(CONCLUÍDO) Horrores Profundos

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(CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por 25Slash7 em Seg Jul 16 2012, 17:09

A chuva havia começado a cair, em rajadas do céu cinzento, uma chuva congelante. Farpas de gelo pinicavam no rosto dos transeuntes que caminhavam em direção a um acampamento improvisado em algum lugar não muito distante de Gethemane.

- O que você deseja?

Ele estava ao centro. O corpo de aspecto massiço, como um enorme bloco de concreto, era marcado por cicatrizes que ele orgulhosamente ostentava.

Como um trófeu, como uma medalha. Ou várias.

Ao seu redor, havia ao menos uma centena de soldados, cuja tensão trespassava suas faces. Armas em punhos, eles faziam um círculo ao redor do homem ameaçador. Contudo, ele e aqueles olhos azuis e densos, eram indiferentes. Como se toda aquela bravata, estivesse por demais abaixo da sua preocupação.

As vozes aumentavam. A frente dele, sobre um palanque montado para abarcar os maiores lideres do Norte...

A Liga Haslanti era representada por um enviado dos 12 Oligarcas, Presa de Gelo. Um homem de aspecto ameaçador e que trajava uma belíssima armadura de feathersteel (era tão leve, tão leve, que diziam que um pombo pesaria mais do que o seu peitoral).

Whitewall era representada por um de seus mais conhecidos árbitros. Ashes, conhecida como a Inquisidora da Aurora. Mantinha presa em suas costas uma espada longa demais para ser presa à sua cintura, cuja lâmina curvada inspirava medo naqueles que ousavam desobedecer as leis dos Síndicos.

Gethamane era representada por Katrin Jadehand. Uma mulher cuja idade já havia ultrapassado os 50.. aspecto endurecido, olhar rigoroso e pragmático. Observava a aquilo como quem olha um show de terrores.

- Seu mal nascido filho de uma prostituta! Devolva Icehome!! É nosso lar!

Mas Fal Grey permanecia impassivo. Os soldados que haviam acompanhado Presa de Gelo bradavam ameaças ao homem que, tão indiferentemente, acompanhava a toda aquela movimentação.

Hector e Charlie estavam sentados no primeiro degrau abaixo de onde os líderes estavam. Haviam sido convidados como representantes das cidades menores do Norte.

Alexander, Spectre e Alfadur, por sua vez, estavam em meio a multidão, tendo os três sido direcionados até lá a pedido do Arquiteto.

Vaan e Niume também ali estavam. A primeira havia sido direcionada ali como parte de sua missão. A segunda, porque era onde Alfadur disse que a encontraria.

- Você está cercado! Você morrerá aqui!

Presa continuava a gritar. Mas Fal Grey apenas ria. Ele balançou a cabeça em negativo e, quando o fez, o rugido de seu leão rasgou o ar, como se fosse um trovão anunciando a tempestade vindoura.

- Por que faz ameaças que não pode cumprir?

A voz era calma. Tranquila. Às suas costas, a imagem do felino se aproximava, passada por passada, como se estivesse tão entendiado quanto o próprio Fal Grey.

- Eu tomei Icehome, coração da chamada Liga. E tomarei Whitewall e Gethemane também. E não, eu não pretendo dar misericórdia a vocês que tão insistentemente se opõem.

O Leão parou ao seu lado. Fal Grey pousou as mãos sobre o pêlo sedoso, seus dedos deslizando carinhosamente pelo crânio, como quem acaricia uma amante.

- Ao contrário do que vocês pensam... não, eu não quero "governar" o norte. Eu quero protegê-lo. Entendem essa diferença?

Afastou a mão do animal, lentamente. Seus olhos gélidos passaram ao redor, como quem se vê diante de um amontado de decrépitos e doentes.

- Infelizmente, apenas posso protegê-lo quando vocês abdicarem de seus poderes. Olhem... - ele fez uma curta pausa. Hálito quente escapou por entre seus dentes - uma tempestade vem vindo e somos nós, homens do norte, a primeira força de resistência. Nós.

Ele se virou para os soldados a sua volta.

- Vocês morreriam por governos? Ou morreriam por ideais? Vocês morreriam por taxas gastas com exuberâncias ou morreriam pelo homem que exige que vocês entreguem suas vidas, mas que é o primeiro em uma parede de escudos?

Fal Grey abria os braços enquanto falava, girando vagarosamente enquanto se direcionava a todos. Sua voz, que até então fora calma e lenta, havia se tornado vagarosa e incisiva. Suas palavras, carregavam a pureza do Sol Inconquistado.

Voltou-se ao palanque.

- Líder de Gethemane. Em três dias, eu baterei a sua porta e exijo que ela esteja aberta. Caso não estiver, farei meu caminho a força. E eu lhe prometo, pelo sangue sagrado que corre em minhas veias, em nome de cada ancestral teu, que eu não terei misericórdia.

Katrin permaneceu impassiva. A idade havia levado os sentimentos de medo e receio. A mulher assentiu, como quem concorda com o desafio. Levantou-se da cadeira onde estava sentada.

- Senhor Fal Grey, Protetor do Norte, Mais Ilustre Escolhido do Nosso Senhor Ignis Divinis... eu aguardarei.

Fez uma reverência longa e respeitosa. E então, sem mais nada dizer, desceu do palanque em direção á sua comitiva.

- Cão Terrestrial. Icehome é tua para quando quiser tentar tomá-la.

E Presa de Gelo rangeu os dentes, ameaçou avançar contra o Protetor, mas foi detido por dois de seus tenentes.

- Mulher... avise aos teus senhores, que eu sei quem eles são. Diga para que me aguardem.

Dito isto, ele deu as costas. E os soldados que o cercavam, abriram caminho para que ele e o felino passassem. Alguns soldados largaram suas armas e juntaram-se a ele em sua caminhada.


____

Era um vasto acampamento. As tendas ao norte pertenciam aos enviados da Liga Haslanti. A Oeste a Whitewall e ao Leste, aos enviados Gethemane.

Ao Sul, os senhores menores dividiam espaço.

(Os personagens poderão estar como convidados especiais de alguma comitiva (em vista da notoridade, qualquer nação oferecerá riquezas para aquele que se unir a sua causa) ou como independentes. De uma forma ou de outra, todos sentem a presença um do outro. Quando anoitece, todos são convidados a se juntarem em um jantar entre os senhores)

A mesa não era vasta, porque a fome assolava o Norte. Haviam 20 convidados, além de seus subalternos (entre os convidados, está o Legado).

- Katrin. Você abrirá os portões de Gethemane??

A senhora de Gethemane debruçou-se sobre sua sopa, o cheiro de ervas entrando pela suas narinas. Ela não respondeu, mas o homem que a acompanhava, sim.

- Deveria. O Protetor do Norte é mais forte do que a todos...

- Protetor?! E desde quando aquele filho da puta é protetor de alguma coisa?! - presa bateu com o punho contra a mesa.


Última edição por 25Slash7 em Seg Ago 06 2012, 16:41, editado 1 vez(es)
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Valkyrja em Seg Jul 16 2012, 19:50

Havia já se desacostumado com o frio intenso do Norte. Os olhos negros como um céu esquecido da garota pairava sobre aquela pequena reunião. Era um olhar rígido, um olhar que carregava a sabedoria de um antigo, a certeza de eras. Embora sua idade aparente não dissesse que ela possuía mais de 17 anos, Vaan Tsaebd estava lá, tão imponente quanto um lobo negro na neve fria e solitária. De seus lábios espremidos um contra o outro em uma expressão mista de ódio e respeito, ela sussurrou:

-Fal Grey...

Ódio por causa de seu primeiro confronto. Respeito porque Fal Grey era um homem poderoso e conseguiu a ajuda de um deus. Usou sua fagulha divina para embarcar em uma guerra sem aliados. Em sua busca, conquistou vários. Ao contrário de muitos ali, Vaan não o odiava.

Ela piscou seus olhos e eles se tornaram verdes como relva nova de primavera. Os cabelos curtos estavam cobertos de gelo fresco e seus lábios antes vermelhos agora estavam roxos. As bochechas rosadas denunciavam, também, o frio.

Sentia, com mais certeza que nunca, que as linhas do Destino do Norte tremiam. Tremiam por causa de Fal Grey, tremiam pela ameaça ao Leste e tremiam por medo de seus cidadãos. Um arrepio subiu sua espinha. O Destino nunca lhe pareceu tão instável.

Olhou ao redor, mas não se aproximou do espetáculo. Não se destacava no meio dos demais e ela sabia que não seria lembrada por ninguém. Como um sonho, ela desapareceria.

Bocejou e fez uma expressão sonolenta, tediosa. Odiava aquelas conversas que não levariam a nada. Muitas juras de vingança e morte, muito rancor e violência. Já sabia dos planos de Fal Grey.

Passou a mão em seu rosto e parou-a na frente de sua boca. Tinha um olhar desinteressado. Porém, embaixo de sua carapaça indiferente, seu pensamento corria por cada linha do Tear do Destino. O Norte iria ruir. Mas algo lhe dizia que não iria ruir nas mãos de Fal Grey.

-------------------------------------------------------------------------
Toda vez que a menina bonita de olhar estranho, vagaroso e entediada passava no acampamento, todos a olhavam como se a tivessem visto pela primeira vez. Estava cansada de, a cada vez que andava por lá, responder sempre as mesmas perguntas. Nas primeiras vezes, respondia com toda alegria e simpatia do mundo. Depois, revirava seus olhos e simplesmente as ignorava. Era engraçado pensar em como tinha mudado em pouco tempo. Talvez, fosse a maior confiança que tinha em suas habilidades. Ou talvez fosse porque ela era mesmo antipática. Vai saber.

Estava sentada na mesa de jantar. Estranhamente, a pequena figura chamava atenção. Seu ar austero combinava muito bem com seu olhar firme e determinado. Quando as pessoas encaravam aquele olhar tão atraente, elas percebiam cores diferentes. Não trajava nada de especial, apenas suas habituais roupas de fácil movimentação e um casaco mais pesado. As botas tinham pequenos fragmentos de metal estelar, lembrança de Yu-Shan. Sentou-se calmamente entre os convidados e comida enquanto ouvia, ainda com cara de tédio. Todo aquele bafafá a irritava.

-Bem, protetor ou não, coisa pior vem por aí. Aliás... - ela limpou os dedos em um guardanapo. - Além de alguma coisa que bebe sangue, tem ainda o Reino e a fome.

Bebeu um gole de vinho e fez uma careta. Era mesmo uma pirralha em alguns aspectos.

-Fal Grey defende o norte contra algo bem pior. Pense bem se não é melhor se aliar ao dono do gato branco.

