CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

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CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

Mensagem por Niume em Qui Maio 31 2012, 19:07



Esta cena deve ocorrer após os Haslanti mandarem os passageiros Exaltados aos seus quartos (para não verem o caminho até a Lâmina do Céu) e deve terminar antes do Capitão dar a eles as opções de seguir viagem ou descer do veículo.

Postagem 1:

_ . _


Niume queria respostas, assim como havia desejado ser forte o suficiente. Talvez agora, ela fosse forte o bastante, fosse mais forte do que era capaz de imaginar, que fosse mais do que conseguia enxergar. Forte ou não, não era assim que ela andava se sentindo, não depois da ultima batalha. Parecia ser ainda a mesma garota de antes, mas com poderes que não sabia usar e potencias que não sabia como alcançar. Confusa, perdida e sem respostas.

Não entendia os sonhos que tinha tido com a solar de cabelos loiros, nada além da visão que havia tido com ela na batalha, quando se tornou capaz de erguer o arco dourado para a guerra. Não conseguia se comunicar com a voz que falava com eles, guiando-os, nem mesmo as visões que acompanhavam a voz mandona. Sentia-se cega, de mãos atadas, apenas ouvindo e reproduzindo. O que ela era afinal? O que havia mais para saber do sol que brilhava em sua testa ou do poder que parecia represado dentro dela.

Quando teve a primeira visão em Haffingar, com a mulher tatuada, Niume sentiu nela algo que não conseguia sentir em si mesma. Não havia força, não havia maturidade, não havia conhecimento. Não havia nada além da implicância e arrogância, da tentativa que ainda parecia em vão de entender tudo do que agora, ela era feita. Era feita de essência, carne e força? Ou era feita de madeira como aquelas paredes?

Ela sentou-se na cama, levando as mãos a cabeça enquanto respirava fundo. Não sabia quanto tempo ficaria ali na espera, mas precisava pensar, precisava de respostas, embora talvez pudesse ganhar apenas mais perguntas.

-O que eu sou?

Sussurrou, fechando os olhos. Na mente, a imagem da mulher tatuada lhe entendendo a mão. A loira, erguendo o arco enquanto o lobo negro abaixo dela guiava o ataque.

-Quem é ela...?

Perguntas era tudo que ela tinha. Como alcançar a força que parecia tão descomunal em Fal Grey? Como entender o que era e tudo que sua divindade podia ser capaz de alcançar? Era tão pequena e o universo acima dela era maior do que conseguia enxergar. As linhas do destino traçavam-se traiçoeiras, embolando-se, puxando-a pelo pé, erguendo-se a frente dos olhos dela como uma pira em chamas, pronta para arde-la em fogo.

-O que devo fazer? Como entender? Onde...

Suspirou.

-O que quer de mim..?

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Re: CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

Mensagem por 25Slash7 em Sex Jun 01 2012, 15:36

Niume estava de pé, a frente da imagem solitária do Sol. Em seu corpo a armadura minimalista que cobria seios, ombros e antebraço, além das coxas e canelas. Tinha um tom vermelho, com detalhes de marfim. No centro do busto, a imagem de um Sol.

"Sol Invictus"

O nome era familiar.

- Senhora...

Niume sentia-se... forte. Seus sentidos em um nível de consciência que ela julgou ser incapaz de alcançar. Ouvia tudo. Compreendia tudo. Olhava ao redor e a bela imagem da Criação se confundia com fagulhas de essência, verdadeiros formadores de cada coisa viva e morta que residia na Criação.

Lembrou-se de respirar. E, quando o fez, percebeu que estava de pé sobre o que parecia concretos de mármores. Olhou ao redor e viu degraus ao norte, sul, leste e oeste. Quando olhou para trás...

...quando olhou para trás, havia algo em torno de 100 homens. De pé, em posição de sentido, militarmente enfileirados.

- Senhora... Glória Celestial irá começar a aula.

Quem disse aquilo foi um homem de pele tão negra quanto a noite. Os olhos azuis, completamente azuis. Orelhas levemente pontudas e os dentes perfeitos. Utilizava trajes de seda e tinha os pés descalços.

"Um demônio. Um escravo."

Olhou e alguém subia pelos cinco degraus que davam onde Niume estava.

- Glória Celestial, Doutrinador do Norte, Guardião e Pacificador, Aquele Que Ouve a Vontade do Fogo Divino, irá falar.

Glória era um homem de aspecto truncoso. Peito largo, musculoso, barba branca que cobria todo o rosto. Olhos flamejantes e sem qualquer cabelo na cabeça. Tinha a pele branca, pura e imaculada. Conforme andava, deixava rastros de luz para trás.

- Filhos do Dragão...

Dragon-Bloodeds. Aqueles cem homens eram Dragon bloodeds. à serviço da...

- A Deliberativa Solar os cumprimenta pelo serviço leal que prestaram nas academias. Contudo, antes de se tornarem oficiais... é necessário que compreendam a quem, de fato, vivemos e protegemos.

"O Sol Inconquistado, Sol Invictus, Ignis Divine, O Mais Elevado, A Estrela Guardiã...

"O Sol Inconquistado é a representação do Sol e patrono dos Solares. O mais Alto dos Celestinos e Líder dos Deuses. Foi ele quem liderou a revolta contra os Primordiais. E foram seus campeões, os Exaltados Solares, quem lideraram o ataque contra aqueles que Nunca Nasceram."

E então ele apontou em direção à estátua que se erguia do centro do campo. A imagem era a de um homem de beleza divina, armado com uma armadura de bronze e possuidor de quatro braços, cada braço trazendo consigo um objeto. Uma lança, um Escudo, um ramo e um corno.

Niume ouvia tudo aquilo, quando, repentinamente, um mão tocou-lhe gentilmente a cintura.

- Você conhece a história já. Não vai ouvi-la denovo, não é?

A voz um gracejo gentil e sereno.

Era uma época de belezas. Niume nunca havia ouvido falar de um Lunar, mas, aquele toque trouxe-lhe a memória imediatamente. Lunares viveram e morreram ao lado dos Solares durante a Guerra primordial. Empunharam espadas pela glória do Sol, ordenaram sua vontade...

