Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

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Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por O Zelador em Seg Fev 22 2010, 07:40

- Eles deverão chegar em cinco dias. Iniciaram a travessa do Deserto de Cecelyne à pouco.

Era o costumeiro. Qualquer pessoa que viesse da Criação deveria fazer a necessária caminhada pelo enorme deserto. Tal necessidade envolvia, também, os Príncipes do Sol Esverdeado.

- Deverão ficar na academia.

- Transcendence.

- Sim.

Os dois homens, trajando togas de um branco impecável e cujo tecido deveria custar toda a produção de uma vila, caminhavam pelas arcadas de uma construção no centro da Cidade Demônio. Estavam sozinhos.

- Eles deveriam vir direto para a capital. Transcendence já matou mais do que um Escolhido capaz. Sem contar que torna mais difícil que nós... ensinemos a eles os nossos caminhos.

O outro homem apenas assentiu com a cabeça. Eles deteram-se no meio da arcada e passaram a olhar a paisagem. No horizonte brilhava Ligier, o Sol Esverdeado. Sempre atento, a alma do próprio Rei Malfeas, permanecia incansável no céu. A cidade onde a noite era apenas definida pela presença do Dragão de Ébano, era bagunceira, barulhenta.

Um longo caminho...



(INÍCIO: Vocês deverão iniciar o jogo dizendo como foi o momento após a exaltação. Ou seja, assim que eles aceitam o pacto com o demônio, são absorvidos por ele, transformam-se na crisálida e posteriormente emergem, o que eles fazem? Eles vão utilizar o poder e sair por aí destruindo pessoas? Vão ficar confusos? Lembrem-se que o demônio na mente de vocês irá incitar a violência, para que você conheça a si mesmo melhor e será uma opção o seu personagem concordar ou não.

As informações que os seus personagens terão, inicialmente, será o mesmo passado na Introdução: link (
http://aboveandbeyond.forumeiros.com/exalted-architects-of-the-reclamation-f16/introducao-o-paraiso-perdido-t56.htm).

Passado isto, eles serão levados a um portal e atravessarão um deserto por cinco dias. O deserto é o corpo de Cecelyne, uma das Yozis. Chegando lá, serão recebidos por algum demônio e, então, encaminhados para Transcendence. Seus personagens estarão lá, da maneira como vocês preferirem. Caso optem, poderão interagir um com o outro já se estiverem no mesmo lugar. Os personagens serão alocados a um dos quartos e será oferecido a eles servos e equipamento (coloquem ao final da ação o que os personagens querem). Qualquer dúvida, perguntem.)
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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por MR, Léo em Seg Fev 22 2010, 10:56

Sangue, violência, destruição, raiva, assassinato, dor, tortura, estupro, paixão, massacre, crueldade, usurpação, traição, liberdade...
Satisfação?

Ir para a Cidade Demônio?
Mas com tanta diversão por aqui?
...
Só mais um pouquinho...


Quanto tempo passou? Foram horas, meses, anos, dias, momentos?
Impossível definir. Seria suficiente se pudesse definir se foi satisfatório, mas até isso era incógnito.
Só havia uma certeza.
Festejar lá em cima era bem melhor que caminhar aqui em baixo...

Imagens... Memórias... Acontecimentos... Dor... Duas vidas... Vidas completamente destruídas, vidas de traição, de tristeza, de dor, de sucesso e de falha, de misericórdia e crueldade. Toda a ambiguidade contida em segundos de aniquilição.
Dor??
!

O homem a caminhar ri, histericamente. Mal percebe que está quase aos portões da Cidade iluminada pelo Sol Esverdeado. Mas aquilo não era apenas uma risada, ou gargalhada... Não...
Tinha algo errado naquele risada... algo?

[IMAGEM: Deschain]

Alguém disse algo?
Eu não percebi e você?
Não, não... Mas não é engraçado tudo isso?
É sim... sim senhor!
Com certeza, por que não seria?
Eu riria se estivesse em seu lugar?
Em meu lugar? Por que fala em terceira pessoa?
Você não está fazendo sentido
Acho que você está pirando, sinceramente
Não entedi. Qual é a graça?
Que graça, eu mataria você agora mesmo.
Por que matar?
Por que poupar?
Por quê?


Um tapa monstruoso, o som ecoa nas arcadas rompidas. O corpo do homem se contorce, ele quase cai, devida a força do ataque que ele deu em si mesmo...
Ele olha adiante. Um sorriso estampado em seu rosto. Os olhos... Os olhos... Eles são os mesmos. Sim, os mesmos olhos...
Sempre os mesmos...

- Tenho a cabeça cheia de pássaros negros.

O que agora?

- Esse lugar parece caótico demais...

Um expressão... Era desgosto? Ou prazer? Tinha um sorriso, sem dúvida... e aqueles olhos...

- Este trabalho já está feito, por que estamos aqui?


Última edição por MR, Léo em Ter Mar 02 2010, 13:14, editado 1 vez(es)
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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por Beholder em Seg Fev 22 2010, 18:08

“A batalha tem seu próprio tempo. Leva uma eternidade até chegar no inimigo, depois um piscar de olhos e esta tudo acabado...”

Se ergueu colocando a mão no ferimento que o matará. Como num reflexo preparou seu machado e escudo. O ferimento o matará mesmo?

Olhou em volta procurando pelos inimigos, nada. Apenas os corvos e cães se refestelando no banquete deixado. O cheiro de podre era insuportável, assim como as moscas. Mas como? Como poderia já estar assim.

Um cão olhou para ele encarando, sou olhos brilhavam de forma anormal e então ele mexeu sua boca. – Eles foram por ali... – apontou o focinho e logo retorno a tarefa de arrancar a carne de um crânio. O cão teria mesmo falado, mas como? Não importa. Começou a caminhar na direção.

Não foi muito longe e já podia ver a fumaça no horizonte. O acampamento dos bastardos, só podia ser. Procurou um abrigo e se escondeu, esperaria a noite.

“Gritos, gritos de mulheres. Gritos de crianças. Homens pedindo misericórdia. Clangor de metal, o corpo aquecido, cheiro de ferro, gosto de sangue nos lábios...”

Acordou. O sol tocando seu rosto, havia perdido a hora? Dormiu até a noite e além? Sentiu que estava deitado em uma cama de palha. Não estava numa tenda, não havia montado acampamento e agora estava ali envolto por peles numa cama de viagem montada com palha.

Saiu da tenda, o sol estava grande no céu, olhou em volta e só havia mais carnificina... homens, mulheres e crianças todos mortos e empilhados, nem sempre inteiros. Voltou a olhar pro sol... e lá ele estava...

_____________________________________________________

...verde, não entedia como tudo tinha acontecido e por que, mas gostava. Ah sim gostava com certeza as vezes era simplesmente como se soltar e deixar que um mestre titeiro o conduzisse... assistindo um show, as vezes participava e ai era melhor ainda. O que não gostava agora era de caminhar naquele deserto. Olhava em volta a procura de alguém. Talvez uma silhueta à algumas centenas de metros?
[Bom deixo a deixa pra se alguém quiser interagir com meu personagem aqui]
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Perdão... Grande Virtude...Difícil alcançá-lo agora...

