Prólogo - A Reunião

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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Naelia Hrodgair em Qua Jul 28 2010, 20:41

Enquanto esperava para ver no que a atitude de Desert resultaria, todos foram pegos de surpresas com as rudes palavras de Ishta. Naelia arregalou os olhos e, assim como a maioria dos presentes, preparava-se para o pior, ainda mais vindo de Jor. Levou a mão até a boca e balançou a cabeça negativamente.

Ishta ainda não havia aprendido que nem tudo o que se pensa pode ser dito, ainda mais numa reunião como aquela e contra um homem na posição de Jor. Interpretou as palavras de Riviere como um conselho que valia a todos ali, pois, apesar de haver distintas opiniões em jogo, a honra daqueles que fizeram história deveria ser mantida, intocável.

Respirou fundo aliviada pelo pior não ter acontecido e apenas ouviu. Entraram num campo onde ela não tinha o que opinar. San Hyon Jin falava de uma morta-viva que Naelia não chegou a enfrentar e Desert sugeriu um povo que estava fora do alcance dela. Não opiniou por falta de conhecimento do caso.

Voltou o olhar na direção de Agnis e entendeu as ordens dele. Pesquisaria um pouco mais para dar sugestões futuras e ajudar a montar alguma estratégia ou um grupo. Quanto a aliados, enviaria uma carta ao seu pai para saber se poderia contar com a ajuda dele e da influencia que tinha para adquirir mais aliados.

Manteria o silêncio depois de falar bastante e analisaria os outros, encarando quem a encarasse por tempo demais.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Valkyrja em Qui Jul 29 2010, 12:40

San Hyon Jin olhou Agnis com um leve sorriso, não deixando de esconder a satisfação pelo militar ter aceitado sua ideia, afinal, era melhor do que muitas e eram as únicas opções que tinham, diante do pouco conhecimento que tinham sobre o inimigo. Ela ouvia o que Ishta falou e virou-se para ele, ainda com aquela postura rígida de militar, mesmo com todas as dores que sentia. Ainda mantinha um meio sorriso confiante que poderia despertar até medo e receio naqueles que não a conheciam. Ela era mesmo, como Agnis disse, uma arma.

- Fácil não será...Mas não será impossível também... Ele não ataca de forma muito inteligente, acredito eu, por se considerar mais forte, mas temos que admitir que circular nosso exército foi uma estratégia...Logo, ela não é burra e nem ataca simplesmente por diversão. E se estão aqui, querem algo.

E San Hyon desviou seu olhar de Ishta e ouvia o que Solaris agora dizia e ao terminar de ouvir, ela simplesmente fechou os olhos e franziu a testa, talvez demonstrando impaciência ou a dor que sentia enquanto respirava, era difícil dizer qual era o motivo.

- O Brilho Escarlate do Norte..Acredito que conseguiu alguns aliados aqui para nós. - e olhou para Riviere e Hrugd. -Acho que poderemos contar com eles e seus aliados.

Depois olhou Ehzias.

- E o senhor? Que diz?

E quanto ao que Solaris disse, ela completou:

- Aliados do Suls eriam sim interessantes, mas acredito que quase inviável. Teríamos que passar por Thorns ou contorná-la.. - ela respirou fundo, ainda com aquele olhar que ou poderia ser de impaciência ou dor. - Eu tenho quem conheça os feitos da Serpente de Cristal ao Leste daqui e acredito que serão de grande ajuda. E será mais perto e mais fácil conseguir contato. Se assim o senhor desejar, lhe darei os nomes.

