(PC) Spectre

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(PC) Spectre

Mensagem por 25Slash7 em Sab Fev 25 2012, 09:24

Nome: -

Título/Apelido: Spectre.

Motivação: Guardar.

Intimacies:
[+] Isolamento (O mundo é auto-suficiente, o próximo é supérfluo)
[+] Sabedoria (Toda cultura guarda um segredo e o segredo será guardado em nós)
[+] Sonhos (Prisioneiros do tempo, constantes realidades de uma dimensão complexa)
[+] Sangue (Delicioso, o fluxo de histórias)
[-] Cidades (Centros urbanos criam distúrbios, mas possuem seus mistérios)
[-] Aparência (A essência é a obra-prima)
[-] Caos (Calma e a tranquilidade é a estratégia do vencedor)


Casta:

Anima:


Equipamentos Possuídos: Um cálice, adaga, arquebus e um livro fechado por um cadeado.

Equipamentos carregados: Grãos e água.



Peculiaridades: Jamais tira sua máscara.

Familiares/Contatos: -

Mestre/Tutor: Velho monge.

Inimigos/Rivais: -



Descrição:

Vestuário: Manto de gola alta com detalhes de ferro e uma máscara.

Profissão: Eremita.

Gosta de: Criaturas sábias, templos antigos, seitas secretas e livros.

Não Gosta de: Cidades.

Personalidade: Calmo, quieto e neutro. Não desperdiça palavras.

Falha de Caráter/Tragédia/Loucura/Fraqueza: O vício pelo conhecimento pode tê-lo enlouquecido, mas a sabedoria em sua mente cria a razão em seus atos.

Mote: Informação não é conhecimento.



Descrição dos Equipamentos:



História/Momentos Históricos:

Não nos lembramos da infância. Quando viemos parar aqui, quando os dias pararam de ser claros e as noites escuras. Mas às vezes ele se lembra. E essa é a maior agonia.

Saiu de um escuro e esse escuro é uma marca em sua face.

A noção da razão nasceu da morte. Não se lembra quando, mas sua capacidade de absorver o conhecimento era clara. Reconhecia o caminho entre as florestas, as pedras entre as montanhas, as dunas entre os desertos.
No começo, se arrastando no desespero, vislumbrara o início de muitas vidas. Viu nascer e falecer. Eles e ele também. Não exatamente ele, mas seus outros eus agora. Encontrou segredos e amadureceu antes do que deveria. As lembranças fazem isso. Memórias.
Não tem rosto, nome ou ligações. Memórias. O conhecimento guardado em diversas memórias e desde que se lembra; ou eles lembram, não encontrou vínculos com nenhum.
Não precisava procurar. Inevitável será descobrir, mas sabe que esse não é o motivo. O seu motivo.
Não há vontade em procurar o passado. Os caminhos são vastos. As memórias são claras.

Memórias.

O Conhecimento. As artes enterradas, runas proibidas e objetos místicos. Jamais ousaria quebrar os tabus por eles criados. Já conhecia as conseqüências neles envolvidas. O inferno está a sua volta. Seu caminho é outro.

- Nosso caminho.

As Memórias fizeram dele, não frio, mas apático. Apático ao fluxo. O amor profundo, o rancor de vidas e a culpa afogada na própria terra já penetraram em sua mente antes de vivê-las. Viveu-as, mas não viveu. Eles viveram.

- Nós vivemos.

Não é imune a eles no entanto, mas seus efeitos não o confundem. Procura a razão, a lógica e o caminho, inevitável;

- Inevitável.

se abrirá. Neutro, naturalmente. Seu sangue flui, assim como o tempo, assim como os sangues, seus sangues.

- Nóssos.

Eles eram alguns, mas se multiplicavam. E esse era um motivo. Um.

O monge cego foi um mestre.

- Um mestre, naturalmente.

O monge cego foi o mestre para os mestres nele. Ele era cego, mas sua visão era além da imaginação de pobres sábios equivocados. Ele via seu desempenho, sua capacidade. Ajudou-o a entender como o sangue lhe trazia a sabedoria de vidas, a linguagem na alma guardada em fluidos. Ele dizia que esperava tal ser perante ele, e alí ele estava.

- Nós estávamos!