Mensagem por Anja em Seg Fev 22 2010, 22:08

Tudo estava feito, o selo estava fundido ao universo, não havia volta e não tinha motivos para haver volta.

Uma forte tempestade de areia assolava o deserto naquele momento, a areia parecia se erguer com violência e jogar-se contra tudo e todos que estivesse a sua frente, era violento, era implacável, carregado de uma cólera infernal. Como se o mundo pudesse ser envolto naquela tempestade e ser feito do mesmo pó.

Um redemoinho parecia se formar no epicentro da tempestade era possível sentir a forte presença que estava a este. E quase como se o brilho de uma estrela pudesse ser roubado, pequenas particulas daquela areia começavam a tomar um tom reluzente, um tom cintilante, um brilho único e incomparável, aquelas pequenas particulas pareciam se juntar, se fundir, o atrito entre elas quase causava faísca, e da mesma faísca vinha o fogo, uma chama se erguia diante do deserto, da areia e da tempestade, e parecia engolir a mesma e tudo que pudesse estar a sua frente, as chamas tomavam forma, a forma de uma fênix, um fênix de pelo menos 4 metros de altura, feita de fogo, de puro fogo, suas asas pareciam envolver algo, e assim que se abriam lentamente, podia-se ver a imagem de uma jovem garota ali dentro. Como se a fênix a protegesse, ou a criasse.

Anja abriu lentamente os cinzentos olhos e eles logo encontraram o vazio do deserto, pequenas particulas de areia ainda caiam em tom brilhoso, formando uma pequena garoa de luz, quase ao mesmo tempo o fogo se extinguia junto à fênix, Anja nascia dela.

A jovem olhou a volta o deserto, e sentia-se confusa, levou a mão ao peito, sobre o coração, e suspirou, teve um sobressalto, e quase perdeu o equilíbrio, ainda podia sentir a dor que a levara a morte, e o conforto que a trouxera de volta. Duas sensações estranhas, mas necessárias.

Podia ver ao horizonte um sol esverdeado, e então ergueu o lenço encobrindo o rosto até a altura dos olhos, passando aos cabelos também, o vestido branco que quase fundia-se ao corpo, deslizava ao ar pelo vento, os cabelos negros pareciam querer fugir do véu daquele tecido jogando-se ao vento.

Caminhou sem parar, durante cinco dias, não parou um segundo sequer, apesar da fome, da sede, do cansaço, dos pés machucados e doloridos de pisar na areia quente, dos pequenos ferimentos aos braços e colo das tempestades de areia que enfrentara do sol forte contra a pele, não parou. Seguia obstinada seu destino.

Parou de súbito quando virou a face para ver a sua própria sombra e viu uma outra ao lado da dela, deu um salto pra trás, e ergueu o rosto obviamente assustada

- Não precisa temer jovem princesa...

A voz tinha um estranho tom de sarcasmo, ainda mais no “jovem princesa”, Anja apenas mantinha os olhos sobre a criatura que agora ela podia ter sua frente, ao que tudo indicava era um jovem rapaz, de aparente 18 anos, trajava uma armadura negra, e tinha cabelos louros presos em um longo rabo de cavalo, uma espada reluzia em sua cintura e um estranho ar de convencimento o rondava. O mais enigmático, agora que ele estava a sua frente, não existia qualquer sombra ao lado da sua, ele não tinha sombra. E pareceu se divertir com a confusão de Anja.

- Sou Benew, o senhor das sombras como você pode notar... Vim recepcioná-la, e levá-la aos seus aposentos...”Majestade”

Ele fazia uma reverencia e falava em tom jocoso, que não era capaz de irritar Anja, ela apenas parecia mais confusa e agora o cansaço pesava em seu corpo. Ela suspirou fundo, e sussurrou

- Agradeço que tinha se apresentado jovem guerreiro, mas não entendo quem é você e porque é você a me recepcionar....

- Não existe nada pra você entender!....*A voz agora se misturou a mais duas que pareciam falar em couro* - Apenas aceitar, Estrela sem Brilho...

Assim que ele falou aquilo tudo que Anja fez foi segui-lo, caminharam apenas pouco tempo até que ela pudesse parar frente ao Trascendence e ter a imagem imponente de seus guardiões, de lá seria levada a seu quarto, olhava a volta para ver se mais alguém estava ali, não podia ser a única a estar naquela situação, e no fundo, não queria.

O que sentia naquele momento? Estava confusa... De certo uma cólera maligna corria em suas veias e a vontade de se vingar a qualquer custo parecia maior que tudo. Mas ao mesmo tempo, um estranho e vago pensamento de conforto, de esperança, de lealdade, de recomeço reluzia em seu peito.

Eram todos culpados mesmo? Com a mesma fúria que a movia iria mover o mundo? Tudo acabaria em destruição.

(Vou parar de escrever ou vai virar um livro, e caso alguém queira interagir deixei a deixa (que redundante))

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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por Valkyrja em Ter Fev 23 2010, 00:37

Um som úmido enchia os corredores largos e belos do local, coloridos em tons de azul que pareciam ter suas cores roubadas do céu, que naquele momento, estava tão quieto que parecia estar com toda sua atenção voltada para aquele pequeno espetáculo que acontecia em uma das salas onde os cientistas trabalhavam durante o dia, naquela bela construção que parecia pertencer à Realeza.

Afinal, todas as atenções deveriam estar voltadas para aquele pequeno e improvisado palco: não dizem que um nascimento é o grande espetáculo da vida? Pois lá ela estava, nascendo, saindo daquela forma tão...metálica e brilhante, que, talvez de longe, lembrava um ser alado, belo em suas luzes e formas brutas. Mas não se podia dizer com certeza, já que as atenções, dos céus e dos espíritos presentes estavam na criatura que saía dela: A maciez de sua pele contrastava com a dureza daquele casulo que ela saia, de forma tão bela e majestosa. Ela levantou seu belo rosto, com seus cabelos loiros para trás, parecendo terem sidos moldados belamente para aquele único momento. Seus olhos estavam fechados e sua expressão era serena como aquela noite calma. Sua pele brilhava com os poucos raios da lua que banhavam o local. Era puro diamante. Ela era puro diamante.

Então, minha bela criança, como se sente?


Ela olhava suas mãos, que a seus olhos estranhamente azuis, pareciam tão belas. Respondeu com uma voz de veludo, com uma pontada de satisfação:

- Nunca me senti tão...maravilhosamente bem!

Dentes de tubarão foram vistos na escuridão, juntos com uma risada de um homem e de uma mulher.




- Oh, mas vou te dizer uma coisa....Por toda a Criação, não me lembro de lugar tão...amistoso. Não?

Na terra onde a luz do Sol de Jade, a própria alma do pobre Malfeas, brilhava intensamente acima da cabeça dos pobres filhos que viajavam sem medo, a voz feminina soava com elegância, atravessando o corpo da ambiciosa Cecelyne, que sempre buscava crescer. A figura pensava que, se seu patrono tivesse uma sede de conquista tão forte quanto a dela, logo não seriam apenas cinco dias de caminhada.

