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Mensagem por Sarx em Dom Jun 24 2012, 17:18

Aqueles que objetivarem participar, deverão preencher a ficha abaixo e postá-la neste tópico para aprovação.

Copie e cole o código abaixo e preencha as informações.

Algumas notas:

- O jogo se passa em uma cidade fictícia, nos Estados Unidos da America. Seu personagem não precisa necessariamente ter nascido lá.
- Utilizaremos fichas e rolagens. Os que não conhecerem o sistema terão sua ficha feita por mim, com base na ficha de inscrição. As fichas contarão com 35 pontos de experiência iniciais a serem distribuídos.
- Roleplay above ruleplay. Utilizaremos regras e rolagens, sim, mas ações bem descritas e personagens bem interpretados são mais importantes do que pontos nas fichas.
_______________________________________________________

Changelings são os humanos que foram capazes de fugir de seus impediosos mestres, romper a barreira entre os mundos e retornar para o local onde nasceram. Entretanto, o mundo dos outros é um local estranho e duro de se viver, e o simples fato de por lá morar altera os humanos de maneiras que eles não poderiam sequer imaginar. Essas mudanças são o que compõe seu fae mien, ou seu Seeming. Estes são reflexos do que cada Perdido é e o que ele passou - são o os separam dos seres humanos, e até mesmo um do outro. Eles ainda são as mesmas pessoas que eram quando os Fae os pegaram, mas, ao mesmo tempo, não são; eles são humanos, mas são Fae, também. Eles são todos Changelings, mas ainda são diferentes um do outro tanto quanto são diferentes dos humanos e dos Outros. Seus corpos e almas refletem essas realidades e, assim sendo, um Seeming oferece benefícios ao changeling, mas também impõe penalidades.

As mudanças que se passam com os humanos presos em Faerie vem como resultado dos deveres que os Perdidos eram obrigados a realizar para seus mestres feéricos, ou como um resultado dos ambientes aos quais eles eram expostos - mais comumente, elas vem diretamente do Fae que os roubou. Mas algumas mudanças vem do próprio processo de fuga também, visto que os Changelings precisaram abrir seu caminho atrás da parede espinhosa que os separava do mundo dos homens.

Quaisquer que sejam as circunstância, no fim das contas, ninguém escapa sem cicatrizes.

Mais sobre os Seemings podem ser encontrados nos livros, mas, em resumo, eles são:

Beasts: Aqueles com sangue de animais nas veias, que caçam nas florestas emaranhadas de Faerie, nadam em suas águas, pairam por seus céus ou marcham em suas cavernas.

Darklings: Os noturnos, as criaturas feéricas que espreitam nas sombras e vivem em grutas sem iluminação e vales ocultos.

Elementals: Crianças da terra, ar e céus de Faerie; aqueles nascidos dos próprios elementos brutos da natureza.

Fairest: Os mais belos de Arcádia, se não forem os mais afáveis; os elegantes adorados, os graciosos e manipuladores.

Ogres: Os fortes e algumas vezes goblins e gigantes brutais de Faerie, de costas largas e mãos ensangüentadas.

Wizened: Os sutis e engenhosos artesãos de Arcádia, os sábios e perspicazes criadores de maravilhas.


As Cortes

As Grandes Cortes são estruturas sociais comuns em uma escala maior do que as mixórdias. As Grandes Cortes servem basicamente ao mesmo propósito – proteção das Fadas – mas em uma escala maior e com mais organização. Cada uma das quatro Cortes tem suas afiliações únicas com uma das estações do ano e uma emoção dominante ligada à Corte através de juramentos que seus fundadores fizeram com as estações do ano a muitos e muitos anos atrás. As lendas changeling dizem que as Grandes Cortes Ocidentais foram fundadas pouco depois da Idade das Trevas, e suas presenças foram aumentadas e diminuídas conforme os anos, mas sempre foram fortes o suficiente para sobreviverem. Os nomes dos fundadores são freqüentemente modernizados, mas é comumente tido que eles viveram pelo menos no tempo do Império Romano. Changelings ligam suas Cortes às estações do ano pela força que os dariam contra seus antigos captores. Qualquer pacto providenciaria poder na forma de Contratos, mas os fundadores escolheram explicitamente alinhar suas Cortes com um aspecto do mundo que os Gentis não pudessem entender. Um lorde Feérico pode tiranizar um reino de inverno constante, mas ele nunca abandonaria seu poder e permitiria que outro esquentasse sua terra para a primavera. Ligar sua resistência à progressão voluntária das estações dos anos dá aos changelings uma conexão mais forte com a Terrae uma base para sua defesa que os Outros são – até agora – incapazes de minar. Esses pactos servem aos changelings ao redor do mundo, mas eles são mais comuns (quase unânimes na verdade) na América do Norte e na Europa. Existem regiões onde as Cortes changeling se desenvolveram ao ponto de que elas não mais se ligam às estações do ano, e que elas não mais se beneficiam com o pacto. A sociedade changeling nesses lugares geralmente é mais fraca e mais suscetível às Fadas. Outras Cortes tendem a se relacionarem a diferentes fenômenos terrestres, e seus fundadores podem ter feito outros pactos. Enquanto as Cortes mantiverem um significado e um simbolismo que pode ser usado contra as Fadas, as Cortes ainda podem ter algum poder. As Cortes direcionais na China, as Cortes do sol (amanhecer, dia, crepúsculo e noite) e as Cortes ligadas aos ciclos Budistas de reencarnação servem como exemplo. Se juntar a uma Corte envolve uma jura pela parte do changeling, e a Wyrd do changeling apóia tal jura. A Wyrd se liga fortemente com as interações das estações do ano com o tempo e as afiliações emocionais que cada Corte assume. Em troca da jura, o aspecto do changeling ganha o Manto da Corte, um adicional sobrenatural à forma do changeling que reflete a estação do ano da Corte e sua emoção dominante.

Corte da Primavera: Desejo
Corte do Verão: Fúria
Corte do Outono: Medo
Corte do Inverno: Tristeza
Os Sem Corte: Os que escolhem manter-se sem uma corte são, por vezes, ditos como membros da Corte dos Sem Corte, excluídos em um mundo perigoso.




Código:
[b]Nome[/b]:

[b]Título/Apelido[/b]:

[b]Motivação[/b]:

[b]Virtue/Vice[/b]:




[b]Equipamentos Possuídos[/b]:

[b]Equipamentos carregados[/b]:



[b]Peculiaridades[/b]:

[b]Familiares/Contatos[/b]:

[b]Mestre/Tutor[/b]:

[b]Inimigos/Rivais[/b]:



[table][tr][td][img]LINK DA IMAGEM[/img] [/td][td][b]Descrição(Aparência Humana)[/b]:

[b]Vestuário[/b]:

[b]Profissão[/b]:

[b]Gosta de[/b]:

[b]Não Gosta de[/b]:
[/td][/tr][/table]


[table][tr][td][img]LINK DA IMAGEM[/img] [/td][td][b]Descrição(Fae Mien)[/b]:

[b]Vestuário[/b]:

[b]Corte[/b]:

[b]Seeming[/b]:

[b]Kith[/b]:
[/td][/tr][/table]

[b]Personalidade[/b]:

[b]Mote[/b]:



[hr]
[b][size=18]História/Momentos Histórico/Sua vida em Faerie[/size]s[/b]:
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Re: Inscrições

Mensagem por 25Slash7 em Seg Jun 25 2012, 00:17

Nome: Akiyama Kiryu

Título/Apelido: Shiroi Akuma (no submundo) / Canção do Outono (Chanson d'automne) (Corte)/ O Ceifador (Tribunal)

Motivação: Se houvesse criado raízes mais fortes em sua "antiga vida", seu fetch não teria conseguido destruir tudo o que ele conseguiu. Assim, sua motivação é servir... até que seja forte o suficiente para, mais uma vez, liderar e tomar para si o que é de direito.

