Introdução: Deuses e Homens

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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Qui Fev 23 2012, 22:39

Alfadur ouviu o que Hector disse antes de partir em galope rapido em busca de conflito com seus familiares. Balançou a cabeça negativamente, um tanto decepcionado, pois naquele momento ele via um Hector bem diferente do homem que parecia sonhar com a Liberdade para os fracos e o respeito aos que não fossem nobres. Que o grandalhão fosse atrás de alguma justiça, mas pelo modo como falou e como partiu tão determinado, Alfadur imaginava que Hector acabaria promovendo em sua terra algo semelhante ao que ocorrera naquela cidade em que estavam, e pelo pouco que conheceu de Charlie, era certo que o pequeno companheiro de Hector nada faria para impedi-lo de cometer uma chacina.

Mal sabia Alfadur que daquele dia em diante provavelmente ele proprio perderia alguns valores admiráveis para dar lugar a desejos e sensações estranhas, sonhos de liberdade se tornariam sonhos de conquista, a afeição por muitos até desconhecidos se tornaria indiferença cruel, o perdão daria lugar a uma implacável retaliação. Ele ainda amava e amaria os seus, mas não poderia pensar o mesmo de outros, pois era o que ele sentia por toda aquela gente morta... os que não eram seus não pareciam tão importantes.

" - Sim... vamos... "

Respondeu a Niume enquanto "entregava" o cavalo para ela montar. Observou o lugar desolado, agora em chamas que consumiam os corpos de todos os que morreram, dos seus protegidos maculados pela Wyld aos pobres camponeses e aldeões que pereceram na famigerada Noite Infinda. As casas, o templo, tudo ardia em chamas... era a lembrança que Alfadur teria do "mundo dos humanos"... de fato, não por sua culpa, claro, mas sua visita a Haafingar realmente fora um tremendo desastre.

Então ele ouviu ao longe as explicações de Sora que finalmente resolvera responder algo e isto o fez retroceder para aproximar-se do valente guerreiro. Alfadur o fitou ainda montado, buscava entender sua explicação, afinal, ele já ouvira histórias contadas sobre guerras antigas que destronaram divindades, guerras que quase destruíram o mundo, guerras que foram motivadoras para o povo estranho a quem servia, guerras que fizeram dos seres mais próximos dos humanos os senhores da Criação. Alfadur o ouviu, tentou ignorar possíveis pejorações, mas não gostou nem um pouco da ameaça a Niume.

" - Paciência não lhe é uma virtude, e pelo visto, prudência também não é... "

Alfadur ainda carregava aquela espada que parecia melhor que espadas mundanas, mas nao chegava a ser um artefato mistico. Sora nao podia negar que estava em tremenda desvantagem, a começar por seu proprio estado físico, mas Alfadur ainda desejava uma conversa digna.

"- Eu já ouvi algumas destas histórias... sabe de onde eu vim, e talvez me veja como algo quase pior que um destes Anátemas, mas minhas atitudes mostram que seus preconceitos são exatamente isto... preconceitos. Não quero feri-lo mais do que já está, e não queria que isso tudo acontecesse. Por que não nos diz o que podemos esperar à partir de hoje?"

Não reclamaria daquela palavra pejorativa, pois sabia que Niume acabaria fazendo por todos eles, e Alfadur esparava ao menos que Niume não reclamasse com uns bons sopapos na cara daquele sujeito.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Rosenrot em Qui Fev 23 2012, 22:48

Charlie apenas lhe lançou um olhar de canto. - Faça um favor a nós dois e vá à merda, Lord Hrothgar. - Falou, sem alterar o tom de voz. Mas após as próximas palavras de Hector, quem rui foi Charlie, de puro deboche.

- Não há destino. Isso é só uma besteira de histórias de contos de fadas. O destino é aqui e agora. Você vive ou você morre. Nada além disso. - E voltou a se calar. Não admitiria, mas sentia-se extremamente estranha também. Moveu a cauda de um lado para o outro, de maneira irritada. - Me lembre de arrumar um machado afiado e algo para queimar e fechar a ferida. - Referia-se claro, a cauda.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Niume em Qui Fev 23 2012, 22:58

Niume já estava preparada para montar o animal quando SORA falou, finalmente depois de tanto tempo. Ela virou-se, olhando-o por cima do ombro enquanto Alfadur tomava a iniciativa de ir até ele primeiro. Ela já estava ali e não se daria ao trabalho de voltar ao rapaz apenas para responder aquele desafio. “Ele não é nada.” Ouviu de si mesma. “Arrogante e insignificante.”.

O que ela era agora sussurrava consigo mesma. Sentia-se superior a ele para dar-se ao trabalho de responder algo que tinha a imensa sensação que podia esmagar. Já tinha aceitado dele a ofensa de ser chamada de monstro, talvez ele devesse ficar com a língua dentro da boca.

-Mantenha a sua boca fechada, pois piedade não é uma virtude para mim.

Respondeu ela de onde estava. Estava farta daquela palavra, três explicações partidas eram o suficiente para entender que seja la o que fosse o significado, não era importante. Niume montou o animal, prendendo a espada a cela e dali, falou mais alto para alcançar Alfadur.

-Melhor irmos! Ele não vale o nosso tempo e as nossas palavras. Se a chamas não o levarem, alguém o fará. Esta ferido e em desvantagem e ainda se sente no direito de ofender aqueles que estão de pé. Não acho que nada vindo dele poderá nos ser muito útil..

Ela reagiu de forma indiferente. Antes daquele dia, a jovem teria atrevassado as chamas se preciso, para dar mesmo uns bons sopapos naquela cara arrogante. Mas agora, Alfadur que a conhecia melhor do que ninguém talvez fosse o único capaz de perceber que naqueles olhos, não havia nada, apenas a indiferença que seria destinada a um inseto que era agora, destinada ao rapaz.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Valkyrja em Sex Fev 24 2012, 15:06

Vaan apenas permanecia calada enquanto todos ali discutiam o que era melhor a ser feito e reclamavam. Não iria meter-se na conversa alheia ou sequer dar alguma sugestão, por mais que achasse necessário. Ouvia as explicações de Sora enquanto o encarava. Achava que o morimbundo tinha, pelo menos, o merecimento de ser olhado nos olhos, já que ele foi o único a sobreviver àquele conflito que simplesmente dizimou a cidadezinha. De certa forma, por mais que fosse uma pessoa solitária e muitas vezes reclusa, não conseguia ver os outros como tão insignificantes. Olhou as feridas pelo corpo de Sora e pensou se poderia fazer algo.

