Ato 1: Entre Mortos e Traidores

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Ato 1: Entre Mortos e Traidores

Mensagem por 25Slash7 em Qui Fev 04 2016, 10:30

O cerco realizado por máscara do inverno durou cerca de sete meses.


A cidade permaneceu fechada com todo o contato externo e os personagens foram todos abrigados na Estalagem do Cavalo Preto. No local estavam:

Asera;
Ikelus;
Sengann;
"Personagem do Leo"
Garanhão Negro (dono da Estalagem);
Irya (irmã do Garanhão);
Magnus (um antigo cliente, velho e manco de uma perna. Chamam-no de Pirata sem Barco).

O Ikelus ficou inconsciente boa parte do tempo. Ele tinha pesadelos, balbuciava coisas sobre mundos de luz, sobre esperança e a glória do inconquistado.

Como dito no tópico do Prelúdio, a cidade é e continua perigosa. Seja por conta dos aliados do Máscara da Morte e sua trupe, que não respeitam os vivos, sejam pelos mortos que andam pelas ruas e são verdadeiros animais perigosos. Fantasmas também são cruéis, embora nem todos o sejam.

A primeira mensagem neste tópico será a de vocês. Devem dar um overview do que fizeram durante este tempo, como reagiram e o que pretendem fazer. Podem descrever situações, se quiserem, desde que estas situações não fiquem em aberto (como, por exemplo, um passeio do personagem pela murada ou a primeira vez que o personagem se viu obrigado a invadir uma casa, coisas do tipo).

Após cada um postar UMA vez, eu darei continuidade.
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Re: Ato 1: Entre Mortos e Traidores

Mensagem por Beholder em Qui Fev 04 2016, 15:21

Piores sete meses que passou na vida. Já havia passado por cercos anteriores, mas do outro lado geralmente.

Nada acontecia, não aguentava mais trepar com a irmã do taverneiro e a outra garota não pareceu muito interessada. Racionaram a comida. RACIONARAM A CERVEJA!!!

Piores sete meses que passou na vida.

Manteve-se em forma, fez exercícios, treinou espada, treinou lança, treinou pontaria.

Piores sete meses que passou na vida.

Às vezes fazia inscurções para conseguir suprimentos, sempre com a promessa que estava pegando coisas de ninguém e não roubando dos poucos vivos. Mas para Sengann, foda-se, se eles eram fracos para não conseguirem defender suas coisas que perecessem.

Finalmente a cidade cedeu, e foi tomada. Não sabia se isso era bom ou ruim, mas era melhor doq aguentar aquele homem e seus pesadelos ou o outro com seu ópio.

Sairia dali e da cidade de algum jeito. A cerveja tinha acabado.

Foi até onde Magnus estava sentado e sentou-se próximo.

-Acho q já devia ter te perguntado, pq te chama de pirata sem barco?

Tinha esperança q o homem soubesse navegar e de preferencia par alonge dali.
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Re: Ato 1: Entre Mortos e Traidores

Mensagem por Valkyrja em Sex Fev 05 2016, 09:19

Os dias e noites passavam devagar. Passavam devagar demais. Sentiu vontade de se entregar para aquela falta de esperança, deixar a resiliência de lado. Todas as cores que antes ela odiava, toda a alegria que antes a deixava irritada foi-se embora. Asera não mais sequer dava um sorriso de deboche. Ela, quando o cerco começara, não dizia uma palavra e escondia sua mão cortada com veemência. Suas horas se resumiam a sentar-se em alguma cadeira e pensar. Foi assim nas primeiras semanas. Lembrava-se de como vira sua mãe e avó. Pensava se queria encontra-las. Não fazia diferença.

E assim, os dias passaram. Passavam e ela desejava, algumas vezes, simplesmente deixar de existir. Porém, apesar de sua tristeza, em seus olhos parecia arder uma chama alimentada pela raiva. Era tão forte que afastava as pessoas de perto. A chamavam de Estranha, Cabelos Claros, Muda. Ela nunca dizia seu nome.

Um dia, ela simplesmente se levantou e comeu alguma coisa, trocou algumas palavras com o taverneiro e com os demais. Depois disso, ela voltou a ser ela mesma. Falava pouco e não era simpática, mas deixara a apatia de lado.

