Prólogo 5 - Destinos Entrelaçados

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Prólogo 5 - Destinos Entrelaçados

Mensagem por 25Slash7 em Seg Jul 20 2009, 18:27

STATUS INICIAL:

UDARR

Força de Vontade: 6/6
Essência Pessoal: 15/15
Essência Periférica: 19/36
Níveis de Vitalidade: 4/12
Defense Value para esta ação: 5/6 (-1, DBT)

-3 níveis de vitalidade
-3 pontos de essência periférica (Hunger of Souls)


HALLBJORN

Força de Vontade: 6/7
Essência Pessoal: 32/40
Essência Periférica: -
Níveis de Vitalidade: 7/7
Defense Value para esta ação: 6/6
Principle of Motion (Ações Extras): 2

-6 pontos de essência
+3 pontos de essência (hunger of souls)




Ambos avançavam um contra o outro. Às costas de cada um, outras dezenas de batalhas se desenrolavam, vidas eram ceitafadas e homens caiam pelos ideais que os mais poderosos julgavam valer a pena.

Ambos eram homens de aparência selvagem. De certo modo, até mesmo simplórias. E se Udarr esbanjava selvageria enquanto avançava contra o homem do norte, este, por sua vez, demonstrou cordialidade ao descer do cavalo e empunhar sua espada contra seu adversário.

Ambos reconheciam que não estavam a frente de qualquer soldado cujo único intento era conseguir o soldo ao final do dia, uma promoção e, quem sabe, uma parte maior dos espólios.

Ambos sabiam que o destino de seu adversário era grande o suficiente para engolir aquela cidade inteira.

E, ainda assim, avançaram. Pé ante pé, como um caminho em direção ao passado, à velhas lembranças.

A essência de Udarr ardia e envolvia o seu corpo. Em sua testa, um símbolo prateada, como a imagem de uma Lua passando por três fases diferentes. O corpo do guerreiro tornava-se maior, seus músculos inchavam, sua pele mudava e, antes de Hallbjorn estar perto o suficiente do seu inimigo, este havia assumido uma forma híbrida entre homem e leão. Havia se transformado numa verdadeira criatura das lendas.

O homem do norte não deu atenção. Focado, ele manteve a sua espada pronta para o ataque, avançando na direção que havia intentado fazê-lo. Não era aquilo que o deteria, não após ter ido tão longe. Sentiu um frio em sua espinha, era difícil combater alguém de tamanha estatura e de força tão aparente.

Com armas empunhadas, os homens se enfrentaram.

Udarr tinha uma postura mais defensiva e precisou deter seu avanço quando Hallbjorn desferiu um violento ataque na vertical na direção de sua cabeça. Como uma manobra totalmente inconsciente, o Lunar tentou acertá-lo com a empunhadura da espada esperando que, assim, pudesse o afasta-lo, mas este desviou, deu um passo para o lado, ameaçou acertar o Udarr com um golpe de estocada mas fez uma finta, obrigando Udarr a praticar uma defesa para um golpe que não existiu.

A essência de Hallbjorn faiscou a sua volta. Ele girou sobre o próprio eixo e desferiu um corte na barriga do Escolhido que rugiu de dor e então acertou um chute contra o peito do guerreiro que recuou. Agora ambos haviam trocado de lugar, Hallbjorn estava próximo de Orabilis e Udarr próximo das forças invasoras.

Sangue escorria do ferimento e o Lunar sentia que sua própria essência havia sido drenada naquele ataque. Sentia-se cansado, fatigado.

E sentia uma presença aterradora formar-se... algo muito maior do que qualquer um ali.
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Re: Prólogo 5 - Destinos Entrelaçados

Mensagem por 25Slash7 em Seg Jul 20 2009, 18:28



- Não. Você não é o segredo de Sesus...

Apenas por ter vislumbrado aquele guerreiro, Hällbjorn sabia que não estava perante qualquer um. Sabia que este era diferente, valoroso ou, ao menos, poderoso.

A transformação foi inesperada, mas não assustadora, tampouco motivo de admiração.
O homem do norte conhecia as lendas sobre os Anathemas. Já ouvira contos de quando seus antepassados haviam lutado contra estes que foram oponentes formidáveis.
O que ele sentia era ansiedade. Nunca havia enfrentado nenhum deles antes... Já havia lutado contra seres incríveis! Contra herdeiros dos deuses, contra herdeiros dos dragões, contra bestas terríveis... Mas não contra um Incarnae...