Colher e guardar para o próximo. Haveriam outros.
O dom era o início. Um guardião do maior conhecimento em toda a criação. A capacidade de guardar, acumular, organizar e proteger. Um deus entre vermes. Mas eles, todos eles e os que estariam por vir, iriam aprender que o motivo não era esse. O motivo é apenas guardar. A capacidade de se tornar um deus, um imortal, isso não era um motivo. Não havia motivo para tal. Acumularia, aprenderia e guardaria.

- Acumularemos, aprenderemos e guardamos.

Caminha entreva feudos, locais inóspitos e a própria loucura. Os caminhos são diversos e os segredos e mistérios infinitos. De olhos fechados, a luz crescia e os sonhos abriam lembranças para o passado e para o futuro. Os sonhos, às vezes podia arranhar outras realidades. Abrir mais um casulo que o prendia nas dimensões.

Era assim que se sentia.

E com tantos motivos, parecia louco por motivos. Todos eles eram loucos por seus motivos. Alguns honestos, outros vis. Mas não de criar. Guardar. Quem cria são os deuses. Os Criadores. Seus Criador.

- Quem me criou?

Não importa.
Não queria ser um deus, mas um dia seria a Legião.
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Re: (PC) Spectre

Mensagem por 25Slash7 em Sab Fev 25 2012, 09:25

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Re: (PC) Spectre

Mensagem por 25Slash7 em Sab Fev 25 2012, 09:25

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Re: (PC) Spectre

Mensagem por 25Slash7 em Sab Fev 25 2012, 09:27

Spectre

Bônus por Pontuação Básica:

0,5 pt de EXP concedido em 25/02
Motivação: Conclusão da Introdução.

20 pt de EXP concedido em 2/06
Motivação: Fim da Introdução

5 pt de EXP concedido em 2/06
Motivação: Interpretação fiel à proposta do personagem.

EXP TOTAL: 25,5 pt


Última edição por 25Slash7 em Sab Jun 02 2012, 09:41, editado 1 vez(es)
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Re: (PC) Spectre

Mensagem por Shen666 em Qui Mar 08 2012, 20:59

A PASSO DOS DEZENOVE.

(em criação)


Estes são aqueles que se tornarão mais do que teu sangue. Receba aqueles que o esperam através da vida.

E então o fez.

Diferente das Memórias, eles serão você e você um com eles. Um com a história. Um com a vida.

As memórias se mesclam. As vidas, as vozes e as almas. Ouça o que lhe dizem e explore os caminhos que se abrirão. O destino o aguarda e você o guarda.



O Cego então contou suas histórias. Verdadeiras ou não, eram suas palavras. Elas o atravessavam no momento em que a unidade se fazia. Essa grande metamorfose levou grande parte, se não toda a sua consciência. A dor intensa o dominava, mas prestou atenção em cada palavra. Ou assim acredita. Ou assim sonhava.


-------------------


1 - O primeiro era um homem comum. Um mendigo nas terras da criação, um demônio na cicatriz das cidades. Ele explorava os armazéns e procurava por comida. Sua vida fora marcada por terror, ódio, inveja e tristeza. Seu nome era Decadência.

Uma noite ele viu um círculo de fogo em seus sonhos. Uma figura irreconhecível fez a oferta e ele a aceitou. Aquele que nunca teve nada não havia nada a perder.

Prosperou e criou. Fez seu palácio do sangue dos homens que o esquecera enquanto o miasma cobria o antigo acordo. Não vendera a alma, mas vendera a vida. Em troca de todo seu poder, perderia a vida aos poucos. Sua morte era marcada e seu encontro com Ela aparecia em seus sonhos. Vislumbrou todo o cenário, suas súplicas e a resposta Dela. Leu livros, buscou antigas tradições e oráculos de todos os círculos. Não havia escapatória. Fez o que era necessário para não abraçar a loucura enquanto contava os anos como um cronômetro caindo até zero.

Em seus últimos dias pode ver um núcleo. O pequeno multiverso negro de vidas e criações. Recebeu sua consciência e conhecimento. Preparou aquilo para aquele que o esperava.

Então Ela o levou e ele foi chamado de primeiro. Sua voz é humana e seu nome é Decadência.



2 - Ele continuava lá no alto da torre. Estava cercado e sabia que logo mandariam algo mais pesado para derrubar toda aquela construção com ele dentro.