A liteira de madeira e com panos azuis escondendo a figura dentro dela, completamente improvisada, passava vagarosamente pelos ventos mal-humorados do Deserto-quase-sem-fim, carregada, na parte da frente, por uma criatura que se assemelhava a um cavalo, e atrás, duas figuras humanas, cobertas de negro da cabeça aos pés.
Haifisch abriu levemente o pano, sentindo a leve brisa quente do deserto em seus olhos estranhos, com seu rosto e cabelos cobertos por um pano negro, com suas franjas em metal dourado. Seria uma longa viagem até Malfeas e ela estava entediada. Talvez fosse mais...interessante ter ficado na Criação, onde poderia estudar seus livros e seus próprios poderes. Sem falar, é claro, que todo esse poder era testado em pobres coitados que atravessavam seu caminho, sendo sempre guiada por Bresrekert, que tinha tanta sede e curiosidade quanto ela própria. E é claro, Haifisch não poderia recusar a ajuda do Demônio em suas “pesquisas”.

Deitada em sua liteira, apoiou sua cabeça em sua mão, olhando, sem interesse e entediada, o movimento das areias e a bela coloração esverdeada que algumas vezes ela tinha a impressão de ver. Lembrava-se da vez que despertou e que teve consciência de seu novo estado. Riu ao lembrar-se que não ficara confusa e até sentia, no fundod e seu ser, prazer em saber que, como sempre pensara ser digna, tinha um poder suficiente para moldar a Criação. Viajar para Malfeas foi um convite bem aceito, já que indicava maior conhecimento sobre ela mesma. Jogou sua cabeça para trás, deitando completamente, com um sorriso brincalhão em seus lábios.

....Foram cinco dias bem entediantes.


- Mas pelos meus amados Deuses! Finalmente!

Saiu com pressa de sua liteira, andando a passos fortes e belos pelo corredor do local onde seria sua estadia em Malfeas. Seu rosto imponente estava sempre olhando todos de cima, enquanto ela, algumas vezes, dava um leve sorriso confiante, que faziam um belo par com seu andar imperial. Não tinha como negar sua presença no local, já que os criados paravam e a olhavam impressionados, abrindo passagem para aquela mulher tão interessante. Abriu com força e em um empurrão a porta alta e larga, feita em madeira com detalhes negros, de onde ela julgava ser o Hall da imensa casa. Olhou em volta e vira que se tratava da sala de estudos que havia exigido: altas prateleiras recheados de livros. Livros que ela possuía em sua vida na Criação e outros, todos de conteúdo que, ao vê-los, agradou Haifisch. Não estava interessada em ver o resto da enorme casa que estava a sua disposição, assim como os outros materiais que pedira. Resolveu jogar-se no imenso sofá que tinha no canto do local, enquanto tirava o lenço de seus cabelos, soltando-os. Suas vestimentas eram típicas de uma viajante, nada muito impressionante: uma calça clara mais colada ao corpo, enquanto sua blusa era mais folgada e sem mangas, amarradas ao corpo por cordões com pedras verdes, azuis e vermelhas em suas pontas. Em sua cintura, havia algo semelhante a um cinto, em ouro, com detalhes em azul.

Enquanto observava o local com seus desdenhosos, percebeu que um dos criados se aproximara dela. Deitou-se no sofá, apoiando a cabeça em seu braço, o olhando de relance:

-Bem, queridinho, o que eu quero é simples, nada demais: Avise que cheguei e que estou com muuuita, mas muuita sede e cansada. – Bufou. – E que preciso fumar, sim? Mas me traga algo especial, ou... – ela riu sozinha, divertindo-se com o medo que causava, mesmos em fazer qualquer ameaça séria.

(Vou descrever a casa e as roupas melhor no próximo post,s enão isso aqui vira uma bíblia!)
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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por Shen666 em Ter Fev 23 2010, 15:12

Sozinho cresceu, sozinho permaneceria.

Andava a noite, descansava de dia. O caminho parecia complicado, mas sempre havia alguma espécie de gruta para descansar. Esperava pela noite como sempre fez em toda a sua vida.

Ou em toda sua outra vida.

Criava muitas expectativas a respeito dessas pessoas. Imaginava ser completamente diferente delas, no entanto estava em seu território, sabia que não iria gostar de algumas visões e modos de como eles levavam suas vidas, mas precisava respeitar... Até certo ponto.

Estava pensativo. Caminhava por um longo tempo sem ver pessoa alguma para não estar pensando no passado. O silêncio da noite era como um convite às lembranças. Sentia-se acostumado com sua nova vida, com sua nova aparência, mas o passado ainda era como um local proibido que aprisionava sua atenção. Era sua fruta proibida, não lhe faria bem, mas não havia força suficiente para não comê-la. A areia não incomodava mais, o caminho não era mais cansativo, na estrada haveria um fim, mas o passado... essa era a verdadeira dor que acariciava sua mente.

O passado era a verdadeira tortura.

...

A Escuridão parecia próxima.

...

- Seja bem vindo.

Alguém o esperava, como lhe informaram.

- Obrigado.

O local era impressionante para um grupo de demônios. Sentiu-se intimidado com os olhares, mas não era medo que sentia, era uma fagulha de pena. Logo imaginou o quanto deveria ensiná-los. Havia ordens a ser seguidas, mas haveria tempo para outras coisas.

- Não desejo nada, apenas saber onde é o meu aposento e onde eu mesmo posso me servir.

Quantos mundos diferentes iria conhecer? Quantos existiriam? Seus olhos de vidro brilharam por alguns segundos... não seria nada fácil. Andava ainda mantendo metade do seu rosto escondido, não queria chamar mais atenção do que o necessário ou que já chamara.

Caminhava.
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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por O Zelador em Qui Fev 25 2010, 22:55

[Travessia:





~And so the hound weaves the final chapter in this tale of life...


A travessia pelo deserto havia sido longa. Lá, no alto, Ligier, o Sol Esverdeado, brilhava imponente. Nada, nem ninguém, era capaz de impedir o olhar celestial de Malfeas. Nada, se não o enorme Dragão de Ébano, que voava no céu. A Sombra de Todas as Coisas projetava sobre a carcaça ferida de Malfeas a sua corrupção, sua escuridão. Nas suas sombras, demônios que ali habitavam rastejavam, residiam, como se aquela escuridão fosse sua residência. Uma sombra... Uma Sombra sobre os olhos do olho celestial...




Menander e Karsh caminhavam sob o mesmo Sol Verde. O Deserto Infindável pareceu que estenderia-se até a eternidade. E talvez isto fosse realmente possível.