... alguns morreram, se submetendo aos caprichos de depravados de seus parceiros.

Mas isso aconteceria muito depois, quando a Usurpação fosse colocada em prática pelos traidores.

E ele...

Trajava uma armadura pesada, cuja superfície espelhada relembrava um oceano profundo, de um azul denso e que parecia movimentar-se como ondas conforme ele andava. Sua ombreira direita tinha a forma de uma cabeça de lobo, enquanto que em suas costas havia um manto feito de pele de leão, por sobre uma capa prateada, impecavelmente limpa.

Chamavam-no de Lobo. Uma abreviação para a alcunha completa: O Primeiro Lobo Esquecido. Pois foi ele quem marchou sozinho em direção à Imperatriz Quem Protege os Mundos, quando um Behemoth dizimou metade de suas tropas separou as duas unidades. Foi ele, quem chamou mais de 10 mil animais para o auxiliar a proteger as tropas e avançar, até, finalmente, se reunir com a Imperatriz e salvá-la, no último momento... suas costas carregavam uma lembrança daqueles dias.

Segurou Niume pelo pulso e começou a conduzi-la para longe das lições. Atrás deles, quatro servos, demônios negros como aqueles de outrora, os seguiam.

- Dizem que há fadas invadindo o seu território sul, Senhora. Eu devo partir imediatamente... - deteve-se por um instante. Parou de caminhar e a olhou bem nos olhos - Você está bem? Parece pálida...

Niume... ou a Imperatriz Quem Protege os Mundos, estava consciente. De pé, sobre um caminho de pedras douradas, cercada por um jardim que parecia infinito, sob o Olhar vigilante do Sol inconquistado.

Estava consciente. E em outro lugar.

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Re: CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

Mensagem por Niume em Sex Jun 01 2012, 17:54

Ceres.

Niume estava de pé, a frente da imagem solitária do sol. Seu corpo era coberto por uma armadura de tom avermelhado, com detalhes em marfim. No centro do busto, a imagem de um sol. Ela olhava a frente, de olhar fixo, como se a mente vagasse por outro lugar, algum lugar bem longe dali.

"Sol Invictus"

O nome era familiar.

- Senhora...

Ela ouviu a voz que a chamava. Sentia-se...forte. Tão forte que mal se reconheceu. Seus sentidos em um nível de consciência que tinha a sensação de que jamais teria conseguido alcançar. Ouvia tudo. Compreendia tudo. Olhava ao redor e não se lembrava de ter visto antes a criação com tanta beleza. Ela confundia-se com fagulhas de essência, pulsavam como cada coisa viva que residia na Criação.

Puxou o ar com força e ao solta-lo, fez com que os olhos se movessem rapidamente, num piscar, como se acabasse de ser puxada de volta de um devaneio muito longo. Percebeu-se em cima do que parecia blocos de mármore. Olhou ao redor, vendo degrais a cercando por todos os lados. Teve a consciência de que tinha os braços para trás, com uma mão segurando o punho da outra. A postura rígida apesar de estar obviamente distraída. Ela virou-se, ouvindo o som da armadura sob seus movimentos e ao olhar para trás, sentiu o peito encher-se de uma surpresa que não sabia se era visível em seu rosto. 100 homens, militarmente enfileirados...... para ela?

- Senhora... Glória Celestial irá começar a aula.

Novamente a voz soou em algum lugar ao seu lado. Virou o rosto para olha-lo e deparou-se com algo que não lembrava-se de jamais ter visto, mas que rapidamente tornou-se familiar a ponto de desviar os olhos. Um demônio escravo.

Os olhos ergueram-se para encarar a figura que subiu os degraus até onde ela estava. O ouviu, sem parecer que o que ele dizia fazia sentido. Era um homem truncoso, peito largo e musculoso, barba branca cobrindo quase todo o rosto. De alguma forma, sabia que diante dele, devia ficar seria e de alguma forma, o corpo já fazia isso sozinho. Era como se olhasse um mundo novo, dentro de um corpo que já sabia como agir.

- Filhos do Dragão...

Dragon-Bloodeds. Aqueles cem homens eram Dragon bloodeds.

"O Sol Inconquistado, Sol Invictus, Ignis Divine, O Mais Elevado, A Estrela Guardiã...

"O Sol Inconquistado é a representação do Sol e patrono dos Solares. O mais Alto dos Celestinos e Líder dos Deuses. Foi ele quem liderou a revolta contra os Primordiais. E foram seus campeões, os Exaltados Solares, quem lideraram o ataque contra aqueles que Nunca Nasceram."

Algo no que ele dizia, devia fazer sentido. Algo dentro dela, parecia entender, e algo, parecia extremamente confuso. Os olhos acompanharam a direção apontada por ele, repousando sobre a estatua que se erguia no centro do campo. Um homem de beleza divina, como Niume jamais havia visto, armado com uma armadura de bronze e segurando, em cada uma de suas quatro mãos, um objeto diferente. Uma lança, um Escudo, um ramo e um corno. O que significavam, ela não sabia. Niume ouvia tudo aquilo com enorme interesse, até repentinamente, sentir uma mão lhe tocar a cintura e a voz gentil e serena soando em seu ouvido.

- Você conhece a história já. Não vai ouvi-la denovo, não é?

Aquela voz lhe gelou a espinha e o peito e sentiu na face, formar-se um fino sorriso. Niume nunca havia ouvido falar de um Lunar, mas, aquele toque trouxe-lhe a memória imediatamente. Lunares viveram e morreram ao lado dos Solares durante a Guerra primordial. Empunharam espadas pela glória do Sol, ordenaram sua vontade e alguns morreram, se submetendo aos caprichos de depravados de seus parceiros.

Niume virou-se para encarar o portador daquela voz. Deparou-se com a armadura pesada de superfície espalhada de um azul denso, que parecia se movimentar como ondas conforme ele andava. Sua ombreira direita tinha forma da cabeça de um lobo e em suas costas, o manto feito de pele de leão, impecavelmente limpa. Onde ela o havia visto antes?