Falava em tom leviano, como se as palavras não fossem sérias. Política não era seu forte. Logo retornaria a seus próprios pensamentos. Samae ainda era uma figura presente... Fal Grey...O Legado.

O Legado!

Arqueou uma sobrancelha quando sentiu um leve tremer na atmosfera, muito conhecido. O Legado estava ali, e logo eles se encontrariam. Engoliu secamente o pedaço de queijo que comia - e é claro, deu um leve sorriso por lembrar-se de Kirin. O que mais lhe pesava eram as palavras de Wayang.

Ela ergueu seu olhar curioso rapidamente pelo pessoal, apenas para ver se reconhecia alguém.
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Niume em Ter Jul 17 2012, 14:33

O capuz protegia levemente o rosto da chuva e das rajadas de vento congelante. Farpas de gelo salpicavam seu rosto levemente avermelhado pelo frio, embora já estivesse a muito acostumada a ele. Os olhos indiferentes observavam em silencio a reunião. Não demonstravam sentimento algum, nem mesmo a raiva que antes parecia fluir de cada poro do corpo. Os olhos pareciam ainda mais acinzentados aquela noite, trovejavam como a chuva do lado de fora, pulsavam vida, mesmo em toda a indiferença.

Niume estava encostada em um apoio qualquer. O tecido mais grosso das roupas tampava a cicatriz em seu ombro, assim como boa parte do corpo. Roupas simples, de algodão marrom e preto, botas de couro e peles. Ao lado dela, o homem tinha tecidos vermelho escuro e azul trançados sobre a cabeça, o tecido que caia lhe tampava o nariz do frio, deixando apenas os olhos atentos e misteriosos a vista. Um tecido grosso também lhe cobria os ombros largos. Ele parecia serio, mas ouvia a tudo atentamente. Niume o tinha colocado a par de que havia acontecido ali, ao menos até ela própria sabia.

A jovem ouvia a discussão, levemente enjoada de todo o falatório. Trocavam ameaças, farpas e lisonjeiros cheios de ironia. Uma dança que nada tinha de charmosa e ainda menos de útil. Ainda não conseguia entender o porque de todo aquele alvoroço, se todos sabiam que não chegariam a lugar algum, não dariam nenhum passo além dos que já tinham dado para estarem ali. A seu lado, ela tinha quase certeza de que Syrus sorria por baixo dos panos de toda a sua inquietaçao sufocada. Mas ao contrario dela, ele parecia atento, atento até demais.

Niume já tinha passado os olhos atentos e escorregadios pelo lugar, sem encontrar ainda nenhum rosto conhecido, ninguém além daqueles que há haviam convidado, de quem ela tinha recebido alguma ajuda meses antes. “Porque faz ameaças que não pode cumprir?”, foi o que ela também pensou quando Presa gritou. Ela voltou os olhos para Fal Grey, já tinha visto o suficiente do que ele era capaz de fazer, para saber que estar cercado ali não seria nenhum grande obstáculo para o homem. Todas as ameaças ali, seriam apenas isso, palavras no vento.

Fal Grey era forte, mas proteger? O idiota era um ditador. Ele não pedia por ajuda, não dialogava com ninguém ali. Ele se impunha, forçava, dilacerava. Havia sim muitas diferenças entre governar e proteger, e Fal Grey parecia entender essa diferença tão bem quanto qualquer um ali. Estendia com uma mão e esbofeteava com a outra, era o que lhe parecia. Um líder conquista a confiança de sua nação, ele a guia com a coragem, erguendo-se a frente do exercito, lutando com seus guerreiros, entregando-se a batalha. Um ditador, expreme a nação em medo, afoga seu orgulho e honra, transforma suas almas em trapos. Um ditador, ergue-se na batalha, olhando de longe enquanto o exercito age. O que fazia Fal Grey diferente disso?? Ele parecia expremer cada um deles ali, olhando-os de cima, colocando-se superior. Isso não é ser um Protetor!

-Estamos perdendo tempo...

Disse ela quase entediada ao homem a seu lado enquanto descruzava os braços, apenas observou enquanto Fal Grey dava as costas e se retirava. De braços soltos, ela também o fez, virou-se e saiu, acompanhada pelo outro.


____

Mais tarde, os passos pelo terreno molhado a guiaram por entre o acampamento. Não tinha cara de muitos amigos e respondia a qualquer pergunta com uma resposta curta e direta. Não tinha disposição e nem mesmo vontade de ficar ali, trocando pequenas explicações e sorrisos. O tamanho de Syrus e sua postura ajudavam de forma muito eficaz a manter os curiosos longe o suficiente.

Estavam ali por conta própria. Niume tinha combinado com Alfadur encontrarem-se ali, embora ainda não tivesse visto nem mesmo um sinal dele. Sentia a presença do Legado, mas nenhum daqueles rostos era familiar. Fazia meses que estava viajando e não tinha estabelecido contato com nenhuma comitiva. Mesmo que tivesse tido tempo, não tinha obtido nenhum interesse por se juntar a alguem ainda.

Em silencio, Niume sentou-se em um canto da mesa, ajeitando-se e retirando o capuz da cabeça, para deixar livre os longos fios negros, já que provavelmente havia um teto que os protegesse da chuva. Syrus fez o mesmo, abaixando o que lhe cobria o nariz e retirando o resto da cabeça, ainda precisou passar os dedos pelos cabelos castanhos levemente úmidos e apenas resmungar baixinho consigo mesmo. Niume esfregou levemente os dedos para aquece-los e em seguida, ergueu seu olhar aos outros.

-Ele não me parece nada com um protetor.

A voz soou firme, cheia de certeza e vazia da insegurança que muitos tinham visto antes. Por um instante, seus olhos cruzaram com os de Vaan. Ela reconhecia aquele rosto simpático e abriu um pequeno sorriso de reconhecimento.

-Ele olha para todos nós, como se fossemos vermes em seu quintal.Mas... O que de pior pode vir? Do que você sabe?

Não ia jogar na mesa suas opnioes pessoais sobre Fal, essas guardava para si mesma, não tinham utilidade alguma para os outros. Mas se Vaan sabia do que Fal os protegeria e parecia que sabia, Niume gostaria de saber, assim como tinha certeza de que os outros também. Precisavam da clareza de tudo que pudessem oferecer ali antes de tomarem uma decisão definitiva. A seu lado, Syrus apenas ouviu em silencio.


Última edição por Niume em Qua Jul 18 2012, 14:51, editado 1 vez(es)
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Ter Jul 17 2012, 18:08

Uma grande reunião, todos os povos do norte ali, juntos, para decidirem o destino daquela parte do mundo, destino este que teria grande peso também no destino de todo resto do mundo. Ali naquele campo confrontos ocorreriam. Confrontos de idéias, desejos, motivações, olhares e perspectivas diferentes, contradições, rancores. Um único foco... aquele homem que há pouco tempo decidiu afrontar a todos e tornar-se um Senhor, governante ou simples tirano, suposto protetor quando na verdade apenas agredia.

Em meio a inúmeras comitivas havia uma em especial, pequena, mas não menos notável, pois chamaria a atenção por causa de seu aspecto peculiar, graças às pessoas que estavam presentes. Uma tenda de tamanho mediano na área reservada aos Haslanti que comportava uma pequena comitiva que não devia possuir mais que 10 homens de armas com armaduras brancas e suas montarias tão alvas quanto a neve que cobria todo o Norte. Era o povo que vivia nas fronteiras entre a Criação e o Caos, era o povo que muitos odiavam, mas aprenderam a respeitar desde as primeiras batalhas após a Noite Infinda. Aquele povo tinha um Lider que estava disposto a mudar sua história, mostrar ao Mundo que também havia lugar para eles no mundo, pois se não fosse assim, quem iria defender as fronteiras do mundo?

A Liga Haslanti já o conhecia, pois ele esteve em Whiteribs, defendeu a cidade mesmo depois de receber ataques dos próprios nativos. Perdoou-os, mas para que nunca mais cometessem tal sacrilégio! Avisou a Liga... estaria com eles, se eles estivessem com seu povo, e que jamais ferisse os seus se não fosse apenas por seus próprios atos e não por sua origem infame. Se o Norte precisava se unir, teriam de começar respeitando as diferenças, e dentre todas, sem dúvida, as mais notáveis eram as diferenças entre os seres humanos e aqueles tocados pelo Caos.

Quando Fal Grey e os demais terminaram suas trocas de ofensas e o agressor partiu a fim de planejar novos confrontos, Alfadur deixou sua tenda. Ouvir era melhor, discutir não seria bom, não traria resultado algum a ninguém, pois o calor de uma conversa ofensiva não permite o bom diálogo, tão pouco bons acordos. A "poeira" teria que "baixar" até que o primeiro membro do conhecido Legado se revelasse ao deixar sua tenda. Ele vestia uma bela armadura de cor bege clara de aspecto metálico com adornos e simbolos estranhos que pareciam pertencer a uma linguagem desconhecida. Seus cabelos claros se misturavam às penas esverdeadas de grandes asas que encobriam seu corpo e em sua bainha também havia uma larga espada com desenhos estranhos pertencentes a lugar algum. Talvez os que possuissem maiores conhecimentos sobre coisas além do mundo poderiam ser capazes de perceber que aqueles ítens não eram mágicos, mas também não eram mundanos, como se fossem forjados da mesma matéria que molda o mundo, porém, além de suas fronteiras onde reina o Puro Caos.

Os homens de Alfadur ficavam na tenda enquanto ele caminharia por entre as pessoas na direção da mesa de jantar. Não parecia disposto a falar ou olhar rninguem por enquanto, talvez, porque não seria produtivo. Seus passos eram calmos, mas suas feições eram severas. Havia nele um ar tentador, dono de uma considerável Presença, capaz de fazer as pessoas olharem-no, se sentirem curiosas, mas receosas em questiona-lo. Claro, haveria os que o repudiassem, mas poucos teriam coragem de revelar isto na sua frente. Fato era que muitos poderiam reconhece-lo, não como um simples contaminado pela Wyld, mas como um poderoso aliado da Liga Haslanti, disposto a prometer grandes proezas em nome de um grande ideal, ideal que incluia não apenas os Haslanti, mas todas as nações ali representadas.

Ele caminhou, indiferente, centrado, passo a passo em um ritmo perfeito, mas ele sentia os outros, ele sabia que não estava sozinho. Espalhados pelo campo havia o Legado, seus aliados, alguns até amigos, ou pelo menos companheiros de batalha. Parou, virou o rosto em uma direção e pela primeira vez esboçou um sorriso antes de voltar a caminhar em direção à mesa. Para quem ele olhava? Quem ele via que merecia sua atenção daquela forma? As outras pessoas talvez não saberiam, mas ele fitara Niume que estava ali escondida, mas possuía em sua Essência o rastro necessário para que Alfadur a reconhecesse.

