A Lâmina do Céu

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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Rosenrot em Ter Maio 29 2012, 10:45

Charlie franziu as sobrancelhas, observando o teto, então de maneira brusca ele se levantou, sentindo todas as dores lhe percorrer o corpo, gritou, por um segundo, antes de ter o grito abafado. Caiu sobre a cama em que estava. Riu-se, das dores, das impressões.

- Você não vê? - E passou a língua nos lábios. - Não faz sentido.

E calou-se. Fechou os olhos. - A batalha dos outros.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por 25Slash7 em Qua Maio 30 2012, 00:29

As perguntas ficariam sem respostas. Uma pequena turbulência faria a embarcação balançar, nada que, contudo, fizesse com que os tripulantes se desesperassem ou mudassem seus planos.

Segundos depois, os soldados passariam por cada um do Legado e diria que deveriam recolher-se. Estavam se aproximando e, não seria prudente que eles conhecessem a localização da Lâmina do Céu.

Foram conduzidos para os aposentos, onde as portas seriam fechadas. "Avisaremos quando for a hora de sair". A hora de sair, contudo, apenas veio 10 horas depois.

Navegavam acima das nuvens. Os ventos eram moderados e agradáveis, quase como um momento de descanso em meio à guerra. Foram orientados que encontrariam comida no convés. Charlie seria "conduzida" até lá, ainda que, para isso, precisasse de muletas para andar.

Em cima, serviram pão e mais vinho. Alguns sortudos conseguiram pedaços de queijo.

Enquanto comiam, a voz do capitão da embarcação ergueu-se como um trovão. Era rígido, direto. Cada timbre como uma ameaça.

- Nós da Liga Haslanti acreditamos em sonhos. Acreditamos em deuses. Acreditamos na resistência dos homens diante do destino. Acreditamos... porque a nossa nação surgiu do conflito.

O capitão fez uma pausa. Os homens, entre mastigadas e goladas, prestavam atenção.

- E agora, nós nos deparamos com outra guerra. Uma guerra que não é nossa, trazida por criaturas acima do destino...

Uma nova pausa. O homem tinha a pele levemente bronzeada, o que denunciava uma origem sulista. Sua expressão era rija, desprovida de sentimentos que não a crença no que dizia.

- Vocês... - e desta vez falava em direção apenas ao legado - estão aqui porque os sonhos assim disseram que deveriam ser. Mas, os sonhos também dizem que nem todos que estão aqui querem estar. Se vocês insistem em recusar toda a força do destino e negar ao papel de vocês como peças chaves nesta guerra, então...

E naquele instante a embarcação começou a diminuir a altura. Em poucos instantes, navegavam por sobre o gelo, à uma distância de 20 metros.

-... então saltem. Derams irá se assegurar que vocês caiam em segurança.

Derams era um rapaz de seus vinte anos, com barba rala e expressão irritadiça, quase uma cópia do capitão. Em seu braço uma faixa, onde poderia se constatar que tratava-se de um taumaturgo pelos símbolos que ali estavam marcados.

- Saibam, contudo, que a guerra se espalha em uma velocidade alarmante. E que se há um lar hoje, provavelmente não haverá um lar amanhã. Do que sabemos, até hoje, tudo o que vocês conseguiram foram derrotas, amargas derrotas e escapatórias. Nada além disso. O que vocês carregam dentro de vocês é a fonte do heroismo nas histórias do homem e se o espírito de vocês não for grande o suficiente para comportar esse heroismo, o destino irá se assegurar que essa essência busque alguém digno da imortalidade.

O homem respirou fundo. Pegou uma garrafa de vinho de um soldado próximo e a bebeu vorazmente. O líquido escorreu pelos seus lábios enquanto sorvia o líquido.

- Esta guerra não pertence a ninguém aqui. Esta guerra ainda não alcançou a Liga Haslanti. Mas se nenhum filho da puta fizer nada, logo, todo o Norte será destruído. É isso o que os Perscrutadores dos Sonhos dizem, é isso o que o Conselho dos Oligarcas dizem, é isso que cada porra de centímetro do meu corpo diz. Hoje, nós nos preparamos. E será com a ajuda daqueles que chamam de Reevahkiin... ou sem.

Derams, então, aproximou-se da proa. Seus dedos movimentaram-se e, logo, pequenas correntezas de vento começaram a envolvê-lo.

A voz do capitão tornou-se mais alta. Ele fechou o punho e seu grito agora era para os seus homens.

- Whitewall, Cherak, Wallport, Snowguard, Icehome, Iron Fall, Arye, Shield, Windcreche, Crystal, Diamond Hearth, Fair Isles, Sunset Greenfield, Tuskstad, Black Cliff. Montanhas Dehennen, Montanhas Black Crag. Porque cada desgraçado aqui, tem a coragem necessária para mudar o Destino de Criação. E cada desgraçado aqui só pede por uma chance de fazê-lo.

- Reevahkiin. Escolham. E se escolherem continuar nesta embarcação, eu lhes prometo nada além da dúvida, da desgraça, da dor e de uma pequena possibilidade de glória, poder e auto conhecimento. Se sairem, eu lhes prometo... sob os olhar zeloso dos meus ancestrais... nós, A Liga Haslanti, estaremos lá para salvá-los quando o perigo destino bater à sua porta.

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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Valkyrja em Qua Maio 30 2012, 12:09

Vaan permanecia com o olhar perdido, distante. Sua mente parecia ter ido até Yu-Shan, a terra dos que Archer chamava de Deuses. As montanhas douradas se perdiam em sua mente, e a menina sequer reparou que ele não tinha respondido, que aquela raiva ainda estava no ar e que ela mesma havia entrado em transe. A turbulência quase não fora sentida. Os olhos tristes da menina só se focaram para ver o soldado que tocara em seu ombro. Parecia que o mesmo já havia chamado por ela uma vez. Ele a observava com curiosidade e um pouco de impaciência. Vaan respirou fundo e franziu a testa, deixando-se ser guiada.

As 10 longas horas foram apenas para tentar comunicar-se com alguma coisa além, tentar entender-se. Tentou também, dormir e descansar, mas quase não havia conseguido.

Até que foi conduzida para o local onde havia a grande reunião dos tripulantes do dirigível e da pessoa que parecia ser seu líder. Vaan ergueu seu olhar, de forma tímida, até ele. A pele sulista a fez sentir falta do calor. Fazia tanto tempo que nãos entia frio...Serviu-se do pão e procurou um canto longe dos olhos da tripulação. Buscava os outros, apenas por precaução e, quem sabe, medo de ser deixada para trás. Não iria até eles. Ainda estava machucada pelas palavras ouvidas e sentia-se muito fraca, muito inútil.

" Sonho." De novo esse sonho vinha na direção do Legado. Parece que todos sonharam com sua chegada. A companheira de Archer também sonhara . Sonhara com a ocupação do Norte e com Voz dos Antigos. Vaan desviou seu olhar, ouvindo o capitão enquanto mordia um pedaço do pão velho.

As opções eram dadas, mas Vaan novamente sentiu o peso em seu corpo. para onde iria? Seria melhor ficarem juntos, pensava, mas sabia que muitos iriam atrás de suas terras. Ela não tinha terras para ir, não tinha um ente querido a quem visitar ou sequer tinha algo. Só tinha o Legado. E ele não parecia ser muito estável. Sobre a guerra, sabia que teria que fazer algo, mas não sabia direito o que fazer. Ir atrás de Voz dos Antigos? Ir atrás de Fal Grey?O mais lógico, porém, mais perigoso,s eria tentar impedir a trajetória de Voz dos Antigos.

Ao ouvir as opções, calou-se. Queria ouvir o que os outros iriam sugerir. Ficaria com a Liga ou até com a Ordem de Archer. Essas seriam suas melhores escolhas.

Ficaria lá para discutir o quanto fosse necessário.

Após a discussão, afastava-se de todos. Não olhou sequer Alex e Spectre. Seguiu para o quarto e trancou a porta assim que o soldado que a guiara virou-se para ir embora. Foi até a cama e permaneceu parada diante dela, estática. Apenas os olhos moveram-se pelo quarto iluminado agora apenas pela luz artifical da nave. Sentiu falta do vento gelado do céu, da luz natural e, agora solitária e cheia de dúvidas, de seus companheiros. Alexander estaria em seu quarto? E Spectre? Os outros já tinham se distanciado...

-...Hunf.

Vaan primeiro sentou-se na cama, com o olhar fixo em algum ponto da parede. A batalha das serpentes apareceu em sua memória. O medo, a raiva, o ataque e todo seu receio. O cheiro e as sensações daquela noite fria pareciam voltar em um instante. O fanatsma da menina sendo engolida pela Guardiã do Norte a atormentava. A cena, tão rápida e limpa, passava diante dos olhos da Sideral. Vaan via-se também, parada, com o pavor estampado nos olhos. Ela não fez nada...Nada.

"Será mesmo que eu sou uma covarde?"

Deitou-se na cama, de lado, e cruzou os braços. O rosto ainda estava sério, sério e frio como as recordações de toda sua jornada. Que fizera até agora?

"Nada."

Dentro de toda sua insegurança e ingenuidade, Vaan sentiu uma lágrima escorrer por seu rosto. Lágrima que logo foi limpa pela menina. Chorar não iria mudar nada, então pra que se dar o trabalho? Com a testa agora franzida, Vaan olhava sua mão enfaixada com o mesmo curativo sujo de antes. Podia ver ainda os dedos úmidos por seu choro. Todos os seus sentimentos expressos em uma única gota.

Mordeu o lábio inferior, numa careta de raiva. Fechou sua mão com força e bateu-a contra o criado mudo a seu lado.

- Se eu não tivesse visto o que eu vi. - as dúvidas a atormentavam. - Mas eu vi alguma coisa?

Voltou a sentar-se na cama. Com os olhos lacrimejados, ela tirou parte de sua bandagem: o braço demoníaco, as garras e a pele que lembrava, agora, escamas de algum tipo de dragão. Sentiu o ímpeto de gritar de raiva, de frustação, de medo. Segurou seu pulso amaldiçoado, olhando fixamente para ele.