“Chamavam-no de Lobo. Uma abreviação para a alcunha completa: O Primeiro Lobo Esquecido. Pois foi ele quem marchou sozinho em direção à Imperatriz Quem Protege os Mundos, quando um Behemoth dizimou metade de suas tropas separou as duas unidades. Foi ele, quem chamou mais de 10 mil animais para o auxiliar a proteger as tropas e avançar, até, finalmente, se reunir com a Imperatriz e salvá-la, no último momento... suas costas carregavam uma lembrança daqueles dias.”

Pareceu reconhecer essa historia de imediato quando o olhou, como se a lembrança trouxesse um pequeno calor ao peito, um sorriso suave. Ela olhou o próprio rosto refletir-se na armadura azul do belo homem. Cabelos... Loiros. Olhos cor de mel. Quem era... Não. Niume já a tinha visto antes, em seus sonhos. Agora, Niume era ela. Reconhecia os sentimentos como seus. A força como sua. Eram a mesma, de alguma forma, eram apenas uma.

Ele a segurou pelo pulso e Niume foi conduzida por ele para longe das lições. Atras deles, pode ouvir os passos os demônios negros que os seguiam. Sentia-se levemente tonta com tantas informações. Ao mesmo tempo em que sentia que tudo que a loira era, ela era, sentia que nada sabia sobre o que o homem falava.

-Sim. Voce deve ir...

Niume respondeu mais rápido do que teve tempo de pensar no que responder. Calou-se antes de terminar as palavras, sentindo os olhos mergulharem nos dele. Um oceano fundo de calma e serenidade. Uma doçura que a imobilizava de forma que nenhum dos soldados, que nem mesmo Glória teria sido capaz de fazer.

-Me sinto estranha...

Respondeu ela. Estava consciente e ao mesmo tempo era como se estivesse sonhando. Desviou os olhos por um instante e tornou a olha-lo. A mão apertou-se a dele de forma firme e insegura, sentindo os dedos entrelaçarem-se como se já estivessem acostumados ao encaixe dos dele.

Não entendia o que estava fazendo. Não entendia onde estava embora tudo parece tão adoravelmente familiar. Nada entendia e ao mesmo tempo sabia que ele a julgaria como louca, se dissesse que nem mesmo sabia quem ele era. Era como uma espectadora, assistindo em primeira pessoa, uma historia que nunca tinha vivido.


Syrus.

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Re: CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

Mensagem por 25Slash7 em Sex Jun 01 2012, 23:36

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E de fato, Niume sentia sua consciência aflorada. Ao mesmo tempo que compreendia que ela não era Ceres, sabia, também, que o era.

Via através dos olhos de Ceres, que eram, também, os seus olhos. Pouco a pouco compreendia-se geograficamente, sabia que ali era a Criação... mas uma Criação mais bela, um lugar de sonhos. Juntamente disto, era aquela sensação de poder interminável que fluia de dentro dela conflitando com a fragilidade de seu atual "eu".

Afinal, nunca lhe disseram que Dragon Bloodeds serviram aos Anathemas no passado. Nunca lhe disseram sobre Lunares e nunca... nunca sentiu aquelas sensações de agora. A familiaridade tão surpreendente em algo que, até alguns minutos atrás, era totalmente desconhecido.

Quando seus dedos inseguros buscaram o do Lunar e o tocaram, Niume viu imagens da Guerra Primordial. Viu como um Behemoth, cuja forma assemelhava-se à uma serpente gigante, com centenas de braços, atacavam as cidades Solares. Ela viu quando ela disparou uma centena de vezes antes que o primeiro inimigo morto pudesse cair sobre o chão. Viu como sua justiça trazia paz aos homens, cura aos efermos. Ela viu...

O toque era quente. Os dedos do Lobo entrelaçaram-se aos dela e, ao fazê-lo, Niume sentiu a compleição de si. Sua respiração tornou-se mais vagarosa, lentamente retomava a calma.

- Tragam água.

Os dois demônios sairam correndo, rapidamente, enquanto que o Lunar a ajudou a sentar-se sobre um suntuoso banco feito de ouro. Uma lembrança da ostentação Solar.

- Minha Senhora... - as primeiras palavras foram vagarosas. - Ceres... - seguidas de um tom preocupado. Uma preocupação que apenas ela seria capaz de perceber - Você viu algo quando esteve sobre a torre? Alguma ameaça se aproximando? Eu... - os demônios retornavam com uma jarra de água, oferecendo um copo para a Imperatriz - Estrela Sussurrante deverá retornar até o final da semana, posso ordenar que assuma o comando de meus homens, se isto fazer com que se sinta mais segura.

A formalidade era quase como um mantra repetido pelo Lobo cujos olhos prendiam-se aos de sua senhora. Olhos incapazes de esconder o desejo e rancor que sentia das fadas que insistiam em continuar uma guerra vencida.

Suspirou fundo.

- Me diga o que lhe pertuba, Minha Senhora.

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Re: CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

Mensagem por Niume em Sab Jun 02 2012, 00:20

Postagem 4:

Niume não conseguia entender o que havia acontecido. Não conseguia entender as coisas que faziam tanto sentido para Ceres. Se aquele homem, era o mesmo homem dos sonhos, então ele era Syrus, o lobo, a águia. Mas Ceres parecia saber sobre ele mais do que qualquer um ali, pareciam dividir uma cumplicidade como Niume jamais havia conhecido, nem mesmo com Alfadur, a quem ela sempre foi confidente. Eles se olhavam e se entendiam através dos olhos. Eles se tocavam e se entendiam através dos toques. Respiração e Niume pode achar que até mesmo isso, era o bastante para que eles se entendessem.

Pouco a pouco Niume compreendia-se geograficamente ali, sabia que ali era a Criação, mas uma Criação mais bela do que ela jamais havia visto, um lugar de sonhos. Juntamente disto, era aquela sensação de poder interminável que fluía de dentro dela conflitando com a fragilidade de seu atual "eu", ou do que ela sabia ser o seu “eu”.