Suas palavras formavam correntes.

Não era magia, era algo mais antigo ou mais avançado. Correu para o lado norte do prédio. Ninguém o ouviria. Corria abaixado para não ser visto pelas janelas. Contou os soldados do lado de fora e percebeu que aquela noite seria sua última. Eles estavam em trinta, talvez mais. Alguém tentava passar despercebido quando ouviu uma de suas armadilhas ativar no primeiro andar. Agora eles estariam atentos e duvidava que ousassem subir até sua torre. Duvidava porque seria vantajoso para ele e percebia naquele momento o próprio Caos conspirar contra sua vida. O vento soprava a danação do mau presságio.

As Armas se aproximavam pelos flancos. A estática no ar produzia relâmpagos em sua mente. No horizonte só havia fumaça. Estava sozinho e suas forças se esgotavam. Passos e mais destruição. Não ouviu gritos, provavelmente passavam pelas armadilhas. Passaram. Estava ouvindo os passos e sentiu o coração mais acelerado do que já sentira antes. A sensação do fim que batia em seu peito. Fechou os olhos. Não havia prelúdios sobre sua vida, vislumbres de todo seu passado. Era só o Caos, era só a Morte. Sentiu a mão fantasmagórica apertando seu coração ainda dentro de seu corpo, sugando sua vida. Mas ele ainda tinha seu último trunfo, sua última caixa de pandora. Havia o caminho proibido, o caminho daquele que não aceitaria perder. Se o universo conspirava contra sua vida, ele estaria preparado para cumprir sua tarefa até na morte. Do Sol Negro retirou forças e sacrificando sua própria vida, levou todos os outros.

Ele foi o segundo. Sua voz é oca, seu nome é Caos.



3 - Em um inconstante do tempo, uma garota cresceu com a marca da troca. Um nascimento predeterminado nos filamentos de uma pequena história, assim como o seu fim. No dia da grande luz, um poderoso ser viria abençoar a antiga cidade e em troca uma criança seria sacrificada. A lei da troca, a ordem do ritual. A cidade apática era realmente sábia, mas não haviam guerreiros ou guerreiras. Eles cumpriam seus ritos da forma como seus pais foram ensinados pelos antepassados. Assim passariam adiante. Uma obrigação coletiva.

Sabendo de seu destino, mas sem entendê-lo, cresceu ouvindo. As pessoas pareciam colocar palavras em sua cabeça, sombras sobre seus olhos. Não sentia vontade de falar e jamais o fez. Era o silêncio de sua Angústia.

Então o dia chegou. Sua cabeça seria cortada e o sangue guardado para aquilo. A cidade era obrigada, sussuravam. Eles eram fracos fisicamente e a benção os protegia de invasores. Mas ela era uma criança. Uma garota sem seu futuro.

A cidade estava quieta e o vento não soprava. Então a hora.

O punhal através de seu peito. Algo errado. A benção não viria dessa vez.

A criança era o sacrifício. 9 anos de idade e jamais um único suspiro, palavra ou som. Uma espada presa em sua garganta. Então ela falou. Um estridente grito. Os termos mudavam. O grito da pura Angústia ecoou pelos 19 mundos. A vida desaparecera ao som de sua dor assim como a cidade.

Ela era a terceira. Sua jovem voz é gutural e seu nome é Angústia.



4 - Escrevia para viver, mas não vivia muito disso. O dilema do hoje e do quando ficava no futuro e seu envolvimento era efêmero. Perdia o foco, o caminho e assim, sua própria esperança.

Amava criar contos, imaginar seres místicos e sentir. Amava ler sobre as lendas e folclores, sobre histórias de passado e futuro. Grande base era isso, acreditava.

E os sonhos.

Um homem veio e lhe disse que teria outros sonhos. Uma cadeia inteira deles. Interligados e também não. Com sentido e também não. Aterrorizantes. Deveria escrevê-los e guardá-los em um livro.

Logo era a pura Melancolia. Demorava a dormir assustada pelas visões que teria e pela ânsia de escrever sem parar, relatando todos os detalhes que não desapareceriam de sua mente até fazê-lo. E ao fazê-lo, sua vida escorria. Aos poucos.