- Desculpe, não posso te ajudar, mas preciso que me responda mais uma coisa. - Vaan não falava rápido. Aliás, parecia falar em pausas, com a paciência de um professor diante de uma criança. - Durante o tempo que eu estava desacordada, alguém veio me ver? Você sabe de qualquer coisa?


Não ignorava o que Sora e os outros falavam sobre Anathemas e seus destinos. Vaan era uma observadora e guardara todas as informações necessárias,e nquanto ela calculava o que seria a melhor opção. Porém, sua memória parecia pregar-lhe peças. Partículas douradas apareciam de repente em sua mente, muitas manchadas com sangue e corrupção. Talvez Sora estivesse certo de chamá-los de Anathemas, levando em conta a indiferença de todos. Engoliu em seco ao imaginar as possibilidades do que se abria para ela e os outros e tentava organizar suas lembranças, mas no fundo, não sabia também se elas eram apenas sonhos.

Esperou Sora responder e logo depois traçou seu percurso. Já que todos voltavam para sua casa, ela iria para onde um dia chamou de lar: Yu-shan.

...Se é que aquilo era possível.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sex Fev 24 2012, 19:56

Embora Niume desejasse ir embora, Alfadur ainda queria ouvir mais, saber mais, entender mais o que se passava. Ele era curioso, tanto quanto ela, e mesmo depois do que lhes ocorreu, Alfadur não queria simplesmente ir embora para voltar a viver a mesma vida de antes sem ter respostas melhores do que as que percebeu em tudo aquilo e as que Sora lhe deu.

" - Calma Niume... não podemos ser tão ruíns assim e deixa-lo aqui para morrer... não gosto do que ele diz, mas ainda sinto que não é certo deixa-lo aqui..."

Respondeu a Niume, e não mentia... ainda havia piedade nele, por mais que parecesse meio egoísta, já que ajudar Sora poderia significar obter mais informações, não apenas sobre Anátemas ou coisas como guerras antigas contra deuses, mas também sobre o que viria a eles depois de tudo que ocorreu em Haafingar.

Novamente ele fitaria Sora, sem desmontar, olhando-o com o mesmo semblante sereno, agora mais calmo, e falaria com ele mais uma vez.

" - Você pode não gostar de nós por achar que somos mals, que somos monstros, mas não quero deixar que seu preconceito me torne uma pessoa ruím. Não quero dar razão a você. Se ficar aqui sozinho, morrerá... mas eu o ajudaria se assim quisesse. Ao menos, poderíamos tentar ajuda-lo a sobreviver e faze-lo mudar seu modo de pensar, mas é você quem decide. Não vou obriga-lo a viver se prefere morrer aqui, de frio, de dor... "


Alfadur se oferecia para ajuda-lo, quase que instintivamente. Nem ao menos poderia supor que fazia algo por outros motivos além do simples desejo de querer ajudar ao homem ferido. Talvez fosse mesmo sua índole que antes parecia incorruptível a influencia-lo para boas ações, talvez fosse um sussurro maldito a supor alguma vantagem. A verdade é que Sora sabia muitas coisas que Alfadur não sabia, no mínimo, colocando-o como um formidável aliado caso possível, ao mesmo tempo que Sora era, naquele momento, um pobre homem ferido condenado a morte e que poderia ser salvo pela benevolência de Alfadur.

Além de Sora havia Vaan que estava perto e também parecia disposta a ajudar ao homem. Ela também tinha muitas perguntas sem resposta e era tão sobrevivente quanto ele, Niume ou Hector e Charlie que já seguiam de volta aos seus lares. Alfadur a fitou e sem cerimonias faria um convite à mesma.

" - Você também, não me parece alguém que tenha uma boa opção para onde ir... se prometer se comportar, eu poderia recebe-la em minha casa. Sei que assim como eu e minha amiga, você também deve estar cheia de dúvidas... se tiver boas intenções, será bem vinda..."

Riu um pouco, principalmente quando falou dela ter de se comportar... pequenos momentos de bom humor em meio a uma grande tragédia, era de fato o lado sonhador de Alfadur tentando criar uma história menos triste que aquela que estava sendo moldada ao seu redor. Ele esperaria a resposta de ambos antes de partir com Niume para suas terras além das montanhas.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Shen666 em Sex Fev 24 2012, 21:46

Estava próximo.

A tempestade fora embora e junto dela suas gotas de sangue. O cheiro ficara, o despertar era confuso. O despertar. Cidades, desordem. O sonho que tivera...

- Tivemos..;

Sentira o estranho despertar deles. O homem disse muitas coisas e as vozes muitas outras, elas gritavam, respondiam entre si e buscavam a razão. Todos eles buscavam a razão, mas a busca de conhecimento era a ordem e a voz mais alta entre as outras. O conhecimento proclamava sua sede e sua sede respondia:

- Piedade. Somos um só em muitos. Não precisamos, não necessitamos. Sozinho em muitos, sozinho seguimos.

Caminhava curvado entre as sombras. Atravessou a cidade e as cinzas. Seu semblante irreal trazia uma mancha abstrata do que o inferno cuspira em sua alma. Os tempos mudam, as vozes gritam e sua mente assimilava cada resquício de suas memórias. As memórias da vida. Elas estavam lá, observando por seus olhos, se escondendo em sua alma. Gritavam por sua garganta. O Um respondia:

- Seremos o guia. Ele pediu. Eu acredito.

Aqueles eram eles. Aqueles seres confusos e perdidos. Sua prova era distinta, mas a prova seria provar seus valores. Façam por merecer e eu encontrarei nosso caminho. E o prêmio. As armas, os esquecidos, a ligação e a divindade. Todos eles eram prêmios de valor. Todos. Reerguer e guardar.

Próximo agora, sua intenção ainda se moldava perante o estudo de cada ser. Eles eram os sobreviventes? Apenas estes?

- Sou o guia.

Sua sombra parecia se mover como uma serpente em chamas. Sua presença era estranha, mas não selvagem.

- O abismo é aqui. O que nos resta é seguir.