Virtue/Vice:Fortitude/Vainglory




Equipamentos Possuídos: Um celular que se presta a apenas uma coisa: fazer ligações; Suas armas: Susan e Omi.

Equipamentos carregados: Celular velho; um maço de cigarros; isqueiro; carteira; molho de chaves; uma aliança prateada dentro da carteira;




Peculiaridades: Não possui uma falange do dedo mindinho esquerdo; Suas costas são cobertas por tatuagens;

Familiares/Contatos: Filha: Akiyama Emi (morta); Mulher: Jessica Campbel (morta); Ichi (cão Akita).

Mestre/Tutor: Autodidata.

Inimigos/Rivais: Os outros 08 "Libertos".


Descrição(Aparência Humana):

Vestuário: Veste-se casualmente. Calça jeans, camiseta social e blazer masculino, sempre em tons sóbrios.

Profissão: Ex-Yakuza; Freelancer.

Gosta de: Ichi; Cães; Armas de Fogo; estar em desvantagem; Xadrez, música Pop; Noite; Literatura Francesa (influência de sua mulher).

Não Gosta de: Estratégias que julga imbecis (quase todas); Seguir imbecis (quase todos); Subserviência; Conformados; Filmes de Ação; Imbecis (Montão de gente).


Descrição(Fae Mien):

Vestuário:

Corte: Outono

Seeming: Fairest

Kith: Shadowsoul Draconic

Personalidade: Kyriu é o tipo de cara que abre a boca em apenas uma única situação: quando tem certeza. O que, de acordo com sua análise, costuma ser com frequência. Normalmente opta pelo silêncio, uma vez que acha divertido ver as burradas serem feitas e ele surgindo como salvador da pátria. É impaciente e provocativo, tendo uma tendência ao sarcasmo inconveniente ou temerário. Quando as memórias lhe assolam, torna-se silencioso, com uma eficiência assustadora, o que, em alguns momentos, ele provoca intencionalmente. Por se considerar melhor do que qualquer outro, normalmente não se empenha demais, fazendo o que se propõe a fazer com uma facilidade misturada ao descaso.

Mote: (nãonãonãonão)I want your love and... (som de algo sendo arrastado) I... argh.... (som de algo sendo levantado) want your revenge ("Não! Não! Por favor! Eu tenho medo de altura!). You and me... uuuh (som de algo sendo arremessado) could (nããããõoooooo) write a bad romance... (som do impacto).





História/Momentos Histórico/Sua vida em Faeries:

Foi noticiado largamente na imprensa japonesa que o Oyabun da organização criminosa Kyokuryū-kai, Akiyama Kyriu, foi encontrado vagando em Yokohama após um ano desaparecido. Akiyama foi um dos responsáveis em manter o Yamaguchi-Gumi, outra organização criminosa, longe da ilha de Okinawa. Na época, ele foi hábil em minimizar todos os conflitos e cortar todos os suprimentos, além de impedir o crescimento econômico do Yamaguchi-gumi. Seus atos fizeram com que fosse visto, por muitos dos habitantes, como um herói. Atualmente, ele se encontra sob custódia da polícia local. ... Agora, vamos falar da mais recente descoberta em Tokyo: Bizum, um cachorrinho que sabe falar!

__

- Olhe... olhe para você. Tão... .... be-lo. Sinta, ah... deixa-me, deixa-me chegar mais perto de você, animalzinho... deixa-me sentir este cheiro ene-briante... de... sangue... em tuas mãos... sangue humano. Ah, sim, sim. Você é adorável, adorável. Sabe me dizer quantos matou? Pelo que matou? Mm... venha, mais próximo, deixa-me te tocar, deixa-me... NÃO TÃO PRÓXIMO! NÃO TÃO PRÓXIMO! MALDITA CRIATURA IMUNDA! ... Perdoe-me... que modos... ah, eu sei... eu sei o que deve fazer... para ficar mais......mm.... agrad-ável.... sim...

__

A espada atravessou a garganta de Johnny Doe. Era um bom garoto, tão perdido quanto ele. Um pouco sonhador demais, mas, eram os jogos, certo? Ele gostava de jogos de guerra e gostava quando seus pequenos animais de estimação simulavam conflitos. Conflitos que poderiam durar por anos e anos, ocasionalmente sem influência do Guardião. As vezes, Kiryu pensava que aquelas batalhas eram revisitações de momentos de sua vida, em outras, ele simplesmente se esquecia de quem era e do que estava fazendo. Esquecia que havia sido levado para um mundo distante e perturbado...

... contudo, o fim dos sonhos sempre vinham e sempre acabavam em sangue. Porque em cada história, o Guardião plantava uma semente pecaminosa em seus protagonistas. E naquela escuridão que rastejava no coração dos Perdidos, apenas um final sombrio e banhado de sangue poderia ser trazido a tona, um espetáculo de dor.

Quando acaba. Kiryu despertava, em lágrimas. E sempre que isso acontecia, seu corpo era banhado no sangue de dragões, porque apenas assim ele poderia se aproximar de seu Guardião. E então, ele era lembrado de cada falha que cometeu em vida e como Ele era generoso em lhe dar a chance de reviver gloriosamente seus momentos.

__

Caminhava entre outros como ele. Olhava para aquele céu de mentira e pensava em sua família. Pensava na vida que lhe fora tirada. Pensava... porque pensar naquilo, era a única coisa que o fazia acreditar que era real.

__

"Mais uma vez, um dos prédios do governo foi atacado por Organizações Criminosas. Supõe-se que Akiyama Kyriu esteja envolvido em mais uma atrocidade. Ao que tudo indica, sua perversão não conhece limites. Após jogar a própria mulher da cobertura em que morava e enforcar a filha com as mãos nuas, ele ordenou seus 22 mil homens para espalharem o terror em todo lugar em que haja a presença do Yamaguchi-Gumi. Como se não bastassem, relatos dizem que pessoas estão sendo aprisionadas e vendidas como escravas. É um momento de luto na história deste país, que por tanto tempo, aceita que homens pintados gozem de nossa civilidade."


__


- Kiryu!!

A voz draconica rasgou o céu como um trovão e, quando ele o fez, o tempo fechou, nuvens pesadas e estáticas acompanharam a sua proximidade. O Perdido estava agachado, no alto de um enorme arranha-céu em uma Tokyo decadente. Seu olho acizentado observava pela lente de seu rifle de precisão e era por aquela lente que ele se lembrava que a criatura draconica que se erguia entre as construções, era a mesma pessoa que ele havia protegido durante todos aqueles tantos e tantos anos de jogos...

... Mas agora, agora estavam de lados opostos. E foi por isso que ele puxou aquele maldito gatilho. Foi porque Ele prometeu...

__

- Foi por isso?! Você! Você me TRAIU!

Fato. Ele havia traído o seu "outro eu". Havia traído, porque precisava, desesperadamente, saber. Precisava se lembrar e o único jeito era unir-se a aquele pedaço vazio de carne.

Kyriu mantinha o cigarro preso entre os lábios, enquanto olhava pela enorme janela que cobria toda a parede da sala. Seu simulacro estava ali, logo atrás dele, preso em uma cadeira, incapaz de livrar-se do seu destino.

Quando ele saiu de sob as asas de seu Guardião, as primeiras sabedorias sussurradas foram "encontre-se". E ele se achou e inconscientemente soube o que fazer.