No 5º dia, contudo, viram ao longe a imagem de um largo e imenso portão, feito de metal e carne. A sua frente, uma mulher voluptuosa e de corpo desnudo parecia os aguardar. Possuía cabelos longos e enegrecidos que estendiam-se até o chão e que, em certos momentos, pareciam criar vida própria. No cansaço dos dois homens que, de alguma forma, chegaram concomitantemente. Entreabriu os lábios e pensou em dizer alguma coisa mas deteve-se, apenas umedeceu os lábios e esboçou um sorriso. Daqueles perigosos, que fazem um homem sentir-se em uma enrascada. Ainda sem dizer uma única palavra, a mulher ergueu os dedos finos e delgados até o centro da testa e o que seu toque emitiu um leve brilho verde, que logo fora consumido pelo ar rarefeito de Malfeas.

Foi apenas então que notaram que haviam outras pessoas ali. A mulher era acompanhada por 4 outros cujos trajes impossibilitavam qualquer tipo de identificação. Mantos brancos, dos mais belos tecidos, capuzes longos que projetavam sombras sobre as suas faces. Mais atrás, estranhas criaturas, um misto na verdade, entre seres como gorilas de carcaça enegrecida e rija até mulheres cujas mãos estendiam-se em longas e afiadas garras, pareciam sussurrar palavras como se estivessem, na verdade, cantando.

E ela se fez ouvir.

- Sejam... bem vindos...

E aquelas palavras foram seguidas por um olhar silencioso. Eles sabiam quem era ela, sabiam que ela, como eles, havia falhado em um determinado momento de sua vida e optado por um novo caminho, uma nova alternativa. Sabiam que ela também, havia se vendido.

Assim que foram saudados, um dos quatro que a acompanhavam, acendeu um incensário e os outros três deram as costas, começando o trajeto em direção à massa que se juntava. Seguidores, sabiam eles que eram.

- Eles não machucam... não... não saberiam, não conseguiriam... mas vocês... ah... - ela deteve-se enquanto dava as costas para os dois e também começava a caminhar. Estalou a língua dentro da boca - caso queiram, podem provar a fé deles...

Eles sabiam, quase que inconscientemente, que o poder, o governo em Malfeas era baseado, puramente, naquele que o forte conseguia manter para si e controlar.

- Eu lhes mostrarei... onde ficar, onde descansar... dias longos... dias longos... perguntem se quiserem, mas rápido, que o caminho não será tão longo.

E ela esperou que eles o seguissem em direção a Cidade Demônio, seu novo lar. Pelas ruas vivas e demoníacas, ninguém se opunha em sua caminhada em direção a Transcendence, a academia onde os novos Infernais eram levados. Mais do que treino, seria uma provação. Seria uma forma de ver até quando eles podem sobreviver antes de suas almas serem despedaçadas e engolidas pelos Yozis.
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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por O Zelador em Sab Fev 27 2010, 09:56

A sombra que havia vindo recepcionar Anja Fendrel, parecia ter tentado dedicar alguns de seus minutos para perturbar a garota. Havia malícia em sua voz, e mesmo a mais comum das afirmações daquela criatura, assemelhavam-se à mentiras. "Tome cuidado" sussurrou o próprio demônio interior dela, como se reconhecesse a ameaça naquela criatura. A dúvida é... não deveria estar entre amigos? Ou, ao menos, companheiros.

Fora conduzida pelas ruas da Cidade Demônio. Via demônios e alguns assemelhavam-se tanto a humanos que Anja não poderia pensar que eles fossem nada além de homens de verdade. Como ela... ou como ela fora, ao menos. Muitos tinham a aparência de escravos: cabeça baixa, vestimentas precárias, ferimentos.

Outros eram demônios de aparência que nem sequer lembravam a figura humanoíde. Era como estar em um Cirque du freak.

- Eu sei... eles causam estranheza mas... ah... você verá, nobre - pigarreou - princesa... que aqueles que mais assemelham-se a você são os mais distantes da humanidade que conhece.

E seguiram pelas estradas. Construções que pareciam serem feitas de carne e metal negro, algumas de latão ou um metal qualquer que fosse. As vezes, Anja tinha a sensação de que as ruas pulsavam, como se houvesse um coração batendo e bombeando sangue sobre elas. Malfeas: A entidade a quem seu demônio interior havia lhe falado antes.

Não tardou até que chegasse à Transcendence. Fora levada até uma pequena vila onde havia um aposento para ela.

- Coloque a mão sobre a porta e canalize sua energia...

E quando aquela essência esverdeada, profana, percorreu as suas veias e alcançou a ponta dos seus dedos, a porta se abriu.

- Prepare-se, ó Princesa... - pigarreou novamente - pois o senhor deste feudo virá receber a você e aos outros que também chegaram.

E seria dado um tempo para ela para, então, quando estivesse pronta, ser conduzida para a sala de jantar. Transcendence, como a cidade, pulsava com vida demoníaca. Haviam servos, guerreiros, milícias e criaturas que eram utilizadas como utilitários dentro da academia. O ar causticante preenchia seu pulmão e Anja pensava consigo se viria a considerar aquele lugar como a sua casa.
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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por Katrinnae em Sab Fev 27 2010, 12:57

A espada foi fincada com força naquele chão arenoso. Primeiro um fio de sangue escorrera da preciosa lâmina antes que a mesma se mostrasse coberta por um aveludado rubro que impregnava as areias. Junto a ele um corpo caía ajoelhado, parecendo fatigada por um cansaço enquanto contemplava algumas dezenas de corpos mutilados à sua frente. Havia focos de chamas provocados pelas flechas, o que a fez olhar seu corpo e não encontrando qualquer marca. Os seus olhos estavam num tom avermelhado como se fossem chamas, mas agora bem fracos de antes quando percebeu isso num dos escudos daqueles homens.

Em seu despertar fora tomada por uma sensação de ódio e vazio. Havia uma sede incontrolável de vingança que precisava ser saciado, e após caminhar alguns metros – quem sabe quilômetros – encontrara aquele grupo que imaginou que pudesse subjugá-la. Foram eles que contiveram por aquele momento a tensão, que preencheram o vazio que a corroia. E olhando aqueles corpos lembrava de ver, momentos antes daquela espada atravessar seu peito, tantos de seus irmãos mortos por aquele vale enquanto o algoz da qual tanto confiaram a desdenhava e cortava seu peito. “Eu vou persegui-lo... Nem que seja no inferno!”. Foram suas últimas palavras antes de tudo se apagar e ouvidos risos daquela criatura traidora. Aquele riso ainda ecoava em sua mente ao despertar, e se calara por breves instantes no momento que contemplava aqueles corpos. O círculo de areia que a rondava agora jazia ao chão perdendo sua força, levantando mais adiante e mostrando a sua devida direção.

Seus passos foram ritmados naquelas areias quentes e escaldantes. Em sua mão apenas carregava a espada de um daqueles homens, a sua única arma que após alguns dias deixara ser engolida pela areia. Incrivelmente não havia ferimentos em sua pele provocados pela areia quente, muito menos pelo calor do sol, e água parecia aflorar quando mais precisava para saciar sua sede. Nas noites frias um calor envolvia seu corpo protegendo-a do frio até o amanhecer e continuar sua trilha guiada pelos ventos. Um momento que havia parado para usufruir da água de um oásis, uma sombra fora refletida, fazendo-a se virar para um golpe impedido apenas por uma mão. Observara apenas um sorriso daquele ser. Curvara-se à sua frente e pedindo somente que o acompanhasse. Houve uma hesitação, mas o que havia a temer por momento?