A máscara em seu rosto se assemelhava a um ser vivo. Suas palavras ressuscitavam as trevas, transportavam uma tristeza da criação e um inconstante eco de várias vozes. Um demônio em carne de alguma outra coisa. Mas a criação é diferente da aparência. A alma busca coisas que a aparência não demonstra. Ainda mais por trás de máscaras.

Era tempo de ensinar, aprender e seguir. As lições de verdade chegarão com o tempo. Eles o olhavam e cada um de;

- Nós.

devolvia o olhar. Era mais um caminho a se seguir. Mais uma estrada aberta ao conhecimento. Uma cidade abandonada por outra, uma troca injusta por trocas incertas.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por 25Slash7 em Sex Fev 24 2012, 22:16

- É o que escolheu?

O garoto sorriu um sorriso triste e cansado. Não. Não era o que havia escolhido, mas era o que desejava o seu destino, era o que deveria ser. Naquela noite, imerso em uma tola inocência, ele empunharia pela última vez o seu cajado antes de morrer, transformado em sacríficio pelas mãos de outro.




A aquela altura, a cidade tornava-se pouco mais do que um reflexo sombrio de outrora. Os mortos espalhavam-se pelo chão e somavam incontáveis vidas jogadas ao vento pelo capricho de alguém que julgava ser necessário derramar sangue na busca incansável do Dragão Entre o Agora e o Eterno.

Algumas casas haviam sido destruídas pelo combate entre Voz dos Antigos, Sora e o Ancião. Paredes haviam sido derrubados, telhados incendiados diante do arder da essência que fluiu por aqueles guerreiros.

O ar havia se tornado denso, lúgebre e a cidade havia sido mergulhada numa profunda escuridão. E talvez teria sido devorada por estas mesmas sombras, pois é isso o que acontece quando a Voz dos Antigos se enfurece.

É o que deveria ter sido. Mas que não foi.

Porque do meio da mais profunda da treva. Da noite mais escura. A mesma luz esmeralda que o Guardião utilizava como guia em direção ao medo dos homens, surgiu da pedra mais alta. Três raios de luz se ergueram do chão até o céu e, mais tarde, um raio dourado se misturaria e subiria até o infinito.

Anos depois, os homens ainda se lembrariam quando falassem sobre o sinal que os deuses enviaram antes de mergulhar o mundo em um período de caos e guerra.

O que não se saberia era se os homens falariam dos Heróis de um mundo decadente. Ou de tiranos e ditadores.




Charlie encontraria pouca coisa de valor nas casas. Aquele povo simples possuia poucos objetos de valor. Alguns pedaços de jade, couro e peças artesanatos. Caso houvesse espaço, quem sabe condimentos para vender em outras cidades? Condimentos que seriam fáceis de achar já que, por alguma razão, seus olhos pareciam mais afiados e habituados a enxergar em lugares escuros, enquanto seu olfato estava mais aguçado.

Em instantes, ela estaria logo atrás de Hector. Ambos prontos para seguirem o seu caminho em direção ao lar dos Hrothgar. Hector que, por sua vez, agora deparava-se com uma nova condição, um novo estado de espírito que clamava por poder, desejava. Aquela ambição impulsionada por um instinto de violência, tornava-se estranhamente acalentadora.

Niume e Alfadur compartilhavam sensações diferentes e, ao mesmo tempo, diametricamente opostos. Niume sentia-se, pouco a pouco, tomada pelas sensações de uma época de glória. Quando as imagens de uma época de sonhos enevoaram os seus pensamentos, ela seria capaz de colocar-se como a gentil governante de homens livres. Olharia para o céu e veria a promessa de liberdade. Mas se olhasse para frente, veria o chamado de um dever que ela era incapaz de compreender naquele momento. Um dever que, se assim fosse seu desejo, ela poderia rebelar, renovar.

Alfadur não tinha espaço naquelas ilusões de um mundo belo. Seu espírito era tomado por uma angústia e um desejo de vingança que eram reflexos da sua condição naturalmente "não-natural". Um desejo de ser melhor do que aqueles que tanto se colocaram como melhores que ele. Uma mentira delicadamente tecida por ele para se acomodar às suas virtudes.


Nenhum deles, contudo, havia trazido um sentimento de mágoa tão denso e causticante como aquele que Alexander trouxe consigo ao despertar. A sensação de ineficiência, de ser meramente um objeto diante do destino, o revoltava, distorcia e destroçava o seu espírito. Num silêncio triste, o homem se erguia apenas para se deparar com aquele mundo que, pelo que diziam as estrelas, fariam com que ele se curvasse perante sua vontade.

Por fim, havia Vaan que achava-se deslocada, quebrada. Procurava por fantasmas e sombras de um passado que desejava esquecê-la e vê-la longe. Corria em círculos e, por mais que negasse, se assustava com as perspectivas que tinha pela sua frente. Como haviam lhe dito: ela estava quebrada.




- Não.

Sora pareceu um pouco confuso diante da calma e da curiosidade de Vaan. Por um momento apenas, ele esqueceu-se que havia se tornado um inquisidor e, no momento seguinte, entendeu que ela depositava suas esperanças na resposta do Árbitro.

- Eu estava desacordado. - em seguida, virou-se para Alfadur. Pensou em dizer-lhe algo mas, a verdade, era que não conhecia o homem e não sabia até que ponto deveria confiar nele. Sabia que ele não era como os Anathemas que ensinavam, mas sabia, também, que ele deveria tornar-se algo tão perigoso quanto qualquer um - Eu devo retornar aos meus, para dizer o que aconteceu aqui hoje. Meu destino me impede de morrer antes chegue o dia de minha morte. E não é hoje este dia.

Ele falou em um tom seco, como se lamentasse aquela situação. Enquanto Hector e Charlie afastavam-se, uma estranha figura se aproximava. Qualquer um próximo perceberia os músculos do rapaz tensionarem, como se quisessem explodir ou, simplesmente, como se sentissem receio do que viria. A criatura mascarada, de palavras complicadas e linguagem enigmática, dizia ser o guia, dizia que os levaria e que se encontravam no abismo.