- Hah! HAHAH! Um último presente, seu filho da puta! Eu! Tudo o que eu fiz... TUDO! HAHAH É você! Teu lado mais sombrio, seu merdinha!

Soprou fumaça pelos lábios, pacientemente. Do lado de fora, havia um mundo despedaçado do qual ele não fazia mais parte.

Jogou a bituca no chão e, quando isso aconteceu, um rastro de fogo surgiu em direção ao simulacro que ardeu... ardeu em chamas.

E naquele instante, Kyriu lembrou-se... lembrou-se de como sua família foi morta por seu outro eu. Como ele destruiu toda a reputação. Lembrou-se... de suas mãos malditas apertando o pescoço de sua criança... Naquele instante, sua mente se partiu. E soube, que em algum lugar, Ele ria.

__


Sob a quarta lua cheia do ano, ele se preparava para enfrentar um dos 08 que, como ele, foram libertados. Sim... como ele.

__

Tu, entre nós, perdidos e amados, servos do Outono. Tu, que abraças o medo e vive sob a iminência do frio. Tu... e só tu, que há de fazer do mundo, inverno. Porque antes da noite sem fim, tu há de vir.


Última edição por 25Slash7 em Qua Jun 27 2012, 12:10, editado 5 vez(es)
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Re: Inscrições

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Seg Jun 25 2012, 00:39

Nome: Josef Newgarden (Adrian Collins)

Título/Apelido: nops

Motivação:Indefinida

Virtue/Vice: Esperança / Luxúria




Equipamentos Possuídos: Armas de fogo, armas brancas, de longa distância, Colete, i-Pode, i-Pede, roupas bonitas, um carro prestável.

Equipamentos carregados: Depende da ocasião. (Carro prestável: http://img822.imageshack.us/img822/4913/nightclublavo.jpg)



Peculiaridades: Sério...?

Familiares/Contatos: Nenhum relevante além da própria Corte.

Mestre/Tutor: nops

Inimigos/Rivais: nops



Descrição(Aparência Humana): Josef é o típico rapaz jovem de aparência chamativa, principalmente para as mulheres, sempre bem arrumado, cabelos longos e bem cuidados, um aspecto quase delicado, embora sempre possua um semblante meio... distante... que pode inspirar cuidados aos mais ousados ou mais engraçadinhos.

Vestuário: Preferencialmente, roupas bonitas de tecido com boa qualidade e que evidenciem sua beleza natural, algo costumeiramente mais útil do que poderia ser meros chamariscos.

Profissão: Dono da Black Flowers Night Club. (Interior do boteco: http://img822.imageshack.us/img822/4913/nightclublavo.jpg)

Gosta de: Festas, ser bajulado, comodidades modernas, comida boa, sinceridade, boas ações.

Não Gosta de: Grosserias, agressividade desnecessária, que mentem para ele, mesquinharia, frieza em excesso.


Descrição(Fae Mien): Evidencia sua aparência sobrehumana com adornos que remetem aos belos arranjos florais cercados pelos perigosos espinhos da Edge, como algo que instiga ao desejo, mas não pode ser tocado por quem não teve permissão para tal ato. Ao seu redor paira uma aura quente e acolhedora, enebriada por um delicioso perfume que anuncia a chegada da Prima da Vera.

Vestuário: Suas próprias vestes se acomodam dando um aspecto condizente com sua imagem feérica que remete a um belo jardim cheio de espinhos.

Corte: Spring

Seeming: Fairest

Kith: Flowering

Personalidade: Extremamente educado e gentil, naturalmente cativante e inspirador, embora um tanto manipulador para os mais atentos. Possui um bom coração, não gosta de injustiças, mas não costuma estender a mão aos que não o cativam. É um tanto orgulhoso e metido, às vezes, ou quanto está mau-humorado (principalmente diante de contas a pagar).

Mote: " - A maior vergonha que alguém pode sentir é a vergonha de si mesmo."





História/Momentos Histórico/Sua vida em Faerie:

" - Era uma vez, uma pequena criança que brincava em um lindo jardim cheio de belas flores e de grama bem verdinha. Era um lugar imenso, ao menos aos olhos da pequena criança, quase um labirinto, bom de se perder. Um dia a criança saiu para brincar e nunca mais voltou e depois daquele dia o belo jardim nunca mais foi o mesmo, tornando-se feio e mal cuidado, suas flores murcharam sob o jugo de ervas daninhas, a grama antes macia e fofa agora era grande e sem jeito, as fontes se quebraram, se encheram de lodo e o labirinto que antes era bom de se perder se transformou num monte de arbustos secos sem graça e sem cheiro."


O que as notícias mundanas mostram...

Muitos anos se passaram desde o desaparecimento de Adrian Collins, único filho de uma abastada família da cidade de Chicago. John Collins, o pai, era um famoso médico e diretor do Rush University Medical Center. Sua mãe, Lisa Collins, era Promotora de Justiça. O local do suposto crime de rapto foi o jardim da bela mansão da família em um bairro nobre da cidade, em plena luz do dia. Mas a trágica história desta família não terminaria com o desaparecimento de uma criança com apenas 10 anos de idade. Alguns anos depois o casal seria encontrado morto com requintes de crueldade que não pouparam nem mesmo os 3 empregados que residiam na casa.

Este caso intrigante com uma sequência de infortúnios dramáticos se tornaria famoso na grande metrópole do Estado de Illinois onde uma pequena, porém rica família, fora destruída por coisas até então inexplicáveis. Nunca houve qualquer pista dos autores do sequestro do pequeno Adrian e jamais foi feito um único pedido de resgate. O crime bárbaro que ceifou a vida do casal e de empregados também não foi esclarecido como se a matança tivesse sido causada por algo que surgiu do nada e após a matança desapareceu.


... a Verdade escondida nas sombras dos pesadelos terríveis.

Além do mundo Adrian viveu, cresceu, atormentado por idéias estranhas e desejos insaciáveis roubados por algo que jamais poderia ser considerado "alguém". O que poderia ser chamado de "Mestre", ou simplesmente de "Guardião", era apenas um Vazio que esboçava uma forma palpável, mas insípida, insensível, incapaz de doar algo, apenas tomando o que era de outros. Naquele mundo estranho Adrian conheceu a luxúria, o ego, o ardor e o extase, mas também conheceu a raiva, a profunda agonia, o desespero. O "alguém" que o raptou deu a Adrian aquilo que ele mais admirava quando criança, mas o belo jardim cercado pela Edge seria sua prisão por muitos anos. Quando este "alguém" desejou toca-lo, revelou-se como mulher e o fez homem como poucos do mundo dos humanos, mas também o fez escravo de seus próprios desejos apenas para alimentar o desejo deste "alguém" por uma deliciosa novidade.

Um dia... seu algoz, ou "sua algoz" se cansou, talvez por ter aprendido a fazer-se saciado com aquilo que criou através de sua vítima e o agora quase adulto Adrian se tornara apenas mais um belo adorno para aquele exuberante, porém assustador labirinto florido cheio de espinhos. Naquele momento, Adrian tinha de decidir entre ser apenas mais um objeto em um lugar distante ou deixar seu cárcere e romper as barreiras que separam os Mundos e poder, finalmente, retornar para sua casa. Ele escolheu a segunda opção.


O fim da triste jornada, o começo de uma nova esperança.

O mundo nunca fora tão belo e ao mesmo tempo tão assustador para alguém que teve o desprazer de conhecer os extremos do sentir e do não sentir, do amar e do odiar, do exuberante e do repugnante, pois uma vez de volta ao mundo, mesmo longe dos pesadelos criados por um algoz sem limites, a pequena criança agora além da puberdade teria de experimentar a Vida tal qual ela deveria ser a qualquer mortal. Mas... Adrian não era mais o mesmo, nem humano, nem a "outra coisa"... e sim, um ser mudado que teria de aprender a viver entre 2 mundos distintos.