Passava tardes com dores e receio. Sua única alegria era a visita frequente do homem. Ele a visitava e lhe dava atenção. Isso alimentava sua alma. A companhia era agradável e sentia um grande desespero ao vê-lo partir.

Os sonhos foram guardados
A vida não poupada.

Escreveu as últimas linhas de um mundo em destruição. De um mundo sem piedade em um quarto cheio de sangue. Assim ele diz.
Ela Viveu na dor, na desgraça e afogada em sua mais pura e bela Melancolia

Lentamente, caminho e recolheu o necessário. Outro sacrifício não faria as rodas pararem de girar.

Ela fora a quarta. Sua voz é obscura e seu nome é Melancolia, mas só a ouviu em seus sonhos mais profundos.




5 - E buscando a suprema arte de matar, encontraria a paz?

Dentre as crenças dos monges, havia as divindades, as artes diárias e suas filosofias inquestionáveis. O moral não era entender, mas não questionar o universo, não evitar o inevitável. A realidade não é única. Não há começo e não há fim. Não depender, não desviar. Os significados e interpretações variavam entre eles, mas as filosofias, perpétuas. A grande arte sempre estaria guardada entre tantas palavras e formas.

Em um templo distante, um monge superava todas as expectativas de aprendizado, caligrafia, pintura e luta corporal. O aluno o qual era testado incontáveis vezes.

Então o Cego deteve sua atenção àquele;

e nele viu além. Enxergou o vestígio de uma sombra que seria perpétua. O errado dominava o ser. Mas o errado seria dobrado.

Junto de todos os outros, os alunos se tornavam mestres, mas só aquele detinha a arte marcial plena. Antigos poderes pareciam renascer nas mãos da criatura ímpar que carregava a calma de um ser inabalável.

Mas o destino.

Você será nada mais do que a sombra de outro ser. Assim como a sombra que lhe persegue, você será. Imperfeito.

Sonhava com a voz oculta todas as noites. Uma voz diferente de todos os monges. Diferente de que qualquer voz. Diferente de qualquer som. Ao toque de tal vibração não-humana, seus dias enegreciam, envolto em uma aura da extrema Fúria.

E a visão do Cego tornava-se realidade. Aquela neblina o engolira por inteiro. Não havia mais aluno, mais mestre. O monge em sua jaula de ódio.

Aquele que nasceu para ser uma lenda não viveria além da cinza de um maior.

E na noite ele matou a todos e perante o Grande Mestre, se curvou e enxergou além.

Então aqui estou
todas as sombras retornaram.
Liberte-me
deste quarto que chamo de casa.
E traga luz
para a escuridão de todas as horas
e me carregue para o sagrado lado da vida.

Com os punhos em chamas, arrancou o próprio coração e entregou ao Grande Mestre Cego.

Ele é a sombra, ele é o quinto. A Fúria. Sua voz é calma e antiga. Manifesta-se além da mente.



6 - Guerra, doença, injustiça, morte, ódio, ruínas, detritos, pus. O que antes fora imenso reino, agora poderia unicamente imaginar um clareira dificilmente habitada. E no entanto a vida buscou estranhos berços para belos seres.

Antiga raça, antiga forma. Sem forma. Sem raiva, sem perturbação. Onde o nada existia, seres estranhos nasceram e o habiataram.

Evoluíram. Ganharam sua própria única forma de existir. Única forma de se comunicar, de escrever e de entender os universos. Transitaram por planos, buscaram o entendimento de outras raças, suas culturas. Através dos tempos eles enxergavam.

E então o fim dos tempos chegou. Assim eles vislumbraram. O fim dos tempos chegou.

Se do nada vieram, para o nada retornaram. Não deixaram vestígios, apenas uma difícil linguagem marcada em locais inóspitos. Desapareceram para o seu próprio bem. Reconhecem a margem de intervenção e não se deram a opção de escolher.

Um permaneceu. Encontrou sua essência e a guardou para aquele que o encontrasse.

Ele foi o sexto, sua voz é amorfa e nele encontrará respostas e a Paz.



7 -


8 -


9 -


10 -


11 -


12 -


13 -


14 -


15 -


16 - Juiz.

A justiça era cega e alguém precisava enxergar para ela. Ele enxergaria por ela. Observaria tudo e a todos. Colocaria cada existência em sua balança e daria sua sentença.