Nunca tinha ouvido que os Dragon Bloodeds serviam aos Anathemas no passado. Nunca haviam lhe falado sobre os Lunares e ainda menos havia sentido o que sentia agora. A familiaridade tão surpreendente em algo que jamais havia conhecido.

Quando seu dedos entrelaçaram-se ao do lunar, Niume viu imagens da guerra Primordial. Viu as serpentes atacando a cidade dos Solares. Viu quando ela mesma, ou melhor, Ceres, disparou suas flechas centenas de vezes, antes que o primeiro inimigo caísse sobre o chão. Ela era.. sentia.. exatamente como nos sonhos. Era a justiça e a força. Era a juíza que trazia paz aos homens, a cura para os enfermos. Ela era..... era o que Niume jamais havia sido.

O lobo parecia a metade de sua própria existência. A presença dele era quente, acalmava sua respiração ofegante, diminuía o ritmo das batidas de seu coração. Em silencio, ela permitiu-se ser guiada por ele até um suntuoso banco feito de ouro e ao sentar-se ali, não conseguia desviar os olhos dos dele, nem mesmo para pegar o copo de água que lhe foi oferecido.

-Pode ficar?

Perguntou quase com urgência na voz. Olhos repletos de confusão e não de medo.

-Fique... por favor fique Syrus.

Sussurrou um pouco mais baixo do que antes. E não saberia dizer se aquele pedido era Ceres, pedindo pelo conforto e segurança do homem que a completava, ou se era ela própria, Niume, apegando-se ao que parecia a única coisa familiar ali, ao único que talvez respondesse a ela, por mais loucas que parecessem ser suas frases ou seus olhares perdidos. Talvez fossem ambas, desejando pela mesma coisa.

-Não... O que eu sou? Onde eu estou? Eu sinto que sei. Sinto que tudo aqui pertence a mim, ao mesmo tempo em que nada além de ti consigo reconhecer. Sou Ceres, ou sou Niume? O que eu sou Syrus?

Atropelou o lobo com suas perguntas confusas. Sentia a confusão atropelando a si mesma. Os olhos rígidos viraram-se para os escravos e por um segundo, ela foi apenas a Ceres.

-Saiam!

Ordenou a eles e voltou a olhar o homem, voltando a ser duas em um único corpo.

-Eu sonho com você.. Sonho com Ceres quando meu corpo parece perder a consciência. Estava em uma embarcação e agora estou aqui. Tantas perguntas, tantas duvidas.. e agora isso! Olhe para mim!! O que eu sou??

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Re: CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

Mensagem por 25Slash7 em Sab Jun 02 2012, 00:57

Quando Ceres pediu para que ficasse... não, não que fosse aquela a primeira vez, era apenas que a maneira como ela havia lhe pedido, foi quase como uma súplica, algo que não estava habituado. Instintivamente, seus dedos se firmaram entre os dela, como se quisesse que compreendesse que não está sozinha.

- Eu ficarei.

As palavras eram resolutas, como o destino cravado em pedra. A Solar sabia que, a partir daquele momento, não haveria deus que fizesse com que ele saísse de perto da Imperatriz.

Quando ela determinou que os demônios se afastassem, assim eles fizeram. Sabiam que ela não era conhecida pela sua paciência e não queriam arriscar a sua ira, ainda mais diante daquela estranha instabilidade.

Então vieram as tantas perguntas. Confusas, urgentes. Atropelavam uma a outra, buscam respostas para a sua natureza, sua situação. Um contexto, o que quer que fosse.

De pronto, ele foi incapaz de responder. Ceres sabia como o Lobo as vezes digeria as informações vagarosamente, as saboreava enquanto compreendia o que estava acontecendo. Mesmo diante do mais aterrador mal, ele não se adiantava. Era paciente.

Poderia ter duvidado da sanidade dela... havia ouvido falar sobre Solares que tornavam-se enlouquecidos pelo poder.

Mas ele nunca duvidaria. Ao invés disso, o Lunar levou ambas as mãos até a face dela e encostou a testa à da garota. Os olhos castanhos fixos, imovíveis.

- Preste atenção em mim... apenas em mim. Esqueça todo o restante. Ceres, você é uma Solar do Alvorecer, você lutou na Guerra Primordial ao meu lado e juntos nós derrotamos uma dezena de Primordiais. Eu morri, Ceres... uma vez eu morri, na noite em que você se tornou a Imperatriz que Protege os Mundos, quando o próprio Sol Invictus lhe ensinou como criar o seu Arco Divino, mas a minha essência nunca se separou da tua e eu voltei ao teu lado. - suas mãos, ainda que a tocassem com cuidado, ficaram um pouco mais fortes, como se achasse que aquilo faria com que ela se focasse mais nele - Preste atenção em mim. O teu nome não me importa. Não lhe reconheço pelo nome, reconheço pelos olhos, pelo teu maneirismo, pela tua impetuosidade. Reconheço... - ele sorriu - reconheço quando briga comigo quando eu rio das provocações ao invés de retalhar. Teu nome, não importa. Você é a Imperatriz que Protege os Mundos, teu arco é a justiça dos homens e você é capaz de acertar um fio de cabelo à mil kilômetros de distância. As Ilhas Flutuantes dos Sete Ventos lhe pertence. Assim como dez mil vida de homens e mulheres que procuram você por sabedoria. Você é uma Solar, uma das grandes generais. E à um mês, no Ano 1107, a Deliberativa Solar encontrou rastros do mesmo Primordial que me matou naquela noite, minha Senhora e nós estamos em meio à uma guerra.

Rametheus. O nome lhe veio a mente de imediato.

Rametheus foi um Primordial esquecido. Sua presença, durante a Guerra Primordial, ocorreu uma única vez. Quando o próprio Sol Inconquistado nomeou os seus generais e compartilhou o conhecimento de sua essência infinita.

Ceres... Niume...

Estava de pé... belamente trajada... Rametheus surgiu... o Dragão que Devora os Mundos... Ceres tentou proteger Ignis Divinis... mas o Titã controlava o tempo... foi tarde demais, quando o corpo do Lunar foi rasgado pelo vento que as asas do dragão....