Por alguma razão... a sensação era a de negociar com o diabo.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sex Fev 24 2012, 23:33

Ora... sentimentos ruíns, não muito nobres, não muito honrados... Alfadur cerrava os olhos ao pensar naquelas coisas... tanto que ele viu, sofreu e fez sofrer, o pouco que conheceu de um "mundo" que o rejeitou para morrer ao redor dele, aquelas visões, aquelas vozes, o que ele julgou como "mal" e destruiu, as asas que o acolheram e o tornaram algo... diferente... a cada segundo sua alma, seu corpo, pareciam assimilar melhor seu novo Ser, o que ele sentia de fato não era bom, mas era real, verdadeiro... ser melhor, impor sua soberania, mostrar que valia mais do que dedos inquisidores apontados contra ele, derrotar juizes mundanos em nome de si mesmo e, quem sabe um dia, expurgar outros não mundanos que pudessem vir atormenta-lo.

As palavras de Sora lhe bastaram. Que ele fosse atrás de seu destino, que julgava ser não morrer ali no frio. Alfadur baixou o olhar e fechou os olhos num longo suspiro...

" - Faça como quiser... mas que jamais nos vejamos em um cenário como este, a não ser que estejamos do mesmo lado, para o seu próprio bem..."


Não ameaçou, embora parecesse avisa-lo. Alfadur não gostava de desaforos, mas determinou-se a engoli-los por um bem maior, porém, não havia mais uma motivação clara neste aspecto para que Alfadur julgasse necessário aceitar outras coisas além de sua própria vontade, e sua vontade era, de fato, ter em Sora algo que pudesse ser valioso, mas jamais sujeitar-se além desta vontade. Alfadur era sincero e claro no que dizia, afinal, Sora os denominava Anátemas, e num futuro encontro eles poderiam ser seus inimigos.

" - Vamos... você também se quiser... " - Fitou Niume e também a Vaan com um meio sorriso no rosto. Agora Alfadur se afastaria do guerreiro para deixa-lo com seu suposto destino de ir embora e buscaria a trilha que o levaria às terras além das montanhas. Porém, a figura estranha que aparecia e abordava Hector e Charlie chamou-lhe a atenção e o fez parar ali perto. Alfadur o fitou de cima abaixo observando-o no maximo de detalhes que pudesse absorver daquele estranho homem. Era estranho que aquele sujeito não lembrava as loucuras da Wyld embora fosse definitivamente louco e ainda sim possuia um aspecto curiosamente familiar, como se a presença dele não o assustasse ou não lhe provocasse tanta estranhesa.

" - O que quer, homem? Nosso dia não foi dos melhores e temos uma longa viagem pela frente!" - Percebeu então que Charlie e Hector ainda estavam ali... É... realmente o homem esquisito de falas esquisitas chamou a atenção até daqueles dois apressadinhos. Isto fez Alfadur rir um pouco, pois era de fato uma situação engraçada mesmo naquele cenário tão "trevoso".

- Ao menos serviu para diminuir seu ímpeto..." - Falou a Hector ainda com aquele semblante mais calmo, evitando transparecer os sentimentos estranhos que carregava em sua alma. Agora esperaria que o homem estranho falasse algo e se não julgasse relevante, partiria para suas terras mais ao norte junto de Niume e, quem sabe, Vaan também.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Sarx em Sex Fev 24 2012, 23:47

- Cassius deve ter alguns bons machados. - ele respondeu, com ares de risos, para Charlie, diante da idéia de cortar o rabo. Cassius era o chefe-ferreiro de Stormgale. E então.. Os raios verdes, e o homem mascarado.

Por que não podiam encontrar uma pessoa.. normal? Por que aquilo? Um louco mascarado e deformado, pessoas saindo de pedras, raios verdes cortando o céu... Parecia que o mundo estava, a cada instante, mais louco, mais feroz. Podia sentir os elementais e os espíritos, ouvir seus lamentos...

E ainda assim, uma parte de si, uma parte gélida e nova em seu tão caloroso peito, simplesmente não se importava.

Ouviu o que Alfadur lhe dizia, sobre o impeto, e respirou fundo, de modo ruidoso. Olhou para o homem e para Niúme, assim como para Charlie. - Há uma guerra vindo. - ele disse. - Eu não sei quando, não sei onde, e não sei quem estará lutando, mas posso sentí-la em meus ossos. Não temos tempo para ficar conversando. - declarou. - Estamos indo. Se quiserem, são bem vindos. Se não, fiquem. - e manobrou o grande garanhão negro que lhe pertencia.

- Charlie. - chamou, enquanto saiam pelos portões.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por 25Slash7 em Sab Fev 25 2012, 09:28

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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Shen666 em Sab Fev 25 2012, 10:38

Respirava calmamente e observava cada ato impetuoso daqueles seres. Pareciam muito adaptados às mudanças, mas inconsequentes as reações que tudo isso implicaria.

- Peço perdão. Chamam-me Spectre.

Ainda curvado, não olhava nos olhos de nenhum deles. Apenas ouvia atentamente todas as vozes. Hector, Alfadur..;

- PARE COM ISSO! ELES NÃO MERECEM NOSSA ATENÇÃO.

e todas as outras. Continuou:

- Temos uma longa viagem para um lugar comum. Todos nós. O dia não foi dos melhores, mas o tempo é. O encontro e o despertar. O caminho entre a escuridão e as tochas. Uma recém cidade abandonada por outra. A escolha de todos nós.

- Todos nós.

Erguendo-se, dera alguns passos na direção de Hector. Seu movimento era calmo e vagaroso, como um idoso fora de seu tempo. Precisava convencê-los de suas péssimas escolhas. Eles possuiam um caminho único a seguir;
e juntos.

Pelo menos nesse exato agora. A intersecção dos destinos.

Sua voz novamente criava um eco perdido, como o som saindo de um profundo sonho:

- Apegue-se a estas palavras, grande homem: se partir agora, irá partir para o lugar errado com o motivo errado. Siga-me e aprenderá mais sobre o que realmente é.

Então, virando-se lentamente para todos eles, olhando-os um a um, terminara:

- Cada um de vocês aprenderá mais sobre o que realmente são. Onde isso isso poderá levá-los. A mudança é o começo. Façam suas escolhas, e as façam sem arrependimentos.

Aqui nas sombras somos todos iguais. Mas entre o caos e a salvação, o único diferencial era um pequeno ponto de vista. Suas escolhas. Existia esperança no fim.
As vozes discutiam e uma delas ria extremamente alto em sua cabeça. Um sorriso crescia por trás da máscara.