- É tudo culpa sua! Essa bagunça começou lá! Agora, eu não tenho nem pra onde ir!

E fechou seus olhos, controlando-se através da respiração.

"Agora seria uma ótima hora pra me darem alguma coisa. Alguma dica sobre toda essa bagunça."

Tentou-se comunicar com o tal destino, com as linhas que via e sentia. Alguém deveria ter alguma resposta, mas Vaan, no fundo, não sabia o que perguntar. Fora arrastada por uma enchurrada e estava agora jogada num litoral que não conhecia.

" O que...O que eu devo fazer?"

Foi a última pergunta de Vaan, que sentia um aperto em seu peito, enquanto abaixava sua cabeça. Tentava achar alguma saída escrita, escondida na Criação e em todos os seus destinos, nas vozes que ouvia. Queria ajudar, mas não sabia como.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Shen666 em Qui Maio 31 2012, 10:24

Todos pareciam certos e focados de alguma forma. Seguindo seus caminhos e desviando seus passos. Ouvia claramente o capitão. Entendia a guerra e a hora de intervenção, entendia a história e a catástrofe. O desastre e a doença. A infecção da terra e das almas. Bebera água, vinho, mas a loucura ainda o perfurava através da sede. Dilemas. Pensamentos. Dúvidas.

Pare de pensar.

- Ridículo. Pessoas mortas e doentes. Fantasmas com complexo de vida.

Pare de falar.

A calma. Entendia que fazia parte. Parte de um todo. E cada um tendo seu próprio motivo... entendia lentamente o seu próprio. Algo lhe dizia que precisava continuar para entender mais, não da guerra, nem da dúvida, nem dor, glória, poder, e auto conhecimento, mas o conhecimento deles. De todos eles. Controle. Dominação. Vivia sua própria guerra contra os Quatro Últimos.

- A Legião.

Esperou aquele homem terminar. Esperou o que restava do Legado partir para suas questões e foi responder suas próprias. Em seu covil escuro, sentou-se à cama. Tocou seu rosto por debaixo da máscara. Fechou os olhos.

As vozes voltavam e os sonhos renasciam.

- "Não há o que possa ser completamente explicado, nem em dez frases nem em mil livros - as runas dos monolitos podem dizer tanto mais do que qualquer livro de poemas, então por que utilizar mais quando menos desvela o pouco da mesma luz e da mesma sombra..."
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Qui Maio 31 2012, 17:37

Alfadur não se opôs as determinações dos tripulantes. Ele não queria ser um mal hóspede e seria até conveniente para ele ter um momento só seu para refletir e meditar, afinal, ele sabia que havia algo errado em sua alma, em seu espírito, e estar sozinho, isolado de tudo e todos, poderia permitir que ele se reencontrasse (conforme sidequest "Buscando a si mesmo").

O tempo passou e os Haslanti preparavam um simples banquete para tripulantes e visitantes. Eles deviam subir ao convés e após comerem viria o discurso do capitão. Um discurso carregado de apelos, mesmo que misturados a expressões rudes e um ligeiro aspecto de afronta. Mas... Alfadur sabia... aquele homem desejava a ajuda dos visitantes, aqueles que chamavam de Revakhin. De onde ele estava podia observar seus companheiros daquela jornada insólita, mesmo sem conhece-los bem, podia imaginar e desenhar em sua mente possíveis motivações para cada um deles. Seus olhos também fitaram Niume, sua companheira e confidente e sabia que ao menos ela desejaria algo semelhante a ele. Voltar para casa.

Sim... voltar para casa, era o que Alfadur desejava, mas desta vez, não queria faze-lo apenas para continuar vivendo entre Mundos e ignorando os conflitos dos dois lados. Não... ele não podia se esconder, não queria se esconder, e as palavras do capitão pareciam desnecessárias a ele, pois ele desejava traçar seu próprio destino e não apenas seguir uma suposta oportunidade que lhe surgiu e que poderia mudar os rumos daquela guerra.

Alfadur se levantou de onde estava sentado e fitou o capitão daquela embarcação. Arriscou alguns passos a frente, seu olhar era calmo e tranquilo, zeloso em seus gestos, também o seria com as palavras, pois havia mutualidade entre o que desejava e o que o Haslanti sugeria, mas também devia haver uma contra-partida, não para ele, mas para as pessoas que estavam sozinhas além do longo caminho onde as mãos alcançam o céu.

- Se falarmos de dívidas, teríamos de ser gratos por terem nos resgatado, mesmo que nós tenhamos salvado sua companheira... - Referia-se à selvagem - Mas se falarmos de compaixão, entenderei que isto não é uma troca, pois o que fazem não depende de favores, já que está disposto a nos salvar em um futureo qualquer mesmo que abandonemos este transporte...

Sorriu então, ainda olhando o homem e buscando as verdades em seus dizeres. Repetia o que ele disse, talvez em busca de uma confirmação de que aquelas pessoas realmente estavam sendo autruistas o bastante para se arriscarem por desconhecidos mais de uma vez, ou se simplesmente estariam abertos a acolhe-los em sua luta e negociar novas propostas.

- Há um povo que precisa ser salvo, mas estou longe para faze-lo. Não posso aceitar uma guerra pela liberdade de outros sem ao menos ter certeza de que os meus estão livres. Se for possível a mim e minha companheira de viagem... - Apontaria Niume - ... encontrarmos os nossos e deixa-los em segurança, não vejo problema em fazer uma aliança com vocês Haslanti, já que a princípio, estão lutando pela mesma coisa que eu sempre desejei às pessoas que tomei para mim como meus protegidos.

Concluiu de modo convicto, pois não podia retroceder em seu desejo de reencontrar sua casa, afinal, Alfadur amava aquelas pessoas que deixou para trás quando viajou a Haafingar. Foi por elas que ele decidiu visitar o mundo dos homens, para que elas pudessem ter um mundo digno para viverem. Se este mundo estava sendo ameaçado, Alfadur parecia disposto a protege-lo dos tiranos, mas antes de faze-lo, teria de valorizar seu propósito... proteger o mundo para os seus, antes de qualquer outra coisa.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Rosenrot em Sex Jun 01 2012, 09:42

Charlie caiu num sono profundo e pesado, pelo resto do tempo em que passou lá em baixo. Não se lembraria se tivera sonhos ou qualquer coisa assim, na verdade, a única coisa que se lembraria seria da sede.

Sede. Uma terrível e incontrolável sede. Não sabia de onde vinha e nem porque, mas apenas precisava saciá-la. Ainda que sentisse fome, as frutas e pães não lhe interessavam ao olfato, fato que Charlie começava a estranhar, preferia a carne, e pegou-se mais de uma vez com a língua dançando entre os lábios ao observar um ou outro tripulante que por ventura viesse ao local onde estava. A sede também ainda estava lá.

Quando foram convidados para sair, Charlie iria se Hector também o fosse, e lá, como antes, nem o pão e nem o vinho lhe interessavam... O queijo por outro lado. Observava os céus, as nuvens tão altas, era uma visão bonita, pensava, não tão bonita quanto a visão que tinha das terras do Norte quando subia no topo das altas torres do castelo, mas bonita ainda, sim.

Ouviu, em derradeiro silêncio, as crenças, as esperanças, os desejos, chegou a rir-se de leve, era bonitinho, aquilo também. Pareciam crianças encantadas com um conto de fadas. Então o outro sujeito falou, Charlie ouviu também, sempre paciênte e atenta. Ao fim, apenas olhou para Hector, a decisão era dele afinal. Charlie era só um meio.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Valkyrja em Sex Jun 01 2012, 14:57

(gente, é um complemento para a minha ação. Vou colocar aqui pra todo mundo ler. Por isso não elaborei muito.)

Ao ouvir as palavras de Alfadur, vaan resolveu dar um passo até ele. Ela disse, com sua voz pausada e calma, quase um sussurro.

-Acho que é uma boa nós ficarmos juntos. - antes com o olhar baixo, Vaan levantou os olhos dourados para o companheiro e sua amiga, Niume. Cerrou os punhos e continuou.

-Sei que vocês querem ir para a casa de vocês, mas acho que isso vai nos desviar muito.

Segurou uma mão com a outra e depois desviou o olhar, passando uma das mãos na nuca.

- Eu...eu consigo me comunicar com as pessoas. É uma habilidade dessas nossas. Não sei se consigo falar com pessoas longe, mas posso tentar. Assim, não precisamos sair do caminho e você tem alguma confirmação de sua terra natal.

E por fim, olhou Hector, Alex, Spectre e Charlie.

-Posso fazer isso por vocês também. - pareceu meio sem jeito.

- Mas, bem...Posso me comunicar com um de cada vez só, eu acho.

Por fim, olhou a todos, esperando a resposta.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Niume em Sex Jun 01 2012, 16:56

Niume não teve tempo de acompanhar Alfadur para o andar superior. Antes de subir, sentiu uma leve turbulência balançando a embarcação e depois dela, um soldado lhe tocou o ombro e quase gentilmente, guiou Niume de volta para um dos quartos, onde fechou a porta após das instruções de que ela devia esperar. A gentileza deles era com certeza, algo que ela devia aprender, pensou ao voltar para cama e sentar-se ali.

Dez longas horas... Horas que Niume usou para pensar. Havia muitas perguntas em sua cabeça e talvez por medo de obter as respostas, havia sempre algo mais urgente para resolver ao invés de pensar. Mas agora, tinha horas pela frente e sozinha no quarto, não houve mais nenhuma desculpa para fugir. Se havia conseguido ou não, não estava claro em sua expressão quando saiu do quarto e foi levada novamente para cima, para encontrar os outros. Todos pareciam já reunidos ali, de frente para o homem que parecia ser seu líder.