A primeira visão de Adrian foi a de seu antigo lar humano em uma fria noite de inverno, o jardim tomado pela depreciação natural que vem a tudo que não é cuidado. Nada daquilo o encantaria mesmo que estivesse perfeito, mas a desilusão de ver tudo acabado apenas lhe reforçaria a idéia de que muito tempo se passou. Sua casa parecia um mausoléu abandonado em meio a infinitos atos jurídicos e decisões em busca de posse sobre bens. De seus pais, a primeira notícia viria de um pedaço de jornal que parecia ter sido colocado ao pé da porta apenas para que ele pudesse ver a triste notícia: " - Fim da Família Collins. Após 2 anos do desaparecimento do filho, casal é encontrado morto em casa".

Não havia tempo para lamentar, não havia tempo para chorar... isso muito ele já fez, pois era apenas uma criança quando começou a deixar de ser humano. De seu passado não restaria muito, pois nem mesmo Herança ele poderia ter, afinal, ele estava oficialmente morto além de bem mais velho do que deveria parecer o filho sequestrado daquele casal. Adrian sabia que por mais abandonado que estivesse aquela mansão, certamente poderia receber visitas de autoridades ou mesmo ser vigiada. Ele tinha de partir, tinha de ir embora o mais rápido possível, e assim o fez levando consigo apenas as roupas do corpo, as mesmas que estavam em frangalhos graças aos espinhos da Edge, mas... em seus bolsos havia algo, talvez, um pequeno presente como uma última brincadeira vinda daquela pessoa que o tomou para si e depois o descartou.


Revivendo entre estranhos, estranhos para os dois mundos.


Adrian deixou Chicago, deixou Illinois, deixou sua vida não vivida para buscar um recomeço. Ao afastar-se de seu antigo lar, ele encontrou outros como ele, outros que poderiam ajuda-lo em sua recém chegada. Descobriu que o pequeno presente deixado para ele eram pedras preciosas que tinham algum valor financeiro, o que lhe permitiu conseguir uma nova identidade e também um bom dinheiro. Sob a tutela da Corte da Primavera, Adrian Collins passou a chamar-se Josef Newgarden e estabeleceu-se na cidade de Litlle Rocks, onde é dono de uma casa noturna chamada Black Flowers. O lugar não ostenta mais do que deveria ostentar um "night bar" suburbano, mas é um ótimo local para encontros entre Perdidos e, dependendo dos gostos de cada um, um ótimo lugar para se recuperar algum Glamour.

Bicha, digo, ficha: http://sheetgen.dalines.net/sheet/18856?message=true


Última edição por Dønø_da_Wyrm em Qui Jun 28 2012, 17:37, editado 12 vez(es)
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Re: Inscrições

Mensagem por Sarx em Seg Jun 25 2012, 00:58

Nome: Marv Haggard

Título/Apelido: Red Havoc

Motivação: Vingar a morte de Diana

Virtue/Vice: Justice/Wrath




Equipamentos Possuídos: Kitnet pequena num bairro pobre, papeladas, canivete multi-função, alguns ternos e casacos. Pouca coisa - é pobre, e não se importa com muito.

Equipamentos carregados: Colete kevlar simples, pingente que pertencia a esposa.



Peculiaridades: Ainda que seja um bruto, Marv tem coração bom, e uma tendência a se meter em enrrascadas ajudando pessoas. Com isso, faz alguns amigos: consegue, por exemplo, cerveja de graça no LaTorre's, depois de salvar a garçonete de dois estupradores.

Familiares/Contatos: -----

Mestre/Tutor: ----

Inimigos/Rivais: ----



Descrição(Aparência Humana): Marv é um cara.. feio. Seu rosto é praticamente desfigurado por cicatrizes. Tem cabelo curto, cortado ao estilo militar. É uma figura intimidante, largo como uma pota e com dois metros e vinte de altura. Ainda que seja horrível, Marv tem uma "presença" imponente, que o torna razoavelmente atraente de modo social, ainda que não romântico.

Vestuário: Quando trabalhando, geralmente veste ternos. Quando "a passeio", qualquer coisa que achar espalhada pelo chão do apartamento. Tem um gosto profundo por sobre-tudos.

Profissão: Leão de Xácara

Gosta de: Violência. Alcool. Cigarro. Sangue nas mãos. Som de ossos quebrando. Vingança justificada.

Não Gosta de: Injustiça. Gente que bate em mulher. Estupradores. Assassinos de aluguel.


Descrição(Fae Mien): Tão alto quanto em sua forma humana, Marv tem seu fae mien, sua verdadeira aparência, completamente deformada por seu período em Faerie. Sua pele é vermelha como o sangue que derramou, e quente ao toque. É bastante comum que pequenos filetes de vapor saiam de sua pele quando se exercita, conforme o suor evapora.

Vestuário: Gosta de armaduras que permitem movimento - mas armaduras Feéricas são dificeis de encontrar, então geralmente não as usa. Seu Fae Mien o representa com manoplas e calças de couro enfeitado, nas cortes da Lança de Ferro.

Corte: Verão

Seeming: Ogre

Kith: Bloodbrute

Personalidade: Marv é um bruto com um coração dócil, mas obcecado com o assassinato de sua esposa - e única mulher que já teve em seus braços, Diana, colocando isto acima de qualquer coisa sempre que surge - nunca surge - a menor oportunidade de descobrir o que realmente aconteceu.

"A maioria das pessoas pensam que o Marv é louco, mas eu não acredito nisso. Não sou um terapeuta e não to falando que eu entendo o cara ou qualquer merda assim, mas 'louco' simplesmente não o explica. Não p'ra mim. As vezes eu penso que ele é retardado, uma criança grande e brutal que nunca chegou a aprender as regras básicas sobre como as pessoas tem que se comportar perto uma das outras. Mas isso não parece ser o suficiente, também. Não.. É mais como se não 'tivesse nada errado com o Marv, nada mesmo - com a exceção do azar de ter nascido na época errada da história. Ele se sairia bem se houvesse nascido a uns dois mil anos atrás. Ele estaria em casa em algum campo de batalha antigo, enfiando um machado na cara de alguém. Ou n'uma arena Romana, batendo espadas com outros gladiadores como ele. Teriam jogado garotas nele, naquele época."

Mote: This is blood for blood and by the gallons. These are the old days man, the bad days, the all-or-nothing days. They're back! There's no choices left. And I'm ready for war





História/Momentos Histórico/Sua vida em Faeries:

Marv teve uma infância difícil. Nasceu em um bairro pobre de Little Rocks, filho de uma prostituta, e sempre teve sua vida nos piores lugares, entre as piores pessoas. Matou a primeira pessoa aos cinco anos - um moleque de dez, que havia falado que tinha comido sua mãe. Marv o matou batendo seu rosto repetidamente contra o gira-gira. Conforme sua mãe adoecia, eles precisaram se mudar para uma parte melhor da cidade - mas não durou muito, a mulher morrendo poucos meses depois, não da doença, mas de puro stress por não conseguirem lidar com as contas médicas. Ele tinha vinte anos, na época.

Apartir daí, a vida de Marv foi ladeira abaixo - gangues, brigas, ringues ilegais de luta para coletar apostas, quase morrendo em brigas de bar defendendo garçonetes que nunca sequer pensariam em dar pra ele. Chegou a ser obrigado judicialmente a comparecer a trinta sessões de terapia de controle da raiva. Não funcionou muito bem.