Última edição por Shen666 em Dom Fev 26 2012, 13:51, editado 1 vez(es)
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Rosenrot em Sab Fev 25 2012, 13:08

Moveu a cabeça em sinal de positivo, sobre o tal de Cassius. Sinceramente nem se lembrava quem era esse idiota. Mas ele tinha o que precisava, então estava bom. Era assim que as coisas fluíam e funcionavam: todos são interessantes, quando se tem algo que você precisa.

Charlie já tinha começado a por o cavalo para se mover, quando Hector parou para falar com os outros. Ficou a alguma distância deles, meio de lado, aguardando para saber o que Hector resolvia fazer. Então aquilo veio. Arqueou uma das sobrancelhas. A mão pairando sobre o arco preso na sela do animal.

Charlie fremiu as narinas, mesmo que não soubesse porque o fazia, ela pegou uma das poucas flechas que lhe restara, e armou o arco. Mirava no homem, por achar que talvez fosse algum tipo de resquício. Um ataque sorrateiro. Mas parou, ouvindo o que ele estava falando.

Malditos enigmas. Malditas pessoas, criaturas, lugares e situações que gostavam de falar entrelinhas. Que gostavam de dar respostas que não eram exatamente respostas, e sim dúvidas. Revirou os olhos, baixando o arco e guardando a flecha, seria um desperdício, podia precisar dela depois.

– Talvez se você parasse de falar feito um maluco. – Disse a criatura andrógena meio felina, que acompanhava o grandalhão, ainda que estivesse um pouco mais longe de todos. – Talvez alguém te desse atenção. O que te faz achar que seguíramos um mascarado vindo de lugar nenhum falando um monte de asneiras? – Já estava saturado de tudo aquilo. Olhou Hector, esperando para saber o que fariam.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Valkyrja em Sab Fev 25 2012, 13:11

Desde o céu vermelho do Leste até o pôr do Sol no oeste,
Nós enganamos a morte e ela nos enganou.

Já não havia nada.... Vaan lembrava-se apenas dessa velha cantiga. Seu olhar, por um segundo, foi de pesar. Ela fez uma menção com a cabeça para Sora e levantou-se, olhando em volta.

Mas isso é apenas um sonho, e é isso que significa:
Nós estamos dormindo, e sonhamos mais e mais.


Vaan sentiu aquela energia estranha fluir por suas veias, e pareceu ter calma pelo menos uma vez depois de ter acordado. Seu destino estava quebrado, estava morta, e tudo parecia tão longe de seu alcance, mas ao mesmo tempo, enquanto olhava aquele tom lilás deslizar por suas mãos, ela percebeu que não poderia simplesmente entregar-se.

Mas as memórias ficam, os anos passados não nos são estranhos
Os invernos são como mortalhas silenciosas.

Ouvia o que o estranho que acabara de chegar dizia. Fazia um pouco de sentido, mas não sabia se deveria segui-lo, e a proposta de Alfadur também era um caminho. Yu-Shan era apenas uma memória distante agora, e com uma dor sufocante, ela decidiu aceitar sua morte.

- Se o que diz é verdade... – E olhou para Alfadur. Parecia não se incomodar com a piada dele, apesar de arquear uma sobrancelha.Olhou Spectre. – Venha conosco. – E pousou o olhar em Alfadur e Niume. A figura era estranha, com certeza, mas parecia saber de algo que eles não sabiam. Seria melhor levá-la ou ir com ela. No pior...Bem, no pior dos casos, era só alguém se livrar do outro, não? E tudo já estava ruim demais, por que não jogar de novo com o Destino?

Vaan riu do que pensara. As incertezas ainda a machucavam e a deixavam perdida. Não sabia o que era e nem o que a aguardava. Seu passado também já não existia. Ergueu seu olhar carmesim para o céu sem estrelas.

Se você virar-se para a luz que está queimando na noite,
Então o dia de sua jornada começou
.

E tentando não pensar no que aconteceu até ali, seguiu com Alfadur, Niume e esperava que Spectre os acompanhasse ou guiasse.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Sarx em Sab Fev 25 2012, 14:57

A figura mascarada se aproximou, e Hector, por mais instinto do que qualquer coisa, levou uma mão ao martelo preso na cela do cavalo... Era um preconceito? Talvez. Mas Hector não gostava de preconceitos, realmente.. Então imaginava que fosse mais uma precaução. Criaturas mascaradas haviam acabado de aparecer alí, não haviam? E haviam desencadeado tudo aquilo. Até onde ele sabia, aquele homem poderia ser um deles. Não havia motivo para confiar.

Ele respirou fundo, de modo ruidoso. Notou que não sentia frio, apesar de estar bem próximo do nu e bem pouco agasalhado, no tempo em que estavam, e sua voz deixou seus lábios antes que ele percebesse que estava falando, e em um tom régio e pesado, tão diferente do tom que Hector geralmente utilizava.

- O Rei da Coroa Ensanguentada se conhece bem o suficiente. - ele decretou, antes de, mais uma vez, mover-se para ir embora.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Shen666 em Sab Fev 25 2012, 16:10

Curvado novamente, fitava o chão e dirigia a palavra à Charlie:

- Não quis parecer maluco. Disse o necessário e o julgamento cabe a vocês. Isso tudo que observam aqui - abrira os braços movendo sua cabeça - é a fagulha do que poderá acontecer. Esse encontro não foi por acaso. Vocês possuem um caminho, e eu sei para onde.

Apontara para Vaan.

- Não possuo metade da força de vocês, apenas possuo a conciência do que isto realmente representa. Estou aqui para guiá-los. Nada mais.

- Pare de falar, pare de falar, cale-se, cale-se, eles não merecem.

Sua sombra oscilava ao redor das trevas.

- Tenho conhecimento de forças aqui envolvidas. Conheço seus nomes - Vaan, Alfadur, Charlie, Alexander, Niume, Hector... conheço pouco de suas história e muito sobre a origem. Outras coisas também..

Observava Hector com satisfação, mas achava incoerente a sensação de ameaça.

- Sua confiança será seu flagelo, grande homem. Se assim deseja, vá em paz. Mas sua guerra não é através do caminho gelado. Sua guerra é maior e nosso reencontro será inevitável.