E mais dias passaram-se. Viu Máscara de Inverno se aproximar da cidade, via como os mortos estavam agora tão presentes. Lembrava-se de como tinha sido feita de idiota. Algumas vezes se culpava. “Foi o sangue dela?” Se lembrava das palavras de Yen-Ma. Olhava sua mão. Aquele corte deixara uma cicatriz. Sua culpa a fazia se mover, pois trazia raiva.

Quando Sengann saía para suas incursões, Asera ia junto. Não sentia-se completamente a vontade em tomar dos poucos vivos, mas não dizia a Sengann. Eles eram fracos e ela precisava se fortalecer. Entrava em casas abandonadas, procurava por comida e qualquer coisa útil. Se Sengann não podia ir, ela levava Hayato.

Porém, Asera tinha outro objetivo que a fazia seguir em frente. Além da comida e utilidades, Asera sempre procurava conhecimento, principalmente no que dizia a mortos e magias relacionadas a proteção contra eles e, por que não, maldições e magia básica para ajuda rno dia a dia.

Para juntar alguma coisa para ela, fazia alguns tratamentos para as pessoas, fosse dando maldições ou curando algum infortúnio. Nesse tempo, ela era chamada simplesmente de Bruxa, Aquela que Traz Infortúnios.

E sua vida seguia, alternando entre o desejo de sair de Thorns e se vingar.
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Re: Ato 1: Entre Mortos e Traidores

Mensagem por 25Slash7 em Qui Fev 11 2016, 11:59

Os dias se arrastavam. No começo, era uma sensação de medo e claustrofobia. Não podiam sair. Tinham medo de fazê-lo. Não que não fossem hábeis em defender-se, mas aquilo que enxergaram, o que viram ao final do Crepúsculo... aquilo estava além do que era normal.

Os monges da Ordem Imaculada tinham nomes para aquelas criaturas: chamavam-nos de blasfêmias, de Anathemas. Aqueles que haviam, de fato, mergulhado a Criação em uma era de escravidão e morte até serem libertados pelos Honrados Dragões Imaculados e suas falanges.

Apesar de tudo, mantiveram-se prontos. Se aperfeiçoaram. Quando a reclusão tornou-se insuportável, escaparam e conheceram uma nova Thorns.

Não havia destruição na cidade. De fato, aquele fora o cerco mais efetivo que se tinha em anos, já que nem uma única construção fora danificada. Sangue, contudo, era visto espalhado por todos os cantos. Se os mortos que por lá caminhavam não se importavam com coisas materiais, o mesmo não se poderia dizer do sangue carmim que fluia pelo corpo dos vivos.

Junto com isto, houve um crescente sentimento de esmagamento. Como se o peso dos mortos sufocasse os vivos. Não havia escapatória, não havia como sobreviver. Estavam condenados e a única coisa que lhe restava era lidar com a presença constante de seus antepassados , do sangue, do cheiro pútrido.

Dentro deste clima de desolação, aos poucos, as pessoas tentaram retomar a vida e a própria estalagem do Cavalo Preto foi um dos fárois naqueles tempos escuros.

A Bruxa assistia aos necessitados (ainda que muitos sussurrassem que ela era, na verdade, um dos mortos). Hayato estimulava o companheirismo e isto levou a aumentar o número de bocas dos quais se tornaram dependentes da Estalagem do Cavalo Negro. Sengann desenvolveu para si, rapidamente, uma reputação como alguém para se chamar quando era necessário entrar em uma zona tomada por Caminhantes. As quais não eram poucas.

O problema era maior quando fantasmas surgiam e exigiam serviços ou outras coisas do grupo. Isso permaneceu até Asera descobrir um ou outra taumaturgia que garantia a segurança do grupo (ao menos momentânea) enquanto estivessem em casa.

- Eu servi em Lookshy - disse Magnus com um sotaque carregado de quem havia vindo das Ilhas do Oeste - mas em Lookshy não tem barcos. Então, eles me chamavam disso porque eu vivia pedindo por um barco. Um dia me deram um barco voador... bom, eu bati ele na primeira montanha que surgiu na minha frente. E quando eu digo que surgiu, é que ela surgiu MESMO! Eu juro!

__

- Estão dizendo por aí que os portões da cidade foram abertos - era a irmã do Cavalo Negro quem falava. Sua barriga enorme pela geração do rebento de Sengann. Carinhosamente, ela acariciava a barriga exposta, de tez morena - mas disseram que não deixam qualquer pessoa sair... nem entrar.