Aos vinte e seis, Marv conheceu Diana, uma cafetã de sua idade que, por algum motivo que ele nunca entendeu, apaixonou-se por ele. Viveram felizes - como podiam, é claro - por três anos. As contas estavam difíceis, e, um dia, num bar chamado La Torre's, um sujeito estranho aproximou-se do grandalhão e lhe disse que ele poderia fazer muita grana lutando numas lutas ilegais, em outra parte da cidade. Disse que a bolada chegava a mil dólares por luta. Desesperado pelo pagamento do aluguel, o cara foi... E não voltou mais.

Em Faerie, Marv foi jogado as arenas e rinhas de humanos. Seu captor era um homem belo, frágil e pequeno, que o prendia em correntes que impediam Marv de sequer pensar direito. Uma vez, ele se recusou a lotar. Fora o espancamento que o levou até a beira da morte na arena, seu 'dono' o manteve sem comida por uma semana, acorrentado e imóvel.

Foram mais de vinte anos nisso, até que ele conseguiu fugir, apenas para encontrar Diana morta e estraçalhada, seu sangue fresco pintando as paredes sujas de seu apartamento. Marv, então, recolheu o pingente da mulher, com uma foto dos dois, e fugiu. Sabia que iam colocar ele como suspeito. Fazia sentido. Ele faria a mesma coisa.

Mas as acusações nunca vieram. Nos dois anos que se seguiram, ele juntou uma papelada infinita sobre o assassinato, conseguindo descobrir... Absolutamente nada. Simplesmente não chegou a lugar nenhum. Viveu sua vida antiga entre os humanos, mas também mergulhou nas promessas da Corte da Fúria, a Corte do Verão, onde acabou por conseguir seu título: Red Havoc, o Massacre Vermelho.
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Re: Inscrições

Mensagem por Valkyrja em Seg Jun 25 2012, 09:34

Nome: Yulia

Título/Apelido:

Motivação: Recuperar sua sanidade e tomar conta de sua vida.

Virtue/Vice: / Wrath




Equipamentos Possuídos: Desde sua fuga, Yulia vive em um apartamento no centro da cidade. Ele é pequeno e possui poucos móveis. Há latas de tinta branca espalhadas por diversos cômodos. Quando Yulia tem ataques, ela desenha nas paredes o que costumava ver e passar em seu cativeiro. Após os surtos, pinta novamente os rabiscos, como terapia. Vive com o dinheiro que o Estado lhe dá, por ser considerada inválida.

Equipamentos carregados: Usa um relógio antigo e quebrado em seu pulso. De modelo masculino, é bem grande no pulso da mulher. Ninguém saber de onde Yulia tirou esse relógio. Provavelmente, de algum lixo.



Peculiaridades: Muitas vezes e pega olhando para o nada, com um olhar distante. Tenta não expressar nenhum sentimentod e maneira plena, pois acredita que assim vai voltar ao terror que viveu. Quando é posta em situações de estresse, Yulia ri histericamente, com uma raiva quase sem controle. Pode ser perigosa. Acredita, até hoje, que é responsável pela morte de seus familares e amigos.

Familiares/Contatos: William Grey: advogado/Curador um tanto debochado e escroto que administra o dinheiro e os bens de Yulia.

Kristoph Semotchko: pai
Nadja Semotchko: mãe
Miri S.: irmã mais nova, 7 anos
Alexandr S: irmão do meio, 10 anos

Vaan T.: amiga de infância
Mikhael Gurgel: amigo
Asala: amigo
Niume: amiga
Alf Dur: amigo
Tatiana: amiga

Mestre/Tutor: -

Inimigos/Rivais:-



Descrição(Aparência Humana): Vide imagem

Vestuário: Yulia é uma mulher bonita, mas pouco se interessa por coisas que jovens da sua idade se interessariam. Não é vaidosa e procura esconder sua beleza e chamar a menor atenção possível. Geralmente usa rabos-de-cavalo e veste-se de maneira básica.

Profissão: -

Gosta de: Silêncio, céu azul, desenhos, pessoas gentis, animais

Não Gosta de: Gritaria, ambientes estressantes, situações estranhas, quartos trancados e escuros, que riam dela, maltratem bichos


Descrição(Fae Mien): O corpo de Yulia é engolido pela escuridão que habita na mente da mulher. Seu corpo fica complemanete negro, se assemelhando a um manequim, sem cabelos e sem rosto. Porém, sua pele parece ser feita de algum tipo de metal líquido e acinzentado e esverdeado, refletindo um pouco sua volta. Quando olhada diretamente ou de relance, tem-se a impressão de ver alguns ossos da mulher. Sua voz sofre variações, misturando-se com outra masculina quando fala. Em seus ante braços e panturrilhas, escamas negras surgem e os cobrem, como armaduras. Os dedos dos pés ganham pquenas garras.

Vestuário: -

Corte: Outono

Seeming: Darkling

Kith: Palewraith

Personalidade: Yulia é uma jovem calada, que prefere não expor opinião ou sequer participar de algo. Seu olhar vaga entre o perdido e o assustado, embora tente guardar todas as emoções dento de si. Não gosta de aproximação e evita o convívio ao máximo. Detesta situações de estresse e quando passa por algum, geralmente começa a rir sem parar enquanto destrói o que a irrita. É uma pessoa que luta constantemente contra ela mesma. Porém, não é uma pessoa completamente eprdida. É lúcida e consegue viver normalmente na sociedade, apesar de suas crises.

Mote: "It's all so FUCKING hysterical!"





História/Momentos Histórico/Sua vida em Faeries:

- Você é tão...Ah, sim, sim! Deixe-me tocá-la! Você é tão linda! Não, não chore! O que eu vou fazer não vai te machucar. Não agora! Fique quietinha! Fique! Seu rosto fica tão lindo quando você chora, mas algo está faltando nele..Uma pontada de algo que não sei bem o que, minha docinha. Mas dentro desse seu rostinho, dessas suas lágrimas, algo falta...Quero ver esse rosto lindo com todas as emoções que vocês sabem fazer.

----------------------------------


-SIM! Mate a todos que você diz amar, diz gostar! MATE-OS! ARRANQUE CADA PARTE DO CORPO DELES! Você não passa de uma cria de demônio, minha linda, meu pequeno coração! Arranque! Isso! MAS PARE DE CHORAR! Quero vê-la rindo! Quero ver você iluminar esse lugar com seu sorriso lindo! SORRIA, RIA COMO SE ESTIVESSE GOSTANDO, SUA PUTA!
-----------------------------------



Era uma vez uma menina muito bonita, que vivia feliz com seus amigos e família. Um dia, andando pela floresta próxima a sua casa, gelada e branca, acabou se perdendo e encontrou uma estranha criatura que a chamou para morar com ela. Encantada com os contos de fadas que sua mãe contava, a menina loirinha aceitou, com um sorriso nos lábios.

Durante alguns anos, Yulia foi a princesa de um castelo verdadeiramente belo: jardins sem fim e flores que muitas vezes se tornavam pequenos elfos. Ela brincava com todos os seres e animais lá presentes, moldando a realidade como queria e vendo a paisagem ser construida de seus próprios sonhos. O lorde da terra a deixava livre para crescer e sonhar, para construir seu pequeno reino infantil e cheio de brincadeiras. Yulia era uma criança meiga e carinhosa. Amava seu querido senhor e pai, que a regava de presentes e do mais puro sentimento de posse, que Yulia inocentemente achava ser amor paternal.

Sua relação foi construida com cofniança e a cada sorriso doce e sincero que ela gentilmente dava a seu querido captor, ele crescia, mas não apenas fisicamente ou em sentimentos puros. Dentro da casca linda e clara, um sorrisod e luxúria e avareza crescia. Queria mais, muito mais da pequena criança. Se ela pdoeria lhe dar aquele sentimento tão puro, tão forte, ela poderia lhe dar muito mais.

