Saggitarius: O Refúgio de Chiron (Aallyia, Joseph, Jurich)

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Saggitarius: O Refúgio de Chiron (Aallyia, Joseph, Jurich)

Mensagem por Narrador HDH em Qui Jul 09 2009, 15:42

- Eu NÃO vou salvá-la! Essa VACA matou o Carl! Teu Escudo, Godhand, TEU ESCUDO!

Estava no estado entre a consciência e a inconsciência. Seus olhos quase fechados, apenas viam vultos à sua volta.

- Por que não deixou a deixar morrer, Alex?! POR QUE?!

Deixou a inconsciência vir e, junto com ela, os sonhos... via imagens de seu irmão, de seus amigos. Via imagem do seu próprio mundo que havia desabado em questão de minutos desde a noite passada.

A russa que quase havia a degolado.

O caçador.

Carl...

Poderia morrer agora.

_______________________________

Era um apartamento em algum lugar no centro de Chicago. Um apartamento grande, com três dormitórios, sala, cozinha e dois banheiros. Poderia ser o apartamento de um executivo, um advogado ou algo semelhante.

Mas alguns detalhes tornava-o único.

O lugar era escuro, com todas as janelas tendo a iluminação externa impedida de entrar por grossas persianas.

Por trás da porta de entrada, havia uma barricada com sacos de areia que se acumulavam até metade da altura da porta.

Não haviam decorações. As paredes eram brancas, sem adornos, mas sujas. As vezes manchas de sangue se confundiam na sujeira.

A cozinha era separada da sala apenas por um balcão de mármore e possuía todos os “apetrechos” de uma cozinha comum. Mas possuía diversos engradados de água encostados próximo a um freezer externo, grande o suficiente para colocar um corpo humano.

Na sala, um suntuoso e confortável sofá, iluminado apenas pela parca iluminação de uma lâmpada de teto. Havia papéis espalhados pela pequena mesa de café a frente do sofá. Nomes, mapas, fotos, jornais, anotações. A madeira era marcada por manchas em formas de círculos, provavelmente copos de cafés usados ao longo da noite para manter-se acordado.

Havia uma bíblia caída no chão.

Em um dos quartos estava Aallyia. Seu corpo estava estendido sobre uma mesa de operação e imaginou, por um momento, realmente estar em um hospital quando um pouco de sua consciência retornou. Seu corpo estava coberto por bandagens onde haviam sido feito os ferimentos (ombro e pescoço). Ainda sentia dor, mas estava viva.

Pensou estar em um hospital.

Mas aquele lugar mais parecia um matadouro pelo tanto de sangue que cobria o aposento.

O carpete tinha um terrível cheiro pela mistura de fluídos humanos e a falta de cuidado com a limpeza ao longo dos tempos.

Mas estava viva. Acordada.

- Não ligue para o que Alicia falar. Ela está apenas nervosa.

Um rapaz oriental aproximou-se da mesa de cirurgia em que Aallyia estava e segurou o seu pulso, como se estivesse medindo o batimento cardíaco dela. Ficou em silêncio por algum tempo.

- Você perdeu muito sangue.

Tinha um aspecto meio desleixado. Os cabelos bagunçados, as roupas com manchas antigas de sangue e o que parecia ser graxa.

- Mas vai sobreviver.

Ele esboçou um largo sorriso e então deu as costas para ela, saindo do quarto.

Sentia-se bem. Poderia andar se quisesse.


_______________________________

Era um apartamento espaçoso. Um apartamento que poderia servir muito bem como o lar de algum médio executivo. Três quartos, sala, cozinha e dois banheiros. Um apartamento comum, se não fossem alguns detalhes que o tornavam único.

Por trás da porta havia uma barricada feita com sacos de areia que se estendia até um pouco abaixo da metade da porta.

As paredes eram totalmente desprovidas de qualquer adorno, o que dava uma certa sensação de vazio. Eram brancas, manchadas pela sujeira de longos dias, e de sangue seco e esquecido.