- Não deveria... senhora... - Disse Alfadur assim que estivesse à borda da mesa, olhava diretamente para a Lider de Gethamane, como se reprovasse a simples idéia de abrir os portões para Fal Grey. Apesar da truculencia e pouco pensar, Presa de Gelo tinha razão. Eles não deviam se render a um tirano, mesmo que este tirano reconhecesse a existência de um inimigo ainda pior que marchava naquela direção vindo sabe-se lá de onde. Talvez o representante Haslanti soubesse, talvez não, que Alfadur em seu recanto isolado de todos e protegido pela própria Incerteza preparava algo para enfrentar Fal Grey, algo que pudesse dissuadi-lo a encerrar sua guerra, embora Alfadur sabia que isto não funcionaria se as nações do Norte não estivessem unidas. O mais importante agora era não desistirem. Depois, teriam de aprender a confiarem uns nos outros. Alfadur tinha uma missão a cumprir, e faria de tudo para concluí-la.
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Sarx em Ter Jul 17 2012, 20:02

Hector não estava feliz. Charlie sabia disso e, até mesmo para os outros, para qualquer um que o olhasse, era facil notar que o gigante não estava nem um pouco feliz ou satisfeito, com alguma coisa. Claro, estava atento - extremamente atento, diga-se de passagem - na reunião que se passava, mas não disse nada em momento algum, apenas mantendo o único olho que tinha a acompanhar os movimentos e falas dos membros do debate.

Demonstrou certo grau de incômodo, diante de como as coisas iam, de como as coisas se desenrolavam, mas não pareceu disposto a interferir em momento algum. Discutir, bater de frente com Fal Grey, em praça pública, simplesmente não era a coisa mais esperta que poderia fazer.

- Isso é uma perda de tempo. - sussurrou o homem para Charlie, levantando-se e indo embora quando todos o fizeram.


[...]

Quando a hora era correta, foi fácil identificar Hector movendo-se do sul, a passadas largas. Vinha do acampamento de seus homens - um acampamento grande, onde cerca de dois mil e quinhentos soldados, entre homens e criaturas demoniacas, aguardava por novas ordens.

Hector vinha imponente em seus dois metros e meio de altura, vestido em uma armadura completa de placas, prateada e branca. Sua cabeça, sem qualquer sinal de pelos, era pintada, como sempre, com diversas runas, e sua barba negra pendia até o meio de seu peito, em uma trança bem feita. Em sinal de respeito, quando entrou na grande tenda que suportaria o jantar, não possuía seu martelo. Charlie vinha ao seu lado, e, atrás de ambos, uma figura encapuzada, de cerca de um metro e oitenta, coberta dos pés a cabeça por um denso manto negro, caminhava em silêncio servil.

A pele de Hector, como qualquer um poderia notar, era dotada de uma palidez extrema - seria um exageiro dizer que parecia doente, mas não parecia algo realmente natural... E não era, como Charlie bem o sabia. O olho esquerdo do gigante havia sido, por algum motivo, arrancado, e deixava para trás apenas a palpebra mutilada e vazia, e uma feia cicatriz sobre a parte do rosto, que esticava-se sutilmente em direção a têmpora esquerda.

- Boa noite a todos. - ele comprimentou. - Sempre bom revê-los, ainda que em tão descontente situação. - disse para os senhores e para o Legado, antes de assumir seu local na mesa. A figura encapuzada ficou parada atrás deles.

Serviu-se de um caneco de cerveja quente com especiarias, mas negou a sopa. Não gostava de ervilhas, ainda que simplesmente houvesse dito não estar com fome. Deixou que falassem, decidindo que gostava de Presa de Gelo. O homem era o tipo de homem que gostava. Fiel aos seus ideais.

- Sabe o que acho, Katrin? - Hector comentou, a dado instante, quando todos haviam se silenciado. Sua voz era, como sempre, potente, mas não gritava ou usava de tom grosseiro. - Acho que deveria, sim, abrir os portões de Gethamane. - e sorriu brevemente, limpando a boca suja de cerveja com um guardanapo de pano.

- Afinal de contas, honestamente, como poderia suportar a invasão de Fal Grey? - perguntou Hector, tirando os olhos da mulher, e correndo os olhos pela mesa. - Sejamos realistas, meus senhores. Fal Grey tem uma força maior do que a de todos nós. Não diria que seja uma força maior que a de todos nós caso nos uníssemos, mas, individualmente, ele é mais do que perfeitamente capaz de esmagar-nos. - disse.

- Acho que a senhora de Gethamane deveria abrir os portões de sua preciosa cidade, e deveria observar enquanto Fal Grey marcha pela cidade com seu exército gigantesco de bárbaros. Claro, até onde sei, Fal Grey é um homem de honra e não vai matar ninguém, tendo prometido não fazê-lo. Mas imagino como a população de Gethamane iria lidar com a súbita presença de, não sei... Vamos estimar dez mil bárbaros, uma pequena fração do contingente de nosso inimigo. - disse Hector, como quem sugere que pensem sobre aquilo.

- A primeira coisa que me vem em mente é que soldados bebem, e, quando bebem, embriagam-se. Ao fazê-lo, haverão brigas, e alguns cidadãos morrerão. Haverão estupros, também. É fácil também imaginar que a população de Gethamane viverá em um estado constante de medo maior do que já vive, ao ter que lidar com a presença corrupta dos homens que tem invadido suas terras por mais de um ano, agora. - e fez uma pausa, bebendo mais um gole de seu caneco de cerveja. - Também presumo que Fal Grey vá querer armamentos, e alimentos. Gethamane, assim como a maioria das cidades do Norte, não está em uma boa situação no aspecto alimentício... Mas, é uma guerra. Os soldados terão prioridade. Então podemos considerar que, com a inexistência de colheitas graças ao frio, muitos de Gethamane morrerão de fome, e a doença se espalhará também, quando começarem a comer lixo, em seu desespero para sobreviver. - e Hector sorriu.

- Então faça isso, Karin. Abra os portões. Sua população sofrerá, mas você irá sair ilesa. Essa é a postura de um verdadeiro líder, no final das contas. - e acenou com a cabeça. - Talvez devessemos fazer um brinde à coragem e fibra moral, tão presente no povo do Norte, nos dias de hoje. O que acham? - e ergueu a caneca.
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Rosenrot em Ter Jul 17 2012, 21:45

Charlie... Charlie era como uma sombra, ali, naquele lugar. Próximo à Hector. Tinha ficado de pé, quase como um Guardião – o que era, de certa forma – trajava-se inteiramente de negro. Duas bestas repousavam em sua cintura, com inscrições e marcas feita na madeira de aparência dourada. Às costas, a Katana estranha que possuía.

Não opinava, não demonstrava nenhuma reação que não fosse mover os olhos aqui e ali, como um falcão mantendo vigilância constante. Se havia mudado, era difícil dizer apenas por aquele momento, aquele comportamento. Quando Hector se levantou, Charlie apenas se virou, e seguiu com ele.

– Tenho algo a fazer... – Lhe disse, em determinado momento, quando já estavam longe de todos os outros. – O encontro mais tarde. – E desapareceu, entre as pessoas e sombras.

[…]

Aquilo... Aquilo parecia a ponto de consumir, de tragar... Ainda não era incontrolável, era algo até mesmo tolerável na maior parte do tempo. Podia, sem sombra de dúvidas resistir: mas era aí que morava a questão; Não queria resistir. Não queria forçar-se a não fazer. Gostava, incrivelmente, gostava daquilo, mesmo que após todo o êxtase da caçada, após toda a adrenalina, o corpo tremesse num remorso que não existia: não era remorso, talvez um desespero contido da verdade. Ou não... Ou talvez fosse apenas o prazer final.

Espreitava, entre as árvores, entre a chuva e o escuro, como um maldito felino. Um caçador, um predador. Salivava às vezes, pensando nas possibilidades. Afastava-se sempre o máximo para que sua presa fosse alguém perdido, largado em algum lugar. Um viajante, um bárbaro, um ladrão qualquer. Ninguém sentiria falta. Ninguém viria buscar por ele.

Agachado, rastreava, lambeu a neve misturada da terra, sentiu os cheiros e avançou. Passo à passo, seus olhos felinos brilhando na escuridão, a cauda movendo-se de um lado para o outro. Charlie era cauteloso, premeditava cada coisa. Tomou altura, deixando o chão, apreciando o vento. E da árvore, caiu sobre o homem, como um vulto negro, as garras lhe rasgaram a garganta enquanto a outra mão lhe tapava a boca. O sangue quente, pulsante escorrendo entre os dedos tinha um quê de orgasmo, de prazer súbito. Chegou a respirar fundo, extasiada.

Suas mãos tremiam levemente, não de medo, de prazer. Abaixou-se, sua vitima praticamente deitada em seu colo e lhe mordeu o rosto, os dentes afundando-se na carne humana, fresca e viva. Por todos os Demônios e Deuses, aquilo era bom. Mastigou, engolindo o primeiro naco de carne do homem, antes de arrancar outro e outro, seu rosto, em menos de alguns minutos já não existia. Charlie tinha a boca empapada em sangue, suas bochechas estavam vermelhas, assim como seu nariz, seu olho felino brilhava com a pouca luz.

Mordeu braços e pernas, torso e coxas, antes de dar-se por satisfeito, antes de sentar-se recostada a árvore, ofegante, sujo de sangue e carne, observando o homem agora morto. Suas mãos sujas ainda tremiam, lambeu os lábios com um sorriso cínico. Por aquela noite, a fome, a besta em si tinha sido saciada. Mas quando sentiria fome de novo? Não sabia, não se importava. Alimentaria toda vez que a tivesse. Ficou ali mais um par de horas, antes de levantar-se, arrastou-o para um lugar qualquer, onde os outros predadores da floresta dariam jeito no resto.

Como sombra, se foi.

[…]

Havia se atrasado um segundo, porque tivera que se vestir. Adiantou os passos para alcançar Hector e o sujeito oculto, terminava de prender uma as bestas na armadura leve que usava. Aproximou-se de Hector, reverenciando-o como sempre fazia, antes de desculpar-se pelo atraso. O acompanhou, mas não se sentou, permanecendo de pé, junto ao gigante.

Não quis a sopa. De maneira nenhuma queria sopa.

Reconhecia os presentes, ainda que não os considerasse nada além disso: Conhecidos, e ouviu, até onde pode o que falavam – ou algo desse tipo – limpou brevemente o canto da boca. Ouviu as suposições de Vaan – afinal, se não dizia do que se tratava, imaginava que eram suposições – e a outra menina, que não se lembrava o nome, que fazia a pergunta que faria, caso ninguém falasse. Então o outro, e depois Hector.