Chegariam à uma cidade, mas não como àquelas que tantas vezes investira contra ou estivera de passagem – e isso soara um tanto nostálgico. Observava as criaturas que vagavam pela cidade e não podia esconder certa curiosidade e espanto. “Não temas...”, respondera a criatura, “Nada farão contra ti. Eles a temem mais que vossa pessoa a eles...”, comentara e continuando a guiar por aquelas ruas. Parara diante de algo que não sabia exatamente como definir, o que a fez Miwa contemplar por longos instantes. Ao seu encontro vieram aqueles que seriam apresentados como seus “servos” que a despiram das vestimentas sujas de seu sangue já escurecido e dos homens que matara quando cega pelo ódio que a movia naquele momento. As palavras que soaram dela fora apenas “Banho!”, o que lhe foi propiciado.

Uma vez limpa e de vestimentas mais adequadas, caminhara até ao que seria uma sacada e observando aquela cidade do alto. Aquela criatura que a guiara até ali se aproximara, e ela apenas o observou por cima dos ombros. Nada dissera de imediato, somente minutos depois perguntando sobre onde estar e quem seria ele e porque de tudo aquilo.
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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por Beholder em Ter Mar 02 2010, 17:36

Olhava a arquitetura do lugar, o portão de ferro e carne. Sabia que aquilo deveria chocar, mas algo dentre dele, algo que tinha vindo depois da sua mudança, que simplesmente aceitava sentia-se como se chegasse em casa após uma viagem longa e desagradável. Não trocou nenhuma palavra com o outro homem, apenas se entendiam e calados caminharam.

Recebeu as boas vindas calado. Observava os detalhes do lugar, então deu um sorriso torto olhando enquanto a “mulher” se virava.

- Não é a fé que eu gostaria de provar. – diz maliciosamente enquanto aprecia a bunda dela.

Como não tinha duvidas caminhou quieto. Era como ele gostava de fazer, nunca perguntar. Melhor ser um idiota quieto do que um que fala, era como seu pai dizia que ele devia fazer.
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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por O Zelador em Qua Mar 03 2010, 11:20

Haifisch compreendia a essência daquele lugar. Ao estar sozinha naquele enorme aposento deixado inteiramente branco para que ela pudesse fazer dele o que bem entendesse, a acadêmica compreendia que aquilo tratava-se não apenas de mero exercício decorativo mas, sim, que os seus "superiores" observariam aquela situação com interesse, pelo simples fato de aquele lugar seria a própria representação do eu interior da novata.

Respirou fundo, sentindo seu corpo cansado relaxar na mordomia da Cidade Demônio. Pensou ouvir o som do seu guia saindo pela porta quando, na verdade, a imagem de alguém surgiu a sua frente.

Ela sabia que ele era como ela. Sentia um forte tom de ameaça emanando de cada gentil gesto que vinha daquele semblante sereno. Trajando roupas dignas do mais elevado Rei da Criação e carregando em sua cintura uma cimitarra cravejada de jade e ouro, aquela imagem se impunha sem precisar dizer uma única palavra. O demônio dentro de Haifisch sibilou, como se estivesse se encolhendo.

- Eu tenho interesse em você... - as palavras foram em um tom quase monótono, como se contrariassem o que dizia - isso quer dizer que eu utilizarei das Leis de Cecelyne para submeter você à minha vontade. Normalmente... normalmente eu daria uma chance a pessoa, observaria... mas você, você eu quero ter e comigo você aprenderá o que for necessário.

Era um paradoxo. Enquanto algo naquele homem parecia gritar tratar-se de um perigoso demônio, outro lado dizia ser um humano, um frágil humano. A mente de Haifisch não era capaz de discernir o que realmente acontecia. Seria isto parte do poder de um Príncipe do Sol Esverdeado?

- Contudo, eu não posso diminuir os meus... padrões, entende? E, por isso, você terá apenas esta noite para me provar que é digna de pertencer a mim. Caso contrário eu a matarei, tão logo o Dragão de Ébano projete sua sombra sobre Transcendence. Não me decepcione.

Ele deu as costas e começou a caminhar na direção da saída.

- Outros como você estão chegando, haverá um jantar... portanto, prepare-se para esta alegre refeição familiar.

Nem mesmo o tom de ironia pareceu ironia. Afastando-se, ele deu tempo para que ela se manifestasse. Caso nada dissesse, apenas sairia.
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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por Valkyrja em Qui Mar 04 2010, 14:57

Haifisch ainda permanecia sentada, fumando o que lhe fora entregue por um de seus subordinados. Suas feições olhavam com curiosidade e divertimento para aquelas paredes brancas e,de certa forma, belas. Ela sabia que seria avaliada de acordo com o que fizesse naquela tela de pintura que fora dada a ela. Mas ela não estava preocupada, já que tinha ideia do que seria esperado dela. Ela levantou-se e caminhou um pouco, cruzando os braços diante da imensa janela que havia em seu quarto. Ela andou um pouco, pensando que alí ficaria sua mesa de estudos. Ela riu um pouco, colocando uma de suas mãos na cintura, tragando levemente e de olhos fechados, seu cigarro.

- Nada mal...Pra quem vive no..Inferno.

Iluminada pela luz fraca e esverdeada do Sol Ligier, Haifisch olhou de relance para o criado que estava atrás dela, esperando mais um de seus caprichos. Seu olhar semi-aberto já dizia tudo, enquanto ela o olhava por cima de seus ombros delicados. Ele fez uma reverência e deu alguns passos, sem dar as costas a ela, saindo da sala.

Em poucos minutos, seu quarto já estava sendo arrumado de acordo com seu gosto: as luminárias não eram penduradas ou presas em paredes e tetos, mas sim, livres, e ficavam flutuando em toda a sala de leitura.

Uma delas era menor, que, sempre que Haifisch a olhava, ela flutuava até onde a mulher estava, dando-lhe a luz necessária para suas atividades.

Sua escrivaninha era feita de algum material que lembrava magno, grande e longa, com as pernas em ondas. Porém, a aparente madeira parecia brilhar em um tom esverdeado, de acordo com a Luz da alma de Malfeas. à noite, a escrivaninha ficava negra como o céu sem luz da cidade demoníaca.

Suas estantes, que estava começando a serem colocadas, iam até o teto, cobertas de livros de todas as partes da Criação e alguns da própria Malfeas, prometidos a mulher por seus contatos. No resto do salão, objetos eram espalhados: globos, uma mesa com seu material para pesquisas e experiências, todos organizados. Seu sofá e mais uma cadeira de descanso, para leitura. O teto era negro e os corpos celestes dançavam, de acordo com sua movimentação no céu.