O filho pródigo. Aquele que virava as costas para o vale das trevas e seguia adiante em seu mundo sem saber o que acontecia com o universo.

Imponente, repetira:

- Sou o guia.

O eco dos sonhos alcançara níveis diferentes. Um lamento indistinto.
Devagar, caminhava em direção ao pequeno grupo.


Última edição por Shen666 em Dom Fev 26 2012, 13:51, editado 1 vez(es)
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Rosenrot em Sab Fev 25 2012, 21:05

– Se estamos falando de julgamento. – Charlie começou, após as palavras do homem e as de Hector. Estava sério, focando-se unicamente no sujeito mascarado a alguns metros. – Vale lembrar que um dos atacantes usava uma máscara. Coincidência, não? – Acusou, de forma direta.

Revirou os olhos felinos. – Claro que conhece. Quem não conhece os nomes da casa Hrothgar? Não é como se fosse algum tipo de segredo. – E conforme ele falava, Charlie arrumava mais questionamentos.

– Você não é muito coerente. Acusa de que a confiança que temos em nós será o flagelo. Mas afirma que precisamos confiar em você, um desconhecido que se julga guia, seja lá do que for. – Respirou fundo. Olhando os outros.

– Vão seguir o lunático mascarado ou o quê? – Questionou. Frisou bem o mascarado como havia dito. Existia um mascarado no ataque.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Niume em Sab Fev 25 2012, 21:39

De repente tudo aquilo tinha se tornado uma enorme confusão. Ela já estava sobre o cavalo e não conseguiam se decidir para onde ir. Niume começava a ficar cansada de esperar e isso não era culpa do sol em sua testa. Paciência nunca tinha sido uma virtude, ainda mais quando se tratava de esperar. Ela simplesmente detestava esperar. Estava quase começando a concordar com Hector, estavam falando demais. Até mesmo o cavalo abaixo dela parecia ansioso por sair dali e a jovem apertava as rédeas com firmeza para mantê-lo imóvel, um sacrifício, já que ela mesma não queria continuar ali.

-Já chega. Ele já deixou bem claro o que pensa e palavras gentis não o farão mudar de ideia. Ele nos deixaria morrer, não me importo de deixa-lo morrer também, se ele faz tanta questão. Precisamos ir antes que algo mais aconteça por aqui...

Disse ela a Alfadur e Vaan, que aparentemente tinha aceitado a ideia de Alfadur de seguir com eles para a montanha. Niume virou levemente o cavalo, tentando transparecer que se ele não fosse, ela iria sozinha, estava já impaciente. Mas ao virar o cavalo, deparou-se com a figura surgindo por entre as cinzas. Um rosto mascarado e um corpo intacto. Não era um deles, não era como eles, podia sentir. Tambem não se lembrava de te-lo visto antes. A jovem suspirou, apertando a mao a espada, mas sem move-la.

-Parece que já aconteceu..

Sussurrou para si mesma. A criatura falou, mas Niume nada disse, era melhor se calar e poupar a todos de mais uma dose da sua impaciência e da estranha soberania que a acometia. Desde que tinha acordado, sentia sensações que não pareciam suas, ao mesmo tempo em que sentia que lhe pertenciam. Em um instante, sentia-se superior, no outro, sentia-se dona de uma paciência e indiferença que nunca tinha tido. Sentia que algo tinha que ser feito, mas não sabia o que.

-Não vai conversar com cada estranho que encontrarmos pelo caminho vai?

Disse para Alfadur, levemente irônica. Desde quando ele tinha adquirido aquela mania de se socializar por ai? Se ainda estivessem em festa, não se importaria. Mas a cidade estava destruída, havia mortos por todos os lados, mesmo que não parecessem culpados, quem aconselharia a confiar em cada estranho virando a esquina? Por outro lado, quem aconselharia a andar sozinho?

Enquanto agora Alfadur e o estranho conversavam, em silencio Niume apenas o ouvia. O estranho falava como se conhecesse o que havia dentro de cada um ali, ele falava como se soubesse o que havia nascido neles naquela noite. Sabia o que sentiam, sabia os nomes de todos, sem nunca terem sequer trocado uma única palavra. Era estranho e não o tornava mais confiável do que o arrogante no altar. Ele os convidava para seguirem com ele rumo ao que dizia ser o conhecimento sobre o que se tornaram, mas não falava de si mais do que a incoerência de ser o guia. Nada naquela noite fazia sentido, nada tinha sido normal, mas os deuses precisavam exagerar?

Niume suspirou e cruzou os braços sobre o peito enquanto levava os olhos na direção de Alfadur. Ela não ia sem ele a lugar nenhum, e se ele quisesse seguir aquele homem, ela provavelmente teria que deixa-lo inconsciente para fazê-lo mudar de ideia. Alfadur sempre tinha sido melhor do que ela no que se tratava de acertar na impressão de alguem, podia confiar em Alfadur se ele dissesse que iriam com o estranho. Entao optou pelo silencio, deixando que ele escolhesse que rumo seguir.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sab Fev 25 2012, 22:03

" - Spectre... sim? Há muitos motivos que podem faze-lo ser capaz de saber nossos nomes, você pode saber tudo sobre nós, até sobre o que nos tornamos, mas isso não o torna confiável. Há outras coisas em jogo, um futuro estranho, incerto, motivações individuais que também são estranhas e incertas e duvido muito que você seja capaz de nos revelar toda a verdade."

Disse ao estranho de modo severo enquanto o olhava, mas sem perder a atenção para os outros que também opinavam. Hector e Charlie tinham razão... era um maluco mascarado que surgia do nada em um terreno desolado, e aquilo definitivamente não era um sinal de segurança.

" - Não vou confiar em sua palavra se não for capaz de confiar na minha... Ele tem contas a acertar com sua família..." - Fitou Hector para depois olhar o estranho - "... e nós temos um Lar para cuidar e zelar. Qualquer coisa que queira nos dizer como revelação terá de esperar. Demonstre confiança, demonstre paciência, e quem sabe podemos nos encontrar de novo, já que tem tanta certeza assim que nosssos destinos estão atrelados ao seu."

Um meio sorriso apenas sem parecer mal educado com o estranho. Só achava que não era prudente segui-lo assim, do nada, principalmente porque Alfadur e Niume tinham de voltar à sua terra para ver como tudo estava e dar a triste notícia de que sua comitiva pereceu naquele massacre. Agora Alfadur seguia mais para perto de Hector para se despedir.