O cavalo negro olhou para a irmã e, em seguida, para o mercenário. Não gostava daquilo porque isso atrapalhava seus negócios. mas, enfim, família é família.

Estavam sentados no andar de baixo da taverna. Havia uma pequena lareira, cercada por pedras, onde assavam uma carne que era melhor não saber de onde veio.

Além dos dois e do restante do grupo original, haviam mais cinco pessoas. A comida não era suficiente para todos, mas, eles, ao menos, traziam informações. Haviam perdido tudo e, se morressem ali, não faria diferença.

- Talvez - disse um deles - mas a noite... a noite continua não sendo um bom lugar para estar. Os caminhantes ficam ainda mais violentos... cruzes, já cheguei a passar uma noite inteira pendurado em uma janela porque aqueles filhos da puta não me esqueciam. E os espectros... criaturas malditas. É assustador.

Um outro, de cabelos vermelhos, interrompeu.

- E os guardas... os guardas andam pelas ruas com cães mortos. Eu não sei o que procuram, o que querem... mas eu acho que qualquer dia desses, eles simplesmente irão matar a todos.

- Por que ainda não mataram?

- Sadismo... eu acho.

Rumores sobre rituais que eram cometidos quando a noite chegava, com a morte de vivos, familías inteiras sacrificadas em homenagem aos mortos. Pavor era uma sensação constante.

Magnus resmungou.

- Talvez haja um jeito. Um jeito de escapar. Ou de contra atacar. Esses malditos precisam ter uma fraqueza, um ponto cego. Sou velho demais para o meu pinto não ver mais nenhuma virgenzinha viva.
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Re: Ato 1: Entre Mortos e Traidores

Mensagem por MR, Léo em Qui Fev 11 2016, 12:26

Parecia um irônico déjà vu.
Prisioneiro dos Mortos.
Fugira tanto e por tanto tempo que não conseguia entender como e por que havia se colocado naquela mesma situação.

Desde que chegara, Hayato carregou o ímpeto de interpelar o Rei para que se rendesse...
Mas a rendição foi tão involuntária quanto a invasão. E os mortos foram "convidados" a governar.
Vez ou outra, quando saía a qualquer lugar em busca de suprimentos e ópio (graças às dicas de Garanhão Negro e Irya), Hayato observava os tons escarlate e cinza da cidade com repulsa, mas ao mesmo tempo ficava atordoado pelo poderoso subjugar daqueles do Mundo Inferior.
A desolação fazia-o imaginar como seria Thorns antes da vinda destes "Anathema", como teria sido o Festival...

Por sorte, graças ao casal (desconhecidos um para o outro, notou depois) teve algum abrigo. Sabia que a cada dia mais moradores e visitantes se alinhavam ao exército dos mortos e isso o deixava transtornado!
Fez muitas incursões em busca de sobreviventes.
Primeiro preferia sair sozinho ou com Cabelos Claros, já que o Javali era famoso demais (por seus feitos) ou barulhento demais (por natureza, talvez) e o Padre ficava mais parte do tempo em algum outro mundo, dentro de si...
Em seguida, o pavor não permitia. Nenhum deles falava em voz alta do medo. Mas era claro que todos sentiam.
Depois da pestilência nos porcos, ficou cada vez mais difícil encontrar os vivos na cidade.

Grande parte do tempo ele monitorava os arredores, para impedir invasores, para preparar todos para se defenderem.
O misto de ódio e admiração pelo exército dos Reis do Mundo Inferior lhe trazia uma sensação de familiaridade que não compreendia.

E o tempo, para todos, foi implacável. Jogos de cartas rapidamente ficavam monótonos. A bebida tinha gosto de cinzas. As conversas, vazias como a vida fora da estalagem. Parecia impossível conhecer uns aos outros naquela situação e tudo se resumia ao silêncio.
Treinava, pensava, lembrava, fumava, esquecia, observava.
Observava muito os outros, lá dentro e lá fora.