Deitou-se depois de organizar as movimentações de suas coisas, que começavam a chegar. Apoiou sua cabeça no braço de seu sofá, escondendo seus olhos cansados com o braço. Quando ouviu o barulho da porta, Haifisch abriu seus olhos cinzas, com um leve franzido em sua testa, sentando-se, sempre de coluna ereta e uma postura impecável, na mobília. Iria brigar com o responsável pelo barulho que a incomodava, mas ao ver uma figura tão imponente quanto ela em sua frente, ela ergueu seus olhos desdenhosos, com suas sobrancelhas erguidas. Sentia a ameaça que vinha de cada gesto daquela criatura que se estendia a sua frente. Mas não fizera como seu demônio interior. Ela encostou-se no sofá e o olhou, observando cada detalhe daquela criatura que entrava de forma tão confiante e pomposa em seu covil, o que ela considerava uma brincadeira perigosa. Ela não deixou de rir baixo, escondendo sua boca com sua mão.

- Ora..Fazia tempo que não ouvia algo tão... passional.

A mulher levantou-se. Levantou-se como uma naja que encarava sua presa, sem tirar os olhos daquela figura que lhe despertara a curiosidade. O estranho era que aquela presença mexia com cada sentido e cada nervo de seu corpo, dizendo-a para tomar cuidado. O rodeou, com um dedo em seu próprio queixo, com seu belo sorriso debochado no rosto. Estava curiosa, de fato, e também, poderia dizer que estava amedrontada. Será que era aquele poder, o poder de criar fascinação e medo, que ela também teria, como uma digna Príncipe do Sol Esverdeado?

- Somente o que for necessário? Aliás... - revirou seus olhos, bocejando logo em seguida. - Eu também não quero diminuir padrões, por isso, espero que aprenda o que realmente me for útil. - falou isso no mesmo tom desdenhoso que o homem usava para se dirigir a ela.

Jogou-se no sofá, mas sem tirar os olhos do misterioso estranho que cismava em manter-se firme naquele ambiente que Haifisch julgava controlar. Não sentia-se acoado, como a maioria, com a presença estranha da mulher. Ele a intrigava.

- Provar algo para ser sua? E o que o senhor espera de mim, afinal?

Franziu finalmente sua testa, deixando sua cabeça pender para o lado.

-Mas, pelos deuses, quem é o senhor?

E apagando seu cigarro, apoiou seus cotovelo no braço do sofá, e suas cabeça em sua mão.

- Jantar familiar? Sempre adorei reuniões de família. - deu um sorriso malicioso e digno de um tigre, lembrando-se de sua querida irmã. - Você vai estar lá, também, por acaso?

-Por que nos trouxeram aqui, de qualquer maneira? Não é só para brincar de Universidade, eu acredito.

Fechou seus olhos demoradamente, depois os abriu, olhando suas estantes serem montadas.
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Algo digno...Algo assim...

Mensagem por Anja em Sex Mar 05 2010, 20:50

Anja caminhava pelas ruas, tinha um caminhar calmo e um ar sereno, tal como devia ser o de uma princesa, ouvia uma voz suave sussurrar em seu ouvido quase como uma caricia....”Cuidado”, sabia disto, sentia as palavras daquele ser como lâminas afiadas a passar por sua pele e lhe causar frio na espinha. Mas no fundo...Não sentia medo, não o temia, sentia-se confusa...E a dúvida era sempre o pior inimigo, os olhos cintilavam ao passar pelos habitantes daquele lugar.

Perguntava-se se todos eram tão parecidos com ela se não estavam a viaja-la durante toda sua vida esperando por aquele único momento em que ela finalmente pisaria naquela terra.

Ouvia a voz de seu nada agradável acompanhante e ainda assim suportava as ironias dele, o que ele dizia, por mais áspero que fosse soava a ela como a primeira lição, o primeiro ensinamento naquele lugar. Não esqueceria.

- Em todo lugar, as aparências sempre enganam, meu caro...

Concluia a frase como quem deixava claro que aquilo não era tão diferente do que o que costumava enfrentar. Olhava a volta como uma criança curiosa que acabava de vir ao mundo, e era estranho sentir o mundo daquele modo, como um organismo vivo.

Não sabia que rumo levaria, mas sabia que algo bom a esperava, algo bom e grande, digno dela, e assim que viu a Imposição daquela fortaleza, um sorriso singelo tomou seu rosto, guardou sua admiração para si mesma e ao ouvir o demônio, apenas aproximou-se da porta e ergueu a pequena e delicada mão, encostando a mesma, fechou os olhos, e apenas deixou que aquela sensação única que sentia dentro de si, aquela energia poderosa, viesse a tona.

O verde daquela energia quase lhe fazia bem se não fosse tão maléfica, podia sentir algo percorrer todo se corpo, passar em suas veias, como se seu sangue corresse dentro de seu corpo para um proposito maior, até a ponta dos dedos, abria os olhos tendo a sua frente seus aposentos.

E era como devia ser. Exatamente como ela queria. Afinal era feito de seus desejos, de desejos de comididade, de luxuria, de fantasia, de felicidade.

Ela caminhou para dentro e logo deixou as mãos envolverem as cortirnas transparentes a cama, e afastou as mesmas, deixando-se sentar a cama, olhando a volta. Era como um conto de fadas. Podia até ver pássaros a janela, e foi quando ouviu a voz do demonio que virou a face para encara-lo, que os passaros na janela pareciam fluir e sua forma começar a mudar, tomando uma formato estranho, disforme, com um bico mais fino, uma cor mais escura, e uma expressão bizarra. O quarto todo parecia acompanhar a expressão, o humor, os sentimentos de Anja.


- Não me atrasarei, será uma honra...


Observou-o sair do quarto, e então ergueu a mão ao ar com um movimento fechou a porta, ao se virar, lá estavam os pássaros, as paredes brancas, os móveis em puro mogno, o quarto de uma Princesa. Ela ergueu-se da cama, e tocando as vestes, um leve toque, as mesmas abandonaram o corpo, e o corpo nu de Anja apenas se dirigiu ao banheiro.

Tomaria um demorado banho. Um banho merecido, após andar naquele deserto por dias.

Logo estaria pronta ao jantar. Escolhia uma peça única, um vestido belissimo, de cor branca com detalhes em dourado. A parte de cima era um corpete emoldurando o tronco e avolumando os seios a pele branca, tinha um grosso cinto dourado, e a parte de baixo, era levemente transparente com várias saias brancas a cair pelas pernas, algumas argolas douradas pendiam aos pulsos e um bracelete da mesma cor ao braço, Os cabelos ficavam soltos e caidos as costas, lisos e negros, usava um véu que pegava parte da cabeça e do rosto, deixando somente os olhos de fora. E desta forma deixou-se conduzir a mesa de jantar, agradecendo educamente e serenamente pela cortesia do local

O que pensava no momento?


Qual seria o jantar digno de uma princesa? E as companhias?