Niume achou um lugar ao lado de Alfadur e em silencio, ouviu tudo que o homem tinha a dizer. Seu discurso, vez ou outra, fazia com que ela erguesse levemente a sobrancelha, mas até que ele tivesse terminado, não houve nenhuma manifestação da parte dela. Qualquer um ali parecia saber muito mais do que eles sobre o que havia acontecido em Haffingar e todos, pareciam ter sonhado com a chegada daquele grupo estranho. Talvez, ainda não fossem nem sequer um grupo.

O capitão falou e ela soube de imediato qual caminho escolher. Alfadur manifestou-se e mesmo que ela concordou em parte e depois dele, ouviu Vaan, fazendo um leve aceno com a cabeça. Jamais esqueceria-se dos seus, jamais poderia simplesmente abandona-los a mercê do destino traiçoeiro. Porém, parecia claro o bastante para ela que havia outras coisas em jogo e que.. infelizmente... seu povo teria de esperar.

-Eu concordo ela Alfadur. Sinto medo pelos nossos e quero tanto quanto você, saber se estão bem. Mas uma viagem para casa nos desviaria muito do caminho de... de seja la para onde estamos indo. Sei que todos temos nossos desejos particulares, nossos próprios lares para nos preocupar.. Mas para mim, esta mais do que claro que ficar juntos, é o que devemos fazer por enquanto.

Ela coçou levemente a nuca e depois cruzou os braços.

-Acho que todos aqui perceberam que aquele idiota é muito mais forte do que nós sequer podemos supor que somos. Onde ele arrumou tanto poder? Me lembro dele em Haffingar e não era mais do que nós também eramos. De alguma forma, aquele velho tornou-se muito mais poderoso... Ele achou as respostas para as perguntas que nós ainda estamos nos fazendo. Se ela pode mesmo fazer o que diz... então eu ficaria imensamente grata...

Abriu um pequeno sorriso para Vaan e depois voltou a olhar os outros.

-Temos que ficar juntos e crescer. Não apenas individualmente, temos que crescer como um grupo. Vimos um pouco do que podemos fazer quando nos juntamos... Podemos ser mais, muito mais. Mas não vamos conseguir isso se cada um de nós for novamente para um canto diferente.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Sex Jun 01 2012, 21:06

Após os dizeres de Niume, Alfadur a fitou para respondê-la:

- Eu quero salva-los, Niume, mas também não creio ser possível fazer isto agora, imediatamente... - Fitou então ao capitão Haslanti. - Mas preciso saber se o seu povo está disposto a acolher ou se aliar a outros que estão perdidos nesta guerra, sem um rumo, sem alguém para guarda-los. Não sou o único a me preocupar com pessoas que podem estar indefesas sendo possíveis vítimas da fúria de Fal Grey ou da obsessão de Voz dos Antigos. - Naquele instante fitaria Hector que, assim como Alfadur, tinha os seus a proteger e não os deixaria à própria sorte sem um planejamento no mínimo convincente.

- Este Fal Grey parece forte e impetuoso, e bastante inspirador ao seu exército, mas não temos como saber seu real Poder quando nem sabemos qual é o nosso real Poder. Não podemos nos menosprezar e achar que ele sozinho poderia vencer tantos outros assim, e pelo que eu pude ver, ele não parece do tipo que... pensa antes de agir... certamente ele há de ter suas fraquezas. Me preocupo mais com Voz dos Antigos que carrega uma arma capaz de distorcer a passagem do Tempo, coisa que eu só vi acontecer além dos confins do mundo onde o próprio Tempo não existe como conhecemos aqui.

Disse ele em resposta a Niume após fita-la para ouvir o que ela disse sobre Fal Grey. Claro, Alfadur também não esperava que o dirigivel mudasse de direção ou que os Haslanti dessem um jeito de leva-los para outro lugar de modo instantaneo. Aquilo era ainda, uma proposta, uma possibilidade que poderia ser boa para todos.

- Se estamos em uma guerra, se temos que nos unir por um propósito maior, talvez haja espaço para outras estratégias, como combater em fronteiras diferentes e expandir esta influenciar a fim de interromper os passos destes inimigos. - E naquele instante fitou Vaan que se dispunha a ver Destinos e Futuros. - E eu gostaria sim... que nos ajudasse nisso... preciso saber como eles estão e como ajuda-los caso precisem... aposto que outros aqui também achariam bem conveniente uma ajuda como esta! - Sorriu em seguida, demonstrando simpatia e apreço pelo gesto de Vaan em querer ajuda-los. À partir daí, restava a ele esperar por respostas e propostas dos presentes, desde o Legado aos tripulantes daquele transporte voador.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por 25Slash7 em Sab Jun 02 2012, 13:50

O capitão ouvia a todas aquelas argumentações. Paciência não era sua característica mais notável e, a verdade, era que gostaria que todos pulassem do maldito navio ou seguissem com ele.

Ao invés disso, com tudo, vieram argumentos, dúvidas. Uma necessidade de segurança.

- Filhos da puta...

Resmungou consigo e então fez um sinal. Alguns tripulantes colocaram um barril a frente. O capitão fez outro sinal para que o Legado se aproximasse.

Sobre o barril, havia um mapa. O capitão pegou pequenos pedaços de jade e os colocou sobre o papel, demarcando pontos importantes.

- Nós não sabemos de onde eles veem. Imaginamos que talvez tenham feito algum... trato... com alguma criatura do norte, talvez algum grupo de deuses ou sabe-se lá deus o que...

Ficou olhando alguns segundos para o mapa. Então apontou para White Ribs.

- Eles lutam aqui e tem a vantagem. Contudo, não sabemos se daqui eles partirão para Gethamane ou se avançaram para Tuskstad.

- Estas tribos (Leões negros) estão estacionados. Mas podem avançar para qualquer direção. Se esta mais ao norte decidir tomar Tuskstad, Icehome terá de defender. Se Icehome se defender fora de seus muros, as outras duas poderão avançar em um ataque único.

- Estas... (Leões Azuis) encontraram alguma... resistência. Sabemos que ainda estão ali, mas as tribos estão partidas. Estes desgraçados vão se unir com algum outro contingente... supondo que estejam vivos.

- Para terminar... (Leões Vermelhos) eles vencem em White Ribs e Snowguard. São posições estratégicas que podem colocar todo o norte em caos. Se Tuskstasd cair, todo o comércio aéreo será interrompido. Seja para a Liga Haslanti, seja para Whitewall. Se Snowguard cair, Gethamane será o próximo passo. E Cherak é uma cidade do Reino que, até onde sabemos, está na iminência de cair. Pediram ajuda, mas nenhum chamado foi atendido... se Cherak cair, o Reino poderá intervir com força total... e teremos uma guerra em três frontes diferentes. Norte, Reino e Bárbaros.

Todas aquelas guerras eram deflagradas sobre pontos estratégicos e afetariam qualquer dos refúgios diretamente. O Refúgio de Hector estava isolado, cercado por tribos agressivas que, talvez, apenas não tinham o atacado porque não o encontraram. Se aquelas guerras acontecem à um mês, sua casa deve estar à dois passos de sofrer os efeitos do corte nas rotas de troca e comércio. O Refúgio de Alfadur, por sua vez, encontrava-se próximo de dois exércitos que deveriam emergir vitoriosos.

Mais que isso... Alfadur sabia que os Rakshas sentiam cheiro de fragilidade...

- Há outras tribos espalhadas... mas apenas essas que encontramos. Não sabemos onde está o líder, também não sabemos se possuem espiões ou se há grupos especiais. Tudo o que sabemos é que Fal Grey lidera os exércitos e que uma puta chamada Samea lidera os civis...

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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Sarx em Dom Jun 03 2012, 02:10

Hector hesitou, em deixar Charlie - havia chegado até mesmo a segurar o martelo de modo um tanto agressivo, antes de aceitar deixar a enfermaria e mover-se até os próprios aposentos, irritado, ainda que sem demonstrar - não muito, pelo menos.

Estava trancado em seu quarto, contra a própria vontade, nem um pouco feliz de estar lá - decidira, então, meditar. E o fizera por mais de dez horas, que passaram como se fossem muito, muito menos do que tanto como pareciam.

Quando, finalmente, chegou a hora de sair, Hector foi em direção ao convés. Encheu uma caneca de vinho e comeu um pouco de pão - para selar as leis de hospitalidade, afinal de contas. Ao ver Charlie, aproximaria-se, perguntando como ela estava.

Identificou os membros do grupo com o qual havia sido pego, os membros do "Legado". Não lhes dirigiu a palavra - ainda precisava digerir tudo aquilo, ainda precisava digerir as informações, os fatos, as histórias. Ainda precisava digerir que eram um Legado, antes de realmente poder sentar ao lado deles e beber e rir como se fossem grandes amigos. Haviam sobrevivido juntos, sim. Mas... Porque? O que os fazia tão especiais que tinham que sobreviver? Sabia a resposta para si. E a resposta para Charlie. Mas não sobre os outros. Não sobre eles, como um todo.

Deu um tapinha sutil no ombro de Charlie com as costas da mão, quando viu que o Capitão ia começar a falar, e aguardou.

Era um discurso típico, ele pensava - o discurso típico de um homem duro, que não estava acostumado a perder, mas que, honestamente, estava apavorado. Poderia julgá-lo por seu medo. Não o fez. Era sinal de que ainda estava são.

Notou Doran. Notou o sinal da taumaturgia em seus braços. Aquilo era interessante. Precisava lembrar-se de falar com ele depois. Voltou a atentar-se ao discurso e, também, as reações da platéia.

Quando o Capitão citou seus homens, Hector atentou-se ainda mais, em busca dos sobrenomes de alguma das casas vassalas de sua família. Nenhuma. Aquilo era bom. Não queria nomes que o ligassem a realeza atual dos Hrothgar. Não naquele momento.

- Rehvvakin. - ele repetiu, em voz alta. - O que isso significa, afinal de contas? Sabe, a palavra mesmo. Etimolo... Etimológicamente. - perguntou, bebendo mais um gole de seu enorme caneco de vinho.