Arqueou uma das sobrancelhas, parecendo levemente surpresa em como Hector estava levando as coisas, em como estava expondo as coisas. Chegou a sorrir de canto por um instante, seguindo o gosto do sangue ainda na boca. Não achava que aquela discussão fosse levar a qualquer lugar, mas tinham de participar dela, não tinham?

Suspirou por um momento, ao fim das palavras de Hector, observou um a um, tratando de buscar as reações. Estava calmo, saciado. Não havia muitos motivos para se exasperar. Passou levemente a mão enluvada no rosto. Charlie tinha um rosto bonito, ainda que seus traços nunca revelassem ser homem ou mulher; e o modo como se vestia não ajudasse também. Despertava a curiosidade de muitos; homens e moças, e às vezes, até mesmo pequenas paixões aqui e ali. Mas nunca estava junto de ninguém, ou era visto fazendo qualquer tipo de investida romântica.

– Por que não fazem do Norte o que Fal pretende fazer? Torná-lo um só. Um só contra ele, e Um só contra qualquer coisa que tente contra nós. Uma única bandeira. – Disse Charlie. Suspirou mais uma vez.

– São fracos porque são células, solitários, abandonados, presos em seus próprios pequenos e medíocres mundos. Não olham em volta, não se ajudam. Vão morrer como cães encurralados. Mas juntos... – E fechou a mão por um momento, observando o próprio punho. Parecia ter uma certeza estranha em suas palavras, num tom sombrio também.

– O Zoófilo do Fal Grey conseguiu reunir diversos sobre sua bandeira, vendendo seus ideias e exibindo seu poder. Vocês, muito maiores, com mais recursos sequer conseguem ajudar um ao outro. São fracos e mesquinhos sozinhos, vermes na grama... Mas e juntos? O que podem fazer juntos?

Calou-se de novo, pretendia, claro, fazer uma pequena adição de que Hector era o sujeito para lidar aquele tipo de coisa. Afinal, ele tinha cabeça para fazer a estrategia, seguidores para espalhar sua filosofia. E toda aquela merda que idealizava e defendia, mas achava que devia deixar Hector fazê-lo, ele era melhor falando do que Charlie poderia ser de qualquer forma. Sabia que a tarefa de unir o Norte não seria fácil e talvez até impossível, daquele ponto de vista, e que irem diretamente contra Fal, se algo realmente estava vindo contra eles era idiotice. Mas as cartas estavam na mesa, as possibilidades voando de um lado para o outro, bastava agarrarem uma, qualquer uma, e tentarem. Quais as consequências?

Sério. Quais? Já tinham perdido muita coisa. Não restava mais muitas delas.
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por MR, Léo em Qua Jul 18 2012, 01:40

Havia pouco que Alexander estava lá.
Observava a pseudo-diplomacia a distância e desinteressado.
Tarde demais para isso, porém, na hora certa.

E o velho falava bem...
Suas palavras eram profundamente reais. Tudo o que cercava Alexander era a sede de poder.
Além disso, algo "pior"...
Imaginava que todos sentiam isso que era... Maior... a caminho.
Talvez fosse a constante imagem de Voz dos Antigos ou os sussurros de Rametheus...

Contudo, era claro que a própria soberba de Fal Grey era maior que sua honra ou que sua vontade de "proteger".
Apenas um tolo acredita num "pedido de apoio" de um que se fixou como tirano...
Porém, uma bela farsa... De fato.



Não ousou tomar nenhum deles como seus.
A Liga Haslanti foi condescendente à causa do Legado, sem questionar a maldição de cada um...
Talvez por desespero, talvez pela confiança cega naquilo que é maior.
Mas não agora...

Ao ser visto entre as poucas dezenas no banquete, seria fácil para o Legado reconhecê-lo. Nada mudou no cavaleiro.
Continuava com uma leve armadura prateada, com detalhes azulados da Ordem dos Cavaleiros da Luz.
Bela e polida, mas notava-se que longe do brilho do que não foi utilizado diversas vezes.
Os cabelos tão claros que brilhavam como prata e os olhos determinados, mas sempre distantes.
A antiga Penitência e também a MontanteLuzente consigo.
Era a típica imagem do cavaleiro andante cansado... Quebrado.
Toda a solenidade de algo que não mais era.

Comeu pouco e bebeu algo também. Nada mais que o necessário.
Atentou-se ao ouvir Vaan e notou a diferença nela.
Porém... Ele mesmo não se sentia menos amaldiçoado do que há um ano...

Compartilhava dos pensamentos de Alfadur e Niume e balançou a cabeça em acordo quando falaram.
Porém desde quando Hector entrou, acompanhou cada movimento seu pelo canto do olho...

Fal Grey mantivera o bom discurso tirano, tal qual seu "pupilo" Hector.
O Cavaleiro via muita semelhança entre eles... Embora iluminados por sóis diferentes.

- Estamos todos nós aqui novamente. - Falava para o Legado, mas suas palavras cabiam aos senhores do Tratado dos Pilares de Gelo. - Que tal não ousarmos palavras inúteis e pensarmos no que é real e palpável?

Olhou para o Gigante e estendeu a mão, respeitosamente. - Hector nos deixou bem claro o que é se render agora. - Então, virou-se para Presa - Guerra, porém, não será nada fácil. - Então fitou cada um dos líderes presentes - O que cada um aqui está disposto a arriscar nisso?

Orgulho e medo era tudo que Alexander via entre o baquete. E ele próprio se deliciava com isso, ocultamente.
Mas tinha fé de que o Legado já havia arriscado tudo. Já havia compreendido. Já havia sentido, em cada caminho solitário que traçaram o quanto isso deveria ser finalizado.
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por 25Slash7 em Qua Jul 18 2012, 16:08

Cenário: Tenda principal, onde é servido um banquete para os principais líderes do norte e seus convidados.

NPCs em cena:
Presa (L. Haslanti)
Katrin (Gethemane)
Ashen (Whitewall)
Syrus (Lunar Mate - Niume)

Descrição Geral

Havia um clima de tensão no ar. Alguns senhores, preocupados como estavam com suas nações, apenas olhavam para a comida sem se atrever a tocá-la, visivelmente desconfortáveis com a situação.

Era uma espécie de hostilidade velada, um dilema que muitos ainda não haviam se habituados. Sobreviver juntos em um norte onde as possibilidades futuras eram infinitas (o que incluiria a própria queda) ou recolher-se e aguardar que os grandes cães fizessem a sua parte?

A comida era agradável, contudo, apesar da pouca variedade. Os assentos foram colocados estrategicamente, para que os representantes das três maiores nações ficassem lado a lado, ficando reservado o centro para Ashen, a Magistrada, porque era ela a responsável principal por todos os preparativos e segurança.

A frente deles, estava o Legado. Eram, afinal, a única força notória diante daquelas ameaças.

Pelo restante da mesa, ficavam espalhados outros senhores. Alguns de nações tão insignificantes cujas cidades não passavam de um amontoado de tendas. Outros importantes para as rotas comerciais, conhecimento militar ou geográfico que possuiam ou apenas pela quantidade de recursos que tinham disponíveis.

P/ os Players:

As palavras de Vaan eram jogadas ao vento, como se esperasse que não fossem ouvidas, ou como se ela mesmo não desse importância. Engano, contudo:

- Nós não sabemos o que é esse "algo pior". Só vejo uma ameaça hoje, e seu nome é Fal Grey.

Ashen, de alguma forma, se assemelhava a Katryn, diferenciado-se pela idade. Possuia postura de alguém que estava habituada a formalidades. Era uma Dragon Blooded abastada, ao que parecia, mas não honrava à Imperatriz Escarlate e sua dinastia. Sua lealdade estava com WhiteWall.

- E eu prefiro enfrentar um inimigo conhecido. A menos que você saiba de algo que nós não sabemos.

Aquele questionamento veio como um suporte ao que Niume havia perguntado. Se Vaan sabia de algo, gostariam de saber também.

Niume que, naquele momento, era acompanhada por Syrus.

E então vieram as afirmações de Alfadur e Hector.

Katrin olhou, primeiro, para Alfadur. Era uma imagem interessante aquela. Afinal, era notório que o Reevahkin era um aliado e, de certa forma, líder de um pequeno bando de criaturas da Wyld.

A senhora, esboçou um sorriso cansado e ofereceu-lhe um brinde com a taça. Como se cortejasse a delicadeza do Escolhido. Ela não respondeu a Hector.

Quem pensou em fazê-lo foi presa de gelo. Mas quem o fez de verdade, foi um lorde sentado no canto extremo da mesa. Era velho, aspecto doentio ainda que contivesse todos os dentes em sua boca. A pele enrugada e o olhar perturbado.

- Você fala bobagem... "Rei do Norte". - e ali havia um tom ácido - Você fala dos soldados... dos... monstros de Fal Grey, como se fossem a tua trupe de fanáticos comedores de insetos - e, dito aquilo, os senhores riram, pois o povo de Stormgale ganhou notoriedade por seu hábito alimentar "peculiar" - mas eu vos digo..., e ouça... aqueles homens... eram homens. A doze meses atrás, eles poderiam ser vencidos, hoje... hoje eles são monstros. monstros!! Acredite! Monstros! Sem piedade, sem misericórdia. Disciplinados, zelosos. Monstros!

E bateu com a mão debilitada sobre a mesa.

E Charlie se manifestou. Claro que aquelas idéias eram ventiladas ocasionalmente. Claro que os nortenhos sabiam que teriam uma chance caso ficassem realmente unidos, que o Tratado tinha, justamente, esse objetivo.

Mas, o que haviam, de fato, conseguido?

- É porque eles esperam para ver quem irá sobreviver.

A resposta veio de alguém que havia acabado de entrar na enorme tenda. O rapaz de aspecto mirrado, ainda que atlético, caminhar despreocupado e trajado em panos pesados e sujos, colocou-se logo atrás de onde o Legado estava.

- O desgraçado marchará para Gethemane porque ele procura um poder escondido. O único poder que ele julga capaz de enfrentar o que quer esteja se preparando para vir.

A figura caminhou mais um pouco e parou próximo a Vaan. Seu rosto quase irreconhecível por trás da penumbra projetada pelo capuz que usava.

- Você não disse para eles da morada da mãe???

Balançou a cabeça em negativo.

- Neste exato momento, as tropas de Fal Grey já se posicionaram ao redor de Gethemane. Acredito que ele irá aproveitar a ausência da matriarca.

- Eu disse! Eu disse! Maldito macaco desonrado! - era Presa gritando, de pé. Esbravejava e xingava.