Porém, o que realmente mudou o olhar de Hällbjorn perante seu oponente foi o cruzar de espadas. Quando as duas lâminas se chocaram, quando o Leão reagiu, quando Balmung o cortou... e quando ele sentiu o próprio Leão sendo devorado pela espada...

Ao assimilar a Essência de Udarr, Hällbjorn se sentiu vazio.
Ele lembrou de sua sina, lembrou de sua terra, lembrou das suas lutas.
E sentiu que compreendia as palavras do Lunar. Sentiu que poderia simplesmente guardar a espada e acabar logo com esse tolo conflito dos Dragon Bloodeds e seguir adiante para onde ambos deveriam ir, seja isso lado a lado ou em lados opostos. Seguir contra aquilo que foi previsto, lutar contra o destino.

Agora Hällbjorn entendia o que ligava os dois.

Esse Leão...

Hällbjorn estava sério. Se qualquer um dos homens da Legião o observasse agora, eles não saberiam o que fazer. Não saberiam o que iria se seguir depois de tal austeridade...
Ele fechou os olhos.

Não é assim que deveria ser esse combate...

Um oponente de tal grandeza não poderia manter-se limitado. Isso era frustrante!
Se Udarr unisse seu Espírito com a sua arma, esta seria uma batalha para ser lembrada!
E o sorriso voltou ao seu rosto. Enquanto ele abria os olhos, Hällbjorn ergueu a voz dos sussurros que havia antes enunciado a uma poderosa indagação, quase um grito, abafando os sons de guerra que continuavam a rugir nos arredores. Ele olhava para o Leão. Mas para o Capitão, aquela besta intimidadora parecia estar presa numa jaula de pensamentos...

- Você tem razão. Essa não é a nossa luta. Mas isso é uma guerra e ninguém vai parar.

O Nórdico preparou a espada em seus punhos. Encarando Udarr e seu Caos com interesse. Com aquele olhar e sorriso que seus soldados temiam... e adoravam.

- Por que não quer lutar comigo, Leão? Está ocupado demais lutando contra você mesmo? Lutando contra a sua própria essência, contra a sua própria vontade? Negar o que você é não vai apagar seus erros ou matar seus inimigos internos!

Irônico, talvez... As palavras do Ráðsvin pareciam tão sábias quando Hällbjorn as falava... E, de fato, eram.
Na verdade, é muito mais fácil ver os erros dos outros do que os seus próprios...

- Você, Leão, é um guerreiro. O que está esperando para fazer a guerra?

Ele olhou rapidamente ao redor. A cidade parecia ficar quieta enquanto ele aguardava Udarr responder sem palavras, apenas com sua espada.
E ao mesmo tempo tudo ficou quieto como se uma sombra terrível estivesse caindo sobre tudo.

- Não teremos tempo para finalizar esse combate. Mas eu não vou deixar você sair daqui até que outra coisa nos impeça! PREPARE-SE!!!

E avançou novamente. Se o Leão estivesse decidido a evitar o combate, então ele deveria ser capaz de defender os ataques de Hällbjorn. Se ele houvesse cedido ao seus desejos, já estaria a frente de Hällbjorn com a espada erguida.
O nórdico via as possibilidades. Na verdade, ele as sentia. Sempre foi assim no combate, ele não planejava ou pensava o que viria. Ele sempre sentia e, então, sabia.
Por isso, o que quer que acontecesse, ele estaria preparado. Para defender se preciso... E nessa defesa ganhar espaço...
Pois ele também estava preparado para atacar!

Ele avança o último passo com a perna esquerda e ergue a espada desferindo um corte vertical de baixo para cima. A ponta da arma bate no chão, liberando faiscas enquanto a espada corta a pedra e segue seu caminho. E a lâmina sobe, graciosa, brilhando pela pura Essência do homem do norte!
Nas mãos de Hällbjorn, a espada parece não ter peso. Em seguida do golpe para cima, ele gira sobre o próprio eixo e usa os movimentos do seu corpo para aumentar a forca do seu ataque. E bate com extrema potência a prancha da espada na cabeça do Leão, para jogá-lo longe, para avisá-lo de que isso não é uma brincadeira. É um desafio.