Quando Yulia chegou aos 10 anos humanos, criando-se uma linda garota, seu captor decidira que era hora de ter muito mais dela. Afinal, havia dado tudo que elas empre desejara, não? Era sua vez de ter o que buscava.

Como acordandod e um sonho, Yulia se viu dentro de um quarto escuro, frio e sem qualqeur conforto. Ao olhar pela janela cheia de cacos de vidro, viu que não havia mais jaridm ou um retrato do que construira em seus sonhos, mas sim um local desolado, cheio de cadaveres e seres se alimentado deles. Yulia jamais havia conhecido o medo como conhecera naquela manhã. De fora de seu quarto, seu mestre ouvia seus gritos, com um rasgo em seu rosto negro que lembrava um sorriso.

Durante os próximos anos, Yulia passara por todo o tipo de castigo psicológico que poderia aguentar: seu antes belo e iluminado castelo virou um labirinto, onde todas as criaturas estranhas e sedentas a procuravam. Seu mestre, secretamente, observava seu belo rosto se contorcer em um medo sem fim. Yulia fugia, aprendera a se esconder daqueles seres. Ela se misturava nas sombras e lá permanecia calada, sem se mexer por dias.

Quando a menina estava morrendo de fome, seu mestre aparecia com as refeições que ela mais adorava. Daria tudo a ela, mas só depois de ela gritar o mais alto que pudesse, enquanto era mantida dentro de um quarto com o que ela achava serem cadaveres. Estranhamente, ela sempre achava que eles estavam observando-a.


Pouco a pouco, a sanidade de Yulia foi perdendo-se. Ela não mais falava, não mais se dava ao trabalho de ter medo ou fugir. Agora, Yulia se defendia como podia. Usava sua força para esmagar aqueles que a deixavam nervosa e com medo, esmagava e quebrava, com facilidade, sua volta, fosse por seu simples pensamento ou com suas próprias mãos. Sua mente quebrada fazia com que o local ficasse quebrado, pronto para ser moldado por ela, tirando o que fosse necessário. Percebendo isso, seu captor decidiu fazer algo diferente.

Quando completou 14 anos, Yulia foi levada para uma espécie de calabouço. O lugar era iluminado. Desacostumada com a luz, ela demorou para reconhecer naquelas pessoas seus familiares e amigos. Olhou para seu mestre e teve a permissão de abraça-los. Mas o sonho durou pouco. Um a um, todos foram cruelmente amarrados nas paredes e em cadeiras feitas de espinhos. Com uma voz forte e carregada de diversão, seu emstre a mandou torturá-los, um por um, e depois matá-los.Temendo por sua vida, Yulia o fez, chorando e desesperada. Irritado, le a obrigou a fazer aquilo rindo, como se estivesse gostando. O único som que poderia ser ouvido era o da risada histérica de Yulia.

Nas noites sem fim, seu mestre vinha se deitar com ela. Ele ficava deliciado com todas as expressões que uma jovem humana podia fazer: dentro de apenas uma face, poderia ser visto ódio, amor, prazer e nojo, com uma pontada de dor.

Quando o pesadelo acabou, Yulia foi trancada em um quarto onde apenas um corvo de olhos vermelhos a observava. Ela ouvia a voz do animal em sua cabeça:

"Mostre-o sua raiva, criança. Quebre essa realidade e mostre o quão forte você pode ser."

Ela ergueu-se devagar e ouviu novamente a voz do corvo.

"MOSTRE A ELES SUA RAIVA!"

Yulia abriu os olhos e percebeu que a porta do quarto estava aberta. Com uma faísca de esperança, começou a correr pelo corredor escuro. Seu corpo se tornara agil e rápido, tinha a força necessária para matar seus opositores e moldava o ambiente como queria. Passou pela floresta com passos rápidos. Em sua mente, apenas uma palavra gritava:
"Rai..HUhahahhHhHAHAHhHHAHAHAHA!!! Raiva! RAIVA!"

Enquanto passava pelos espinhos e sentia a dor, somente a risada histérica de Yulia era ouvida.


Última edição por Valkyrja em Qua Jun 27 2012, 19:46, editado 8 vez(es)
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Re: Inscrições

Mensagem por Agatha Frost em Seg Jun 25 2012, 21:51

Nome: Agatha Frost

Título/Apelido: Coffe Queen

Motivação:

Virtue/Vice: Hope/Lust




Equipamentos Possuídos: Molho de chave, bicicleta, bolsa, pingente com uma estrela de cinco pontas, um pingente com um “floco de neve” dentro de um vidriho e um pequeno sino de bronze.

Equipamentos carregados: Molho de chave, bicicleta, bolsa, pingente com uma estrela de cinco pontas, um pingente com um “floco de neve” dentro de um vidriho e um pequeno sino de bronze.



Peculiaridades:

Familiares/Contatos: -

Mestre/Tutor: -

Inimigos/Rivais: Nenhum declarado.





Vestuário: imagem

Profissão: Garçonete.

Gosta de: Cinza, café, chocolate amargo, Smiths, Bauhaus,Dali’s Car, Tones on tail, Love and Rockets, Morrissey, The Cure, Mostarda, Azul, Roupas de lã, sapatos vermelhos, por do sol, inverno, frio.

Não Gosta de: Música pesada, barulho excessivo, laranja, amarelo, café frio, pessoas insistentes, pessoas barulhentas, bagunça, locais muito movimentado, cachorros de pequeno porte, sujeira, cheiro de cigarro.


Descrição(Fae Mien):

Vestuário: Blusa de lã comprida, até o joelho, salto de gelo.

Corte: Inverno

Seeming: Elemental

Kith: Snowskin.

Personalidade: Fria, distante, calada.

Mote: “Lutar nem sempre te faz ganhar, as vezes a melhor escolha é simplesmente se mudar.”





História/Momentos Histórico/Sua vida em Faeries:


Agatha nasceu em Winnipeg, terceira filha de uma família tradicional. O pai pastor passava a maior parte do dia fora, sua mãe dona de casa, o irmão mais velho Piloto de Helicóptero da força aérea Canadense e o irmão do meio Estudante de Teologia em St John's College.

Menina dos olhos do pai, a jovem estudava na parte da manhã e completava seu dia com exercícios extracurriculares. Dentre eles o qual era apaixonada, Ballet. Passava os finais de tarde de quinta em Stephan Juba Park. Morava não muito longe dali, em um apartamento em John Hirsch Pl. Não tinha muito contato com os irmãos pelo tempo que demandava seus estudos e afazeres, tal qual o dos próprios irmãos e apesar de jovem era bastante responsável. Agatha gostava de estudar perto das arvores e sua fascinação pelo Ballet a levaria para fora desta realidade. Em um dos fins de tarde de quinta feira, quase ao fim de seus estudos, a jovem pudera ouvir o som de risos e passadas pesadas próximos ao rio. Correndo naquela direção a garota pode ver uma garota em seu traje de ballet, dançando e rodopiando, enquanto sorria e ria... Parou na ponta de um dos pés e então dançou para dentro do rio. Encantada pela aparência e pela dança da garota, Agatha só pudera acompanha-la e nunca mais fora vista novamente.
Do outro lado, dançando ela acompanhou os passos da Fae que a encaminhava para seu reino. Os espinhos lhe levavam pouco a pouco, mas ela já não mais entendia o que era dor, só queria saber de dançar e de apreciar a dança da garota mais a frente e foi assim até que não mais sobrasse coisa alguma de Agatha se não sombra do que já fora outrora.