A figura esperou que ele se silenciasse, para então continuar.

- Vocês se separam em grau de importância pela posição na mesa, quando aquele homem lá fora irá atacar a qualquer um de vocês indiscriminadamente. Patéticos.

E então ele deu as costas e afastou-se alguns passos de onde estavam, estendeu ambos os braços, espalmou as mãos e linhas de essência começaram a fluir, como se fosse uma teia de aranha tecida por linhas azuis. A bela imagem se espalhava por todo o "teto". Incontáveis linhas, infinitas. Cada linha um destino, cada linha uma possibilidade.

Desses destinos, um se destacava. Era Fal Grey, cuja linha avermelhada tremia, estremecia e puxava as mais próximas para perto de si. Consumia, como se fosse um buraco negro.

- Gethemane irá cair. Whitewall irá cair. A Liga Haslanti irá cair. E vejam...

E então ela apontou numa direção oposta a onde o destino de Fal Grey estava. Ali, uma linha negra, gasta e fina, quase impossível de se ver. Ela se aproximava, vagarosamente, do destino de Fal Grey.

- Fal Grey também irá cair.

As luzes sumiram e era possível ver que o homem sorria por baixo do capuz. Sorria, porque estavam todos desconfortáveis com aquelas revelações. Sorria, porque seriam obrigados a lidar com a verdade de que o fim estava próximo. Gethemane seria apenas o começo.

- Pois bem! Então eu farei um favor a todos vocês. Vou deixar que vocês façam políticas, troquem favores, exijam tributos ou o que for. Mas irei fazer um grande favor... aquele que não estiver minimamente disposto a cooperar, minimamente disposto a ouvir, pode sair daqui, na certeza de que em alguns dias ou meses, o seu reino cairá. E isso eu prometo.

Virou-se para o Legado.

- E Vocês, Reevahkin. A vocês, que não compreenderam ainda que é tarefa de vocês lutar pelo norte, permita que eu os mate, para que o espírito de vocês encontre um hospedeiro mais digno.

O Nascido das Estrelas havia decidido que era o momento de fazer aquela aliança funcionar. Pelo bem ou pelo mal.
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Valkyrja em Qua Jul 18 2012, 16:58

Vaan não tinha reconhecido de primeira nenhum rosto. Passava e piscava os olhos curiosos por todas aquelas pessoas. Porém, quando viu Niume, a garota não deixou de esboçar um sorriso carismático e verdadeiro.

-Niume! - fez menção de levantar-se e ir até ela, mas olhou desconfiada para Syrus, arqueando uma sobrancelha. Passou os olhos ageis e rápidos pelo lunar de aspecto forte. Sentia a estranha Essência que ele emanava. Vaan tinha surpresa no olhar. Então aquilo era um Lunar!

-Oi, amigo da Niume.

E virou-se para a jovem Solar. Vaan ouvia o que ela dizia com um sorriso. Iria responder para ela sobre os eventuais perigos, mas percebeu que suas palavras não caíram apenas nas orelhas atentas de Niume. Ela deu um leve sorriso. De fato, ela sabia sim de algo, mas talvez testasse se seria ouvida, mas como sempre, ignorada. Para seu desapontamento, apenas Niume pareceu se interessar.

- Fal Grey não está sozinho. Além da força tremenda dele, ele também...!

Então Hector começou a falar daquele jeito que ele sempre fala, em um tom que sugeria que ele era o único dono da verdade. Vaan sinceramente acreditou que ele poderia ter mudado, mas certos hábitos não eram facilmente perdidos. Além do mais, aquela resposta não acrescentou em nada. Ficou calada enquanto todos discutiam. Deuses! Como odiava aquela situação! esperava que aquilo fosse apenas uma segunda primeira impressão ruim.

Vaan ergueu-se de seu assento e ia começar a falar de novo, mas a voz atrás do Legado soou como um trovão. Naquele mesmo tom irritado e explosivo, Vaan reconheceu alguém que não via há muito tempo. Ergueu seus olhos azuis para o rapaz e forçou sua vista. Balançou a cabeça em negativo e o encarou, com um olhar firme e irritado. Não poderia deixar de fazer entradas dramáticas?

Ela não se mexeu e quando se aproximou, ela colocou as mãos na citura e tentou encará-lo por debaixo daquele capuz.

-Eu estava tentando, mas a cada momento alguém sempre me interrompe!

E bufou, afastando-se dele, visilvemente irritada. Parou ao lado de Niume e deixou que Lança continuasse sua explicação. Sorriu junto com o rapaz ao ver a linha gasta e fina aproximar-se da de Fal Grey. Talvez isso fosse o gatilho para todos pararem com aquela conversa pra boi dormir.

Olhava a teia de aranhas de Essência. Mordeu o lábio inferior, ainda com ar irritado.

"Exibido."

Por fim, resolveu falar. Porém, seu tom não era firme como o de Lança, e parecia nem sequer fazia questão de ser ouvida. O tom rouco ecoava no ar agora parado por causa do medo.

-Sobre a Morada da Mãe... - olhou Lança de canto dos olhos, ainda irritada. Depois desviou seus olhos cinzas para o rostod e sua platéia. - Fal Grey tem uma "hóspede" chmada Samae, a Mãe de Todas as Tribos. Ela chegar na morada dos deuses e lá conseguir apoio para sua causa. Sua causa. Ela pode tanto estar usando Fal Grey como pode ser uma refém. Também pode lutar com ele ou contra ele.

Virou-se para o Legado.

-Não sei até onde vocês sabem sobre seus antepassados, mas ela quer tomar o lugar de direito dos Solares.

Engoliu em seco. Droga! Odiava ter que fazer uma palestra. Notando que todos esperavam uma conclusão, ela engoliu mais uma vez e limpou a voz.

-Fal Grey já tem o apoio de um deus. Bem, como eu disse, Fal Grey não é nosso problema maior.

Parou de falar. Imaginou que seria óbvio a próxima conclusão. Arqueou as sobrancelhas. Se Fal Grey tem a força de fazer o norte cair e ele cairá, então o fim estava realmente próximo, como o rapaz encapuzado havia dito. Mesmo se tivesse o apoio da tal Samae.

Arregalou os olhos quando ele disse aquilo ao Legado, mas não conseguiu conter um sorriso. Passou o olhar or seus "amigos". Porém, com os olhos bem abertos, aquela expressão se assemelhava a um sorriso com um pingo de nervosismo. Claro que Vaan sabia que quando ele dizia aquilo, ela estava incluída nas mortes. De qualquer forma, ele havia facilitado seu trabalho, se as últimas instruções de Wayang fossem necessárias.

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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Sarx em Qua Jul 18 2012, 18:56

Quando o menino Charlie, parado atrás de si junto do encapuzado, começou a falar, Hector apenas acenou algumas vezes afirmativamente com a cabeça, sem se dar ao trabalho de virar-se para olhá-la. Em público, tinham, na maior parte do tempo, uma relação bastante formal - ainda que o Legado e alguns da Liga Haslanti já houvessem sido capazes de ver a ponta do Iceberg de como era o relacionamento real entre eles.

No momento em que Alexander entrou na sala, Hector acenou com a cabeça para ele, ao notar como era observado. Chegou a sorrir-lhe muito sutilmente, em um "bem vindo" silencioso. Ao que constava ao homem, não tinham nenhum problema entre si. Por enquanto, pelo menos.

Viu a pergunta que o guerreiro levantava, e concordou em silêncio com a cabeça. Era uma pergunta importante. O que estavam dispostos a sacrificar, no final das contas?... E então, os senhores começaram a falar.

Hector engoliu em seco uma grande bola de nada, que passou com dificuldade por sua garganta, diante das palavras do velho doente. Fuzilou-o com o único olho bom. Atrás de Hector, a criatura encapuzada moveu-se pela primeira vez, mas Hector ergueu um dedo da mão apoiada sobre a mesa, e ela manteve-se imóvel e em silêncio... Assim como o grandalhão, que deu-se ao trabalho apenas de ouvir o que diziam. Havia melhorado muito naquilo. Sabia manter a compostura. Na maior parte do tempo, pelo menos.

Ouviu em silêncio o que acontecia. O homem mirrado que entrava... E observou, com surpresa no olhar, enquanto as linhas do destino se formavam no ar, enquanto mostravam-se... Mas não acreditou. Não completamente. Vigilância constante. Até onde sabia, aquilo podia ser uma plena enganação.

E Hector ficou em silêncio, até a última fala do homem. Interrompeu Vaan, que começava a falar - não podia esperar. Não podia esperar nem um segundo. A gigantesca mão do homem, envolta pela manopla brilhante de metal, acertou a mesa com violência, enquanto ele se levantava. Estava... indignado. Indignadíssimo.

- Estou cansado! - ele exclamou, a voz séria, mas mais do que séria, ofendida. Não demonstrava agressividade no tom de voz - demonstrava, é claro, a agressividade normal e involuntária que um cara de dois metros e meio de altura demonstra ao bater na mesa e se erguer de sopetão, mas não demonstrava agressividade nem mesmo em seu semblante.

- MUITO, muito, cansado. - ele dizia. - De todos aqui, de todos os senhores, eu sou o único que pode dizer que as cidades pelas quais é responsável, nenhuma passa fome, ou é corroída pela doença, ou não sobrevive bem a ataques esporádicos. - lembrou-os.

Como ousavam dizer aquelas coisas? Como ousavam dizer que não lutava pelo norte? Que não se esforçava? Que as pessoas que guiava e protegia, seu rebanho, eram "fanáticos comedores de insetos"? Justo ele. Que havia sacrificado tanto. Tanto..!

- Como vocês podem ousar dizer que não luto pelo norte? Que não luto meu povo!? - exclamou, antes de esfregar o rosto, em irritação e agonia mental. - Eu PERDI MEU OLHO LUTANDO PELO NORTE! - gritou, apontando o dedo indicador, em riste, para a palpebra vazia, e mutilada.

- Enquanto vocês brincam de guerra e politicagem, enquanto brincam de senhores, eu estou mantendo as pessoas vivas. SIM, Stormgale e a Fortaleza Vermelha sobreviveram por muito tempo comendo insetos. Insetos saudáveis. Nutritivos. Que matam a fome. Que os mantém quente. Algum de vocês pode dizer que fez o mesmo pelo seu povo!? - exclamou.

- Eu não aceito ser tratado como um insignificante, como um louco, como um incompetente ou como uma maldita criança, enquanto pareço ser um dos pouquíssimos interessado em REALMENTE fazer ALGUMA coisa para manter-nos vivos. A qualquer custo. - disse, respirando fundo.