- Você é uma Solar. Uma campeã do Sol. A Imperatriz que Protege os Mundos... você é parte da minha essência.

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Re: CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

Mensagem por Niume em Sab Jun 02 2012, 04:05

Postagem 6:
Niume sentiu os dedos dele firmarem-se aos dela e teve Ceres teve certeza de que não estava sozinha. Não que duvidasse, enquanto a essência dele vivesse, ela sabia que nunca estaria sozinha. Niume assentiu e a certeza daquelas palavras foi como se parte de sua agonia pudesse ser dissipada. Ceres sabia que a as palavras dele eram resolutas, sabia que a partir daquele momento, não haveria nada que fizesse com que o lobo saísse de perto dela.

Os demônios se afastaram e sentiu-se menos ridícula em parecer louca apenas diante dele. Ele a compreendia como se pudesse enxergar de dentro de seus olhos. Ele não duvidaria, ela tinha certeza e ele não duvidou. Podia ter duvidado dela, podia finalmente ter certeza de que o ancião guaxinim tinha acertado sobre a loucura ser inevitável, mas ele não duvidou, ao invés disso, ele se calou. Calou da forma como sempre fazia. Ela sabia que ele era paciente. Que suas decisões e suas palavras não eram cuspidas. Seus pensamentos eram digeridos, analisados e apenas depois revelados e ainda assim, deixava-a louca. Ele fazia para enlouquecê-la, ela tinha certeza. Syrus adorava deixa-la a beira de um ataque. Niume teve certeza de que o lobo adorava vê-la a ponto de implorar que ele não ficasse em silencio e por um instante, como sempre era, Ceres quase não conseguiu resistir. Mas aguardou em silencio, apertando a mão livre sobre as vestes enquanto o olhava quase impaciente.

“Eu já estou louca, quer parar de me torturar?”

Pode ouvir os pensamentos como se tivessem sido feitos por ela mesma.

O lunar levou ambas as mãos a face dela, segurando-a enquanto aproximava o rosto e encostava a testa á da mulher. De tão próximos, sentiu que jamais conseguiria desviar os olhos da imensidão que eram os dele. Parecia que todo o universo estava preso ali dentro.

“-Preste atenção em mim... apenas em mim.”

E ela prestou. Concentrou-se. Tentou por um instante, esquecer a confusão que girava dentro de sua mente. Como sempre, sentia o destino tentando lhe pregar uma peça. Mas dessa vez, o destino teria que esperar. Ela focou-se. Respirou fundo e a mão apertou-se mais a dele. As palavras dele vibraram, como se pudesse rabisca-las dentro da memoria.

“Solar do Alvorecer.”
Ela entendia cada palavra dita por ele. Niume sentiu o peito apertar-se, como se a dor de uma memoria há muito esquecida pudesse novamente lhe rasgar a alma. Sentiu que os olhos ardiam e sentiu que as lagrimas escorreriam deles a qualquer instante. Lagrimas de dor? De medo? Não sabia. Mas as lagrimas não escorreram, porque Ceres não chorava nunca. Seus sentimentos pareciam escondidos atrás de um muro de jade enquanto os de Niume, pareciam a flor da pele. Não era mulher coisa nenhuma, era uma garota, uma garota que precisava crescer. O que ela havia sido, o que ela era, o que podia ser. As duas chocavam-se dentro daquele único corpo, incapazes de se distinguir uma da outra e ao mesmo tempo, completamente distintas.

“Imperatriz que Protege os Mundos” “Sol Invictus”

Sentiu as mãos dele a apertando um pouco mais forte, e cerrou os maxilares. Os olhos mergulharam mais nos dele e enquanto ele falava, era como se as lembranças de Ceres se tornassem vivas também para Niume.

“-Preste atenção em mim..”

Ele repetiu e ela tornou a respirar fundo. Por um instante ela também sorriu e Niume sentiu-se uma intrusa nas lembranças que nunca havia vivido.

-E suponho que você ache isso muito engraçado...

Ceres resmungou de forma automática e no segundo seguinte, eram novamente as duvidas e a angustia de Niume a aflorar nos olhos cor de mel da Solar.

“Teu arco é a justiça dos homens. Voce é capaz de acertar um fio de cabelo a mil quilômetros de distancia.”

“Sabedoria.”

Onde? Ela ainda não conseguia enxergar. Negou levemente com a cabeça. Ele falava de Ceres, ele falava de Niume. Eram uma. Ceres era Niume. Niume era Ceres. A mesma alma, transcendendo os séculos.

“1107... A Deliberativa Solar.... Guerra.”

-Rametheus.

Ela pronunciou alto e sem duvidas. Lembrava-se desse nome, mais uma alma transcendendo os séculos e esta, parecia pronta para voltar à vida.

-Devorador de Mundos..,

“Você é parte da minha essência.”

Os olhos o encararam de forma fixa. Ela entendia, mais do quando abriu os olhos naquele mundo, menos do que sentia urgência em saber.

Dessa vez, foi ela quem ergueu as mãos para o rosto dele. O toque era intimo, como se as mãos fossem feitas para se encaixar aquele rosto.

-O que sabe sobre ..

Não. Não era essa a pergunta.

-O que aconteceu depois? O que aconteceu com Rametheus depois que....

Ela não conseguia repetir aquilo, nem mesmo Niume.

-Reevahkin. Meyer. Voz dos Antigos. Eu devia saber? Eu.. sei?

Era como uma grande roleta russa na qual Niume sentia-se de braços e pernas amarradas. Estava ali, diante do irreal, ou do que ela julgou que jamais poderia acontecer. Estava viva ali, em um mundo que não havia conhecido. Ela era a mesma e agora sabia. Ceres e ela, a mesma. Rametheus, o devorador de mundos. Ele esteve na guerra primordial em sua Era dos Sonhos e seu nome ecoava agora, em seu tempo real. O urso procurava por ele. Se ela podia ainda ser a mesma, em corpos diferentes, nada impedia que o urso buscasse pela guerra de antes. Pelo poder de destruir tudo que a criação conhecia no agora. Ele, o próprio urso, assim como Fal Grey .. Podiam como ela ter presenciado o dragão no passado. O que os impediria agora? Nada. Não haviam obstáculos erguendo-se diante deles, não ainda.

