Uma chamada (Lita McClean)

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Uma chamada (Lita McClean)

Mensagem por Narrador Cyberpunk em Ter Jul 07 2009, 22:41

As chamas geralmente vinham de Zonas de Combate, como gostavam de chamar, ou seja o lixão da cidade. As coisas que aconteciam no lado limpo e corporativo da cidade eram resolvidas pelos seus próprios agentes de segurança. É assim que as coisas geralmente funcionam;

Esse caso interessou especialmente Lita, por isso ela esta nesse carro de policia com a sirene ligada viajando rapidamente pelas ruas para uma area corporativa. Ruas razoavelmente limpas, prédios em bom estados pessoas bem vestidas nas ruas, era quase transcendental aquela visão.

Pararam o carro em frente ao prédio envidraçado da Militech. Segurança corporativa era com isso que aqueles caras trabalhavam. E se houve um assassinato lá dentro é por que algo muito ruim esta envolvido.

Um elevador cheirando a novo levaram você e o outro detetive que lhe acompanhava ao 123º andar.

Um segurança os recebeu e levou direto para um dos escritórios à frente e lá pode ver, Spyder Murphy caido no chão com os olhos essbugalhados segurando uma pistola. Do outro lado da mesa havia um homem de meia idade cabelo grisalho cortado rente, com ar de militar, ele estava morto também com um belo buraco no peito.

Nisso o segurança falou.

"Nós descobrimos conexões dele com você Oficia McClean então achamos melhor chama-la."

Seja la o que Spyder fazia lá, não tinha comentado nada com Lita.




Uma transa interrompida, mas o dever a chamava. Freddie havia de esperar se assim quisesse, e ele odiava isso. Litta vestiu-se e apanhou as chaves de seu carro e avançou até o endereço mencionado em seu Pager com certa insatisfação. Era sua maldita noite de folga e nem assim os filhos da puta a deixavam em paz. Quis ser policial, agora era assumir as conseqüências disso. Entretanto, havia de admitir que algo em especial chamara sua atenção. Um problema na zona dos grandões da cidade sempre cheirava a encrenca das grandes... e uma boa promoção.

Credenciais exibidas e nenhuma palavra trocada. Foi guiada pelo segurança e olhava a hora aleatoriamente enquanto o elevador ganhava andares e mais andares até onde encontraria o corpo de Spyder com um olhar tão esbugalhado de quando passava semanas sem dormir vidrado no maldito computador. Em sua mão uma pistola e a frente um homem que possivelmente era um militar reformado com um buraco no peito. Ela franziu o cenho e maneou em negação.

- Alguma idéia do que aconteceu aqui? Quero todos os vídeos de segurança e não importa se é ou não proibido e se preciso de um mandado. Ninguém entra nesta sala sem a minha ordem. Existe alguma testemunha? Se existe, quero-a aquie agora! – dizia com frieza e indiferença enquanto olhava o corpo de Spyder e para o homem. A noite estaria apenas começando...


[ Narrador, como posso fazer um teste para buscar qualquer algo no lugar?]





Freddie esboçou descontentamento e iria começar mais uma discussão. Mas Lita saiu antes que começassem as palavras amargas de coisas mal resolvidas que todos relacionamento tinham. A noite chuvosa como de costumo tinha cheiro de borracha queimada, era o que sempre parecia pelo menos.


E então lá estava ela diante da cena, carpete confortável, sala bem decorada, seguranças bem pagos e um mistério pra resolver.

'Não oficial, essa sala não é monitorada. O Sr. Carter tinha o privilégio da privacidade devido ao seu cargo. Não há testemunhas do ocorrido, quem encontrou a bagunça foi o auxiliar do Sr Carter, o Sr Fritz. Já tomamos o depoimento dele e o mandamos pra casa, caso queira temos uma cópia do mesmo em arquivo de audio.'

Ele lhe estende um pen drive.

'Fique a vontade para olhar a sala qualquer coisa estarei aqui fora no corredor.'

Ele caminha com seu terno impecável para fora da sala encostando a porta ao sair.

A sala deve ter uns 40m quadrados, vidro envidraçado ao fundo, de frente para porta. Há dois sofás de dois lugares de um material que imita couro marrom, a mesa também imita madeira escura mas provavelmente é algum tipo de plástico, as cadeiras combinam com a mesa, são duas na frente e uma poltrona confortável que serve de túmulo temporário ao Sr. Carter. Já Spyder esta caido entre as cadeiras, seu Ono Sendai próximo ao seu corpo e ainda o tem plugado na cabeça. Na paredes laterai algumas estantes com livros e objetos de decoração.

[Voce simplesmente faz uma descrição do que procura. Quanto m,elhor a descrição da sua busca, ou caso seja mais especifica voce ganha bonus na rolagem que eu faço aqui.]





As duas luvas que sempre trazia nos bolsos de seu casaco foram sacados e vestidos por Lita para poder mexer livremente na cena do crime na busca de vestígios que pudessem ajudar a solucionar o crime. Logo a equipe da perícia estava ali e Lita os odiava por sempre esconderem alguma prova vital, e ela gostava de obter vantagens sobre o trabalho de modo a vender e comprar informações. Fosse dentro ou fora do polícia o mundo era um grande mercado aberto, desde que você soubesse como e com quem negociar. Havia alguns minutos somente para isso. Consentiu para o segurança olhando para a cara do segurança por baixo de sua franja e sorriu de canto.