Não deu sinal de ir embora. Conscientemente, não sabia que, ao ficar, forçava Charlie a fazê-lo. Conscientemente, pelo menos. Não disse nada.

Ouviu o que disse Alfadur... E sabia não se tratar de caridade, nem de generosidade. Se a liga os salvava, era por saber mais que eles. Se a liga os salvava, era por que acreditavam neles, e sabiam que nenhuma guerra passa muito tempo sem atingir alguém - e contava que eles os protegessem. Era uma troca de interesses. Não se preocupava.

Ouviu a proposta de Duda, mas negou, com um aceno da cabeça. Com quem poderia falar? As pessoas em Stormgale deviam ter enviado buscas, mas um corvo com uma carta era tudo que precisava para acalmá-los. Deviam estar se preparando para a guerra. Não respondiam a Fortaleza Vermelha - Hector os havia instruído a apenas unirem-se aos pais para guerra caso ele permitisse... Saberiam o que fazer, caso a guerra chegasse até eles. Tinha confiança plena em seus homens.

Quando Alfadur falou com ele, diretamente com ele, Hector bufou, bebendo mais um gole. Arrotou - não tinha muitos modos - antes de falar. - Fale por si só, Alfadur. - disse. - Meus homens estão seguros. Minhas fronteiras estão seguras. - respondeu, coçando a espeça barba por um momento. - Meu povo, por outro lado, não está seguro. Meu povo está morrendo em suas casas. De frio. De dor. De medo. Meu povo está nesse barco, também. E meus homens, e eu, não temos medo de ventos fortes. Nós os cavalgamos para ter o que comer de manhã. - resmungou. Aparentemente, não estava com um humor muito agradável, naquele momento - Alfadur certamente lembraria-se de que Hector parecia um homem mais animado e fácil de se lidar com, em Haafingar.

Quando veio o Barril, acenou com a cabeça para Charlie - ofereceria-se para carregar o menino, se ele aceitasse - antes de se aproximar do mapa, ouvindo, acenando com a cabeça.

Respirou fundo, pensando, bolando uma estratégia.

Arrancou uma rolha de uma garrafa de vinho, e colocou-a onde era Stormgale. Qualquer mapa real diria sua localização - aquilo não facilitava irromper até a altura do penhasco onde estavam, ou lidar com os ventos, ou com os dois metros de neve, ou até mesmo simplesmente achar o castelo em meio as infindáveis nevascas.

- Meu lar está aqui. Podemos contar pelo menos com cinco mil homens dispostos e prontos para guerra - imaginava que mil deveria estar fora a trabalho, viagens, caça, negócios ou outras coisas, mil deveriam estar espalhados pela montanha e pelas florestas fazendo a guarda do perímetro, para avisar Stormgale caso alguém se aproximasse, e pelo menos três mil teriam que ficar na fortaleza, afim de lidar com possíveis ataques. Logo, tinham cinco mil homens disponíveis e sobrando.

- É óbvio que não podemos ir contra a força principal de Fal Grey. Não agora, pelo menos. Estamos fragilizados, não temos números o suficientes... Enfim. Vocês sabem meus motivos. - comentou. - Se pudermos levar o dirígivel até Stormgale... Sim, eu sei, vocês não tem permissão, mas me escutem, uma vez em suas vidas, certo? - e respirou fundo, prosseguindo.

- Se conseguissemos pegar nuvens de tempestade, o que é fácil naquela região, teríamos um voô complexo, mas conseguiriamos embarcar o dirígivel em Stormgale com poucas chances de sermos vistos. Lá, teríamos acesso a armas, armaduras... Talvez o suficiente para os homens que temos aqui. Não somos uma fortaleza grande. - comentou, pensando alto. - Mas poderíamos, sem dúvida, ter mais recursos, e uma base sólida onde ficar. De lá, podemos enviar um pequeno contingente para atacar aqui.. - e indicou os leões azuis. - Estão entre inimigos, logo, estão fragilizados, e serão presa fácil. Quando nos virem, os Leões Negros cairão sobre nós como o inferno na terra... Por isso precisaremos do dírigivel para uma evacuação rápida e estratégida, antes de enviarmos nossa frota principal para pegá-los pela retaguarda, em um massacre rápido e efeitov. - explicou, enquanto derrubava as peças referentes aos que havia citado.

Correu os dedos para os outros grupos próximos, os dois leões vermelhos e e o único leão azul restante. - Esse Leão Azul deve estar em retirada. Precisamos de um modo de interceptá-lo, ao mesmo tempo em que a Liga deve ser mais do que capaz de prover ataques maritmos, imagino, aos vermelhos localizados em White Ribs. De lá, teremos uma vitória fácil em Snow Guard. - concluiu, derrubando o Leão Vermelho ali presente.

[b - Isso é... Se conseguirmos ser rápidos o suficiente, e Fal Grey não descer para nos esmagar. Eu poderia conseguir exércitos maiores na Fortaleza Vermelha, mas levaria tempo, o que não temos. [/b] - sua coroa ensanguentada teria que ficar para depois.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Dom Jun 03 2012, 13:40

- Acho que precisamos melhorar nossa... comunicação... - Um leve sorriso, de alguem que nao se irritaria por tão pouco, pois sabia que devia manter-se centrado em objetivos, proprios ou de outros, mas, jamais devia perder o bom trato e cair em um jogo de palavras ofensivas por um mero mal entendido. Assim, dirigiria-se a Hector que tentava exaltar os seus, mas ao mesmo tempo, não transparecia estar em paz consigo mesmo. - Não disse que seus homens são incapzes... quando falo de proteger os seus, falo justamente dos incapazes, que são as maiores vítimas de qualquer guerra. Os pobres civis que mal podem lutar, que são escravizados e massacrados por todos os lados.

Voltou sua atenção ao mapa colocado sobre o barril. Observou o cenário proposto pelo Haslanti de como a guerra se encaminhava. Observava com bastante cuidado, atencioso e buscando desenvolver estratégias eficientes, mas não deixava de ouvir o que Hector dizia sobre ir a Stormgale que, aparentemente, estava cercada de inimigos, mas pelo visto, os inimigos não a perceberam ou simplesmente a ignoraram.

- Você tem mesmo todos estes homens de armas aqui? Não acho justo colocar meros civis para lutarem, mas um grande exército pode ser capaz de intimidar pequenas frentes. O único problema é que... devem ter civis demais para um único veículo em caso de fuga. O suporte aéreo teria de ser bem maior, e acho que para isso teríamos de convencer os líderes da Liga a fornecerem mais veículos como este. Também precisamos conhecer mais sobre o exército inimigo... se são apenas bárbaros insanos, se possuem estratégias bem elaboradas, se combatem à distância, se possuem uma boa infantaria... com estas informações é mais fácil planejar contra-ataques. - Aparentemente concordava com partes do que Hector dizia, embora sempre mantivesse aquele olhar pensativo, em busca de opções melhores caso houvesse.

Voltou a olhar o mapa, parecia mais tranquilo ao saber que seu refugio continuaria protegido pelo próprio ambiente em seu entorno, já que não era alvo daqueles bárbaros, ainda que houvesse uma preocupação com o que poderia vir de fora. Ao menos Alfadur tinha certeza de que os seus estavam preparados para enfrentar inimigos de fora da Criação. Se Vaan fizesse o que sugeriu ele poderia saber se os seus estavam bem o que aliviaria mais ainda aquela tensão pessoal e, de repente, o que antes era uma preocupação poderia ser uma carta na manga nesta guerra, já que seu povo também poderia ajudar a combater. Os inimigos que pareciam ter problemas, os Leões Azuis, também chamaram sua atenção o que o fez questionar ao capitão do dirigivel.

- Vocês sabem quem são os habitantes destas regiões? Aqui... - Apontou o leão azul mais ao norte... - Existe uma corte Fair Folk nesta região. Eles só sairão daí destruídos... mas e estes outros? - Apontou então a outra posição de Leões Azuis. Não sabia quem eram, se poderiam ser aliados em potencial ou não. No caso dos Fair Folk, ao menos Alfadur tinha uma boa idéia de como poderiam combater em solo da Criação, o que poderia ajudar o grupo a direcionar este front a seu favor.


Última edição por Dønø_da_Wyrm em Dom Jun 03 2012, 16:04, editado 1 vez(es) (Razão : Necessidade mesmo!)
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Valkyrja em Dom Jun 03 2012, 20:38

Vaan sorriu para seus companheiros, ainda um pouco sem graça. No fundo, ficou feliz por ter conseguido ser um pouco útil, por mais que achasse que aquilo não seria o bastante. Entendia o sentimento de urgência e preocupação que todos ali tinham e queria, de alguma forma, ajudá-los a superar a preocupação e seguir em frente.

-Claro, assim que a gente resolver tudo por aqui, eu posso tentar me comunicar com eles.

Diante da recusa de Hector, Vaan não disse nada, apenas desviou o olhar. Ela se reuniu próxima ao mapa, junto com os outros membros do Legado. Seus olhos passavam, discretamente, por cada um deles. Ainda tinha dúvidas que aquele grupo tão diferente iria conseguir, um dia, estreitar seus laços, tornar-se companheiro de guerra e quem sabe, uma família. Sobreviveram, afinal, a Fal Grey juntos. Por que não conseguiam sobreviver a uma reunião ou passar por ela sem alfinetadas?

Deixou um sussurro escapar e ao ouvir o jeito de falar de Hector, a menina franziu sua testa. Sim, estavam agora com o destino tão entrelaçado que seria mais fácil desfazer nós de marinheiro, então por que não falam direito um com o outro? Será que era uma necessidade de todos imporem alguma coisa? Soltou quase um rosnado e deixou que sua fúria adolescente falasse mais alto:

-Sabe, acho mesmo que temos que melhorar a droga da comunicação aqui!

Diferente de Alfadur, Vaan não estava com paciência para seguir os bons costumes e tentar falar manso com a Montanha de Gelo.