Hayato falava de esperança, como Ikelus. Que aquilo era apenas o começo, que ainda havia muito pela frente.
Sonhava com a monstruosidade armadurada, desespero, dor. Via morte e destruição. Lia ódio, rancor, luto. Mas não conseguia evitar sentir esperança. Sentir que havia ainda muito a ser caminhado... Um caminho longo a ser traçado, se não por todos eles, ao menos por ele mesmo.
Sentia-se como um foco de resistência na cidade tomada.
E então as portas da taverna se reabriram. E a vida tentou se reajustar.
Mas pouco mudou na rotina de Hayato, além de tentar encontrar mais pessoas vivendo em resistência para tentar fugir daquele inferno e encontrar alguma égide que pudesse auxiliar a contra-investida.
Não perdeu, em nenhum momento, (o pavor, o fascínio) a esperança.

__

Ouviu a conversa com atenção, mas pensar em buscar os Caminhantes por estes supostos "passes", em trabalhar com eles, gelava não só sua espinha, mas sua alma.

- Deve haver algum sobrevivente da corte, alguém que saiba algo sobre a diplomacia de Thorns... É questão de tempo até os mortos dizimarem outras cidades. Talvez ainda tenha alguém escondido? Você sabe de alguém, Magnus?

No fundo de seu inconsciente, Hayato sabia que havia o que fazer... Mas não conseguia tocar naquilo.
Parecia um sonho fugaz, enganoso.
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Re: Ato 1: Entre Mortos e Traidores

Mensagem por Valkyrja em Qui Fev 11 2016, 23:23

Asera estava sentada na janela, um pouco afastada do grupo. Seus olhos estavam focados no vazio. Se era no vazio de seus dias ou apenas da rua, que agora tinha um tom cinza que ela detestava, ela não sabia. Sentia-se impotente, e ela descobriu que odiava sentir-se assim. Parecia que tudo que descobria, todos os estudos, nada era o suficiente.

Ela se levantou e caminhou até o balcão. Desde os dias de cerco, fizera da estalagem sua casa, e, secretamente, admirava Garanhão Negro. Pensava se não deveria dizer isso a ele. Talvez devesse agradecer verbalmente. Torceu os lábios. Não era boa com palavras acolhedoras, mas ela sempre tratava dos problemas do taverneiro e sua família com maior atenção. E nunca os cobrava. Achava que isso seria suficiente. Não dizem que ações falam mais que palavras?

De lá, enquanto ouvia, de longe, a conversa dos outros, lia algum livro parcialmente queimado. Cobrava-se. Tinha sede de ter mais e mais conhecimento. Talvez conseguisse consertar as coisas...
....Não. Não era a culpa que a guiava. Era o desejo de erguer-se. Era o desejo de subjugar os mortos. Sua expressão ficou firme e irritadiça. Sentiu, não sabia se era sua imaginação, a cicatriz doer. Fechou o livro com força e guardou-o. Tanto tempo havia se passado. A “Bruxa”. Ela pensava. Alguns achavam que ela era um dos mortos, apenas esperando que todos dormissem para lhes causar pesadelos e depois beber seu sangue. Não era mal ter essa reputação, ela pensou, com um sorriso no rosto.

- Ridículo. – ela disse a si mesma, achando graça da ironia. Fora ela que os trouxera. Não foi?

Se foi ou não, ela agora se esforçava para acabar com eles. Ficara particularmente feliz com os resultados que obtivera com os espectros. Malditos nojentos! Lembrar de seu sucesso a fazia seguir em frente.

Por fim, saiu de trás do balcão e caminhou até as pessoas. Sentou-se entre Sengann e Hayato. Apoiou seu cotovelo em um dos joelhos e olhava o fogo, desinteressada. A voz alta de Sengnann a fez fechar os olhos. Ela olhou a irmã do taverneiro, reparando em como sua barriga havia crescido. Depois seus olhos passaram para Garanhão Negro. Notara a insatisfação do mesmo em relação à sua irmã e Sengann. Ela deu um meio sorriso e comentou:

-Vejo que está fazendo o que mandei. Está com um aspecto saudável.

Disse olhando Irya, com seu meio sorriso. Depois, olhou Sengann, debochada.

- Eles não matam porque somos a diversão deles. Quem quer acabar com sua diversão?

Ela olhou a carne e olhou as pessoas, contando mentalmente. É, não haveria para todos. Respirou fundo.

Quando se falava dos mortos, Asera sentia um embrulho no estômago. Ela se lembrava das vezes que saía, atrás de suprimentos. Lembrava-se como ela mesma quase fora vítima. Seu corpo tremia e ela teve que se controlar. Tinha que se concentrar para seguir em frente. Não tinha as mesmas visões de esperança como Ikelus e Hayato. Aliás, aquela conversa a irritava Se queriam algo, deveriam ser objetivos.