" - Apesar de tudo que houve, foi um prazer conhece-lo. Espero que tenha sucesso no que deseja. Caso queira mandar notícias, faça-as alcançarem as terras além das montanhas, onde o Mundo começa a deixar de ser Mundo." - Fitaria então a Charlie que tinha aquele aspecto diferente e curioso, até um pouco incomodado com caudas e garras. Alfadur sorriu um pouco antes de despedir-se dele também - " - Até outro dia, quem sabe, Charlie. E não se preocupa com o que te aconteceu. Verá que há boas vantagens nisso. Conheço muitos que são como voce e não os vejo reclamar..."

Riu um pouco, obviamente falava das mutações de Charlie, não de sua natureza infernal que ninguém ali compreendia. Olhou então para Niume que já se mostrava impaciente e fez um aceno positivo com a cabeça. Fitou também a Vaan como quem avisasse que era hora de partir, em seguida, moveria o cavalo branco como a neve no sentido da trilha que os levaria ao seu lar.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Shen666 em Dom Fev 26 2012, 13:44

O Monge não permitiria tais blasfêmias. Nós também não permitimos. Refletia sobre o vulto e seu favor.

Refletia.

Seus olhos, fechados por trás da máscara, recordava a única pessoa que confiou naquele ser estranho que era. O Monge. Ele poderia ser cego, mas assistia através da Essência. Ele via de seu modo único e acreditava de seu modo cego.

- Spectre, sente falta dele? A voz era juvenil e gutural.
- A razão o conhecimento a história guardamos.


Ignorou o caos nas palavras de Charlie e, calmamente, corrigiu, como um professor ensinando um aluno que não presta atenção:

- Julgar é diferente de pressupor. Suposições precipitadas não estabelece o real. Informação não é conhecimento. Auto-confiança não é se adaptar ao caminho.

Próximo de Vaan e Alfadur, fez um pequeno gesto de apresentação abaixando a cabeça. Eles pareciam entender a real causa do despertar, ou talvez começavam a acreditar. Olhara Niume com calma. Ela parecia consentir, mas esperava uma decisão própria.

Virou-se para o Grande Rei.

Ouvira com atenção suas palavras e depositou a razão deste no fluxo do destino. Sua sabedoria era vasta e conhecia as divergências dos eventos. O tear da história também se rompia.

- Gostaria de mudar sua decisão, mas realizo que não há formas para tal. Tenha uma boa viagem, Grande Homem - Assentira curvando o corpo.

Havia os outros e suas decisões. Isso já estava se estendendo mais do que o necessário. Retirou um grão de seu bolso e colocou por entre o buraco da máscara. Lentamente mastigava. Engoliu.

- Nosso destino se encontra há 3 dias deste ponto. Uma pessoa nos espera.

Outro grão. Uma sombra tranquila crescia pela dobra de seu corpo.
Esperava.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Niume em Dom Fev 26 2012, 14:46

Niume assentiu aliviada, afrouxando as rédeas do cavalo, que logo se apressou em dar meia volta e começar a seguir lentamente atras do cavalo de Alfadur. Não havia mais o que pudessem fazer ali. A cidade estava em chamas, logo tudo seria consumido pelo fogo, destruindo o que restou das casas e dando aos mortos um pouco mais de dignidade do que apodrecer. Ela nao queria ficar para assistir o show.

Enquanto seguiam, Niume virou o rosto, olhando o mascarado uma ultima vez. Nada disse, apenas o observou enquanto ele dizia onde alguém os esperava. Dele, ela olhou para Vaan, se a moça iria mesmo com eles, era melhor que se apressasse, pois nao pararia outra vez para esperar ninguém, nao agora que estavam finalmente andando. Se nao iria, então o olhar seria um breve adeus. Niume voltou a olhar para frente e apertou o passo do cavalo, para seguir ao lado de Alfadur.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por 25Slash7 em Dom Fev 26 2012, 16:32

Afastavam-se.

Hector, Charlie, Niume, Vaan e Alfadur, seguiram seu caminho em direção ao portão da cidade, em uma passada vagarosa, quase despreocupada. Quando passassem por lá, cada grupo dividiria seu caminho para um lado diferente.

Alexander e Spectre permaneciam. Sora, ficou por ali durante todo aquele tempo, apenas acompanhando a discussão, as palavras. Quando os dois grupos se afastaram, o Árbitro juntou o que lhe restava de forças e avançou na direção do mascarado, pegando-o pelo colarinho.

- Você. Você falou verdades. Apenas verdades. E isso, seu filho da puta, me assusta. E me assusta mais em ver que eles não perceberam isso. O que você pretendia? O que?!

Sora gritava, puxou Spectre para mais perto a ponto de que ele era capaz de perceber as gotas de saliva que respingavam sobre a sua máscara. O homem rangeu os dentes e então o jogou para trás.

- Quem os espera? Quem é o teu contato? Quem diabos é você, sua aberração?!

Não é que odiasse o papel desempenhado pelo estranho. Era apenas... que algo lhe dizia para temer. Algo lhe dizia que havia algo maior ali.

- Você vai começar a falar agora ou...

- SORA!

E o gritou rasgou a contenda dos dois. Sora olhou para os lados apenas para ver a imagem de uma jovem mulher loira, aproximando-se a passos rápidos e apressados. Na metade do caminho, ela deteve-se e olhou a volta, constatando a destruição que havia se espalhado pela pacata Haafingar.

- Pelo sangue de meu pai...

Ela resmungou. Seus pés giraram uma vez, no mesmo eixo, suavemente, para que visse todo o campo. Em seguida, deparou-se com Sora e, mais uma vez, sua expressão foi de surpresa.

- Pela Cinco Donzelas... você dormiu debaixo de um dragão, seu bastardo?

O Árbitro cuspiu do lado de Spectre e deu um passo para trás.

- É ótimo lhe ver, Alyin. - olhou para o mascarado - você também deveria ficar contente que ela chegou.

E então, mais uma vez, sentiu todo o cansaço recair sobre o seu corpo. Respirou fundo, balançou a cabeça em negativo e olhou à volta.

- Voz dos Antigos... - o rapaz disse, com certo pesar.

- Então... as estrelas estavam certas.