-Escuta aqui, Gigante! Você não é o único que está descontente com a situação, mas ninguém está fazendo cara feia, ta?

E olhou Alfadur, Niume, Alex, Spectre e Charlie, em busca de algum apoio. Engoliu em seco e, juntando toda sua coragem, aproximou-se da mesa e viu os leões que Hector posicionou. Pensou um pouco, ouvindo as palavras agora de Alfadur.

-Sabe, como vamos movimentar esse exército sem ser visto? Vai cavalgar, literalmente, nos ventos? Tem que levar é um espião, um assassino! Desmotivá-los ainda mais!

E olhou o Capitão, só por fazê-lo. Estava mesmo um impaciente. Sua fala não era pausada, como habitualmente, mas sim rápida e firme.

-Se quere tanto saber, ME mandem pra lá! Eu dou um jeito de descobrir com qual droga dos planos dos leões negros e ainda dou um jeito nesse azulzinho.

Pousou a ponta do dedo na cabeça do peão do leão azul, com uma sobrancelha arqueada. Não o achava tão importante. Quem sabe, ele simplesmente não seria esmagado pelos negros. Ao terminar de falar, ficou mais pálida, mas logo disfarçou. Pareceu perceber a loucura que estava prestes a fazer, mas não iria desistir.

-Eu..eu posso ir! Só preciso de um jeito de sair rápido, caso me descubram.

Seus olhos azuis passaram por cada um, até que voltou seu olhar para o mapa. Seus olhos estavam fixos e sua respiração quase incontrolável. Fechou os olhos e continuou:

-Fora que seu refúgio está cercado. Não só pelos negros, mas os vermelhos podem sim te atacar. Se por um acaso, descobrirem que você se movimentou, podem aproveitar a deixa.

Apontou o leão próximo ao refúgio de Alfadur.

-Mas acho que o maior problema são esses aqui, que nem o capitão disse. Sem comércio, sem dinheiro, sem armas...Sem nada!

Parou de falar, sem tirar os olhos do mapa. Tentava arquitetar um plano.

-Se buscam o norte, com certeza, se souberem que o Montanha planeja um ataque a outros inimigos em comum, eles atacarão Stormgale.... Será que os Fair Folks não poderiam nos ajudar? – dirigiu a pergunta a Alfadur. – Podemos pegá-los de surpresa, talvez.

Ergueu seu olhar para Hector, Alex e o Capitão, os homens que pareciam entender mais dos assuntos de guerra. Não queria ser uma tola falando um monte de asneiras.

-Quanto ao outro...

Calou-se por alguns segundos.

-...Volto a dizer. Me mandem que eu...- Engoliu em seco. – Eu mato seu líder.

E por fim, ergueu seu olhar duro e decidido, por mais que seu coração estivesse saltando em seu peito. Não havia opção de falha. Era a vitória ou a morte. Vaan balançou a cabeça, afastando o medo. Claro, seria hipocrisia dizer que não temia por sua vida. Iron sempre ensinara que o medo era um sentimento saudável, mas que não era, necessariamente, um freio. Se o Legado tinha o poder para mudar a Criação, ela também teria o poder para lutar e escapar de alguns bárbaros.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Rosenrot em Dom Jun 03 2012, 21:37

Charlie não tinha ninguém para quem se comunicar – e mesmo que tivesse, não estaria se importando com isso, agora – por isso, meneou negativamente a cabeça para a jovem Vaan. Não que aquela informação não fosse interessante. Mas Charlie apenas voltou a atenção a discussão. Em como os discursos alteravam-se drasticamente, em como a maioria parecia idealista demais e realista de menos. Mas era talvez, apenas seu lado critico falando.

Às vezes era preciso paixão pelas coisas, oras, jovem Charlie. Às vezes paixão era exatamente o que faltava. Levantou-se, com algum esforço e indisposição, quando o Capitão os chamou, Charlie respirava com um som chiado, que seria até mesmo engraçado em outras situações. Observou os Leões, as disposições da tropa sobre os lugares. Aquilo lhe soava a …

Quando você quer um alvo que seja difícil, ou ao menos do qual não queria correr atrás, você o faz ir, seguir como uma ovelha, na direção que deseja.

… Uma armadilha. Uma ratoeira gigante.

Mas quieto, apenas observou, num primeiro instante, analisando, tentando de alguma forma, entender o que aquilo significava. O que havia no norte tão importante para Fal assim? Melhor: o que havia no refugio? Porque era em volta dele a maior concentração. Mas Vaan roubou sua atenção, quando falou daquele jeito esbaforido com Hector.

Charlie rosnou de leve, muito semelhante a um animal irritado, olhando-a. Limites. Haviam limites. Passou a língua pelos dentes. E pasmo, observou como ela se oferecia para... Ir sozinha?

Teve por um instante vontade de rir, mas não o fez. Vaan era corajosa. Burra, mas corajosa, respeitava isso. Ficou em silêncio por um instante. Antes de falar.

– Isso é uma ratoeira. – Disse Charlie, fazendo um circulo invisível em pelos leões. – Fal estava conosco Haafingar, mais humano do que uma puta. – Afirmou. Charlie fazia grandes pausas, tinha problemas para respirar e manter a fala ao mesmo tempo. – Agora ele é maior do que nós. Melhor do que nós. Por quê? Isso... – E fez de novo o circulo. – É uma ratoeira. Para nós. Porque ele sabe que você... – E olhou para Hector. – Vai querer salvá-los. – Deu outra grande pausa. Charlie não se aguentava muito de pé, afastou-se para se sentar.

– Vocês querem um espião? – Disse a criatura felina andrógena. – Eu os tenho. Só preciso de um meio de entrar em contato... – E agora sim, olhou para Vaan. – As Sombras do Norte, os Guardiões do Manto, os Defensores do Trono... Os Assassinos do Rei. – E Hector, provavelmente já ouvira falar deles, ainda que, nunca tivesse lidado diretamente com tais. – Ninguém os conhece. Nem mesmo Fal Gray, eles podem entrar e sair e nos dizer o que está acontecendo. – E respirou fundo, franzindo o cenho por um instante, diante do incomodo dolorido que lhe trazia o movimento.

– Eu não ligo sobre morrer o viver. Mas vocês se importam. Vão se jogar na ratoeira? – Deu de ombros. – Fal sabe o que está fazendo. Nós não. Precisamos de armas, de homens e de informação, não de romantismo e esperança. De sangue, e morte e carne. - E sorriu, meio matreiro.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Shen666 em Seg Jun 04 2012, 10:10

Olhava-os todos e escutava aos poucos. Por mais que falavam em estratégia, sua mente ainda se prendia ao Arquiteto. Sua imagem de fiandeiro no meio de tudo ainda era seu foco e seu caminho.

Nem tudo era feito de guerras e estratégias. Talvez eles esqueciam do que eram, por mais que se conhecessem ou buscasse tal estrada por peculiares curvas. Mas ainda assim, eles esqueciam do que eram feito. Do que tudo poderia ser feito e de que haviam outros em diversos lugares.

- Uma morte não parará a roda. Uma curva não distorce o tempo.

Eles falavam de mais. Falavam de mais, mas não ouvem uns aos outros. Aprendera a ouvir. Era claro, era necessário. Era obrigado.

- Então por que não ouve? Diga o que acredita.

Tinha respeito e até talvez algo que chamavam de orgulho por ter aqueles ali perante, mas não gostava disso. Eles eram diferentes. Ele era diferente. E haviam os outros.

Os outros. Tantos outros.

As vozes em sua mente refletiam-se em seu estranho olhar. Aquele distante brilho dourado avermelhado faiscava imperceptível por trás de sua máscara. Não conseguia parar de pensar desde o momento em que Ele saira dali. A cascata de conclusões e respostas, de espaço e tempo.

- Precisamos encontrar o Arquiteto. Ele possui respostas... - uma pequena distorção em sua voz. Eles o cortavam enquanto gritavam em sua cabeça. A mulher escrevia por suas linhas tortas.

- Além das histórias oficiais, há sempre muitas outras esquecidas nas entrelinhas das páginas inscritas e das vozes que as contam. Ouça-as, Estranho Mestre... O tempo é a dimensão que não nos envolve. Escute e não.

Arquiteto. Poderia ele esclarecer? Sua dúvida era - para quem? para ele? Para todos? Dúvidas e pensamentos. Sede e história. Sangue e conhecimento.

- O Arquiteto. Precisamos encontrá-lo.

Estava friamente incomodado. Olhava para baixo, como se buscasse apoio em sua própria queda.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por 25Slash7 em Seg Jun 04 2012, 12:05

(Ação incidental)

- Vocês acham que Fal Grey é uma criança.

A voz, amargurada, era de Archer. Que, por trás do grupo, observava tudo aquilo.

- E se as motivações dele não serem apenas expansionistas? E se ele, ao invés de estar destruindo tudo, estiver procurando algo? E se ele estiver atrás de um alvo especifico? - apontou para Whitewall - Um ataque certeiro aos Síndicos de Whitewall e teremos uma guerra envolvendo fantasmas, cadáveres, fadas e sabe-se lá o que mais. Se qualquer dos líderes da Liga forem mortos, teremos um conflito interno. Ainda temos o povo da Montanha que até agora não se manifestou. Há ao menos duas comitivas Dragon Bloodeds em terras nortenhas. Mais ataques podem trazer uma guerra maior e esses ataques poderiam responsabilizar qualquer um de nossos aliados. Isso sem contar os relatos de fome que assolam qualquer civilização do Norte... ele pode estar atrás de barcos voadores, tecnologia esquecida, ruínas...

Falou tudo rápido, meio atropelado, ressentido diante daquela situação. Ao fim, respirou fundo e terminou seu raciocínio.

- A violência pode ser apenas um meio, a conquista um efeito colateral... não o fim.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Sarx em Seg Jun 04 2012, 15:10

- Você não está ouvindo o que eu disse. - argumentou Hector, para Alfadur, depois de acenar afirmativamente com a cabeça, confirmando que sim, tinha os três dragões a disposição para batalha instantaneamente, assim que chegassem lá.