- Por que não vai conosco da próxima vez que sairmos? Podemos pagar uma prostituta morta para você.

Asera o olhou. A Bruxa tinha uma voz poderosa.

- Só cuidado para ela não arrancar seu precioso instrumento com uma mordida.

Ela se levantou e foi até a fogueira.

- Talvez haja alguém, mas ele está com tanto medo quanto nós de fazer alguma coisa.

Cruzou os braços, sem desviar o olhar.

-O que devemos fazer é tentar achar um jeito de nós mesmos sairmos. Se os portões foram abertos, deve haver uma maneira de tentar.

Ela olhou Hayato.

-Não vou ficar aqui enquanto um idiota em roupas caras pensa por nós.

Depois passou os olhos por todos.

- Não é? Deveríamos sair e tentar encontrar uma brecha.

Calou-se, sentindo o medo invadir seu peito.

-Já não temos muito o que perder....

Baixou o olhar, cansada.
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Re: Ato 1: Entre Mortos e Traidores

Mensagem por Beholder em Sex Fev 12 2016, 16:20

Ficar parado num lugar tanto tempo sempre incomodou Sengann, principalmente quando ele ficava “amarrado” sem poder fazer nada.

A mulher ficou gravida, ou seja, menos diversão e um tico de preocupação, era um bastardo, mas era seu de alguma forma.

Tentou esquecer isso e se concentrar como sairia dali. Tinha q ter algum jeito.

Foi quando sua atenção foi chamada por Asera discursando de uma forma meio descontrolada. Esperou q ela terminasse de falar e então se pronunciou.

- Não estou esperando que ninguem pense numa saída pra mim… mas vc tem razão, tem de ter uma brecha. Como aquele velho capitão dizia: Com cuspe e com jeito come-se o cu de qualquer sujeito. E vamos precisar de bastante cuspe pra foder os próprios deuses… ahhh disso eu tenho certeza. Aposto que com suas mágicas voce poderia fazer cuspe o suficiente pra molhar meu enorme pau.


Pegou no membro por cima da roupa e deu uma longa risada, por um momento parecia relaxado. Depois de tantos meses estava meio anestesiado, cada vez mais confiante e de certa forma displicente. Muitas noites pensou no risco, mas tbm pensou nas glórias e dinheiro. Afinal quanto pagariam por um mercenário que desafiou os próprios deuses e sobreviveu? Bom tinha esse detalhe: sobreviver. Mas que adianta aquela vida presa vivendo de migalhas numa taverna? Havia decidido, iria fazer algo, nem que fosse suicidio.

- Chega de me esconder como um rato nessa taverna, vamos fazer alguma coisa e vai ser agora. Alguém tem um mapa dessa maldita cidade? Ou conhece o suficiente pra desenhar um?
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Re: Ato 1: Entre Mortos e Traidores

Mensagem por MR, Léo em Sab Fev 13 2016, 13:16

Hayato não conseguiu evitar em soltar um leve sorriso no canto da boca.
Era isso que precisavam e que finalmente ressurgia.
Havia o medo, o receio, a desesperança. Mas havia a ousadia também!

- Na verdade... Ainda temos tudo a perder: Nossa miserável existência. - respondeu Asera com um olhar levemente irônico. Mas falava a verdade e suas palavras soavam, como sempre, calmas e serenas.

Ouviu, então, Sengann atentamente. O Javali se provou poderoso no torneio que ouvira falar repetidas vezes por Irya e seus olhos sonhantes e também presenciou isso nos eventuais embates com os mortos.

- Não me entendam mal. - Disse, balançando a cabeça.
Olhando para Asera, completou:
- Não quero encontrar algum almofadinha que "nos salve" ou que esteja "pensando em nós". Mas para ajuda externa, precisamos de influência. Um bando de anônimos não consegue nada em lugar nenhum. Não importa a potência das palavras.

Virou-se, então, para Sengann:
- Mas também é suicídio acreditar que possamos atacar e sobreviver. Conhecer as ruas da cidade melhor pode ajudar em algo, mas temos que ser sorrateiros, invisíveis.
Isso era o que o Herege fazia de melhor... Ser letal e invisível.