-Como ele foi impedido?

Supunha que ele havia sido impedido, se a criação ainda estava de pé, embora não com a mesma beleza. Os olhos de mel encaravam os dele. Eram urgentes e ela continuava atropelando uma pergunta com outra. Precisava de respostas. Tinha pressa. Tinha medo. Ceres parecia desprezar aquele sentimento, mas ele andava aflorando em Niume mais do que ela gostava de admitir.

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Re: CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

Mensagem por 25Slash7 em Seg Jun 04 2012, 14:43

- Engraçado?

Primeiro a expressão de Syrus foi como se estivesse ultrajado com aquela afirmação. Franziu o cenho, mordeu o lábio inferior e então... sorriu. Ainda com a testa junta a dela, ele balançou o rosto negativamente.

- Um pouquinho.

E entao veio o toque dela em seu rosto. Um toque ansioso, quase... desesperado. Um desespero que o Lobo era capaz de sentir, mas que ele não trazia a tona, como se quisesse que Niume... que Ceres o esquecesse e ficasse ali, apenas com ele. Sem angústia, sem aflição.

Colocou a mão sobre a dela e a tomou para si, trazendo-a para junto do peito armadurado.

- Minha senhora... nós nunca vencemos Rametheus. Apenas o encurralamos e, para isso, utilizamos 50 mil Dragon Bloodeds, liderados por mais de 200 Escolhidos do Sol e da Lua. Nós perdemos. Nossa vitória foi infrutífera...

Inabalável. Mesmo quando foi necessário enfrentar de igual para igual um primordial, o Lunar não se ressentia. Sabia que, naquele momento, o sacrifício era o único caminho necessário para que ela pudesse viver. Para que a Deliberativa Solar tivesse o tempo necessário para contra atacar.

- Rametheus, Aquele que Reside entre o Eterno e o Agora... se escondeu entre os instantes. Seus seguidores disseminaram a guerra entre os nossos, nos enfraqueceram...

O Lunar se silenciou. Sentia o ressentimento quanto a um passado que ele foi cego demais para perceber onde errava. Por fim, afastou o rosto do dela.

- Mas desta vez, nós iremos unir toda a Deliberativa. Solar, Lunar, Sideral, Dragon Bloodeds, Dragon Kings... nós não vamos falhar. Além do que...

E então ele deu uma piscadinha para ela.

- Eu sou bem mais forte do que antes. Vai ficar tudo bem.

Beliscou a face dela, gentilmente, e deu um passo para trás. Pensou nas outras dúvidas dela.

- Meyye? Quer dizer "tolos" em algum dialeto do norte.

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Re: CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

Mensagem por Niume em Seg Jun 04 2012, 16:16

Postagem 8:

Tudo nela era desesperado naquele momento. Tudo nela parecia se agarrar aos mínimos segundos, cada minuto que tinha e que ainda teria ali, naquele...”sonho”. Não sabia dizer quanto tempo teria ainda ali, ou se ali era o eterno e o lá fosse apenas um sonho, a loucura, como tinha sentido no temor dele na ultima vez que se lembrava de ter sonhado com o homem. Talvez, estivesse enlouquecendo. Mas entre o enlouquecer e o saber, ela preferia correr o risco de parecer louca diante dele, e apenas dele, e esclarecer tudo que precisava para se sentir mais segura, mesmo que tudo fosse apenas um sonho, mesmo que sua mente estivesse lhe pregando uma peça.

Ele a tomou para si, levando-a para junto do peito armadurado. Para Ceres, apenas aquilo teria sido o suficiente. Apenas o abraço forte, teria bastado para que todos os problemas sumissem por alguns instantes. Até mesmo Niume, sentia a paz que ele homem conseguia trazer a consciencia da loira, uma paz que Niume não entendia, mas na qual Ceres se agarrava, como se ele fosse o pilar de toda a sua força, como se ele fosse a sanidade de sua alma. Niume nunca havia tido aquelas sensações antes e mesmo ali, sentia-se estranha. O conflito entre ambas era tão intenso e de forma tão silenciosa que chegava a doer. Niume respirou fundo, fechando os olhos, desejando que a paz de Ceres pudesse tranquilizar também a morena, mesmo que por um único segundo.

-Nunca vencemos...

Niume silenciou-se. Sentia medo, sentia ansiedade, sentia a angustia de um passado que não se lembrava, de uma cena que não enxergava e de uma dor que não se lembrava de um dia ter sentido, mas que pulsava ali, em algum lugar de si mesma.

-Do que eu sou capaz? Qual a grandeza do que eu posso fazer? O quão forte, eu sou agora?

Sussurrou, mas com alguma firmeza. Em alguns segundos, ela afastou-se um pouco do peito dele e ergueu os olhos para voltar a olhar os dele.

-Se.. em algum lugar, algumas centenas de anos depois, minha alma voltar em outro corpo, como ligar o que eu fui, ao que posso ser? Como conectar passado e o presente? Como....

Respirou fundo e sorriu levemente.

-Como ser a Imperatriz que Protege os Mundos?

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Re: CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

Mensagem por 25Slash7 em Ter Jun 05 2012, 01:03

- Do que é capaz?

Aquelas palavras seriam curiosas se fossem em outra situação.

O Lunar olhou em direção a onde os Dragon Blooded treinavam. Permaneceu daquela forma, por alguns segundos e, então, voltou-se para Niume, seus dedos tocaram o antebraço dela, onde havia um bracelete que, até então, não havia notado.

- Feche os olhos e deixe sua essência fluir, Minha Senhora.

E, inconscientemente, ela o seguiria. Porque é assim que seu mais íntimo diria para que fizesse. Lembrou-se de ter ouvido aquela mesma voz quando invocou, pela primeira vez, seu arco celestial.