Ela, por fim, olhou Agnis, apenas para saber a opinião dele. Chamá-lo de senhor e ter aquela postura séria, embora com as dores e a impaciência habitual da menina eram quase impressionantes. San Hyon Jin parecia que estava começando a tentar se controlar, como quando fizera o trato com Agnis.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Sarx em Qui Jul 29 2010, 18:38

Django, desde sua entrada, não disse uma unica palavra. Sentou-se sobre a almofada com as pernas cruzadas, as espadas roçando o chão, e limitou-se a observar e ouvir, acenando com a cabeça afirmativa vez ou outra - não como quem concorda, mas como quem entende. Estava entediado, mas não demonstrava. Seu tédio provinha de uma simples questão: Eles estavam discutindo a horas uma guerra... como se fossem políticos, não como se fossem os generais e oficiais que realmente eram. Django tinha experiência militar e tática, e era convencido - convencido a ponto de começar a suspeitar de que ele era o único ali capaz de ver o quão óbvia era a ação que tinham que tomar.

Os mais atentos poderiam notar como o homem pareceu ser tomado por algum tipo de inquietação, que crescia lentamente: começou a batucar os dedos contra os joelhos dobrados, e com o passar do tempo as pernas estavam se balançando, ainda dobradas, e logo o próprio torso movia-se de cima para baixo, enquanto os lábios se dobravam um sobre o outro. Queria falar, mas também achava que talvez não devesse - era novo nas fileiras de Legião, e imaginava não ser alvo de confiança o suficiente... Até que, finalmente, surtou. Não tinha confiança o suficiente? Ótimo. Ele a iria ganhar naquele instante. Pigarreou, para chamar a atenção para si, e se endireitou na almofada - queria levantar, mas achou que seria demais. O tom de sua voz era calmo, mas energético, fluído e confiante.

- Caros companheiros militares e políticos, eu me desculpo antecipadamente por interrompê-los de maneira talvez grosseira, mas sou tomado pela certeza de que vão querer ouvir o que tenho a dizer.

E fez uma pausa, esperando ter a atenção de todos, e só então continuou.

- Creio que estamos a desperdiçar nosso tempo, disse ele assim, sem meios termos ou amaciantes em suas palavras. Por que, vocês provavelmente se perguntam, e eu lhes digo: estamos a desperdiçar nosso tempo pois enquanto nos sentamos em confortaveis almofadas, discutindo sobre possíveis aliados, a filosofia desnecessária de ética, moralidade e covardia, enquanto nos degladiamos sobre a existência ou não de provas sobre a intenção dos mortos-que-andam de atacar ou não vossas terras, o exército diabólico de Thorns avança, treina, e cada nova morte aumenta suas fileiras pútridas.

Talvez fosse surpreendente para todos ali que já tenham conversado com Django vê-lo falar de maneira tão centrada, sem piadas, flertes, ironias ou gracejos - e ele gostava da sensação. Enquanto falava, seus olhos apontavam a todos, a não ser nos breves instantes que citou exemplos de coisas desnecessárias que faziam, quando fitou por uma breve fração de instante os que deram início a tais discussões.

- Eu poderia também desperdiçar vosso tempo com estratégias de ataque que reduziriam significativamente os números dos exércitos inimigos, mas posso ver que, antes de qualquer coisa, antes de caça-los, antes de ataca-los, antes de empenhar a Legião na missão suicida de seguir a mulher besta-fera que nos atacou, precisamos prover a todos com provas. Provas de que seus reinos estão em perigo, provas de que devem deixar suas esposas e filhas e marchar mais uma vez para a batalha, com chances de não voltar - sem estas provas, ao que me parece, a Sétima Legião não somente estará sozinha, como desmotivada - imagino que não seja errado dizer que, entre os soldados que não estavam presentes no ataque sofrido, a dúvida sobre sua veracidade se espalham como fogo em palha seca. Portanto, não hei de desperdiçar mais de vossos tempos: me ofereço para, voluntariamente, cobrir meu rosto na máscara artefato que carrego, tomar a aparência de um dos inimigos, e me infiltrar em suas fileiras. Voltarei munido de provas incontestáveis - e isso, caros companheiros, é uma promessa. Se minha ida voluntária for aprovada por todos e por meu superior, Agnis, eu partirei no amanhecer e todos vocês poderão começar a se preparar, pois quando minhas pernas tocarem Celerem mais uma vez, carregarão também o peso da certeza que todos querem: que devem, vocês e seus homens, abandonarem seus lares quentes e juntarem-se a batalha, se desejarem vê-los em pé na próxima aurora.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por 25Slash7 em Ter Ago 03 2010, 11:24