[Quantidade de motes ainda é meio vago para mim... Mas vou com 1st Melee Excellency pros dois ataques, focando na defesa também porque o Hällbjorn sabe que o combate continua! Ou espera que continue, anyway...]
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Re: Prólogo 5 - Destinos Entrelaçados

Mensagem por 25Slash7 em Ter Jul 21 2009, 08:40

- Precisamos descobrir se há alguma espécie de arma ou fonte secreta de energia.

As palavras de Raison ecoaram na mente de cada um dos enviados da SERAPH, ao mesmo tempo que sentiam que, talvez, os temores da Dragon-Blooded fossem confirmados. A energia que desde que chegaram vinha se tornando mais e mais presente. Inicialmente, era como se ela viesse do subsolo e absorvesse cada agonia que pingava sobre a terra do combate. Como se cada grito de desespero e dor alimentasse o que quer que estivesse vindo de lá de baixo. Ou de qualquer outro lugar.

Um olhar para o alto, mostrava Eberron, o Skyship, sobrevoando a cidade, como se estivesse se posicionando para uma incursão em massa de seus tripulantes.

Ou, quem sabe, por uma retirada em massa.

O exército invasor avançava pelo portão, junto dos mercenários, homens iam caindo, vitimados pelas emboscadas realizadas pelo exército de Sesus.
Mais ao centro, destinos que funcionam como verdadeiros buracos negros no centro do universo, sugavam uns aos outros, quase numa resposta inconsciente para descobrir quem era capaz de sugar para dentro de si mais das vidas a sua volta.

E quando todos os combates estavam prontos para continuar, algo aconteceu. Gritos. Gritos terrível, aterradores, ecoaram por todo o lugar, espalharam-se e fizeram com que cada um naquele lugar levasse as mãos à cabeça, temerosos pela agonia que era carregada dentro daqueles sons.

Para Nadja, aquilo era familiar.

A terra começou a estremecer e o forte cheiro de essência demôniaca tornou-se mais e mais intenso. Aos poucos, a terra ao redor do centro da cidade, exatamente onde Orabilis estava, começou a mudar. Inicialmente foi ficando vermelha, depois veias começaram a se formar sobre a superficie, chagas que sangravam e que começaram a se estender, lentamente começar a crescer, expandir, como se, em pouco tempo, fosse capaz de alcançar a cidade inteira.

O ponto central daquele enorme cancer que se expandia, mãos começaram a erguer-se, amontoar-se e aos poucos uma enorme mão ergueu-se. Gigantesca, com mais de 10 metros de altura. Na palma desta, um homem restava acorrentado. Longos cabelos cobriam suas feiçoes e seu corpo era marcado por tatuagens e cicatrizes, ritualisticamente feitas, e um mero olhar sobre esta transportava toda a dor que aquela "criatura" sofreu durante anos de agonia enquanto era tatuada, marcada, acorrentada.

Terror espalhou-se pelo campo de batalha.








O combate havia sido interrompido por aquela assustadora visão que surgiu e incluiu um terceiro. Não era mais apenas uma questão de combates políticos entre duas dinastias. Era, também, um combate entre o Inferno e a Terra. Hallbjorn sentia dentro de si que aquele "demônio", se é que assim poderia ser chamado, distorcia toda a vida a sua volta. O nórdico sentiu vontade de fugir. Sentia medo. Como raras vezes havia sentido.

A mulher que acompanhava Orabilis e com quem Udarr havia lutado a tempos atrás, gritou:

- Eu lhe avisei, Escolhido de Luna! Foi o TEU sangue que causou isso! O TEU!

Orabilis, por sua vez, virou-se para os seus homens e ordenou que recuassem, formando uma nova linha defensiva de frente para aquela criatura. Udarr, observava, atônito, aquela imagem. Ainda em sua forma de combate, ele recuou alguns passos. Não entendia o que poderia ser feito naquela situação. Seus olhos demonstravam que havia uma certa dúvida, como se questionasse se realmente era ele o culpado por aquilo.

Hallbjorn poderia dar continuidade em seu ataque, se assim quisesse.