Entre a cozinha e a sala havia apenas uma pequena mureta as separando. Na cozinha não havia nada de anormal se não fosse a presença de um freezer externo, grande o suficiente para que coubesse um corpo humano, e muitas garrafas de água colocadas sobre o chão, próximo à mureta.

A sala possuía um sofá e duas poltronas. Uma pequena mesa de café permanecia a frente do assento, próximo à uma lousa branca, cujo material lembrava plástico. Fotos, jornais, anotações, rascunhos e papéis cortados espalhavam-se por sobre a pequena mesa que era manchada por marcas de copos de café.

- Por que você trouxe toda essa gente, Godhand?

- Mas que caralho! Eles estão envolvidos, eu já te disse.

Cheeshire olhava para Joseph que estava sentado sobre um dos sofás. A oriental tinha um certo olhar de reprovação.

- Esse aqui mal sabe onde está.

- Ele ouve vozes.

Ela ficou quieta por uns momentos, olhando para ele com um olhar de quem desacreditava em suas palavras.

- Você me trouxe um lunático para cá?!

Ela balançou as mãos, como se quisesse dar um basta naquilo.

- Um lunático que pode nos ajudar.

Godhand falava, agora, como um pai cansado das tolices de sua filha.

- A tua amiga acordou, G.H.

Wheels, o outro oriental, passava pela sala e ia em direção a cozinha, abrindo a geladeira. Não importava-se com a discussão dos dois, estava acostumado.

- Ah, claro. Havia me esquecido que você trouxe a VACA que deu um tiro na cabeça do C.J. Merda, merda. – ela andava de um lado para o outro a frente da mesa de café. Por mais de um momento pareceu que ia esbarrar na lousa, mas não o fez – Godhand... se descobrirem, vão falar que a nossa célula é cancerígena e eu juro por deus que se isso acontecer, eu te jogo na frente e digo que você é o culpado.

Godhand sorriu. Um sorriso sincero que contrastava com a imagem rígida que seu porte físico lhe dava.

- Você não faria isso.

Cheeshire sorriu.

Claro que ela não faria.

_______________________________

Juvich e Joseph estavam sentados sobre o sofá e observavam aquela discussão em silêncio. Não compreendiam muito bem. Lembravam-se, apenas, de haviam sido levados para lá após o incidente no galpão.

Joseph lembrou-se de Laura.

Nas últimas horas foi como se ele houvesse se tornado um boneco nas mãos do destino. Sendo puxado de um lado para o outro conforme vontade alheia. Até o ponto de estar ali, sentado, ouvindo uma mulher medi-lo e chama-lo de lunático, enquanto outro dizia que ele poderia ajudar.

Ajudar? Era ele quem queria ser ajudado.

Olhava para a lousa a sua frente e via o mapa de Chicago.

“Sanguessugas filhos da puta”

“Filhos da puta”

“Peludos filhos da puta”

“Sanguessugas filhos da puta inimigos dos primeiros sanguessugas filhos da puta”

“Filhos da puta inimigos de todo mundo”

Os pequenos post-it espalhavam-se pela lousa com aqueles amorosos recados. Um ponto, no entanto, chamava a atenção.

“Nós, os filhos da puta mortos”

Sentia-se cansado e deixou que o corpo repousasse sobre o sofá, seus olhos desceram para a mesa de café. Havia uma foto sua lá, com o seu nome.

_______________________________

Juvich olhava tudo aquilo com certa curiosidade. Apesar da troca de farpas entre aquelas pessoas, havia um verdadeiro senso de camaradagem em suas palavras. Ela sentia isso, como ninguém mais sentiria. Ainda não era capaz de compreender muito bem o que havia acontecido, afinal, fora atacada por Godhand apenas por tentar cortar o pescoço da mulher que havia matado o único homem que parecia ter alguma dignidade naquela porra de galpão.

- E essa?

Perguntou Cheeshire enquanto apontava, com a cabeça, Juvich.

- Tentou matar a loira.

- Ah! Alguém com algum sentido nessa merda de apartamento. Eu juro por deus, como eu queria torcer o teu pescoço, Godhand.