- Lembra-se de como você aprendeu? Puxe o destino dos mundos nos teus dedos...

E ela faria isso. E ao fazer, estava puxando a linha do seu arco feito da mais pura e brilhante essência. Um brilho tão forte, capaz de ofuscar qualquer um que olhasse diretamente para ele.

(Niume adquire Thunderbolt Attack Prana - dobra o dano pós-absorção)
(Niume adquire Rain of Feathered Death - duplica as flechas)
(Niume adquire Trance of Unhesitating Speed - pode realizar (Essência + 1) ataques com o arco)


Combo:
First Archery Excellency - Reflexive (1mote/per die = 10 motes)
Thunderbolt Attack Prana - Supplemental (3 motes + 1 WP)
Essence Arrow Attack - Supplemental (2 motes)
Rain of Feathered Death - Supplemental (3motes/per duplicate - 9 motes)
Trance of Unhesitating Speed - Extra Attack (2motes/per attack - 8 motes)


E então essência começou a ser concentrada na ponta dos seus dedos, enquanto Niume sentia toda a energia da Criação deslizar pelo seu corpo, percorrer seus chakras em direção à ponta dos seus dedos.

- Agora... julgue, minha senhora.

E deixou que seus dedos soltassem a linha de sol. Quando o fez, um estrondo, uma explosão da mais pura e imaculada essência, como se Niume fosse o centro de um sol. Quatro flechas escaparam. Cada uma dessas flechas tornou-se em outras três e logo haviam doze flechas voando em direção à encosta de uma montanha. Os disparos rasgavam o ar, cortando som e silêncio, cortando conceitos e abstrações. Todos ao redor, pararam para ver os feixes de luz que escapavam do arco de Niume e chocaram-se com a encosta próxima.

Primeiro veio o silêncio. E então a explosão.

Pedra e Terra nada significaram para a força dela. Um buraco de aproximadamente 10 metros de profundidades, por 10 de raio, foi aberto.

- Isso é o quão forte você é... hoje. Mas, daqui um tempo, você abrirá essa montanha no meio, se for esta sua vontade, minha Senhora.

COmo se já estivesse acostumado com aquilo, olhava em direção ao estrago feio na encosta. Por fim, veio a pergunta que, por mais que negasse, causou-lhe um pequeno arrepio na espinha.

Silêncio. Mais silêncio. Então a resposta. O Lunar não a olhava.

- Três opções. Encontrar sua tumba. Encontrar a minha tumba. Ou... encontrar alguém que ainda esteja vivo, mesmo depois de tanto tempo. Somos quase imortais, lembra?

Respirou fundo. Girou o corpo e voltou a olhar para a mulher a quem, por tantos anos, havia dedicado a sua vida. Tantas vidas...

Sorriu um sorriso gentil.

- Lembra de quando nos conhecemos? Você me disse que queria ser mais forte do que eu. Durante muito tempo, você fez buscou isso. A partir de um momento, você me superou... e quando isso aconteceu, você buscou ser mais forte para guardar algo muito maior do que eu e você podemos sonhar ser. Foi ali que você se tornou a Imperatriz. - pausa - as pessoas sentem-se mais seguras quando você está aqui. - nova pausa. Os olhos presos aos dela, com o tipo de sinceridade que apenas ele seria capaz de ter diante do desespero de Ceres - eu me sinto mais seguro.

A encosta começava a ter um deslizamento. Syrus olhou para o evento por cima do ombro, prestando atenção na consequência do ataque de Niume.

- Não seria curioso, ser após anos e anos e mais anos, nos encontrássemos em um novo tempo? Provavelmente eu ainda conseguiria fazer com que sorrise quando quisesse se desesperar, uhn?

Piscou para Ceres. Girou o corpo por completo, dando as costas para ela. Começou a caminhar, esperando que ela o seguisse.

- Está pronta para agarrar o teu destino?

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Re: CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

Mensagem por Niume em Ter Jun 05 2012, 15:14

Postagem 10:

Niume aguardou ansiosa. Niume começava a entender porque Ceres tinha o imenso desejo de bater no homem cada vez que ele demorava para responder. Em seus sonhos, pareciam imensamente diferentes, mas ali, compreendia tudo que a outra sentia, sentia da mesma forma, cada sensação. Syrus olhou na direção onde os Dragon Blooded treinavam e por um segundo, desejou virar o rosto dele de volta, obriga-lo a responder de imediato, mas ele era Syrus e para ele, Ceres tinha todo o tempo e toda a paciência do mundo. Mas é claro que seria melhor se ele não tivesse ficado sabendo disso.

Ela suspirou levemente quando o homem finalmente voltou-se para ela com o que parecia a resposta para o que ela desejava. Os olhos cor de mel acompanharam a mão dele e demoraram-se no bracelete que até então, ela ainda não havia notado. Pensou se aquele adorno teria alguma importância maior do que ela podia imaginar apenas de olha-lo, se havia algum motivo para ele ter tocado o enfeite naquele momento, ou se foi apenas ocasional. Os olhos ergueram-se novamente para os dele e antes de sequer conseguir questionar, Ceres já havia fechado os olhos e respirado fundo. Ela já concentrava-se e Niume uniu-se a ela. Já tinha ouvido aquela voz antes e a imagem da batalha voltou a sua mente, a primeira vez que invocou o arco cesletial.

“- Lembra-se de como você aprendeu? Puxe o destino dos mundos nos teus dedos...”

E ela faria. Puxou a linha de seu arco feito da mais pura e brilhante essência. Um brilho tão forte, capaz de ofuscar qualquer um que olhasse para ele diretamente. Um brilho mais forte do que ela tinha conseguido contra os bárbaros e teve certeza de que Ceres era muito mais do que ela própria assumia diante de Syrus e exatamente como ela se mostrava diante de seu exercito.

Abriu os olhos para encarar o mundo a sua frente. A essência começou a ser concentrada na ponta dos dedos, sentia toda a energia da Criação deslizar por seu corpo, percorrer os seus chakras em direção a ponta dos dedos.