Ponderou, então, com o grupo todo, prescrutando cada um, esperando que alguém soltasse algum sinal de que sabia de algo.
Alguém daqueles dez tinha que ter alguma informação...
- Eu acredito que não mataram todos por precisarem de alguém vivo. Alguém importante, alguma informação, alguma chave. Eles estão procurando alguma coisa em Thorns...

Por fim, concluiu, ainda observando atentamente os reflexos de cada um.
- Mas, enfim... Se sairmos daqui e ainda quisermos salvar esta cidade da calamidade, precisamos de ajuda! Precisamos de Lookshy...

Por um instante, seu olhar desceu ao chão quando disse isso.
Seria suicídio voltar para sua cidade natal?
Depois de tanto ver a morte... Morreria nas mãos da mulher que "amou", no fim das contas? Seria a melhor maneira, mas sabia que ainda era cedo demais...
Não estava mais pronto para morrer. Mas ainda não entendia o motivo.
Queria e iria sobreviver!
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Re: Ato 1: Entre Mortos e Traidores

Mensagem por Valkyrja em Sab Fev 13 2016, 13:53

- Espero que seu pau faça um grande estrago, então. – ela olhou Sengnann, pensativa. Depois, seus olhos foram para Garanhão Negro. Asera costumava ser menos arredia com ele. Era gratidão.

-Garanhão.... – ela foi até ele, sentou-se perto, com os olhos calmos, mas sem sorrir. – Não sabe por onde podemos começar?

Depois, Hayato falou. Sua expressão mudou.

Aquela situação estava quase fora de controle. Asera sentia suas veias, sentia o coração bater mais rápido, mas parecia que o ar não era levado até onde deveria. Algumas vezes, tinha que segurar o impulso de quebrar alguma coisa, simplesmente para ver algo acontecer. Ouvia Hayato, mas assim que ele parou de falar, ela virou-se para ele, desafiando seu sorriso e tom irônico:

-Se você prefere manter isso a fazer algo, pode ficar aqui apreciando os mortos. – ela ficou quieta, esperando sua resposta. – Porque você os admira, não? – cerrou os olhos, dando passos de um lado para o outro.

Pareceu acalmar-se. Sua ideia nunca fora salvar Thorns. Para o inferno com Thorns. Ela queria era sair dalí. Entendia que sem a ajuda deles, não conseguiria. E também, àquelas pessoas que a abrigaram, ela devia alguma coisa.

Suspirou antes de falar. Ela deu um sorriso semelhante a uma serpente prestes a morder uma presa:

-Sim, Esconde. – ela olhou Hayato. – Eu já vi como você caminha, com seus passos leves. Eu tenho uma ideia.

E ela se aproximou do homem, com seus braços cruzados e pose de rainha:

- Você pode ir atrás de alguém importante. Se há esse alguém, estará preso ou em algum lugar que será difícil para conseguirmos chegar. Você sozinho teria mais chances.

Tinha abaixado seu tronco para ver Hayato na altura dos olhos. Depois, ergueu-se e olhou Sengann:

- Eu e o Javali vamos estudar a cidade e vamos tirar todos da Estalagem. Depois....

Ela voltou os olhos frios e verdes para ele:

- Voltamos para te buscar.

Ergueu ambas as sobrancelhas, esperando os comentários.
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Re: Ato 1: Entre Mortos e Traidores

Mensagem por 25Slash7 em Dom Fev 14 2016, 11:12

Um mapa não era algo difícil de conseguir naquela situação. A Estalagem era já conhecida como um ponto de refúgio, um que não costumava ser perturbado pelos soldados de Máscara de Inverno ou seus lacaios. Assim, com cada um que passava por ali (e não eram poucos) era possível conseguir um mapa rudimentar.

Resposta dos NPCs

Magnus

-Conhecer alguém? Essa maldita cidade com cheiro de flores é uma cidade de aristocratas. Existem pessoas importantes aqui que talvez ainda estejam se escondendo. Lookshy já deve ter ficado sabendo disso tudo... Você sabe, ninguém toma uma cidade com um exército de mortos sem que outros saibam. Aliás, dizem que emissários já foram e voltaram das demais cidades da província dos rios...mas, temo que se não fizeram nada ainda, é porque também estão com medo.... Eu estaria. Lookshy é brava para se defender e cuidar de pequenos problemas...mas se ela iniciar uma guerra em larga escala, o Império irá atacar. Além do que... thorns foi inimiga da Sétima Legião.... Eu consigo ouvir daqui, algum velho samurai dizendo "que apodreçam".