A sentença final.

O mundo encontrava seu caminho adiante. O adiante não construia o objeto. O pai não olhava sua criança. A boneca criava vida e caminhava pela terra amaldiçoada. O mundo não era mais o mundo. O mundo era um show de horror e o terror não conhecia o fim. As criaturas não pagavam pelos seus atos. O ato final seria na sua sala. Em seu tribunal.

O Juiz.

Caminhou, julgou e as tomou. Uma a uma, ele fazia as regras. Ele as mudava. Criava. Refazia. Julgava. O além conhecia sua existência e sua força. E o próprio alcance tornava-se além de sua existência.

"Eles não seguiam as leis, não seguiam. Eles não pensavam que alguém os observava, não pensavam."

Mas ele via. Criou sua própria forma omnividente, omnisciente. Era a maldição que se espalhava através de seus atos, mas isso ele não enxergava. Não reconhecia. No seu espelho, o reflexo da balança e do poder.

"O julgamento..."

O cataclisma era inevitável, mas através dele poderia reconstruir. E assim, seguiriam os comandos e as leis.

"A sentença..."

A balança pendia.

" ... a destruição é a única sentença para os seres ignorantes de um universo purulento. Esse é o caminho. Essa é a minha sentença final."

Através da imolação reconstruiu seu mundo. Um Deus onde o braço direito era o martelo do juízo. E o final era apenas o início.

E quando não havia mais ninguém a ser julgado, o outro veio. Sem perceber, fora subjugado, engolido e guardado.

O Juiz. O décimo sexto. Muito além do simples sussurro e da sugestão. Através de seus próprios olhos, ele julgará a hora para transformar o reino dos seres em pó mais uma vez.



17 - Insanidade.

Através dos planos eles pretegiam e olhavam. Olharam, protegeram e seguiam. Seguiram para o caminho que seus protegidos olhavam. Não existia julgamento. Assim era como seria. Seria como era.

A missão. O lugar. O dilema.

O talento entre ternas asas. Sua calma transcendente, seu voto de fé inquestionável, sua força inigualável. O simples vislumbre poderia apaixonar os simples, ajoelhar em perdão os perdidos, e fazer chorar até a morte, ou suicídio, os culpados.

Preso dentro de si. A água pingava e o lago tornava-se raso.

A missão. Proteger. Guardar.

E ele continuava a fazer pedidos. Pedidos e oferendas. Pedidos afogados em futilidade, fraqueza e autopiedade.

Eu sou o anjo, eu sou a loucura.

Cada dia um dia para ele. Cada dia, um simples piscar para ela. Era tão forte. Era tão bela. Tão completa. Perfeita. Inteira. Tudo que era. Tudo que ela sentia.

O lago, cheio, parecia prestes a transbordar. Então, a onda. Uma gigante tempestade.

E junto dele, seres patéticos, ordinários. Outros como ela protegiam vermes como aqueles. Jogadores, viciados, prostitutas, assassinos.

Loucos.

Buscava algo. Redenção. Algo mais. Raiva. Juntou seus soldados, juntou seus melhores e assim como o universo fizera dela, o fez com eles. Corrompeu-os. Dominou seus corações com uma simples gota de seu próprio mundo. A demência era a palavra de ordem.

A ordem era o caos.

Guardava a verdade e escondia suas tristezas. Desafiou o Criador e a Criação. Tomou a mão e a escuridão. Abraçou as estrelas e o vazio. Iria levá-los à Terra Prometida. Iria guiá-los ao trono dos deuses. E prometeu sentá-los lá.

Ao seu redor. O centro. O pilar. A Insanidade.

Mas ele aconteceu. E assim como ele foi até os outros, ele caminhou até ela. Devagar. Lentamente. E a demência desapareceu sem razão.

"Em cada lar, em cada fábrica. Eu e minha Legião. Aquela em todos. Eterna. Voltarei e, com o meu toque, os mundos irão cair."

A Insanidade. A doce loucura da majestade. A décima sétima. Irá procurar os seus tão filhos e soldados para reerguer aquilo que acredita ser seu por direito. Suas palavras poderão enganá-lo, mas seus atos carregam o caos e a tragédia.



18 - Morte.



19 - Último.



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