No reino Faerico do Lorde do Inverno, Agatha nunca fora maltratada. Não era engraçado ver dor em um reino de tristeza. O Lorde do Inverno a trocava e brincava diariamente com a jovem, dava de comer a fazia de um misto de boneca e bicho de estimação.
Mas conforme seu corpo crescia e sua aparência mudava a brincadeira pouco a pouco perdia a graça. O Lorde do Inverno por tempos tentou se divertir com a menina, mas simplesmente a esqueceu em um canto de sua estante por incontáveis dias. Apesar de alienígena aos seus olhos, aquilo era agradável para a garota e quanto acabou ela finalmente compreendeu a natureza do reino. E entendeu porque o frio incitava tanto aquela angustia no fundo do peito. O ar gélido lembrava... Solidão.

E solitária ela ficou por dias e noites, até que finalmente seu bom Gentil voltara, com uma ornada caixa de pedras azuladas. Seu interior trazia um pequeno espelho redondo e uma espécie de porta joia à esquerda. Vestiu-a com um longo vestido branco e deu-lhe um salto fino forjado em gelo puro. Colocou-a sobre o espelho e então apertou um pequeno botão à na parte de trás da caixa e uma suave música começara a tocar. – Dance. – Ele pediu, enquanto sorria e a pequena o fizera. E por muito ali ela permaneceu. Utilizada com bem menos frequência do que antigamente e agora tocada pela profunda tristeza do reino. Algum tempo depois de sua ultima utilização em uma das viagens de seu mestre, ele simplesmente se “esquecera” de fechar as portas ao sair e por ali ela dançou novamente, mais uma vez atravessando os espinhos, ferindo-se ainda mais e ficando cada vez mais irreconhecível. Levando em seus pés a ultima lembrança de seu mestre.


Última edição por Agatha Frost em Ter Jun 26 2012, 01:11, editado 1 vez(es)
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Re: Inscrições

Mensagem por Naelia Hrodgair em Ter Jun 26 2012, 00:54

Nome: Jillian Carter - Mary Elizabeth Johnson.

Título/Apelido: Paperdoll

Motivação: Encontrar respostas e a justiça, mesmo que seja para os outros, mesmo que por meios ilícitos.

Virtue/Vice: Fortitude/Greed




Equipamentos Possuídos: Moto Kawasaki Ninja 250, Duas pistolas Sig-Sauer, duas pistolas Taurus, Arco profissional, Adagas, um apartamento alugado, ipad, celulares descartáveis, uma coruja de pelúcia.

Equipamentos carregados: Depende do tipo de missão, normalmente com duas das quatro pistolas e as adagas. Além do celular e do ipad.


Peculiaridades: Vive se mudando de seis em seis meses. Passa os dias de insônia aprimorando a mira e seus reflexos, indo além dos treinos normais. Empenhou-se ao máximo para conseguir aprender tudo o que pudesse.

Familiares/Contatos:
Mãe: Lauren Christine Johnson
Pai: Robert B. Johnson.
Irmã: Katherine Ann Johnson.

Mestre/Tutor: -

Inimigos/Rivais: -



Descrição(Aparência Humana):
Paperdoll não sabe como seria sua imagem atualmente. Tudo o que tem é uma ligeira ideia de como seria juntando alguns flashes de sua memória, com frases e momentos. Como diziam que ela era muito parecida com a mãe, ela imagina que seria como ela aos vinte e poucos anos.
Mary Elizabeth Johnson

Durante esses dois anos, Paperdoll assumiu três identidades:

Sandara Wang
Adriana Mayhew
Jillian Carter.

Vestuário:
Durante o dia costuma usar roupas básicas; um jeans e uma camiseta são o suficiente. No entanto, quando vai para o trabalho, usa roupas mais adequadas ao tema da festa ou ao ambiente da casa noturna.

Profissão:
Atualmente: Bartender.

Ladra e assassina.

Gosta de: Bebidas. Musica eletrônica, rock e pop. Atirar no alvo . Motos. Tatuagens e piercings (mas não tem nenhuma). Apreciar o amanhecer. Praias desertas. Justiça.

Não Gosta de: Egocentrismo. Drogas. Musica de Ninar. Bebados. Pessoas inconvenientes. Matar sem justificativa.


Descrição(Fae Mien):
Seu Fae Mien é um manequim cromado que reflete a imagem do outro. O rosto só tem um molde do nariz e onde deveriam ser os olhos. Para quem olha, o corpo é fixo e rigido, mas ao ser tocado, podem sentir que é completamente maleável, podendo assim ter multiformas. A textura de sua pele é parecida com a cera.

Vestuário: Para esconder seu corpo e evitar o toque, ela usa uma segunda pele completamente preta cobrindo o corpo todo, inclusive sua cabeça. Também usa uma máscara com um rosto branco, porém definido para cobrir sua falta de rosto.
Mascara

Corte: Inverno

Seeming: Darklings

Kith: Mirror-Skin

Personalidade: Sua essência é boa, mas sua personalidade depende da identidade que está assumindo no momento. Existe um grande vazio dentro dela que ela busca preencher de várias formas, mas ainda se mostra um longo caminho a ser seguido. Apesar de tudo, tem uma determinação muito forte de alcançar todas as metas previstas para aquele momento.

Mote:

"No longer needed here so where should we go? Will you take a journey tonight, follow me past the walls of death? But boy, what if there is no eternal life?"



História/Momentos Histórico/Sua vida em Faeries


- E eu vou desenhar o solzinho que brilha e faz o girassol girar...um solzinho sorrindo..mas dentuço. Hahahah..Umas pintinhas nas bochechinhas...HAHAHA

A pequena de seis anos estava deitada no chão da sala. A caixa de lápis de cor estava aberta e as cores se espalhavam pelo chão. Na mão esquerda estava o lapis amarelo vivo, pintando o sol. O cabelo estava preso numa maria-chiquinha e os cachos tocavam o chão, pois estava de bruços e a cabeça meio tombada. A porta do quarto foi aberta e passos de salto alto foram ouvidos.

- Vamos, Lizzie.
- Vamos aonde, mamãe?
- Vamos passear no parque.
- Eu posso levar a senhora coruja?
- Pode, mas rápido.


A garotinha levantou-se rapidamente e foi até o quarto pegar sua coruja de pelúcia. Voltou ao encontro da mãe e as duas seguiram até o carro. Sentou-se na cadeira de trás e contemplou o belo rosto da mãe. Tinha uma expressão firme, mas delicada, sobrancelhas que falavam por ela. Os olhos eram verdes e você podia se perder nele. Lizzie olhou para o reflexo de seu rosto no espelho do carro. O que era refletido era muito pouco. Sorriu ao ver que tinha os olhos da mamãe. Foi então que ouviu a mãe fungar. Olhou para ela e lágrimas escorriam do seu rosto.

- Por que está chorando, mama? Mama?

Mas a mulher não respondeu. Lizzie abraçou seu bicho de pelúcia e franziu um pouco as sobrancelhas. O carro parou e logo ela foi tirada do carro pela mãe. As duas andaram de mãos dadas pelo parque. Não se lembrava de conhecer aquele parque e ele não tinha brinquedos. Era um grande campo aberto onde havia um lago cristalino e árvores além. Era bonito, mas chato. Elas contornaram o lago e chegaram até o outro lado, onde as árvores começava. De trás de uma das árvores, saiu um homem realmente bonito. Tinha os traços delicados, longos cabelos negros que estavam amarrados num rabo de cavalo e olhos azuis como o céu. Ele sorriu e se aproximou delas.

- Você deve ser a Lizzie, não é?