Inclinou-se para frente, abaixando a cabeça, encarando a mesa, sobre a qual apoiou as mãos, mantendo-se em silêncio por um instante. Quando voltou a falar, sua voz era baixa, controlada, e profundamente entristecida. - Sinto muito. Não vou ficar aqui, discutindo sobre quão inútil são meus esforços, ou vendo velhos babões julgarem meu povo, enquanto existem pessoas lá fora morrendo, todos os dias, de verdade, por que ninguém está disposto a fazer sacríficios, a fazer concessões. Nós não vivemos em um mundo perfeito, Senhores. Não podem ter tudo. Ninguém pode. - e ergueu-se de novo, depois de fazer contato visual com todos na mesa.

- Vou voltar para meu acampamento. Para as pessoas que precisam de mim. Os que estiverem interessado em sentarem ao redor de uma mesa e discutirem sobre uma aliança verdadeira, onde todos farão concessões, mas que funcionará, são mais do que bem vindos. Temos comida de verdade. - e fez uma pausa, olhando para Presas de Gelo. - Você principalmente. Lembro-me muito bem do que a Liga Haslanti fez por mim, no passado. - e forçou um sorriso fraco, movendo-se para fora da sala, um bocado - muito - desolado.

- Charlie, por favor, fique aqui e me conte todas as outras informações essenciais que vou perder. - disse, antes de deixar a sala, a lona da entrada fechando-se atrás do gigante. A figura encapuzada manteve a posição, ao lado de Charlie.



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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por O Zelador em Qua Jul 18 2012, 18:56

O membro 'Sarx' realizou a seguinte ação: Roll

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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Niume em Qui Jul 19 2012, 13:56

Niume estendeu a mao para Vaan, em um aceno amigável e sincero. Em seguida, virou o rosto de lado e sussurrou a Syrus uma pequena apresentação sobre a jovem, já que Niume tinha contado a ele toda a historia do legado até aquele momento. Syrus era sempre simpático, muito mais simpático do que Niume na maioria das vezes, imaginou logo que ele fosse tratar Vaan com a mesma simpatia.

O clima de tensão era muito maior do que qualquer mínima brecha amistosa que as duas pudessem criar entre elas e claro que a justificativa era bem aceitável. Estavam todos preocupados com suas nações, mas Niume tinha fome o bastante para não desperdiçar a comida. Comia lentamente, parando vez ou outra para olhar os rostos sérios enquanto falavam. Entre eles, Alfadur. Ao ouvir a voz do homem, Niume levou os olhos na direção dele e sorriu um pouco mais largamente. Era bom ter finalmente certeza de que ele estava inteiro.

Novamente, ela sussurrou a Syrus, agora apresentando aquele com quem ela tinha passado toda a vida. Logo em seguida, voltou os olhos atentos ao resto. Ela queria ouvir mais do que Vaan tinha a dizer, queria ouvir mais das explicações que tinham para serem feitas e parecia não ter sido a única a dar atenção aquele fato. Mas como sempre acontecia, o foco mudou. Niume havia imaginado que aqueles meses longe fossem amadurecer a cabeça de todos ali, mas infelizmente algumas coisas nunca mudavam. Entre elas, a mania de ficarem disputando quem sabia mais sobre estratégias e a irritante mania de dar ordens como se estivessem ali prontos para servir. Se alguns ali não tinham mudado o bastante, Niume havia. Ela havia amadurecido o suficiente para apenas ouvir em silencio, sem se abalar.

Queria que aquele amadurecimento tivesse atingido a todos. E quando o velho começou a falar, ela realmente torcia para que algumas pequenas coisas tivessem mudado. O homem jogou suas palavras na mesa e Niume assentiu com a maioria delas. Depois, a conversa pareceu finalmente tomar o rumo esperado em direção ao que era essencial.

As palavras do desconhecido prenderam a atenção de Niume, mesmo que tivesse cerrado os olhos levemente com a duvida do que significavam. Os olhos iluminaram-se pelas linhas que ele fez brilhar sobre a mesa, as incontáveis linhas do destino e suas possibilidades.

“- Gethemane irá cair. Whitewall irá cair. A Liga Haslanti irá cair. E vejam...

- Fal Grey também irá cair.”

Niume ficou apenas em silencio. O rapaz terminou de falar e no lugar dele, Vaan tomou a palavra. Niume a ouvia com a mesma atenção, verdadeiramente interessada no que ela havia para dizer, mas um som extremamente irritante cortou a conversa. Ela virou o rosto para olhar o homem e o suspiro foi de desprezo. Passou os olhos pela garota interrompida e depois voltou toda a sua atenção para o prato de comida. Comia lentamente, enquanto ignorava cada mínima palavra dita por Hector em todo aquele chilique desnecessário.

As palavras entravam por um ouvido e saíam pelo outro no mesmo instante. O que era mesmo que o rapaz havia acabado de dizer sobre matar qualquer um para que o espirito encontrasse alguém mais digno? Quando ele finalmente terminou, Niume tornou a erguer os olhos para Vaan.

-O que mesmo você disse sobre a tal Samae? Acha que ela pode mesmo estar usando Fal Grey para conseguir o que quer?

Dela, os olhos buscaram os de Syrus por um breve segundo, depois voltou-se para a jovem.
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por 25Slash7 em Qui Jul 19 2012, 15:23

(incidental)

Syrus

O Lobo estava ansioso para conhecer todas aquelas pessoas das quais Ceres havia tanto lhe falado. Ele as olhava, uma a uma, e ofertava um sorriso. Como um Escolhido de Luna deveria ser, adaptava-se facilmente, mesmo diante de uma situação onde estava, claramente, em desvantagem, já que desconhecia toda a vivência política pela qual passavam.

Permaneceu junto de Ceres durante todo o tempo. Gostaria de cumprimentar aquelas pessoas que haviam a ajudado em seu crescimento, mas sentiu que aquele não era o momento. A única oportunidade que teve foi quanto a Vaan. O Pastor estendeu a mão até a da garota, segurou seus dedos em um misto de força e gentileza e fez um cumprimento respeitoso com a cabeça. Não disse nada, porque seus olhos foram o suficiente para transmitir o quão genuíno era a sua satisfação em conhecê-la.

Pelo restante do tempo, nada mais disse. Exceto quando Archer ameaçou matar aquele que não estivesse disposto a cooperar. Como em um ato reflexo, inconsciente, Ceres sentiu que o homem havia rangido os dentes e estreitado os olhos. Não se importava com ameaças. Mas isso não quer dizer que as aceitaria.

De uma forma ou de outra, apenas acompanhou o desenrolar da conversa... pelo menos até o momento que Hector começou a falar...

Hector

A essência de Hector permeou o ar. Suas palavras eram, visivelmente, guiadas pela energia profana que corria em suas veias. O mundo se dobrava diante da vontade do Príncipe Esmeralda.

E é claro, claro que todos ouviram aquilo. E é claro que todos estavam prontos para aceitar aquilo. O próprio Archer pareceu ficar em silêncio diante da vontade de "Rei Único". Era aquele, afinal, o desejo de um Exaltado e quando um Exaltado opta por um caminho, o mundo simplesmente se contorce.

Ou ao menos assim deveria ser.

Syrus ergueu-se, rangendo os dentes como uma fera furiosa. Ele não sabia o que era aquilo, não entendia o que era aquilo. Não era um Escolhido do Sol, da Lua ou das Estrelas. Não era um filho da terra. Era algo... algo diferente, algo que vinha diretamente das forças que ele havia combatido a anos e anos.

o Desconhecido, por sua vez, foi tomado pelas palavras de Hector. Mas quando este terminou, foi fácil ver que o Sidereal forçou seu espírito, balançou a cabeça e recuou um passo, como se houvesse sentido alguma espécie de náusea.

- Vocês... vêem?!

O símbolo na testa de Hector brilhava pelo dispêndio de essência. O Rei dentro dele rugia. Ele não precisava explicar. Era claro que aquela demonstração era algo "não natural".

- Seu povo se alimenta de insetos, seus homens caminham entre demônios. Hector Hrotgar, vivemos em um mundo caótico, é verdade. Mas isso não quer dizer que não exista ordem, ou quem imponha ordem. Se você quiser sair, saia. Mas tenha a certeza, teu Reino cairá. Se ficar, contudo, ficará como SERVO DO NORTE. Tua vontade, teus desejos, como o de qualquer outro aqui, ficarão subjulgados ao MEU DESEJO, porque o MEU DESEJO é a vontade dos Deuses. Sou eu seu emissário e guardião, sua voz e olhos, sua lança e escudo. EU. Você teve a oportunidade, mas falhou. Estes homens não te respeitarão porque você faz seu povo superar a fome ou porque sacrificou teu olho. Katrin perdeu dois filhos para a guerra, o velho senhor que acaba de se opor a você queimou seu castelo para que pudesse dar um duro golpe em Fal Grey.

Ainda estava atordoado pelo poder do Infernal. Mas as palavras lhe vinham com naturalidade. Afinal, era aquele o papel que havia assumido.

- Não haverá qualquer concessão se não as que eu desejar. Não haverá qualquer aliança se não a que eu desejar. E é essa a vontade dos mais Elevados.

Ele não possuia, nem de longe, o mesmo impacto que Hector possuia. Suas palavras não eram, afinal, levadas por uma essência infinda. Contudo, de alguma forma, as ameaças pareciam... reais... muito reais. Era como o ermitão que surge em uma noite qualquer com todos os segredos do mundo sob os seus lábios. Com olhos vazios e profundos, dotados de conhecimento, aquele homem falava e falava. Falava como quem conhecesse os segredos da Criação.

Por fim, o homem pigarreou, como se buscasse um tempo em suas palavras. Uma pausa dramática, nada mais. Silêncio caia sobre o jantar e era claro que os tantos lordes ali, agora se viam diante de uma escolha forçada.

Mas a opção de se aliar a ele, era muito mais agradável. Para todos ali, o que incluia Hector.

E Hector escolheria pela Aliança forçada. Porque essa era a vontade do Emissário.

(Force Decision. Efeito de Compulsão)
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Valkyrja em Qui Jul 19 2012, 15:50

Vaan apertava a mão do senhor Lunar com um sorriso largo, infantil. Podia-se notar que ela estava impressionada. Ele era tão imponente, mesmo vestido de pastor. E bonito também!

Passou os olhos pelos outos do Legado também. Cumprimentou, com o manejar da cabeça e um outro sorriso, Alexander. Não tinha visto Alfadur e os outros ainda.

A conversa seguiu seu curso e quando Vaan tomou coragem para falar e finalmente havia começado a expor suas ideias e percepções, Hector fez sua voz ressoar. Primeiro a menina levou um susto. Sentiu os cabelos de sua nuca arrepiarem. Ela virou seus olhos irritados para o gigante e o olhava de forma incrédula. Foi o máximo que conseguiu fazer.