- Eu disse um contigente pequeno, compreende? Algo entre cem e duzentos homens. O Leão Azul deve estar enfraquecido, então é mais do que o suficiente... E um dirígivel só deve ser o suficiente para resgatá-los, enquanto entramos com a frota principal pela retaguarda e quebramos os Negros. - re-explicou.

Quando Vaan virou para ele, falando daquela forma, Hector franziu as sobrancelhas, erguendo-se - subconscientemente expondo seu tamanho, enquanto colocava uma mão, aberta, entre Charlie e a mulher, obviamente não querendo que algo ruim acontecesse. Observou-a nos olhos. Sério. Muito sério... E Hector tinha olhos frios. Não frios relativos a ausência de emoção, mas frios de... Frios de algum outro jeito. Frios de um frio que parecia gelar a alma. A ausência de esperança ou salvação..

E então ela falou. Queria ser enviada. Sozinha. Uma mulher - ela era rápida, ok, e falava na cabeça das pessoas, ok... Mas queria ser enviada, e queria ser enviada sozinha. Deu um riso breve e silencioso, de canto, o significado de "escárnio" materializado, antes de, ignorando-a totalmente, voltar-se aos outros. Ela não era muito inteligente, era?

E então... Charlie falou. Hector não sabia que ela tinha aqueles conhecimentos estratégicos, mas deixou que o menino falasse a vontade, que explicasse, que apontasse. Franziu o cenho. Tinha razão. E aquilo era óbvio. Por que não havia percebido isso? Olhou o mapa. Stormgale. No centro. Cercado. - E se... - ele começou, pensativo. - E se estivermos sendo enganados? - perguntou, para todos. - Eles podem muito bem serem aliados. Fal Grey tem recrutado os selvagens, todas essas tribos podem estar juntas, fingindo desalianças, afim de nos atrairem para uma emboscada, enquanto procuram por algo que, possivelmente, pelo que Charlie apontou, está escondido em Stormgale. É uma fortaleza velha, a mais velha da família.. É possível. Uma reliquia antiga, talvez.. - e respirou fundo.

E então Spectre. Revirou os olhos. - Cara, eu estou ficando por aqui do seu blablabla esquizofrênico. Se você quer que a gente procure o Arquiteto, você devia falar quem é o tal do Arquiteto, não acha? - resmungou, ainda que não estivesse falando alto, ameaçando, xingando ou mostrando-se agressivo de qualquer forma - estava apenas ventilando a própria frustração.

E então... Archer. Olhou para ele. - É o que Charlie disse. - Hector concluiu, diante do final.

- Pela disposição, estão convergindo para Stormgale. Como eu disse, posso mantê-los entre as paredes e sustentá-los sem problemas, pelo menos por algum tempo. Temos um estoque grande, graças ao Frio - sempre temos que estar preparados. - explicou, virando-se, então, para o Capitão. - Consegue passar o dirígivel por cima das nuvens sem sermos vistos? |
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Niume em Seg Jun 04 2012, 15:30

Niume tinha ouvido cada palavra depois das suas. Tinha seguido com eles para próxima do mapa e ouvido atentamente as palavras do Capitão do navio. Mas todos ali pareciam não ter aprendido nada. Eles continuavam a falar, continuavam a discutir sem chegar à conclusão alguma. Pareciam disputar entre si, para ver quem seria o líder, para ver quem daria mais ordens e para que as ordens fossem executadas a sua vontade. Falavam com rispidez, até mesmo quando tentavam ignorar as palavras rudes e mal educadas de um e de outro. Eles falavam e falavam, mas o tempo não parava.

Ela apertava levemente os dedos de uma mão a têmpora direita. Parecia que parte da impaciência de Ceres havia ficado com ela depois das horas na cabine. Sentia-se totalmente irritada por aquela conversa, impaciente e até mesmo, indiferente.

-Não vão aprender nunca?

Sussurrou ela para si mesma. Quem sabe pudesse dar uma pancada em cada uma daquelas cabeças ocas e orgulhosas, mas duvidava que isso fosse resolver.

-Esse tipo de discussão quase nos colocou nas garras de Fal Grey antes. Então será que podemos parar com ela até cada um de nós começar a agir sem pensar apenas em si mesmo? Da ultima vez que um de nós atacou o Solar sozinho, todos nós vimos o resultado, quer mesmo tentar isso sozinha?

Olhou para Vaan por alguns instantes, não estava acusando-a e nem mesmo criticando-a. Mas achava que como da primeira vez, seria um ato de coragem e burrice e ela podia acabar não tendo tanta sorte quando Charlie teve. Suspirou e depois cruzou os braços.

-Eu concordo com o garoto. (Charlie) Estamos em uma ratoeira. Fal Grey nos conhece. Ele sabe onde somos mais fracos. Ele tentou nos matar algumas horas atrás e atacar nossos refúgios, é como o garoto diz, uma armadilha, para pegar cada um de nós despreparado e sozinhos, porque sozinhos, somos mais fracos. Esta claro que ele não nos quer vivos, talvez, porque juntos, possamos ser as únicas coisas que com o potencial que temos, podem ser capazes de derrota-lo... ou de derrotar o que ele e o Urso estão tramando.

Dele, Niume olhou para Archer e dele para o Shen, antes de novamente olhar a todos.

-Em Haffingar, o urso procurava por Rametheus. Se estiverem juntos, Fal Grey e Voz dos Antigos, na busca por essa aberração e todos os poderes que podem conseguir com ele, então vamos precisar fazer muito mais do que verificar nossos refúgios, vamos precisar de toda a ajuda que encontrarmos.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Seg Jun 04 2012, 18:41

Alfadur ouviu as sugestões de todos, as explicações de Hector, a suspeita de Charlie, as reclamações de Vaan e sua idéia de ir sozinha espionar, explicações de Niume com novas suspeitas sobre alianças entre inimigos... mas, no fim, nada sabiam afinal. Ele sorriu um pouco balançando a cabeça negativamente, pois percebia como os ânimos estavam exaltados naquela simples conversa. Mesmo ele que de fato tinha um refúgio a se preocupar parecia bem calmo e centrado, sem deixar aquela troca de provocações abalar seu raciocínio.

- Isso não vai dar em nada... então, vamos começar com 3 coisas. O que sabemos, o que não sabemos, o que podemos fazer...

Olhou a todos e, naquele momento, os olhava da mesma maneira... um olhar sério, mas não agressivo. Apenas não estava... brincando... realmente era um grupo dificil. Dificil de lidar, dificil de se aceitar. Como já sussurraram várias vezes em seus ouvidos, um Legado Partido, porque se mostram incapazes de caminharem juntos.

- Sabemos que Voz dos Antigos existe antes dos episódios de Haafingar e que ele procura Rametheus, porque ele quer Poder para... "levar o caos ao mundo"... - fez aspas com as mãos. - Sabemos que Fal Grey mudou... deixou de ser um humano e ganhou grandes poderes. Se considerarmos que ele era uma boa pessoa antes disso, estes poderes mudaram sua mente tornando-o um Lider impiedoso. Também sabemos que Fal Grey uniu bárbaros e ataca os pontos mais importantes do Norte e que seu sucesso levará esta civilização à ruína. Sabemos também que, em Haafingar, um ser mascarado acompanhado de um exército tentou interferir na Noite Infinda, mas desapareceu sem deixar rastros.

Após dizer aquilo tudo, Alfadur tomou folego novamente.

- O que não sabemos... o que exatamente é, Voz dos Antigos, o que exatamente é, Rametheus, o que exatamente se tornou Fal Grey assim como todos nós. Não sabemos se Fal Grey é um grande estrategista, não sabemos se ele quer uma nova Ordem ou apenas levar Caos ao mundo começando pelo Norte. Não sabemos se ele tem outros aliados poderosos, tão pouco se estes aliados envolvem o mascarado ou Voz dos Antigos.

Mais uma vez um leve suspiro...

- O que podemos fazer? - Apontou o mapa com as posições das cidades e dos inimigos. - Temos tudo isto a defender, de algum modo, junto com a Liga Haslanti, ou podemos esquecer tudo e cada qual seguir seu caminho. Podemos também "cair na ratoeira" e atacar os Leões Negros que cercam Stormgale, ou podemos fingir que nada está acontecendo e fazer uma festa neste barco voador. Mas entre o que PODEMOS fazer e o que VAMOS fazer... há um longo caminho que passa pelo ego e pelos temores de cada um de nós. - E novamente olhou a todos. - Então, não vamos colocar nosso orgulho na frente de objetivos claros. Se for para derrotar estes inimigos, precisamos definir prioridades. Quais são as prioridades? Defender Stormgale? Defender as cidades que estão sendo atacadas? Tentar Alianças com os inimigos que confrontam os Leões Azuis? Liberarmos as rotas comerciais? Não sei se é possível fazer tudo isto ao mesmo tempo, mas se for uma opção, precisaremos de suporte logístico, vindo dos Haslanti. Por isso, acho importante negociarmos isto com os líderes da Liga. Mas é claro... é apenas uma sugestão. Se alguém souber mais do que foi dito aqui, seria interessante revelar também...

Terminava seu quase discurso, esperando que todos os presentes entendessem que não deviam competir por razões ou certezas, mas se unirem contra o duvidoso e o incerto.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por 25Slash7 em Ter Jun 05 2012, 00:09

O capitão ouvia a tudo aquilo com certa impaciência. Quando Hector dizia que deveriam mudar o caminho, ele estava pronto a dizer não e a esquecer todos aqueles planos, mas acabou optando por escutar o plano diante da insistência.

- Mas não sabemos o que fragilizou os leões azuis. E se forem nossos inimigos também, cacete?

Impaciente, ele bateu com a mão sobre o barril. Seu punho sujo deixou uma mancha sobre o papel.