Lizzie meneou positivamente, mas segurou mais forte a mão da mãe.

- Oh..Não tenha medo, minha linda criança. Nós vamos nos divertir muito.
- Eu vou com ele, mamãe?
- Vai sim..Ele vai te levar ao parque enquanto a mamãe vai trabalhar.
- Kate estará lá também, mamãe?
- Sim..O papai trouxe mais cedo.
- Então tudo bem! Vai ficar tudo bem!


A mãe entregou a filha para o homem e o encarou seriamente.

- Sua divida está paga, Lauren. Foi um prazer fazer negócios com você.

Lauren voltou o olhar para a filha uma última vez e levou a mão até os lábios. Dava para sentir o quanto estava arrependida, mas antes que pudesse tocá-la novamente ou ir embora dali, os dois tinham partido.
---

Bang. Bang. Bang. Três tiros, três vezes o alvo foi acertado. Eram 4 a.m, mas ela pediu uma sala no departamento de tiro para treinar sua pontaria. Estava usando uma roupa de academia que também parecia um pijama. Talvez fosse o pijama dela. Mas a expressão dela não era de sono, pelo contrário. O rosto era a mais bela amostra de como cuidar da pele. Havia pequeninas sardas no rosto de Adriana, mas davam um charme todo especial na aparência dela. A jovem era boa no gatilho, mas a verdade era que não era o alvo que ela estava vendo. Seus olhos estavam muito, muito além dali. Num mundo encantadoramente amaldiçoado e triste.

Lizzie foi um preço alto a ser pago pelo acordo que os pais dela tinham feito com o ser faerico. Quando a garotinha chegou ao reino, ficou realmente encantada pela beleza do local. Sentia-se como se estivesse num reino mágico, onde as cores tinham seu momento com o passar dos dias. Era de uma beleza esplendida, mas até mesmo uma criança poderia sentir o quão vazio ele era. Caminhou de mãos dadas com o homem até o "parque" e somente quando voltou a encará-lo, viu que ele tinha mudado. Ainda era muito bonito, mas tinha ganhado traços diferentes, orelhas pontudas, olhos mais puxados, tudo parecia ser anguloso e simétrico demais e as cores de seu cabelo, sobrancelhas e tom de pele não era comum para um ser humano.

Não demorou muito para que ela chegasse à sua nova casa, de onde não sairia mais. Foi então que o belo tornou-se sombrio. Não havia mais o multicolorido, havia apenas as cores frias, belas, porém frias, tristes, distantes. Lizzie olhou um pouco mais assustada, porém não conseguia desviar os olhos daquele cenário. A tristeza a prendia.

Ele a deixou quieta por uma semana, brincando num quarto onde havia vários bichos de pelúcia, canetinhas, podia rabiscar a parede. Era a única criança dali, mas era alimentada por criadas, mas nunca via a mesma pessoa duas vezes. Na segunda semana, a vida dela mudou. E ele disse:

- A brincadeira está apenas começando, minha pequena criança. Mas você não será quem quiser, será quem eu quiser...

E ele tirou sua roupa pela primeira vez, entregando a ela uma roupa de bailarina.

- Treine, treine. Chegue à perfeição por essa semana.

Bang.Bang.Bang. Três tiros, três buracos no peito.

- Perfeita o suficiente?

---

- Você tem sido um rapaz, muito, muito mau... - A voz sensual da mulher parecia divertir o homem que estava acorrentado à cama.

- Quão mau?

Sandara parou, olhando-o de cima. Parecia um anjo vestido de sádica, mas era uma mulher muito bonita.

- Muito mau. - Enquanto sorria, ela puxava uma adaga afiada das costas e enfiou uma vez no peito dele. Os olhos do homem ficaram arregalados enquanto o sangue chegava até a boca e escorria. Tirou a adaga e enfiou uma vez mais e outra e repetidas vezes. Ela não conseguia parar de esfaqueá-lo. Mas quando conseguiu, seu trabalho estava cumprido. Um estuprador de crianças a menos no mundo.

E ele não conseguia parar de tocá-la. A cada duas semanas ele a mudava e tocava com mais interesse. O senhor tinha muitos amigos e às vezes ele montava a imagem deles na garota. Batia, cuspia, gritava, beijava, violentava. E dizia o que ela tinha que fazer em troca, como deveria agir, o que deveria dizer. Eram tantos nomes, tantos rostos, tantas histórias que ela não sabia mais quem era Lizzie. Era apenas um nome pelo qual ele parecia apreciar em chamá-la. Assim como a fantasia da vez, ela desempenhava um papel na casa e tinha que sempre fazer tudo perfeito. E ele julgava se o era ou não.

Viver naquele mundo mágico foi viver o inferno em vida. Sua personalidade foi tão moldada e desmoldada: homem, mulher, criança, velho, criaturas mágicas- nem todos com as características idênticas, mas muito próximas. E em todas, ela tinha que agir como se a vida inteira tivesse sido daquela forma. Uma artista nata. Como tinha que aprender tudo para que ele de fato acreditasse, ela foi agregando conhecimentos. Obviamente que muitos ela esqueceu, mas outros ficaram com ela.

Tinha um relacionamento com os outros escravos também, mas era difícil manter por muito tempo. Eles também foram perdendo sua identidade e não se lembravam mais porque tinham preferido ficar naquela casa. O senhor tinha outras funções para os escravos também, mas os outros se lembravam de onde pertenciam, de onde vieram. Lizzie não. Não mais.

Até o dia que entrou no quarto encantado para levar comida para uma criança nova e ela estava segurando uma coruja de pelúcia. Ficou parada olhando para aquela pelúcia que tinha resistido ao tempo e ainda possuía a mesma aparência. Há quanto tempo estava presa ali mesmo? Há quanto tempo...

- Isso é meu...

A sanidade voltou aos olhos dela por um tempo e ela invadiu o quarto para arrancar a pelúcia da mão dela.

- É MEU!!!!

Ela berrava, a criança ficava encolhida. Claro que recebeu o corretivo de sua vida. Não soube quanto tempo ficou presa, mas quando retornou, a criança já estava na teia, com o olhar perdido. Não teve tempo de salvá-la.

A oportunidade de fugir dali logo surgiu. Usando as armas de seu senhor contra ele mesmo, ela o seduziu, apagou e fugiu carregando consigo a pelúcia de coruja. Voltou ao mundo real apenas para descobrir que estava mais perdida do que nunca.

---

A quarta mudança estava pronta. As caixas estavam espalhadas pelo novo apartamento de Jillian, mas antes de arrumar tudo, ela tirou a coruja de pelúcia da caixa, colocou em cima de uma pilha e partiu para uma visita.

Foi até o cemitério da cidade e encontrou os túmulos da família Johnson. Sim, sua família estava morta. Tudo o que ela queria quando saiu de Arcadia eram respostas e vingança. Não obteve nenhuma coisa, nem outra. Ao todo tinham se passado vinte e dois anos desde que ela tinha sido sequestrada, mas não havia nenhum registro que ela tivesse existido até seus seis anos. Os pais haviam se esquecido dela ou preferiram apagá-la da memória. Quando chegou na casa e viu os corpos deles e de sua irmã mais nova, Katherine, viu que a casa era exatamente igual ao que se lembrava, porém menor. Mas a casa não a reconhecia nem mesmo nas fotos.

Não entendeu bem o porquê de tudo aquilo e quando foi procurar por respostas, apenas mais duvidas apareceram. Os seis primeiros meses não serviram de nada e ela não teve respostas sobre o assassinato.

Agora estava de volta com uma nova vida para começar.

- Espero que você tenha feito um bom negócio, Lauren.

Jillian deu as costas e partiu.
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