Seria o momento certo.
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Re: Prólogo 5 - Destinos Entrelaçados

Mensagem por MR, Léo em Dom Ago 23 2009, 21:42



Que diabos é isso?!?

Hällbjorn sentiu todos os pêlos arrepiados.
Vislumbrar aquela imagem era motivo o bastante para sair logo deste campo de batalha amaldiçoado.
Quem seria imbecil o bastante para evocar esse tipo de criatura apenas para vencer um combate?
A resposta era óbvia...

Não havia mais o mínimo interesse em continuar...
Orabilis se provou um fraco que vende os seus iguais para ganhar um combate em uma guerra que mal começou.
Sesus já escreveu sua sentença de morte com o sangue de inoscentes ao convocar um ser que nunca conseguiria controlar...
Udarr continuava sem a mínima concentração em sua vida e no combate.
Hällbjorn sentia vontade de matá-lo, mas sabia que isso não lhe agradaria em nada... Apesar do Leão merecer.

E a guerra voltou ao mesmo estado em que estava antes... Apesar de não estar tedioso, mas sim assustador.
Estava definitivamente desinteressante.

Esse não é o meu combate... Posso simplesmente sair daqui e garantir que eu não seja tragado pra esse Inferno!

Mas sair agora seria ainda pior do que ficar...

Apesar do medo e de todos os pensamentos que corriam na mente do guerreiro, seu ataque continuou perfeito, embora sem o antigo interesse e devoção a que estava direcionado há poucos instantes. A lâmina, suja de sangue, cortava o vento em um ruído que seria ensurdecedor, não fossem os gritos abissais que agora dominavam a cidade condenada.
Udarr perdeu o foco. Seus olhos, que tentavam mas não conseguiam mostrar sua selvageria, agora estavam perdidos, vagos. A espada passou a meros centímetros de seu rosto, desviada minimamente por Hällbjorn. A energia não mais emanava da lãmina, mas mesmo assim, o poderoso ataque abriu um corte profundo no chão empedrado, quando a espada seguiu seu curso até embaixo.

- Não adianta ficar apenas olhando, Leão. Decida se você quer uma suposta "vitória" ou proteger esta cidade. Se você quer ver alguma vida nesse lugar, é melhor dar um jeito na idiotice que você e o seu senhor fizeram.

Hällbjorn coloca os dedos na boca e ao som de seu assobio, sua montaria segue ao seu encontro.
Humanos, animais e até alguns seres mais poderoso... Todos tremem diante desta imagem sem sentido que surge no centro da cidade. Até mesmo o Nórdico estava incerto do que acontecia, do que viria a acontecer e do realmente sentia. Mas a montaria permanecia com a sua atitude apática, seus olhos vermelhos, vidrados, com sede de sangue.
O animal era tão selvagem quanto Hällbjorn e encontrar essa selvageria agora o agradava... Ainda mais depois da maneira como Udarr ficou manso aos olhos do homem do Norte.

Sem dizer uma palavra ele subiu no cavalo. O toque frio do cavaleiro e o corpo frio do animal uniam-se em sua sede de sangue... Balmung ainda estava em suas mãos. Agora ele realmente iria precisar dela...
O Nórdico avançou os primeiros metros.
Não tinha vontade nenhuma de enfrentar esse demônio. Queria ir embora.
É o que sua mente dizia.
Ele via todos os seus piores medos, pesadelos e erros escritos pelas inúmeras mãos que estavam na sua frente.

Talvez devessemos ter invadido mais rápido...

Porém... Agora, ele sentia a vontade de olhar o rosto de Orabilis e ver como alguém que deveria ser tão valoroso iria encarar a barganha entre a vida desta terra por uma suposta vitória.

Realmente, esse povo não sabe nada de guerras...

O problema é que seu coração... Sua própria essência o empurrava para frente...
Seu egoísmo o forçava a sair, mas o sangue o forçava a fica... A avançar...
Agora, o sangue já havia sido derramado... Não havia motivos para parar! Uma vez que a guerra começa... É preciso ficar até o fim... Até a última derrota!
Com sorte... O combate poderia ser interessante.
E com um pouco mais de sorte... Essa poderia ser uma verdadeira morte gloriosa. Digna de Valhala!
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MR, Léo
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Re: Prólogo 5 - Destinos Entrelaçados

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