Ele sorriu mais uma vez.

Teve uma sensação estranha. Aquele apartamento era um lugar feio, com um terrível cheiro de sangue e ocupado por pessoas que poderiam morrer a qualquer momento. Mas ainda assim, parecia transbordar vida.

_______________________________
- Vocês estão bem?

Godhand sentou-se sobre a poltrona e colocou sobre a mesa de café duas latas de cerveja.

- Não liguem para Cheeshire, ok? Quando entramos nisso, sabíamos que nossos companheiros cairiam... mas ela não se acostuma.

E quão terrível seria se acostumar?

- Toda essa merda de Caçador... ao menos 40 pessoas morreram nos últimos meses por conta dos ataques dele. A Polícia de Chicago ainda acha que ele é um cara qualquer, mas vocês viram quando a loira ficou possuída.

- Alicia, você vai fazer almôndegas?

- Eu lá tenho cara de ser tua cozinheira, seu imprestável?

Cheeshire e Wheels discutiam na cozinha.

Godhand suspirou e seu corpo relaxou sobre a poltrona. Primeiro olhou para Juvich, cujo rosto ainda estava marcado pelo soco que ele havia dado, depois para Joseph que ainda parecia perdido. Ele sorriu.

- Fale das suas vozes, Joseph.

Havia um tom sombrio na voz de Godhand.


Última edição por Narrador HDH em Dom Set 13 2009, 09:51, editado 1 vez(es)
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Re: Saggitarius: O Refúgio de Chiron (Aallyia, Joseph, Jurich)

Mensagem por Narrador HDH em Qui Jul 09 2009, 15:44

(Continuação)

STATUS:


Jurich

Força de Vontade: 5/5
Accuracy (Firearms): 6/6
Accuracy (Melee): 6/6
Defense Value para esta ação: 4/4
Soak Value para esta ação (Armor): 0/0
Munição disponível antes de recarregar: 13/13
Munição Reserva: 0
Níveis de Vitalidade Bashing: 6/6 - Lethal: 6/6 - Agg.: 6/6


Aallya

Força de Vontade: 9/9
Accuracy (Firearms): 9/7 (+2, Glock)
Defense Value para esta ação: 1/1
Soak Value para esta ação (Armor): 0/0
Munição disponível antes de recarregar: 14/18
Munição Reserva: 2 pentes (18x2)
Níveis de Vitalidade Bashing: 6/6 - Lethal: 6/6 - Agg.: 6/6


Cães na cena: 8/10



(Como houve algum problema nas permissões e eu não estou conseguindo alterar o post de rolagens para inseri-las. Colocarei o resultado aqui)

Uma coisa era certa.
Agora sabiam que eles estavam ali.

Bernardo precisou agir ou poderia ser tarde demais. Não era aquela a maneira que gostava de fazer, não. Era metódico demais para considerar uma hipótese tão "bárbara" quanto aquela, uma invasão tão clara e sem classe como a que Godhand forçara. Mas, talvez, ele realmente achasse que aqueles "caçadores em treinamento" precisavam aprender a lidar com surpresas.

E que diabos de surpresa era aquela.

Esgueirou-se na direção da parede, correndo o máximo que podia. Tocou a arma, sacou-a e preparou-se. Respirou fundo, aguardando pelo pior. E saiu da cobertura da parede. Havia algo em torno de 10 cães avançando na direção do furgão. Dobermans. Maiores do que o normal. mais furiosos, sedentos. Podia sentir o cheiro de sangue que emanava deles.

Um deles batia contra a porta esquerda do furgão e cada pancada causava um som semelhante ao de metal contra metal.

E foi nesse que ele disparou três certeiros tiros contra a cabeça do animal que girou, rodopiou e caiu no chão.

3 disparos, haviam dez no pente ainda. Sorriu, satisfeito consigo mesmo e voltou a cobrir-se pela parede.

"Nada mal" pensava consigo.

E houviu um novo estrondo, mas desta vez viera do seu lado. Um dos dobermans havia atravessado a parede e cravou os dentes na perna do policial.