Garanhão

- Não. Não sei. - o homem parecia hesitante. De fato, toda aquela situação parecia haver minado a coragem e o bom humor do taverneiro - homens vem e vão e acredito, pelo sagrado pau dos dragões, que informação é a única coisa que podemos buscar. Antes que nos matem,

- Eles não irão nos matar - disse um dos desconhecidos próximos.

- E por que?

- Porque está não é uma invasão, e uma colonização....

Falou aquilo com um terrível peso nas palavras. Como se não conseguisse entender o que seria pior.
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Re: Ato 1: Entre Mortos e Traidores

Mensagem por MR, Léo em Seg Fev 15 2016, 11:28

Valkyrja escreveu:-Se você prefere manter isso a fazer algo, pode ficar aqui apreciando os mortos.
Seu sorriso irônico passou a um leve suspiro cínico...

Valkyrja escreveu:– Porque você os admira, não?
Dirigiu, então, o olhar para Asera . O leve sorriso se transformou em uma progressiva gargalhada e Hayato chegou a mover os ombros enquanto ria. Como se tentasse se controlar, levantou a mão direita, tal qual alguém que solicita o fim de uma hilária piada. Se recompôs... Respirou fundo e fitou seus belos e enigmáticos olhos.

- Parece, então, que sou impelido a TE admirar, Feiticeira.

Mantendo a mão direita levantada na altura do rosto, com a palma exposta, continuou.

- Não se incomode com as cicatrizes que cada um de nós carrega. Mas quem sabe um dia não descobriremos o que se esconde por traz dos pesadelos de cada um? E talvez até algo mais...

Em nenhum momento de levantou da sua cadeira, nem tampouco alterou o tom de voz. Como sempre.
Lentamente devolveu a mão ao colo, sem tirar os olhos de Asera, nem o leve sorriso do rosto.


Ouviu, então, a resposta de Magnus com um olhar obtuso a Asera, de canto de olho, mas prestando completa atenção ao homem, meneando a cabeça a suas afirmações.

- Certamente... A única salvação da cidade seria mesmo a Rainha Escarlate...

Olhou de volta para o grupo completo.

- Espero que nenhum de vocês tenham laços afetivos inquebráveis com este lugar... As únicas duas opções que nos restam são sair daqui e nunca mais voltar ou permanecer eternamente junto ao exército de Máscara de Inverno...


Enquanto ouvia as palavras do desconhecido, Hayato apertou os olhos, como se buscasse lembranças de uma vida passada.

- Já ouvi contos sobre o ímpeto vingativo dos Reis do Mundo Inferior contra a Criação... Sobre a queda do mundo dos vivos. Parecia algum tipo de delírio, mas talvez tenha razão. Parece que os mortos agora desejam habitar nossa terra.


Por fim, ouviu o plano da Feiticeira.
- Poderia me infiltrar, claro. É o que faço de melhor... O problema é que eu me movo nas sombras. E para evitar os Caminhantes e Espectros, o melhor caminho parece ser abaixo da luz do Sol. Não é meu forte... Mas posso fazê-lo, contanto que tenha algum objetivo.

Imaginava se a Chama que ansiava por rever estaria ali, em Thorns, oculta... Valia a pena correr este risco... Mas seria também um tiro no escuro.

- Não haveria necessidade de me buscar. Para invadir qualquer lugar primeiro deve-se saber como sair. Se eu não conseguisse sair sozinho, já estaria morto antes mesmo de entrar.
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Re: Ato 1: Entre Mortos e Traidores

Mensagem por Beholder em Ter Fev 16 2016, 17:29

Ouviu toda a conversa das pessoas no salão, estava impaciente queria fazer algo. Dane-se dairia pelas ruas em busca de qualquer coisa, suprimentos, informação, oq quer q seja.

- Eu vou sair, vou tentar conseguir alguma coisa… qualquer coisa, nem que seja uma boa briga com os mortos.

Se levantou e começou a organizar as coisas pra sair, suas armas, um cantil com água e um pouco de comida. As vezes tinha q se esconder por horas dos mortos.

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Re: Ato 1: Entre Mortos e Traidores

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