"Pelos deuses...Não sei se é burro ou só teimoso."

Quando sentiu a Essência demoníaca de Hector, Vaan apoiou-se com mais força na mesa. As lembranças, a sensação de algo maculado a deixava enjoada. Seu braço começou a doer e ela levou sua mão contrária a ele. Isso fez com que ela cambaleasse, de leve, para o lado em que não havia apoio. Seus olhos se ergueram para Syrus quando o mesmo rosnou.

"Sim...Não é algo puro."

Voltou ao normal quando Hector parou de falar e ouviu a voz de Archer. Quando as palavras do Escolhido das Estrelas ressoaram, os olhos de Vaan também pareceram brilhar, embora não os levantasse da mesa. Pobre Hector. Se achava um deus? Bem, ele estava bem longe de ser um deus. Provavelmente, não seria nem permitida sua entrada na Cidade Dourada. Não, ele não era nem de longe, muito longe, o que imaginava ser. E agora era hora dele perceber isso.

Os olhos de Vaan estavam agora fixos, com a determinação de alguém que lutava contra uma influência ruim, mas muito tentadora. Ela ergueu o olhar para Lança que Despedaça o Céu Primordial. O encarou por alguns segundos.

Balançou a cabeça e afastou a presença de Hector. Virou-se para Niume e disse em voz baixa. Naquele momento, não tinha mais nenhuma vontade de dividir aquela informação com os outros:

-Niu, isso fica entre eu e você, por enquanto. Samae é como você. -apontou sua prórpia testa. - Uma Solar. Eu não sei se ela é refém ou aliada de Fal Grey. Ele tem o apoio do Corvo das Batalhas, um deus antigo. Samae quer ir até Yu-Shan, a cidade dourada, pegar os outros que apoiam a causa Solar. Isso vai virar uma bagunça.

Ainda um pouco tonta, sua voz saía falha. Vaan esforçava-se para ficar de pé. ela balançou a cabeça novamente, mais forte e ergueu a coluna, respirando forte e firmemente.

-Niu, o que ele diz é verdade. Eu preciso, eu quero que vocês... - Não completou, forçando sua vista e apertando as têmporas.

Ela virou-se para Lança, com o olhar em uma mistura de irritação e náusea.

-Lança que Despedaça o Céu Primordial... Nos falaremos mais tarde. - e naquele olhar ele sentiu que não era um pedido ou uma frase solta. Era quase uma intimação.

E por fim, sentou-se, finalmente afastando totalmente a influência de Hector.

(gasto 1 ponto de FdV pra superar o efeito.)

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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por 25Slash7 em Qui Jul 19 2012, 16:58

(um detalhe. Todos sofreram ataque social do Hector. Podem ignorar mediante o gasto de 1 FdV.

Hector sofreu um ataque social também. Mesma regra.)
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Rosenrot em Qui Jul 19 2012, 18:43

...
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por O Zelador em Qui Jul 19 2012, 18:43

O membro 'Desert Child' realizou a seguinte ação: Roll

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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Qui Jul 19 2012, 18:56

Tudo parecia bem... muito bem, e bem diferente de outros tempos. Quantos ali de fato respeitariam alguém com uma origem tão incerta quanto a dele? Quantos ali lhe seriam cordiais se não fosse apenas pelo medo de serem punidos por um Escolhido? Mas Alfadur fez valer a si mesmo diante dos povos do extremo Norte, tornou-se aliado dos Haslanti, parecia disposto a proteger Gethamane. Não tinha um exercito gigantesco como Fal Grey, mas ao menos podia dizer que seus homens de armas eram de fato soldados leais e bem preparados, um numero modesto, mas que ele proprio poderia coordenar em uma guerra. Poucos sabiam de fato dos milagres além das fronteiras da Criação, isto sim, talvez ele guardasse para os seus ou simplesmente não poderia realiza-los na dura Realidade do mundo, mas ao menos aqueles senhores podiam ter certeza que Alfadur não era apenas um tocado pela Wyld. Ele estava ali, pelo bem de todos, e esta era uma verdade inquestionável. Alfadur sorriu levemente com um aceno positivo de cabeça ao cumprimento de Katrin.

Mas logo viera o conflito, como já havia acontecido outras vezes, e mais uma vez começando por Hector que não sabia engolir as ofensas para se preocupar com objetivos maiores. Ele devia entender que não devia satisfações àquela gente, mas sim, que deveria convence-los a aceitarem-no como era, comedor de inseto ou não. O velho estava errado, mas Hector não podia perder a compostura naquela mesa.

- Não faça isto, Hector... veio aqui por todos, então aceite as opiniões de todos, por mais duras que sejam... - E fitou o velho que criticou Hector com um olhar mais severo. ... Assim como esperamos que que todos se aceitem como são...

Dito isto, logo vinha aquele homem estranho e desconhecido a proferir destinos e impor vontades. Alguém que ousava determinar quem era ou não digno de viver, como homem, como um deus, como o que fosse. Ele fazia sua "pintura" no céu, fazia todos olharem admirados para sua arte das estrelas, fazia todos verem Fal Grey como o mais forte e destemido, mas ainda sim, um futuro derrotado.

Era dificil concordar, como era dificil resistir. Alfadur tinha uma escolha... negar, tanto os brados de Hector quanto a pretensiosa autoridade do estranho. Mas eles não estavam errados, não naquilo que de fato importava. Hector tinha grande valor, era um grande lider para seu povo e não merecia tamanha afronta. Já o estranho, por mais idiota que parecesse aquele gesto de auto-afirmação, ele tinha razão ao mostrar Fal Grey como o mais forte a ser derrotado, e como alguém que não resistiria a um fim ainda pior.

- Todos devem estar de acordo com o fato de que sozinhos morreremos, ou fugiremos, ou simplesmente não seremos capazes de defender nossos ideais. Por isso, não vamos gastar nossas forças tentando mostrar o quanto somos bons, fortes, sábios ou espertos uns contra os outros, pois todos nós temos inimigos em comum... - e fitou o estranho que não conhecia. - E será por nós... goste ou não...

Fitou em seguida Katrin, a Lider de Gethmane. - Tem meu apoio para defender sua cidade de Fal Grey, assim como espero que também tenha o apoio dos nobres Haslanti. - Fitou Presa em seguida, e depois todos os demais olhando uns e outros de forma indireta, mas suficiente para mostrar que era a eles que Alfadur desejava alcançar com suas palavras finais, incluindo, o Legado. - Mas seria melhor que tivesse o apoio de todas as pessoas e nações representadas aqui. - Concluiu falando a todos para depois beber e comer um pouco da comida. Por enquanto, não colocaria seus desejos pessoais na frente de interesses maiores, por mais que desejasse conversar com os outros, principalmente com Niume que não via à tanto tempo.
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Sarx em Qui Jul 19 2012, 20:41

Charlie teve aquela sensação. Aquela sensação do "Isso vai dar merda, seu capitão", quando o desconhecido que havia exposto as linhas do destino começou a falar - teve aquela sensação por que, diante de tanta agressividade exposta na voz do homem e direcionada a Hector, o homem - ou o que quer que fosse - debaixo da capa, soltou um grunhido baixo e animalesco, quase rosnado, incomodado com a situação, como quem urge para agir mas é impedido por uma força maior. O rosnado foi baixo - apenas Charlie o ouviu. Mas a criatura manteve-se imóvel.

Hector parou, de costas para todos, a um passo de sair da sala, e virou-se, observado o desconhecido que falava, sentindo os efeitos que suas palavras tentavam por sobre ele. Mas ele não se curvava. Hector nunca se curvaria para ninguém. Era parte de quem era. A essência de quem era. Ele era o norte, ele era a montanha, e ele não se dobrava.

Talvez a coisa mais esperta a fazer houvesse sido ficar. Mas como poderia? Era o Deus de seu povo. O único Deus. O patriarca da humanidade. Era Hek'tarr encarnado. Aceitar comandos de um falso-deus era... Era a destruição de sua fé, o comprometimento de seus ideais. E se descobrissem que o havia feito, também... Não era possível. Ia contra sua própria essência.

A pele branca como a neve contrastava com o tecido escurecido da cicatriz em seu rosto, e contrastava ainda mais com o símbolo verde a queimar em sua testa. Portava - a ambos - com orgulho imortal.

- Você se diz o emissário dos 'verdadeiros Deuses'. - ele disse, com uma ironia ácida, um quase-riso no rosto. - Então... me pare. - disse, pura e simplesmente.

- Ao resto de vocês, o convite se mantém. Estarei no acampamento até o raiar do sol, e não mais um minuto. Que tenham um bom jantar. - disse, olhando para os membros do Legado com quem mais tinha coisas e opiniões em comum: Alfadur e Alexander, e para Presas de Gelo, o enviado da Liga Haslanti, com quem Hector simpatizara. E, dando-lhes as costas, saiu. Para Charlie, fez um aceno com a mão, chamando-a. Não precisa saber onde aquele circo ia dar. E não queria submeter a protegida aquela tortura, tão pouco.


[Perdão por não ter me direcionado especificamente a ninguém nesse turno, ou me referido aos turnos de vocês. Hector está mais focado em resolver seu babado.]
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Rosenrot em Qui Jul 19 2012, 21:07

Charlie quase não se movia, na maior parte do tempo, apenas seu olhos, focando-se aqui e ali, buscando acompanhar o que estava acontecendo: ou em sua concepção, o que não estava. Às vezes, suspirava, diante de todas as coisas. Esfregou a têmpora por um segundo. Quando Hector simplesmente pareceu exaltar-se, Charlie deu um breve passo para trás, ainda calado, apenas ouvindo. Moveu a cabeça quando esse lhe pediu para permanecer.

Observou as reações alheias, focando-se brevemente em Vaan e Niume, que trocavam segredos. Mas não conseguiu ouvir, novamente, o sujeito se pronunciava, agora de uma maneira mais enfática. Arqueou as sobrancelhas, sabendo que aquilo não terminaria bem. Nada bem. Ainda que houvessem verdades em suas palavras, Charlie via coisas ali que iam exatamente contra ao que o homem dizia, contra ao que queria que eles aceitassem, e num mais, sua fidelidade estava com Hector. [Gasto 1 de FdV]

Charlie ia falar, mas conteve-se, deixando que Hector o fizesse, e o rosnado da criatura junto a si lhe fez mover o rosto brevemente, encarando o manto negro, arqueou as sobrancelhas. Passou a língua pelos lábios. A fome estava voltando numa velocidade que não compreendia. Respirou fundo. Seguiria com Hector, mas fez uma breve parada, próxima ao Desconhecido.

