os dois se recusaram - então, quando sentou-se na mesa do bar, os dois o acompanharam, sentando um em cada lado.

Hector perdiu cerveja para os quatro com um berro. Não parecia um nobre. Não mesmo.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sab Fev 04 2012, 20:29

"- Um pedido simples, senhor Hector. Esta cidade possui alguma liderança, e eu gostaria de ter com os senhores destas terras. Há muitas coisas erradas que as pessoas pensam, e oportunidades que se perdem, mas para falar com eles, talvez eu precise de alguma indicação. Se seu protegido aparentou ter algum status aqui, penso que o senhor conseguiria isto para mim.

Então esperou que a bebida chegasse. Alfadur não a recusaria também e beberia junto com Hector. Ao menos, ali naquele estabelecimento, talvez as pessoas nao viessem com essas historias sobre contaminação, a não ser que Hector dissesse algo.

"- Eu vim para conhecer esta cidade porque também gostaria de ter boas relações com ela. Não somos uma ameaça, nao queremos devorar pessoas, nem vamos faze-los ficar doentes. Talvez voce tenha notado a mulher que me acompanhava, ao menos seu protegido Charlie a viu. Niume é o nome dela, tão humana quanto qualquer um aqui. Foi encontrada por batedores de minha terra perdida na neve após uma terrivel tempestade que matou todos os seus pares. Ela está conosco há anos e não há nenhum problema com ela."

Tomou um gole maior em seguida.

" - Quem sabe, algum sabio daqui possa confirmar o que eu lhe falo..."
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Sarx em Sab Fev 04 2012, 20:37

Hector ouviu com atenção o que ele dizia, e riu, de puro deboche, sem se preocupar com cortesias ou jogos sociais. Não se importava com aquele tipo de coisa. Odiava-os, na verdade. Era honesto. Grosseiramente honesto, alguns diriam.

- Diabo, - era um vício de linguagem, ao que tudo indicava. - Você realmente não é daqui. - e riu, bebendo mais um gole da cerveja, fazendo um gesto com a mão para que ele continuasse.

- Se o que diz é verdade, precisarei dar-lhe desculpas urgentes pelo modo como te tratei. Mas 'cê entende a preocupação, né. As histórias e tudo o mais. Crescemos as escutando. - explicou-lhe.

Mais um gole do caneco. - Minha família, os Hrothgar, governam o norte. - e indicou com a cabeça o escudo de um dos guardas, repousados no banco, a montanha negra. Provavelmente, em sua viagem até Haafingar, ele havia visto aquele mesmo símbolo, só que com a montanha sendo vermelha - uma referência clara a montanha vermelha e gigantesca que existia naquelas terras. - Não estou em exatamente bons termos com meu velho, o atual Lorde Hrothgar, mas provavelmente poderia puxar uns pauzinhos. Mas não vou. Por que? Por que você parece ser um cara decente, e a maioria destes filhos da puta da elite te mandaria para a forca em dez minutos.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sab Fev 04 2012, 21:02

"- Não sou mesmo... se eu soubesse exatamente como nos tratariam, eu tentaria uma abordagem diferente... - Um leve riso - " - Sei que palavras não são suficientes para convencer voce ou os outros. Eu entendo isto, me entristece, mas não posso mudar Eras de histórias que são contadas sobre este assunto. Também não posso negar que muitos dos que visitam as bordas do mundo se tornam verdadeiras ameaças, por mais que eu diga que os meus não são assim. Porém, a verdade sempre será uma só, ainda que as pessoas acreditem em mentiras. Talvez haja algum espaço para a verdade, aqui em Haafingar."

Bebeu mais um gole da cerveja e, de modo geral, Hector poderia perceber que Alfadur nao era muito diferente de outros homens comuns, ainda que vestisse roupas de aspecto nobre enquanto frequentava uma taverna como aquela. Mesmo seus olhos estranhos ja nao pareciam tão estranhos depois de algum tempo.

" - Do jeito que fala, seus pares nao parecem se preocupar muito com a Verdade então... "

Riu um pouco, mas sem entrar em muitos detalhes, pois nao sabia o quanto esta questao familiar incomodaria aquele homem nobre, mas de gestos rudes.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Sarx em Sab Fev 04 2012, 21:07

- Eles são reis e rainhas, lordes e damas, senhor Alfadur. - disse, por fim, depois de uma respiração pesada. - Eles fazem sua própria verdade. E você conhecerá outros, ainda mais nobres, com mais verdades criadas. Pouco espaço resta para a verdade verdadeira. Se ela existir. - e deu de ombros, levantando-se.

- Mas chega de filosofia. E de cerveja. - os guardas levantarem-se automaticamente, após Hector fazê-lo. - Preciso encontrar Charlie, e pelo menos manter-me razoavelmente sóbrio até o festival. Nos veremos depois, Alfadur.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sab Fev 04 2012, 21:15

" - Estes são, geralmente, os piores... reis e rainhas, esnobes e mesquinhos em seus tronos transbordando uma presença glamourosa sobre uma massa de servos sem vontade... sabe... para mim, é facil saber de onde meus antigos senhores retiram inspiração para se tornarem os tiranos que são."

Comentou Alfadur, quase abrindo um parentese quanto a natureza estranha e soberba dos seres que escravizaram seu povo. Se comiam e bebiam dos sonhos mortais, serem nobres cheios de vontades também devia de ser um aspecto comum em uma sociedade marcada pela injustiça social. Alfadur fitou Hector que fazia menção em sair, quase moveu a mao a um cumprimento, mas logo refreiou tal movimento... não, ele não podia cobrar tal confiança ainda, mas quem sabe um dia Hector acreditaria nele.

" - Obrigado pela conversa. Até um novo encontro, quem sabe..."

Um leve sorriso e uma reverencia simples de cabeça para despedir-se. Assim que Hectgor saisse, Alfadur deixaria uma pequena pedra preciosa sobre a mesa, algo que nao valesse muito mais do que a cerveja que beberam, mas que serviria como pagamento vindo de alguem com posses mas sem moedas locais.
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