[b][i]

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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por O Zelador em Sab Mar 06 2010, 15:37

Havia se habituado com a solidão de sua condição. Não, não que fosse um problema, pelo contrário. Desde a sua "criação", ele fora educado, treinado, para que fosse um operativo solitário. As vezes, quando entregava-se demais aos objetivos de sua Nação, era capaz de sentir uma necessidade quase insuportável de estar próximo aos outros. Mas passava... após algum tempo, passava. Após rápidos contatos, aquilo, aquela vontade, simplesmente esmorecia.

- Roland...

Debok Moom talvez fosse, dentre os Oito Divino Ministros, aquele que mais intrigava. Seu aspecto austero era cercado por um desejo de violência, uma vontade avalassadora de evoluir, de crescer.

- Você... e apenas você, deverá carregar a minha vontade, que é a da nossa Nação. Nós, devemos... precisamos... evoluir, sair deste casulo. E você, você será a representação desta vontade. Vá... vá, pois hoje você jantará no inferno.

Kau também fez as suas palavras serem ouvidas.

- Vá... vá, pois nossa Nação... nosso Criador não poderá morrer sozinho.

- Ele não morrerá.

Antes que se desse conta, estava atravessando o Deserto Infindável. Antes que se desse conta, estava passando pela entrada de Transcendence. Antes que se desse conta, estava em um quarto dentro da própria academia, afastado dos outros Infernais.

Um homem, cujo corpo era marcado por cicatrizes e cortes recém abertos, de onde pequenos vermes rastejavam e impediam a regeneração, lhe atendia.

- Em alguns minutos. Tão logo, eles cheguem.

E o aroma da refeição preenchia suas narinas. Ainda que dependesse menos de alimentação do que o normal, era inegável dizer que havia um certo prazer em um jantar bem servido.

- Isto...é teu...

E entregou à Roland um pergaminho.

- Isto lhe garante... que nenhum cidadão inferior ou ambiente hostil de Malfeas possa lhe ferir... mas... mas... se perder....... qualquer um, poderá exercer sobre você, a Lei de Cecelyne.

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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por O Zelador em Seg Mar 08 2010, 18:02

A caminhada havia sido penosa. Marchar sob o sol escaldante, os olhos do Sol Esverdeado, de Ligier, Alma de Malfeas, o corpo da Cidade Demônio.

Durante todo o trajeto, as imagens, os pensamentos, as lembranças dos ocorridos, de suas próprias fraquezas e maldições. Como muitos, Miwa havia falhado, havi se permitido tomar pela própria fraqueza tão inerente à condição de ser humano.

Reconstruir a glória, ou o menos a "família", que um dia possuira parecia ser parte do que deveria fazer daqueles dias em diante. Objetivo este que deveria encontrar resistência dentro da própria hoste demoníaca caso estes objetivos tornam-se por demasiadamente humanos.

Nos aposentos de Transcendence ela encontrou algum repouso para o seu corpo cansado. Como dos outros Infernais, seu quarto, sua residência, era um espaço em branco apenas com o essencial. Caberia à ela modificá-lo do modo como melhor achasse, ransformar numa representação de seu próprio eu.

- Raiva...

O demônio sussurrou em sua mente. Desde que havia iniciado a peregrinação, ele murmurava lamentos e ameaças, como se quisesse envenenar a mulher com aquela essência enfurecida.

A porta abriu-se:

- Ótimo, ótimo que está aqui - a imagem de um rapaz com pouco mais de 20 anos e corpo coberto em uma espécie de seda, os cabelos inteiramente raspados, como se fosse uma espécie de sacerdote - prepare-se, em alguns minutos... horas, para ser mais exato, teremos um jantar, um farto jantar... outros como você chegaram e você serão apresentados. Precisa de algo? - ele dizia enquanto olhava a volta - quando estiver pronta, vá até o prédio principal, lá, por lá, é o salão.

E o rapaz sairia caso a mulher nada dissesse.
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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por Katrinnae em Dom Mar 14 2010, 12:54

Raiva. Esta era a palavra que martelava em sua mente, deixando uma marca bem profunda em seu consciente a sangue e ferro, para que jamais se esquecesse. Cada vez que as lembranças daquele ocorrido surgiam, apenas era tomada por uma sensação de raiva que a consumia pouco a pouco. Tamanha fora o ódio dentro de si que matara todos aqueles nômades no campo, não se importando com o sangue em suas mãos e em sua face, pelo contrário, aquilo pareceu preencher momentaneamente o vazio que a consumia e calando por um tempo aquela voz distante em sua mente. Caminhara por aquele deserto sozinha, atravessava os portões daquela cidade com um nada em sua cabeça, nenhum pensamento... até o instante que observava aquela cidade do alto.

Contemplava aquela cidade do alto, a partir de uma espécie de sacada que havia naquele lugar, observando os movimentos, os burburinhos das ruas, o som do vento que esvoaçava seus cabelos agora limpos após o banho e seu canto tenebroso que só ela parecia ser capaz de escutar. As suas pupilas se contraíram com aquele sussurro, o mesmo do deserto, o mesmo que parecia corromper sua essência e a levara banhar-se de sangue. Entretanto, era apenas um sussurro, não um grito como outrora. Baixara o olhar e desfizera os braços cruzados que mantinha e fechando um dos punhos com grande força, capaz de extrair um filete de sangue de suas mãos.

Ouviu passos se aproximando, não movendo seu corpo, apenas os olhos para o canto. Quando ouviu a porta se abrir, virava um pouco somente a cabeça para fitá-lo por cima dos ombros, numa expressão séria e nada simpática. O brilho em seus olhos mais pareciam chamas, mas que era contido momentaneamente por Miwa naquele momento. Ouvia o que ele dizer sem expressar nada que pudesse dizer sobre tudo aquilo, sendo uma incógnita. Pensava agora que havia outros como ela? O que seriam e o que eram, o que almejavam? Seria interessante conhecê-los. Antes, porém...

- O que é esse lugar? – dizia se virando novamente para fitar a cidade de onde estava, cruzando novamente os braços. A sua voz era forte, mas não deixava de ser feminina com leve toque aveludado, acrescido com leve rancor – Algo pareceu me trazer aqui, por que? – agora jogava um pouco somente a cabeça para trás para olhá-lo ainda por cima dos ombros – E quem é você? – mantinha-se séria... e um tanto indiferente. Não havia medo, não havia paixão. Agia tão natural e indiferente como uma pedra de gelo.
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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por Shen666 em Ter Mar 16 2010, 20:21

Seres estranhos dominavam aqueles ares. Não era de se intimidar, mas sabia que estava correndo riscos. Precisava ser mais cauteloso do que o normal.

"Ele não morrerá."

Não, não iria. Muitas coisas a completar, muito trabalho a fazer, não permitira qualquer ameaça ao criador.

Aquele ambiente caótico seria sua nova casa, precisava se acostumar a viver entre aquelas criaturas. O homem que estava à sua frente demonstrava de uma forma clara como seria sua visão agora, criaturas maculadas e feridas pela dor, pelo ódio, pela desonra.

- Obrigado.

Guardou o documento.

Pensou na comida, parecia deliciosa. Olhando os aposentos e as pessoas, caminhou. Estava um pouco ansioso com o que estava por vir. Esperou até o homem lhe apontar o seu quarto de hóspedes e o seguiu.