- Também estaríamos adivinhando que os leões negros nos atacariam. Isso pode ou não acontecer. Se não acontecer, teremos um monte de macaquinhos numa gaiola, vendo o mundo desabar do lado de fora.

Ele não estava totalmente decidido sobre os seus argumentos.

- Eu não sou um homem de guerra... eu levo e trago homens, domino os céus, não a terra...

A opinião de Alfadur, por sua vez, foi mais ponderada. Mas passiva demais, indecisa demais para o seu gosto. Quando ele disse sobre fadas, o homem resmungou.

- Inferno de lugar.

Quando Vaan sugeriu que fosse sozinha, o velho decidiu simplesmente nada falar. Não conhecia as habilidades daqueles desgraçados. Tudo o que sabia é que um daqueles estranhos eram hábeis o suficiente para superar toda a sua tripulação. Ou ao menos assim ele achava.

- Os deuses são injustos... - resmungou.

Charlie falou e ele voltou a pensar nos argumentos de Hector. Todos eles eram dependentes demais da movimentação dos bárbaros e aquilo o enervava. Era um inimigo novo, com uma personalidade nova. Como prever seu próximo movimento?

"Assassinos do Rei". Não conhecia aquele grupo.

Arquiteto. Spectre falava sobre um tal Arquiteto. O capitão não pôde evitar olhar para a face mascarada do homem e pensar que ele poderia ter alguma coisa interessante para se falar, se não fosse a sua obsessão. Arquiteto. Sabia tanto sobre o arquiteto quanto os Assassinos do Rei.

- Sim. Claro que consigo... mas ainda não me convenceu de que é essa a manobra mais apropriada...

Eram, afinal, opiniões demais, para um homem que estava acostumado a focar-se apenas naquele monte de madeira voadora. Um amontoado de decisões que encontravam um ponto comum nas palavras de Alfadur. Alguém, afinal, tinha alguma razão naquilo tudo, nem que fosse, meramente, em organizar o que sabiam.

Ao redor, os homens observavam toda aquela discussão entre o Legado e os representantes da Liga Haslanti. Ashara, Archer e Raz'Ashid também estavam lá, mas silenciosos, a maior parte do tempo. Raz'Ashid mais isolado, Ashara provocando com socos nas costelas de algum soldado próximo e Archer com uma expressão entediada, encostado sobre o beiral.

- Por que não diz algo. Não é para isso que está aqui?

E virou-se para um estranho homem próximo.

__

Ele havia aceito aquele trabalho porque era o que lhe garantia o maior sustento por um período de tempo maior. Também, parecia algo relativamente tranquilo, recompensador. Disseram-lhe "Hey, gostaria de viajar em um barco voador?". É claro. Quem não gostaria??

Bom salário. Comida. Mulheres diferentes... era uma boa perspectiva. As mulheres do norte as vezes podem ser um pouco frias demais. Ao longo deste tempo, 2 meses para ser exato, envolveu-se em combates defendendo o Pedra Voadora, ao menos 9 vezes. Em todas, sua participação havia sido decisiva.

"Por que Pedra Voadora?"

"Um dia esse negócio caiu. E meu amigo... caiu como uma pedra."

Agora era chamado para dar a sua opinião. Afinal, havia demonstrado conhecer alguma coisa dos preparativos para uma guerra (as vezes falava um pouco demais sobre isso também. Seu entusiasmo costumava cansar o capitão dependendo do horário), logo, seria bom se falasse algo.

- Verkünder?

Pouco a pouco, os tripulantes abriram espaço para revelar a imagem do homem que chamavam de Verk.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Shen666 em Ter Jun 05 2012, 10:06

Não entendiam. Entenderiam? Jovens. Não viveram tudo. Não...

- Como nós.

Todos falavam sobre tempestades e destruição. Estratégias, planos. Ignoravam a verdadeira questão.

Quem eles eram. O que eles eram.

Palavras. Ignorava alguns atos ignóbeis. No entanto, tentou por um segundo manter-se em paz. Deixá-los gritar e discutir. Eles já ignoraram seu aviso anterior e ainda ignoram o fato real. Mas ainda assim. Ainda assim esperou. Esperava ouvir sentido em suas justificativas, mas não havia. Procurou, como se cavasse outra saída, mas não havia. Transtornos e vozes. Nós cairemos.

Ainda olhava o chão. Ainda buscava o descanso de sua sombra enlouquecida. A voz mesclava. Uma estranha voz de muitas vozes.

- O Arquiteto. Na cidade abandonada há alguns dias de Haafingar é onde ele está. Ele sabe de vocês. O que são, o que deveriam ser e o que os deuses vão querer de vocês. Eu sei certa parte. Poderia explicar e dizer certamente os destinos incertos de nossa trilha. Mas o farei quando estiverem prontos, e não vejo isso. Alguns talvez, mas não todos. Unidos. Não estamos e, mais importante, não estão. - sua voz tornava-se sombria com um relevante pesar. Eram eles quem falavam agora. - Avisei sobre o encontro, sobre o guia e o local, mas o nó que deram na dobra já distorcida do destino é passado, e o passado não existe e a decisão é presente.

Seu corpo não curvado parecia mais alto do que deveria. Sua sombra não projetada parecia saltar sobre seus olhos. A demência era incalculavel e fazia esforço para se comunicar. Palavras. Pétalas jogadas ao vento.

Olhou o homem que aparecia e fez um gesto de desculpas. Não era sua vez de falar e o fez. Modos. Tocou a máscara como se escondesse mais ainda o mundo ali por trás. Olhou ao redor. Pessoas. Seres jogados no inferno.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Valkyrja em Ter Jun 05 2012, 16:28

Vaan não desviou o olhar ou sequer sentiu medo. Não, não sentiu medo da rosnada de Charlie, não sentiu medo do tamanho de Hector. Muito menos, do gelado e desolado olhar do homem. Hector e Charlie estavam muito, mas muito enganados sobre Vaan. Sim, ela aparentava ser pequena, uma menina perdida no meio de leões. Mas ninguém ali sabia o que aquela criança havia passado. Charlie passou por uma guerra? Vaan viu a origem de todas e via seus fins, que viriam um a um e nada poderia ser feito. Hector conheceu um demônio, um coisa ruim? Vaan viveu no meio deles. Viu coisas que às vezes não a deixavam dormir. Não, ninguém sabia de fato pelo que ela havia passado e o preço que pagou.

Cerrou os punhos diante daquele tratamento. Não entendia muito bem qual o problema com sua proposta. Sentia respeito por ambos e sabia que todos ali tinham a possibilidade de crescerem juntos e não queria duvidar do juízo do Gigante, mas não entendia o pensamento dele e de seu pupilo. Não iria enfrentar um exército. iria se infiltrar, pegar as informações que eles estavam tão desesperadamente atrás, para agir. Revirou os olhos. Sim, inteligência era saltar de frente em um inimigo claramente mais forte, um inimigo que tem um ataque tão forte que até Alexander teve dificuldades de defender Hector, e Alexander era um dos mais fortes ali. Inteligência era, também, depois de ter levado um chute na bunda, xingar o inimigo e seu exército, que já estava indo embora, fazendo-os dar meia volta e tentar atacar de novo. Encarava Hector e Charlie, mas aí ouviu Niume. Virou seu rosto para ela. Seus olhos verdes brilhavam por causa da discussão:

-Não! Eu jamais disse que iria atacar o Solar ou um exército. Eu só acho que conseguiria descobrir o que vocês querem saber, pra depois montarmos um ataque.

Parou e pensou, ainda com o olhar pesado.

-Atacar assim seria suicídio. Mas se eu conseguisse ir até lá e descobrir o que querem, isso sim seria útil. Perigoso, difícil, mas útil.

Calou-se, com os olhos agora determinados e cinzas. Niume não podia ler os pensamentos de Vaan, mas algo dizia que ela estava muito inclinada a ir para lá sim, sozinha.

Só desviou seu olhar novamente para ouvir Alfadur. Ele soube expor claramente a situação, mas agora davam mais opções. Isso levaria horas, talvez, para decidirem.

-Sabe, pode ser que ele queira mesmo só enfraquecer o norte e levar alguma coisa no processo. Talvez a conquista seja sim um fim, além de estar realmente procurando algo. - falou o óbvio, mas tentava montar seu raciocínio.

- Mas agora acho que o Arquiteto está bem longe da gente, não? - ergueu o rosto para Spectre.

Iria falar mais alguma coisa, mas então foi interrompida pela chegada do homem novo. Vaan arqueou uma sobrancelha e o olhou. Ele tinha um jeito engraçado, parecia meio...bêbado. Constantemente bêbado.

Ela olhou seus companheiros e percebeu que eles estavam com suas atenções voltadas ao mapa. Ela deu um, dois, trê spassos para trás e saiu da Sala de Guerra.

Andava rápido e parou próxima a uma das janelas. O vento frio soprava lá fora. A noite chegava. Vaan engoliu em seco e subiu no peitoril da janela. Olhou para um lado. Olhou para o outro.

"Eu espero que você saiba o que você tá fazendo."

As núvens se mexiam tão rápido.

"...Porra!"

Saltou. Um movimento rápido e estava já fora do navio, fora da segurança. Usaria a mesma técnica que usou para descer o desfiladeiro. Iria descobrir porque tantos bárbaros estavam lá.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Niume em Ter Jun 05 2012, 19:03

Niume igualmente, ouvia tudo aquilo com impaciência. A conversa rendia, e o pavio, que já não era lá muito longo, ficava cada vez menor. Essa impaciência já era visível nos olhos acinzentados, mesmo que na face, ainda tentasse manter a indiferença. Olhava o Capitão vez ou outra, perguntando-se quem perderia a paciência primeira, ela, ou ele. Pelas ações, ela julgava que seria ele, afinal já distribuía gritos e batia a mão com impaciência, enquanto ela permanecia de braços cruzados e rosto serio, apenas sentindo o sangue e respirando quase entediada. Até mesmo Alfadur, ele havia sido sempre o único a quem Niume ouvia, mas agora, entre ordens e soberba, ele parecia, calmo demais, embora a opinião dele estendesse um ponto comum a todos.