Godhand sorriu para Joseph.

- Isso vai ser divertido, garoto. Relaxe um pouco.

Não tinha armas consigo. Não, Godhand. Ele era... diferente. Ele era semelhante a aqueles demônios lá fora. Não era como Joseph. Como Natalie. Como Bernardo. Como Aallyia. Como Jurich.

Ele era um demônio.

Não estava nervoso com nada daquilo, pelo contrário. Parecia, sim, excitado com toda a emoção. Adorava aquilo. O cheiro de ódio, de medo, de sangue.

- Get ready...

Ele disse baixinhou e então um dos cães atravessou a parte lateral da carcaça do furgão e passou bem na frente de Joseph. Como se já soubesse daquilo, Godhand estava com a mão pronta e, como se desferisse um soco, seus dedos foram diretos na articulação da mandíbula do Doberman, segurando-o no ar. O animal grunhiu de dor. Dor esta que sumiu quando o brutamontes desferiu um violento soco contra o pescoço do animal, quebrando-o no mesmo instante em duas partes diferentes.

Como uma criança ele deu um chute na porta do furgão.

- Wheels!!!!

O telefone tocou. Godhand estendeu a mão, pegou o braço de Joseph. Não havia armas. Apenas um pedaço de metal. Nada mais que isso. Puxou o rapaz para fora do furgão.

- Que diabos você quer?!

Gritou no telefone. O som dos latidos.

Sentiu o cheiro de problemas. Pegou o telefone e jogou para Wheels que o deixou cair no banco da frente.

O Caçador deu um tranco no braço de Joseph e puxou-o para o lado antes que o furgão manobrasse uma ré e quase passasse por cima dele.

- Entre na porra da casa! Na porra da casa!

Um dos cães avançou contra Joseph, como se soubesse que ele era uma presa fácil. Mais uma vez, o braço de Godhand foi mais rápido e ele interrompeu o trajeto do animal utilizando o próprio membro como um escudo para Joseph. Os dentes cravaram na carne do homem e ele gemeu de dor, exatamente como o cão que havia acabado de matar.

- VAI!

Ele gritou mais uma vez.

E agora era com Joseph. O caminho a sua frente estava a entrada da enorme casa. Os cães latiam. Tiros, podia ouvir tiros. Seus "companheiros" também haviam iniciado suas movimentações. Isso dividia a atenção dos guardiões. Alguns deles voltavam-se para ele e Godhand. Outros para o furgão que começava a sair. Outros para os tiros.

Sentiu uma pancada contra as costas. Era a mão forte do Caçador jogando-o na direção da casa. Meio estrambelhado, Joseph cambaleou e começou a correr, forçadamente, na direção da casa. Ouviu Godhand gemer de dor mais uma vez e olhou para trás. Olhou para o lado. E enquanto corria, um dos Dobermans avançou na sua direção.

Olhou para frente. Escadas de 4 degraus, uma porta. Duas janelas, uma de cada lado. Uma pequena mureta cercando toda a casa.

Que diabos faria?



O furgão dava marcha ré e passava, denovo, pelo portão.



Jurich e Aallyia pareceram tentar coodernasse. Conversavam entre si e demonstravam um certo senso de camaradagem. Pelo menos naquele momento.

Enquanto Bernardo havia procurado a cobertura do lado direito do enorme muro que cercava a casa. Jurich e Aallyia haviam buscado o muro esquerdo.

Aallyia disparou quatro vezes, criando o famoso supressing fire. Enquanto Bernardo havia acertado o cão do lado direito, ela buscou aqueles que estavam do lado esquerdo. Viu um deles atravessarem o flanco do furgão e viu, também, Godhand abrir a porta com um chute, puxar Joseph e coloca-lo para correr. Viu quando Wheels deu a ré e quando Godhand utilizou o braço como escudo para proteger Joseph.

Disparou, mas nenhum de seus tiros havia sido fatal. Acertou o corpo de dois cães, fazendo-os recuar. Mas aquilo não fora, de fato, o suficiente para matá-los. Os animais recuaram, cairam, mas logo estavam de pé novamente.