Guardou seus poucos pertences e sentou-se por um momento. Com a privacidade daquele aposento, rezou pelo criador, pelo povo e pelo passado.

- Que eu tenha a força para fazer o que é correto.

Estava longe de casa, mas perto do sinal que procurou toda sua vida. Sentia isso dentro de si.

Seguia o cheiro da comida e esperava uma nova pronunciação.
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Re: Prólogo: Da lança que submete a humanidade.

Mensagem por O Zelador em Dom Mar 28 2010, 13:29

Rapazeada. Como demorei demais para responder, eu vou responder as ações com um resuminho do ocorrido, ok? A partir daí segue o que está mais embaixo:

Menander e Kasch: Foram levados até Transcendece, aos quartos e, posteriormente, ao jantar. A mulher que havia os recepcionado afastou-se tão logo houvesse deixado-os na Academia.

Haifisch: Agnis não responde a última pergunta de Haifisch. Ele sai do lugar e deixando uma ameaça e perguntas no ar.

Anja: Prepara-se como havia planejado e chega ao local da refeição. O modo como se apresenta empalidece todas as outras imagens.

Miwa: O homem que havia interrompido Miwa diria "Não temos tempo para pergunta. O horário está cada vez mais apertado" e afastaria-se dela, deixando-a para que se prepara-se.

Roland: Após ficar um bom tempo tomando "chá de cadeira" ele é levado até a cozinha, onde é dito para que esperasse. Algum tempo depois, ele entra no jantar como na descrição abaixo. Lembre-se de descrever seu personagem, já que ele tem algumas coisas diferentes em relação aos demais.








Apesar de tratar de um dos feudos da Cidade Demônio, Transcendence era um lugar vivo, ainda que esta vida derivasse, basicamente, do tráfego de demônios. Imagens estranhas, inicialmente, mas que aos poucos tornavam-se mais corriqueiras. Era fácil, assim, diferenciar os demônios mais poderosos daqueles mais fracos. Como via de regra, demônios de segundo e terceiro círculo assemelhavam-se mais à figura humanoídes, ainda que, quase todos, possuíssem aguma característica perturbadora.

Assim foi quando Zsofika, A Alma Mensageira do Príncipe Sobre a Torre atravessou os portões da Academia. O corpo inteiramente nu, os longuíssimos cabelos prateados que escorriam até o chão, adornado com diversos sinos e causando um peculiar som onde quer que fosse. Em sua mão, uma enorme lâmina curvada, com um espaço para ser segurada no centro. Pegada esta que ela mantinha com os dedos finos e delgados, detentores uma junta extra. A lâmina, sua arma de caça, chegava facilmente aos dois metros de envergadura, maior do que ela própria.

Ao seu lado vinha Falames. A figura humanoíde andava um pouco mais veloz do que a caçadora. Trajava-se como um lorde humano, mas os dentes afiados e em quantidade provavelmente dobrada em relação ao normal humano, as orelhas levemente pontudas e as unhas alongadas destoavam da imagem de "mero lord". Seus passos deixavam rastros de cinzas para trás e pequenas esferas flamejantes o envolviam, o acompanhavam a cada passada.

Em alguns instantes eles estariam no salão de jantar, onde a refeição seria servida.

___


O salão onde o jantar seria servido era enorme, amplamente espaçoso. As paredes eram formadas por um denso metal negro, cujo reflexo das luz esverdeada de Ligier penetravam pela janela e refletiam, causando uma sensação misturada de ansiedade com receio, respeito. As cadeiras e a mesa, ao contrário das paredes, contrastavam por serem moldadas em mármore, ainda que finamente delicada e moldada sob o trabalho de algum artista que havia se dado ao trabalho de torná-las em obra de arte.

Haviam alguns demônios no salão. Neomahs, Tecelãs da Carne, adornadas apenas por piercings, pulseiras e semelhante, caminhavam em direção a mesa e ao corredor que daria, provavelmente, à cozinha. Carregavam os pratos e talheres, pondo a mesa antes que o jantar fosse iniciado.

Quem quer que entrasse seria recepcionado por uma das Neomahs, que o levaria até o seu assento. Aquele localizado na ponta seria, por óbvio, reservado ao anfitrião, Falames. Não estava ali.

A comida parecia mais agradável ao paladar humano, desde que este fosse estritamente carnivoro. Não haviam folhas de qualquer tipo, apesar de leguminosas acompanharem o cardápio servido. A bebida era vinho, mas alguém cujo conhecimento extende-se até Yu-Shan, o Reino Celestial, saberia que aquele ali era, justamente, vinho celestial

Tão logo todos ali estivessem, o anfitrião apresentaria-se:

- Eu Sou Falames...

Seus lábios não se moviam. Apenas sua expressão que havia tornado-se um sorriso irônico. Uma das esferas que circulavam envolta de sua cabeça parecia expandir-se e sua voz aparentava ressoar dela.

- E eu represento aquele quem de fato, sob a Lei de Cecelyne, governa este feudo. E eu os recepciono e os saúdo e espero que cumpram seu papel na Retomada...

E sua expressão alargou o sorriso, como se houvesse um tom de ironia em suas palavras. Foi então que a porta se abriu:

- Ah, Agnis... imaginava que não iria se juntar a nós esta noite.

- Cavalheiros...

O mesmo homem quem havia abordado Haifishc aproximou-se da mesa e sentou-se sobre a cadeira imediatamente a direita de Falames.

- Ele deverá instruí-los em seus novos dons... bem como direcioná-los a vontade dos Príncipes Demônios. Devem imaginar que... qual termo deveria usar... armas... poderosas armas que são... - ele riu baixinho, provavelmente gostaria de utilizar um termo mais pejorativo para defini-los - vocês precisam de um objetivo... de um intuito... ou... perdem a própria essência. E isto nos leva ao nosso problema em questão... ahn, falta alguém, não falta?

E as chamas agitaram-se sobre a sua cabeça como se procurassem por alguém. Ele fez um gesto com as mãos e uma das Neomahs puxou, pela porta da cozinha, alguém um tanto diferente... essencialmente falando.

- Ah... Roland... - o homem riu baixinho novamente - acho que algum dos meus estúpidos... ahn... servos.... - riu novamente - deixou-o perder o início do jantar com o restante dos mario... ahn... das excelências aqui presentes... ahn, sente-se. Do que falava mesmo? Ah sim... por favor, sirvam-se.

Ele pegou um saboroso pedaço de pernil e levou à boca. Os dentes extremamente afiados rasgaram a carne como se rasgassem papel.

Enquanto comia, sua voz continuou a ressoar pelas chamas:

- Um dos teus... como vocês, uma ferramenta malvada fugiu levando consigo um pequeno... ahn, exército... um bando de demônios incompetentes... sim. Para vocês será um bom início, sim. Eu o quero, ok? Ele prega baboseiras e eu... os Yozis, o querem morto. - falou baixo - talvez devesse desenhar...

NPCs NA CENA:





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