- Sim.

Alyin pareceu, então, naquele momento, tão cansada quanto o enfraquecido Ledaal. Ela deu mais alguns passos, viu as estátuas, o cadáver da criança, agachando-se ao seu lado. Pegou o cajado que estava no chão e o olhou vagarosamente por alguns instantes, depois virou-se para o garoto e, por fim, para Spectre.

- Eu não o vi. Mas ele faz parte, não faz? - Alyin tinha o mesmo olhar pesado de Sora. Ela, também, via a alma das pessoas. E ela, também, viu apenas perguntas ao olhar para a alma de Spectre.

Sora apenas fez um aceno com a cabeça.

- Muito bem...

A face de traços limpos e suave tornou-se em um sorriso gentil, enquanto ela quebrava a ponta do cajado e arrancava a esfera esverdeada que ali estava. Jogou-a na direção de Spectre.

- Vá.

- Alyin?!

- Vá! - ela gritou para Spectre.

- Alyin, você não sabe... nós não sabemos qual o papel dele.

- Não. E é por isso que ele irá.

- Você está louca.

- Mas não é um mundo de loucura esse nosso? - e ela olhou para o rapaz com um olhar que não aceitaria mais discussões - Para onde os outros foram?

- ...

- Sora. Para onde os outros foram?

- Para casa.

- Heh. Parece que estamos chegando ao fins dos tempos. Vamos, vamos. Temos muito o que fazer.

Ela olhou, uma última vez para Spectre e franziu o cenho. Suas próximas palavras sairam com uma entonação autoritária, carregada pela energia dos deuses.

- Cumpra o seu papel.

E assim que terminou, fechou o punho direito a frente do corpo e deixou que a sua essência fluísse, como carícias ao redor de seu punho. Pouco a pouco a energia tornava-se mais pesada, mais densa até que, finalmente, explodiu e, quando gotículas de essência começaram a cair do céu, elas deram forma ao que parecia ser um enorme rinoceronte de dois chifres e cuja carapaça era negra de tão densa. Deu um salto e caiu sentada sobre o animal.

- Logo, as tribos peregrinas virão até aqui para saquear o que encontrarem. Se fosse você, escolheria logo qual rumo tomar e partiria.

Sora suspirou. Olhou para Spectre e sua máscara assustadora e balançou a cabeça. Não concordava com aquilo.

Realizou o mesmo procedimento que a garota mas, para ele, surgiu a imagem de um grifo de asas majestosas e flamejantes, em uma tonalidade azul que parecia refletir as camadas de gelo sobre o solo. Ele montou sobre o animal e, sem mais nada dizer, partiu.





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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Shen666 em Dom Fev 26 2012, 21:11

Admirado por toda aquela ação repentina, respondera em sua mente a cada questão de Sora. Em sua mente. Em nossa mente. Guiá-los. O vulto. Este.

"Quem diabos é você, sua aberração?"

Um Ninguém. E Muitos também.

Observara aqueles dois e o acaso. A questão e a dama.

- Ah, sinto saudades de uma de minhas mulheres.

Alyin. Sora. Eles falavam, conversavam e trocavam seus olhares. Ouviu-os e mais nada fez.

Quando segurou a esfera, agarrou-a com força. O que era aquilo?

- Cumprir o meu papel?

Sua missão era levar aqueles que partiam para o lugar esquecido. Partiam. Partiam inconcientes de suas decisões, de seus atos. Faria o possível para tê-los no caminho correto? Talvez. Mas no momento ainda haviam dois e os guiaria até ele.

- Improvise, Spectre. Você sabe, os pequenos vivem aos montes.. ou viviam, em meu tempo. Aqui fora a fonte dos espíritos, algo ainda pode ser realizado.

Alyin partiu e então Sora. "Cumpra seu papel". Era paciente para realizar um passo de cada vez. As palavras da mulher ficaram em sua mente. Repetiam. Mais uma vez. As vozes cessaram. A concentração criava um eco vindo do submundo. Era como se todas entoassem uma prece profana.

Olhando para Alexander e Vaan, sussurou:

- Um momento.

Retirou a adaga cerimonial presa em seu cinto. Deslizara-a friamente em sua palma. O eco entrava em unissono. Sua sombra abria em duas partes, como pequenos olhos. Seus lábios não se moviam, mas a máscara parecia criar vida e um ar frio o envolvia. Era um buraco, o nada, o vácuo. Um em muitos. Um ninguém. Muitos também.

Partiremos para a cidade abandonada. Ante ele.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por Valkyrja em Dom Fev 26 2012, 22:00

Vaan aceitara sua nova situação e agora era hora de finalmente começar a agir. Sua jornada novamente se abria a sua frente e ela decidiu não falhar. Deu uma leve risada. Já estava quebrada e “morta”, que mal seria se simplesmente desaparecesse do mundo? Olhou todos se afastando e sentiu um leve apertar no peito. Será que os veria em três dias, como o mascarado disse? Agarrou-se àquela pequena afimração, saudosa da época em que podia confirmar esse tipo de informação.

-.....- Será que estava fazendo a coisa certa? Essa pergunta ecoava em sua mente e seu transe só foi quebrado quando a mulher loira apareceu.

Ela apenas ouvia a conversa de Sora, Spectre e Alyin.Decidiu não se meter, já que eles mesmos pareciam não ter notado que a jovem estava ali, tão cheia de dúvidas. Sua vontade era encher a loira de perguntas. Quem eram eles? Por que aquilo tudo aconteceu? Como ela leu as estrelas?

Cobriu os olhos rosas quando os animais formados da mais bela e pura Essência se formaram na sua frente. Não deixou de admirá-los, perguntando-se se poderia também fazer algo assim. Quando ambos foram embora, ela se aproximou de Spectre, vendo a pedra esverdeada em sua mão.

-Então...?
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por 25Slash7 em Dom Fev 26 2012, 22:39

E sua sombra partira-se em duas e, quando isto aconteceu, Vaan ouviu o som de uma centena de pequenas pinças tocarem o chão e rastejarem, dividindo-se em dois lugares diferentes e começando a se afastar.

Ela ouvia. Mas nada via.
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Re: Introdução: Deuses e Homens

Mensagem por 25Slash7 em Dom Fev 26 2012, 22:40

(Continue no tópico Perante Vosso Trono)
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