Jurich passou, com a faca em punhos, com o corpo semi agachado pela frente de Aallyia. Havia passado pelo portão e estava "dentro" do jardim da casa. Ouviu um estrondo, um dos animais havia atravessado a parede e atacava Bernardo. Outros dois avançaram na direção dela e de Aallyia. Outro corria atrás de Joseph.

Eram cães...

Mas que porra de cães fortes eram aqueles.

O celular de Aallyia ainda não havia tocado.
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Re: Saggitarius: O Refúgio de Chiron (Aallyia, Joseph, Jurich)

Mensagem por Valkyrja em Sex Jul 10 2009, 18:08

Por algum motivo, tudo o que Jurich tinha em sua mente era uma música que não lembrava onde havia ouvido. Sabia apenas que estava com Merith quando a ouviu. Não lembrava bem a letra, já que na época, seu inglês não lhe permitia um entendimento completo. Era algo como "All my fears and insecurity are falling like tears..."

Sua melodia permanecia em sua cabeça, passando teimosamente por cada neurônio, enquanto os olhos captavam as imagens e avisavam, através de seu cérebro, aos músculos cada passo que deveriam dar. Era como se sentia. E detestava sentir-se tão exposta.

Calmamente.

Ouviu o estrondo alto que vinha de próximo de onde a garota estava. Sentiu o suor escorrer por sua nuca enquanto ela lutava para não se distrair. Engoliu em seco e segurava firmemente sua arma apontada para frente, com a faca empunhada. Os cães avançavam e Jurich, nesse instante, sentiu que suas pernas iriam falhar. Seus olhos estavam arregalados e ela não mais sentia seu coração, e em pouco tempo, pareceu perder a noção de espaço.

Pensou em Merith. Pensou em Aallya. Pensou em Joseph. Pensou em Godhand.

Ajuda, precisava de ajuda. Mas estava sozinha.

Ouviu Aallya e tudo pareceu vagarosamente recuperar o som e a velocidade. A voz da militar foi como um soco aos ouvidos de Jurich, que lutava para manter a mão firme:

- E-Eu não sei! – a jovem gritou, sem virar seu rosto.

“Seus olhos.”

Jurich lembrou-se do que Godhand havia dito e se concentrou no alvo. Talvez, com seus “olhos especiais”, ela conseguiria perceber mais sobre o inimigo do que seus companheiros. O cão avançava e pela primeira vez desde que conheceu os Caçadores, Jurich rezou.

Como a militar disse, Jurich deveria tentar salvar Joseph, mas antes de chegar até ele, havia dois cães imensos indo na direção dela e de Aallya.

Ergueu suas mãos e atirou contra os cães, com a mira precisa. Os olhos da freira estavam um pouco cerrados, ajudando na mira. Acreditava que com seu dom especial, talvez descobrisse pontos fracos.

Atirou para matar enquanto avançava. Sabia que Aallya lhe salvaria ou avisaria do perigo, caso ele chegasse por algum ponto cego.

Derrubaria o cão e iria na direção de Joseph.

E mais uma vez, desde que chegou naquela terra estranha, Jurich sentiu-se novamente como um instrumento divino. Deveria varrer aquelas criaturas dali, deveria salvar aquelas almas. Sua coragem aumentou à medida que a dor em seus pulsos crescia.

(Uso Aura Reading e uso até um ponto de força de vontade a mais para descobrir pontos fracos e ter mais chances de acerto, se possível!>_<)
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Re: Saggitarius: O Refúgio de Chiron (Aallyia, Joseph, Jurich)

Mensagem por Shen666 em Sex Jul 10 2009, 18:45

Vozes da imaginação, o som do além, mistérios do abraço da escuridão, jamais imaginara estar tão próximo.

Seu coração não poderia bater mais forte e mais rápido do que estava batendo. A pressão de todos aqueles acontecimentos o deixavam ainda mais tenso. Godhand era forte, forte demais. Ele era alguma coisa e Joseph não saberia dizer o que mas sua boca seca deixou claro que agradecera por ele estar do seu lado.