- Tenho uma ideia... – Charlie disse, tão baixo que mais parecia um sussurro, seus olhos azuis focados nos olhos do Desconhecido, caso esse lhe olhasse, Charlie era um sujeito (a) bonito. – Antes da aurora, quando a lua toca seu ponto mais alto. Na floresta. Esteja lá, se te interessar. Vou esperar, se não aparecer, seguirei com o Rei da Coroa Ensaguentada. Pense bem. – E assim, moveu-se em direção a saída, mas antes de ir virou-se aos demais, curvando-se em respeito a todos.

– Senhores, senhoras. Foi um prazer revê-los.

Sairia logo após.
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Niume em Sex Jul 20 2012, 15:26

Niume ergueu os olhos para Syrus quando ele ergueu-se, rangendo os dentes como uma fera furiosa. Seria impossível para ela explicar, se alguem caso perguntasse, mas era fácil para ela sentir qualquer mínima sensação que emanava dele e imaginava que com ele era o mesmo. Ela entendia cada sensação. Levou a mão a dele e um gesto discreto, apertou-a, puxando-o de leve, para que ele tornasse a se sentar. Os olhos eram a clara expressão de que não valia a pena desperdiçar energia com o homem que se achava um Deus.

As palavras de Hector foram visivelmente guiadas pela energia profana que corria em suas veias. Podia sentir que o mundo tentava-se a ajoelhar-se diante do gigante. Mas Niume simplesmente não conseguia. Ela era contra todo aquele egocentrismo irritante, ia contra toda aquela verdade que aquele homem achava ser o único dono. Não havia visto ofensa nenhuma nas palavras do velho e todos tinham perdido muito naqueles meses, física ou psicologicamente, todos tinham feito o que acharam que era o melhor. Hector não era melhor que ninguém ali. Niume não era melhor do que ninguém. E concordar com esse tipo de comportamento egoísta, era totalmente contra ao que ela era. Simplesmente nunca iria.

Quando o Desconhecido tomou a palavra, Niume o olhou. Ela tinha ouvido as palavras que Vaan havia sussurrado para ela. As tinha ouvido e guardado muito bem, para fazer suas perguntas quando fosse a hora. Samae era uma solar, como ela e como Fal Grey. Podia não ser nada, mas era no mínimo, curioso. Teria se soltado de Syrus, se ele houvesse se sentado novamente, mas ainda permanecia sentada bem próxima a ele, pela proximidade, provavelmente Syrus também teria ouvido o que ela havia dito e talvez tivesse algo a dizer depois.

Ela tinha seus próprios pensamentos sobre a vontade do estranho ser a vontade dos Deuses, mas ele falava pelo norte. Com ele, era muito mais do que o universo girando em torno de um umbigo cabeludo e além do mais, ele tinha razão. Ele tinha olhos dotados de conhecimento, falava como quem possuía os segredos da criação entre os dedos. Ele emanava respeito e Niume respeitava isso. “Muito ajuda quem não atrapalha.” Pensou ela quando as palavras de Hector soaram outra vez naquele assunto. Era hora de seguirem o destino, ela estava pronta para isso, pronta para concordar com o Emissario.
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por MR, Léo em Sex Jul 20 2012, 17:51

O Cavaleiro correspondeu aos rápidos acenos.
Gostaria de ficar a sós com o Legado e ouvir sobre seus feitos durante o ano. Continuava a se sentir extremamente ligado a eles.
Eram os únicos com quem ele realmente se sentindo ligado...
Além dela...

Alexander ouvia atentamente às palavras do Desconhecido e de Vaan.
Via as linhas do destino com interesse e certa Melancolia.
Destino...
"Vocês estão além do destino."
Voharum...


Reagiu à ameaça apenas com um meio sorriso.
Imaginava se agora todos estariam convencidos, pelo medo do fim próximo, pela certeza de um fim.

Ainda assim, queria acreditar que o Legado estava unido.
Passou os olhos sobre cada um com respeito e admiração.
Parecia que todos estavam diferentes. Melhores, muito melhores, carregando seus fardos com orgulho e determinação.
Alexander, por outro lado, continuava se sentindo a mesma criatura amaldiçoada de sempre...

Então vieram as palavras de Vaan, e mais uma vez viu aquela menina desconcertada.
Sorriu ao ver a forma com que ela lidava com isso e explicava as coisas. E se interessava.
Lembrava-se da menção de uma mulher seguindo junto com Fal Grey, mas apenas isso...

Alexander não entendeu o porquê da interrupção.
Ouvia Hector inicialmente intrigado.

Não... Hector, não arranje briga...

Mas rapidamente... Tudo mudou.
Sentia o pezar, a verdade de suas afirmações.
As palavras cortavam... e se tornou do cavaleiro a dor da tragédia de ver seus esforços minimizados, seus sacrifícios desprezados...
Se sentiu fraco perante essa terrível máquina política que mantinha o Norte como um refém.
E ficou profundamente triste e se sentiu extremamente impotente quando Hector se lançou para a saída.
Nem percebeu a reação dos outros, até o Desconhecido tomar a palavra...

Enquanto o encapuzado falava, com tanta propriedade, o Cavaleiro ponderava quem poderia ser o estranho.
Por um instante imaginou ser, de alguma forma, o Arquiteto, devido ao conhecimento que demonstrava.
Em contrapartida, Alexander não gostava da maneira que o rapaz falava com o Rei da Coroa Ensaguentada...

Enquanto o homem se impunha sobre Hector, Alexander levantou-se. Mas foi Alfadur quem falou primeiro.
E o homem de além da Fronteira falara, como sempre, muito bem.
Comedido e dizendo as palavras certas, de maneira que não ofenderia ninguém.
Se todos tivéssemos esta habilidade...

Mas nenhum deles fez o Rei Único mudar de idéia.
Alexander rapidamente caminhou até Hector e tocou seu braço com respeito, mas urgência.

- Hector, por favor... - falava apenas com ele, num tom baixo para que apenas ele ouvisse, mas não se importava se Charlie ou o outro que estava junto com o Rei ouvissem. - Esta é nossa última chance. Não deixe essa tolice te afetar. Palavras sem profundidade em meio a estes jogos políticos não podem alterar o que somos e o que precisamos.

Não havia essência em suas palavras. Apenas sinceridade. - Vamos juntos lutar por honra, lutar pelo Norte! Estes homens e mulheres aqui nesta sala também são seu povo. Não se perca em meras ofensas, não os conquiste pela força, como um Fal Grey, mas por ser o Rei que nasceu para ser. Não vamos permitir que o Legado dê o primeiro passo para a queda deste fraca Aliança... Olhe o que temos até agora... Devemos lutar juntos!

Olhava nos olhos do gigante. Não havia mais saída. Não poderíam se dar ao luxo de inventar uma aliança paralela. Tudo estava em jogo e era dali que sairia a única resposta.
Em seguida, fitou cada uma das pessoas, cada um dos líderes, naquela tenda.

- Nossa batalha não é por nenhum de nós. Lutamos pelo povo, lutamos pela sobrevivência.
Mas, sobretudo, por todo o Norte.
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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por Sarx em Sex Jul 20 2012, 21:37

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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por O Zelador em Sex Jul 20 2012, 21:37

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Re: (CONCLUÍDO) Horrores Profundos

Mensagem por 25Slash7 em Sab Jul 21 2012, 10:28

O Emissário sorriu diante da atitude de Hector. Caso seus traços pudessem ser visto, notaria-se um sorriso triste. Como de um pai, que se vê obrigado a dar uma lição dolorosa em seu filho para que ele aprenda.

Manteve a postura do início, o corpo ereto, olhar adiante. Deixou que Hector, afinal, saísse. Daquele momento em diante, era o destino que cuidaria para que ele aprendesse a sua lição.

Charlie, então, o "guardião" andrógeno do orgulhoso Infernal sussurrou um pedido ao homem que nada respondeu. Não naquele momento. Suas respostas não precisavam ser conhecidas.

Enquanto isso, as reações se misturavam. Talvez, se não fosse a intervenção do Emissário, Hector teria conduzido ao menos metade daquela sala junto consigo. Mas agora... tomando ciência de que o homem havia tentado manipulá-los com sua energia profana, os rumores sobre demônios em suas fileiras e a dieta de insetos... aquilo os assustava, mais do que os inspirava.

Quando Syrus foi tocado por Niume, ele se virou para ela, quase como ainda não houvesse se acostumado ao seu toque após tantas e tantas centenas de anos. Como se houvesse sido trazido de um campo de batalha, devolta para a realidade, o Pastor da Criação respirou forte e sorriu, voltou a se sentar ao lado de sua Imperatriz.

- Eu não o reconheço.

As palavras eram, obviamente, dirigidas a Hector. Desde quando havia retornado, suas memórias ainda não estavam plenamente ativas. Algumas coisas eram nebulosas, desconhecidas. Sonhos que ele não compreendia, que sequer se sentia capaz de interpretá-los. O próprio controle sobre si parecia intermitente.

Vieram, então, as palavras de Alfadur e Alexander, assim que eles terminaram, o Emissário fez-se ouvir novamente, como em uma prece:

- Aquilo que se opõe ao fluxo do destino, não tarda a perecer. Deixa que todas as coisas sigam seu rumo normal.

Quando voltou-se para os restantes, havia, de certa forma, uma satisfação diante do espírito de Alfadur e Alexander. O Emissário voltou-se para Alfadur e deu alguns passos em sua direção. O Principe Esmeralda sentia-se observado, perscrutado, enquanto ele se aproximava. Houve uma tensão no ar, como se todos ali segurassem a respiração por um único instante. Do lado de fora, o vento uivava.

- Eu lhe dou a minha benção para que lidere estes que restam. Isto não lhe dá autoridade, mas apenas... uma ajuda. O que você decidir, será suportado pelo Céu. E se você decidir errado, será perante os tribunais Celestiais que irá responder. Que minha vontade seja feita.

O Emissário deu as costas, a vontade divina estava entregue.

E então, sem mais nada a dizer, ele daria as costas e se afastaria, sumindo entre os destinos da multidão.

__

Os líderes das grandes nações se entreolharam. Depois olharam para Alfadur. Os pequenos líderes permaneceram em silêncio, receosos do que tudo aquilo havia significado. Katrin, contudo, foi quem quebrou o silêncio.

- Se tenho o teu apoio, tens o meu. Ainda que isso signifique abrir os portões de Gethemane. Se a tua vontade é a vontade dos céus (e aparentemente, ajuda divina é a única que nos resta), é a minha vontade também.

Presa bateu na mão e ergueu-se.

- Abrir os portões? Por ordem de um desconhecido tocado pelo Caos?!
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