“Que ótimo! Por que alguém numa cidade como esta exigiria privacidade em sua sala? Com o que trabalhava Sr Carter?”, pensava Lita vestindo as luvas e se voltando para o segurança: - A sala não é monitorada, mas os corredores para o acesso dela são e quero todos os vídeos de segurança... originais! – dizia se levantando e sendo incisiva tanto nas palavras quanto no olhar para o segurança, impedindo de sua saída imediata - Alguém ouviu alguma coisa? Discussão, gritos, os disparos...?

Lita indagava o segurança enquanto perscrutava a sala, buscando detalhes quanto ao local, visibilidade, olhando a janela e prováveis saídas emergenciais. Aliás, havia algo assim? - Esta sala possui saídas alternativas? Quem tem acesso à sala quando o Sr Carter não está? Assistentes, secretárias... quero conversar com eles... Dizia olhando o rosto primeiro para o corpo de Spyder caído no chão, analisando a postura de seu corpo, sobretudo a posição das mãos.

Buscou em seu bolso uma pequena câmera digital e registrava sua posição, depois sua expressão e seus olhos para perceber o que necessariamente ele focava. Olhava a pistola em suas mãos e também tirando uma foto antes de mexer na evidência. Olhava a pistola com atenção para saber sua marca e seu pente/tambor para contar as balas. Olhou as mãos de Spyder e as cheirou levemente, cheirando-a para analisar vestígios de pólvora e ligando seu gravador, deixando preso em sua gola para não atrapalhar seus movimentos e descrevendo cada procedimento que fazia.

O caminho até à mesa do suposto militar morto foi seguido analisando os detalhes do carpete, buscando qualquer vestígio de passos ou qualquer marca relevante [e registrando em foto caso necessário]. Tirara foto dos pertences da mesa e mexendo em documentos, agendas e o que fosse disponível sem tirá-los necessariamente de sua posição. Olhava o corpo daquele homem e abriu mais sua blusa para ver a marca do tiro e analisando com a arma com Spyder. Conhecia os ferimentos de bala e analisou criteriosamente. Pediria uma necropsia para os exames e um estudo de balística. Porém, observava a pele acerca da ferida e maneava em negação.

- Adoro esses casos… – comentou retoricamente.
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Re: Uma chamada (Lita McClean)

Mensagem por Narrador Cyberpunk em Seg Jul 13 2009, 20:13

O segurança se deteve com as perguntas da detetive. Enquanto isso seu parceiro já olhava atentamente o corpo de Spider.
-Não tivemos qualquer chamado sobre gritos, confusões ou disparos.- Ele vai falando enquanto checa tudo num palm. – Os únicos com acesso à sala sem autorização são o próprio Sr. Carter e o Sr. Fritz. A limpeza é feita por robôs e não fora agendada nenhuma manutenção nas últimas duas semanas. Só há mais uma porta aqui nesta sala que é aquela – ele aponta uma porta discreta, como se fosse continuação da parede esceto por uma maçaneta de aço escovado. – onde fica o lavabo. Vou buscar os vídeos de segurança do corredor e elevador para vocês.
Então ele sai da sala encostando a porta.
O garoto está com as pupilas dilatadas, talvez drogado, ou algum flash forte de luz bem na hora da morte?
A arma era de um tipo como entre os jovens, carcaça em plástico aerografado, tiro único, sem cápsula (e sem pólvora), baixo calibre mas suficiente pra fazer o estrago que estava no Sr. Carter isso parecia se encaixar. O que não fazia sentido é como Spider chegou com aquela arma ali, e por que um homem da posição do Carter não estava usando nenhum tipo de colete ou proteção. Na mesa apenas papéis burocráticos, nada que chamasse a atenção. Além disso Carter possuía um coldre de ombro com uma H&K carregada nele.
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Re: Uma chamada (Lita McClean)

Mensagem por Katrinnae em Qua Ago 26 2009, 12:55

A hesitação do segurança foi notada por Lita, mas ela não deixou que isso transparecesse. O que fez foi apenas se voltar para ele para fitá-lo incisivamente , depois para seu parceiro olhava atentamente para Spider no chão. Porque aquele olhar tão incisivo? E os robôs de limpeza não fizeram qualquer manutenção há duas semanas? A policial olhou o ambiente verificando a limpeza e organização do lugar. De certo o Sr. Carter e nem o Sr. Fritz se preocupariam em limpar aquela sala por conta própria. A resposta que buscava para aquele crime estava naquela sala, ou ao menos abri o caminho para aquela estrada misteriosa.

- Curioso... Um homem foi morto e ninguém ouviu os disparos. Exceto se esta sala seja acústica mesmo as câmeras do corredor registraram o som. Afinal... – Lita olhou para a arma usada por Spider e sorriu – O nosso “assassino” não usava silenciador. Os seus olhos são de medo, susto, como se surpreendidos por alguém. Se estava drogado um exame toxicológico era dizer, e se foi um flash diria granada de luz e uma terceira pessoa... – aproximou-se mais uma vez de Carter, olhando-o com mais atenção e vendo-o com uma coldre e uma H&K, tomando a mesma com a luva e conferindo se estava carregada e colocando de volta no lugar.

Voltou a caminrar pela sala vendo como estava a “limpeza” do lugar, esfregando o carpete com o sapato e olhando a porta de maçaneta de aço escovado e consentindo. Tirou sua arma, mesmo sabendo que seria desnecessário, e abrindo meia porta para lançar um olhar distante e somente depois de garantir uma segurança, abri-la totalmente.

- Disse que os robôs não foram agendados, não é mesmo? Por que acha que não houve agendamento nas duas últimas semanas? – perguntava do banheiro, analisando tudo criteriosamente – E quem seria esse Sr. Fritz? Gostaria de contatá-lo!
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