Eles lutavam.

Joseph estava correndo calado mas seu corpo gritava por socorro, gritava por uma saída e sua mente brigava para que ele escolhesse certo. Era vida ou morte, não era história, mito, imaginação, era o mundo real. Eles lutavam contra os animais enquanto ele deveria correr. Correr pela sua vida, mas e depois?

Era o limite de toda e qualquer realidade.

A adrenalia confundia ainda mais o seu raciocínio. A ordem fora decretada e Joseph deveria escolher logo a sua rota. Os tiros que passavam por ele era o de menos, havia muitos cachorros e sua mente caminhava para o além tentando imaginar o que poderia haver mais na frente. Não era hora de desistir e não desejava morrer, precisava fugir para sobreviver e fazer o que deveria ser feito, seja lá o que deveria ser feito. Engoliu o que restava de saliva.

Gritos. Ouvia o seu nome ao ar. Não sabia se eram as vozes gritando por ele ou seus companheiros, mas seu nome fora mencionado. As vozes não pareciam estar com ele naquela hora, elas pareciam ter se tornado olhos. Sentiu olhos felinamente noturnos o observando desdenhosamente, mas o verdadeiro problema ainda eram os cães.

Simples opções, simples escolhas. Sentiu o coração parando por um segundo e temeu o pior. Não, agora não era hora de vacilar nas suas escolhas, precisava ser direto.

Todos lutavam, só Joseph corria. Por um momento pensou que tinha uma merda de vida. Era a hora, lhe restou a martirização ou a salvação e sabia que não teria tempo para lamentar pela sua vida.

A porta seria a melhor opção, acreditou. Não queria ter que pular pela janela porque sabia que se ele era capaz disso os cães também seriam. Iria correr as escadas e tentar entrar na porta, se conseguisse, pensaria em segurar os cães contra ela. Era seu plano. Era a sua escolha. Em todo caso, ainda poderia pular a mureta e continuar sua fuga. Era o que acreditava. As vozes. Elas poderiam ajudar. Além dos cães havia a fadia impulsionando seus reflexos a ficarem mais fracos. As vozes. Alguma coisa tinha que dar certo. Murmúrios. Elas eram os olhos, elas eram os sussurros da noite, alguma coisa elas saberiam, só precisavam dizer e dessa vez ele iria querer ouvir.

Joseph torcia pela sua própria sorte.
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Re: Saggitarius: O Refúgio de Chiron (Aallyia, Joseph, Jurich)

Mensagem por Katrinnae em Qua Ago 26 2009, 12:30

Quando, como e porque foi inserida naquele mundo bizarro Aallya não sabia explicar. Era uma noite qualquer num bar de bilhar com cerveja e alguns petiscos após dias de treinamento e um estranho numa ação inusitada transformara completamente sua vida. O seu irmão estava desaparecido e ela estava junto de um grupo cheio de segredos daquele mundo tenebroso e que agora estava a li a defendê-los. De que os defendia? Como foi parar naquele lugar? Por que ela? Estas perguntas se repetiam involuntariamente em sua mente.

A sua desenvoltura era típica dos treinamentos que recebera, atirando em tudo que se movia e ao mesmo tempo separando amigos de inimigos. O que eram aquelas criaturas Aallya nem imaginava, mas embora não tivessem três cabeças pareciam cães infernais por serem estranhamente fortes e agressivos, atirando em cada um que se aproximasse dela e de companheiros próximos, deixando o caminho livre. A cada um que abatia ou ao menos derrubava ela avançava. E nesse instante lembrara de um jogo. “Seria assim tão idiota?”, pensou e mirou na cabeça ou olhos das criaturas. Havia de paralisá-los.

Olhou à sua volta, buscou por Jurich e foi ao seu auxílio se assim precisasse.


[ não sei quanto aos outros personagens que continuam e saíram, então me centrei em Jurich e Joseph ]
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Re: Saggitarius: O Refúgio de Chiron (Aallyia, Joseph, Jurich)

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