“- Agora... julgue, minha senhora.”

Os dedos então soltaram a linha de sol. Quando o fez, uma explosão da mais pura e imaculada essência, como se Niume fosse o centro de um sol. E ela era..... ela era. Quatro flechas escaparam e cada uma dessas flechas tornou-se em outras três. Logo, as quatro tornaram doze, voando em direção a encosta de uma montanha. Os disparos rasgavam o ar, cortando som e silencio, cortando conceitos e abstrações. Elas chocaram-se em seu alvo, primeiro o silencio e então a explosão, fazendo Niume dar um pequeno passo para trás, desconhecida do que era capaz.

Pedra e terra pareceram nada diante da força dela, que abriu um imenso buraco na encostas da montanha. Ela estava visivelmente surpresa. Estava visivelmente deslumbrada. Niume parecia encantada e Ceres, quase indiferente a algo com o qual estava tão acostumada. As duas emoções fluíam juntas e entrelaçadas dentro dos olhos dela, que em alguns segundos, voltaram da encosta para o Lunar.

-Uma montanha ao meio....

Sussurrou, questionando-se se um dia seria mesmo capaz de realizar o que ele dizia. Ela questionava e Ceres tinha certeza, como se o poder fosse apenas uma questão de tempo, uma questão de amadurecimento.

Mas ainda restava uma pergunta e para ela, o silencio dele foi maior, foi angustiante. Ele nada assumiria, mas Ceres sabia que o tinha deixado inquieto. O arco sumiu de suas mãos, assim como a essência parou de brilhar em seu corpo. Quis toca-lo, mas as mãos foram contidas. Queria falar, mas as palavras também foram contidas. Esperou, dessa vez sem desejar esgana-lo, apenas o olhava de forma preocupada. Ceres não queria uma vida sem ele, Niume não sabia o que era uma vida com ele, mas ela desejava o conhecimento que Ceres continha, queria ser o que havia sido um dia.

-Quase imortais...Sim, eu sei.

Mentiu. Niume não sabia. Mas era uma boa perspectiva de vida. Os olhos tornaram distraídos por um instante, perguntando-se onde encontrar a tumba de Ceres. Era obvio que Ceres havia morrido, ao menos, isso estava bem claro agora, do contrario, Niume não estaria ali. Perguntava-se onde encontrar a tumba de Syrus, se é que ele havia morrido. Devia ser algum lugar de importância para ela, ou ele, algum lugar glorioso ela imaginava, ou de memorias importantes. Mas onde? Ela não sabia e Ceres também não, ao menos, não ali, naquele momento. Quantos anos mais Ceres viveria depois? Será que tinha morrido na guerra contra a qual Syrus diria que estariam preparados? Será que ainda haveria alguem daquele tempo, vivo?

Podia passar dias ali, enchendo o lobo de perguntas afoitas, algumas urgentes, outras curiosas. Podia pensar em cada uma delas naquele momento, ele há havia enchido dessas perguntas ao mencionar as tumbas. Ele respirou fundo e o som de sua respiração trouxe Niume de volta de seus pensamentos. Ela o olhou, desejando saber o que havia naquele olhar e Ceres sorriu da mesma forma gentil.

Para a loira, as lembranças eram vivas, como se tivessem acontecido no dia anterior. Ela lembrava-se claramente de quando o conheceu, para Niume as memorias eram difusas, embaçadas, mal podia vê-las, apenas senti-las.

“- As pessoas sentem-se mais seguras quando você está aqui. “

Os olhos presos aos dele. Ela olhava, absorvia a sinceridade que apenas ele seria capaz de ter. Ela buscava sentir-se a fonte de inspirar tamanha segurança, mas talvez, Niume ainda não estivesse madura o bastante enquanto Ceres sentia o peso enorme dessa responsabilidade.

“-Eu me sinto mais seguro.”

Ela suspirou, os olhos levemente surpresos. Podia sentir em Ceres, que era justamente o oposto. Que era ela, quem sentia-se mais segura com ele. Que era a Solar, que precisava de uma palavra dele cada vez que o peito apertava. Ele era o único que podia faze-la se sentir segura.

A encosta começava a ter um deslizamento. Desviando os olhos dos dele, ela também observou satisfeita com o potencial que agora sabia que pulsava dentro dela. Precisava apenas alcança-lo. Novamente surpresa, Niume voltou os olhos para ele. Ele tinha definitivamente parar com aquilo, tinha que parar de pega-la de surpresa a cada palavra. Mas Ceres sabia que ele era assim, surpresa, e isso fazia com ela sorrisse.

-Provavelmente você conseguiria fazer eu desejasse esgana-lo, cada vez que demorasse para responder minhas perguntas urgentes.

Ceres piscou levemente em resposta para ele e os olhos acompanharam os movimentos do homem, que virava-se e começava a caminhar. Ela pensou, observou, sentiu. Talvez, não fossem todas as respostas que ela precisava, para todas as perguntas que ela tinha, mas era o que havia pedido. E agora ela sabia. Havia um lugar, um ponto a sua frente que ela desejava alcançar. Agora ela tinha uma meta, uma meta para si mesma, para sua alma. Tinha um objetivo maior.

-Eu estou pronta.

Respondeu com firmeza, certa do que dizia. As palavras eram a certeza de Ceres e Niume. As palavras eram a união das duas em uma única voz. Elas queriam agarrar seus destinos, desejavam aperta-lo entre os dedos.

Ceres deu seus passos, começando a seguir o homem.

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Re: CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

Mensagem por 25Slash7 em Sex Jun 08 2012, 08:20

Sua consciência começava a misturar, seus sentimentos, suas sensações. As imagens, o que sabia... tudo aquilo vinha como se fosse algo dela, inerentemente dela, parte dela.

Quando abriu, finalmente, os olhos, estava ofegante. Sua visão mais clara, mais límpida. Niume soube...

... soube que Syrus estava por aí, em algum lugar....


...assim como Rametheus.


2pt de exp pela conclusão
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Re: CONCLUÍDO [Niume] Respostas. (Narrador)

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