Niume não era uma estrategista. Não estava acostumada a fazer planos de guerra para um exercito e não ia arriscar a dar palpites enquanto todos já estavam tão afincos em fazer valer suas próprias opiniões sobre o que era melhor a ser feito com o que viam no mapa. Ela olhava, raciocinava, mas arriscava-se a dizer apenas sobre si mesma. Se estivesse sozinha, ela saberia o que fazer, mas não estava. Era o lado bom e por outro lado, era o lado ruim. Aquele grupo fazia jus à frase “Sozinho, mesmo acompanhado.”. Ficar sozinho naquela atual situação, parecia como jogar uma minhoca em um rio de piranhas, mas era a mesma coisa que estar com eles.

Vaan falou. E pelo seu tom de voz, Niume voltou os olhos para os dela. Podia ver algo neles e gostava extremamente do que via. Talvez, as duas dividissem o mesmo pensamento e lamentou apenas que ela não tivesse exposto em palavras, o que tornava os olhos tão interessantes. Ela podia não atacar um exercito ou um solar, mas ainda estaria agindo sozinha, enfrentando o que nenhum deles podia dizer o que era. Podia ser um ato sim, inteligente e ousado, mas a determinação que via nos olhos dela, de que iria a qualquer custo, era até mesmo egoísta.

Ela não respondeu, nem mesmo com os olhos, apenas virou o rosto de volta para o mapa e o Capitão, cobrando o direito de ficar em silencio com o que não lhe dizia respeito. Pareciam todos dependentes demais da movimentação dos bárbaros e aquilo a enervava também. Era um inimigo novo, totalmente desconhecido e agiam como se pudessem prever cada passo. Até mesmo ela, e não se diria fora de uma atitude egoísta, ela mesma já tinha feito suas próprias suposições.

Niume virou-se para o mascarado e o ouviu com mais atenção do que tinha ouvido o resto daquela ladainha. Ele tinha falado antes, em Haffingar e ninguém os havia ouvido, a não ser Alexander e Vaan e os sentia mais próximos do que os outros, sobre tudo que o destino guardava para eles. Talvez o mascarado, mesmo falando de forma totalmente sem nexo e inteligível, merecesse muito mais do que ela havia dado até aquele momento. Niume agora sabia o que ela era, sabia o que tinha sido e o que desejava ser. Tinha agora, uma boa noção do que era capaz de fazer. Mas não podia dizer o que os deuses esperavam deles e adoraria ter essa resposta também. Mas era como antes, Haffingar estava longe demais, o refugio estava longe demais. Não sabia quantos dias seriam necessários para voltarem ao ponto inicial de tudo aquilo, e nem mesmo, se por enquanto, isso seria o melhor a fazer. Os refúgios estavam cercados. Estava todos exaustos, alguns ainda muito feridos. Achava que alcançar a Lamina seria a melhor atitude no momento, saber o que aquele povo de fato, desejava e ai então, partir em busca do que era preciso.

O capitão tornou a falar e incluiu outra pessoa na conversa. Era tudo do que precisavam, mais alguém para dar palpites entre todas as indecisões. Ela virou o rosto serio para olhar o novo participante, aparentemente ninguém o havia notado no navio antes, ela ao menos não havia, e nem poderia, já que tinha passado a maior parte da viagem no andar inferior. Esperava apenas que a opinião dele fosse melhor dos que as muitas que já haviam ouvido.

Pelo canto dos olhos, ela observou Vaan se afastar, um passo, dois... Um atrás do outro, sorrateira e silenciosa, saindo escondido e de fininho para não ser notada, embora parecesse mais que não quisesse ser impedida. Niume observou e negou levemente quase desapontada, voltando a olhar para o recém-convidado. Talvez o seu erro, fosse continuar pensando como se devessem ser um grupo, quando todo o resto faria o que bem entendesse. Se era para agirem de forma tão individual, então podiam todos fazer o enorme favor de pular do barco logo de uma vez e irem cuidar de suas próprias vidas. Ao menos teriam menos opiniões com as quais pensar.
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Beholder em Qua Jun 06 2012, 14:05

Estava esperando a deixa, havia aprendido como as coisas funcionavam dentro do Pedra que Voa, nunca interromper o Cap era uma delas.

Deu um sorriso torto quando ouviu seu nome e se aproximou lentamente da mesa com o mapa.

-Pelo que eu pude ver, não temos uma força pra brigar de frente com esse exército do Solar.

Ele não gostava de muitas formalidades e rodeios, portanto foi direto ao assunto.

-Mas temos muita mobilidade com esse barco, noto em vocês algumas habilidades únicas. Como a garota que saltou nesse instante do barco.- aponta em direção onde Vaan acabara de saltar. - Mas estão discutindo bobagens deixando os egos falarem por vocês.

Olhou em volta dos ombros para a cara dos que estão na mesa, com aquele sorriso torto de deboche.

- Minha sugestão é: atacara as linhas de abastecimento dele, criar confusão, irritá-lo e fugir. Cedo ou tarde ele cometerá um erro então temos que aproveitar essa brecha pra causar dano! - soca a própria palma da mão enquanto fala.

- Eu começaria atacar as tropas mais ao sul. São as terras mais férteis e assim atrapalhamos eles obterem recursos dela.

Cruza os braços com um sorriso mais aberto.

- O que acham?
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Re: A Lâmina do Céu

Mensagem por Sarx em Qua Jun 06 2012, 19:16

Hector teve mais um daqueles momentos, os mais atentos - provavelmente os mais próximos, ou seja, Alfadur, Charlie e o Capitão - perceberam. Mais um daqueles seus momentos em que o gigante parecia simplesmente sair de foco, seus olhos perdendo a atenção do assunto em mãos, a sobrancelha levemente franzida, a expressão corporal como se estivesse no meio de uma ação qualquer.

O que a havia desencadeado? Alfadur. Fora alguma coisa que Alfadur havia dito, já que o gigante havia entrado naquele estado em algum momento enquanto o outro nortenho falava.

Hector havia percebido o padrão das coisas. Talvez tivesse algo a ver a sua convera - "conversa" - com o Rei da Coroa Ensanguentada, talvez tivesse algo a ver com qualquer outra coisa. Não importava, realmente.

O gigante percebeu, pura e simplesmente. Percebeu a ligação entre Rametheus, o Arquiteto, a legião de aberrações e demônio, Haafingar destruída, e eles. Percebeu como o homem cego que finalmente se torna capaz de ver, as linhas formando-se diante de seus olhos, desenhando-se no ar como se estivesse em outra sala, em frente a outro enorme mapa - um mapa que era, nada mais, nada menos, que vivo, respirante, e que guiava-o frente a seu destino.

- Não, não, não... - ele começou a murmurar, em meio aquele transe, a dado momento. Fora no final das palavras de Verkünder. Ergueu o rosto, observando-os. - É tão... Tão óbvio! - exclamou, voltando a si, esmurrando a mesa, derrubando peças, entortando a estrutura e bagunçando todo o mapa.

Ergueu os olhos para eles - parou um instante em Verkunder, não o havia visto chegar, mas logo prosseguiu. - Vocês não veêm? - perguntou, em tom de frustração. - Rametheus. O Arquiteto que o esquizofrênico falou. A legião de demônios que vimos às portas de Haafingar. Os meses que passamos desaparecidos... - e parou de novo. Coçou a grande barba.

- Os demônios estavam atrás de nós. Atraídos por nós. Lembram-se do que eles haviam dito? Eles chamaram por nós. "Revhakiin". A palavra que todos usam para nós, mas ninguém ainda me disse o que significa. Eles estavam... Estavam não só em busca de nós. Estavam em busca de nossos demônios! - exclamou, focando-se, agora, em Charlie e Alfadur. Eles tinham demônios dentro de si, também. Podia vê-los. Não via em Niume, mas podia ver as feras sacudindo dentro dos corpos daqueles dois. Podia domá-los, se quisesse... Mas não. Não naquele momento. Precisavam entender, precisavam ver o que ele havia visto.

- Rametheus estava lá! Voz dos Antigos, em um surto, decidiu que precisava procurá-lo, que precisava descobrí-lo... E Rametheus esteve comigo. Conosco! Acho que estivemos todos juntos, em uma grande batalha, a mais tempo do que ouso dizer, quando todos caímos, quando todos falhamos... Rametheus voltou! Nós voltamos! Algo grande está se repetindo. Uma nova chance para que façamos o que quer que tenhamos falhado em fazer. Salvar o Norte. Salvar a Criação! - e ele se exaltava, falando mais alto, gesticulando em detemrinação e empolgação. Em poucos segundos, todo o convés principal podia ouví-lo.

E havia algo diferente em sua voz. Algo que não era apenas decidido e impositor - havia uma qualidade estranha, uma presença sobrenatural em seus gestos, em seu tom, em como se portava. "Enquanto agir como um homem, será um homem". Ele era um Deus. E agora via tudo tão, tão claramente...

- E o louco. - e apontou p'ro personagem do Shenn. - O louco fala de um Arquiteto. Um homem que sabe das coisas. O louco sabe das coisas, já pudemos ver. Se o Arquiteto está em Haafingar... Se Rametheus esteve em Haafingar... Se os exércitos que nos buscavam... - seu exército. - ... esteve também em Haafingar... Se tudo isso aconteceu em Haafingar, se Haafingar tornou-se desértica, se há algo que paira por lá... - e engoliu a própria saliva, virando-se para o Capitão.

- Leve-nos para Haafingar. - disse. - E preciso de uma ave. Avisarei James de que irá guiar minhas tropas para adquirir informações e limpar nossas vias comerciais e, se desejar, Alfadur, lhe ajudaremos também. Confio em sua amizade. - decidiu, antes de virar-se para Charlie.

- Deseja voltar para casa, pequenino? - perguntou, com carinho paternal na voz. Sentia-se mal pela criança.
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