Agora, aparentemente, as coisas haviam feito algum progresso. Agnis acreditava na capacidade dos seus oficiais e apostaria que eles seriam capazes de fazer de demonstrar a sua superioridade a frente daquelas importantes figuras. O Arquiteto das Sombras havia, sim, feito a sua imagem sozinho, mas ele bem sabia da importância que detinha um exército que transpirava a impressão de competência e dedicação. E ali, naquele ponto, fosse nos erros ou acerto de seus homens, Agnis sentiu uma leve tranquilidade e satisfação.

- A menos que tenha um meio efetivo de contatar o Sul, de maneira rápida, nós não poderemos utilizá-lo como sugerido.

Falávamos da Criação. Haviam meios de fazer contato com pessoas à distância, haviam meios de atravessar longas distâncias em pouquíssimo tempo. Haviam meios... e estes deveriam ser explorados caso aquela opção fosse realmente ser levada adiante.

Jor não deu atenção à Ishta. Ele simplesmente ignoraria todo e qualquer tipo de comentário mais ofensivo e tornava isto bem claro a todos. Para a garota de fala confusa a sua frente, contudo, ele se deu ao trabalho de ouvi-la.

- Eu estarei na cidade até amanhã pela manhã. Depois partirei de volta para Nexus. Se conseguir me convencer até lá... - e suas palavras tomaram um sentido dúbio. Sorriu.

Jor simplesmente sairia, desta vez não dando mais qualquer tipo de atenção. Ofensas seguiriam a sua saída e ameaças de que ele teria um restante de tempo bem atribulado enquanto estivesse em Celeren fariam parte da trilha sonora de sua retirada.

Em meio a todas as idéias que se seguiram, restou a Agnis o papel de colocá-las de uma maneira ordenada.

- Todos tem carta livre para buscar qualquer aliado próximo. Apenas tomem cuidado para não transformá-los em inimigos. Lembrem-se, que honra é um termo subjetivo na Criação. O modo como vocês encaram não significa que é o jeito certo de encarar. Quero, também, medidas que mantenham Celeren protegida. O território da Aliança Marukan é grande e perceberemos quando os inimigos marcharem em nossa direção e, quando isto ocorrer, virão refugiados de todas as partes para cá. É bom estarmos preparados.

Django fez sua voz ser ouvida no conselho. E, na verdade, havia se tornado bem claro que estavam a desperdiçar tempo.

- Você tem a minha autorização. Mas devo lhe dizer que outra pessoa tentou aproximar-se de Thorns na última semana e ela quase enlouqueceu no processo. Não será condenado se quiser aguardar mais tempo antes de tentar infiltrar-se.

Suspirou. Era o suficiente.

- Pois bem, creio que...

Uma sensação. Uma sensação estranha preencheu a sala. Agnis e Hrudg, por serem mais ligados à essência foram os primeiros a notarem. Em seguida seriam os outros Dragon Bloodeds e, por fim, mortais cuja ligação com as energias da Criação ficavam acima do limiar humano.

Porém, antes que qualquer um pudesse dizer qualquer coisa, um dos soldados Marukanis entrou na sala de reunião, quase derrubando a porta no processo.

- Ela... ela voltou!

E dito isto todos souberam quem era "ela".
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por 25Slash7 em Ter Ago 03 2010, 11:25

Fim do prólogo
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por 25Slash7 em Ter Ago 03 2010, 11:35

Desempenho:

Naelia:
Postura +
Retórica +
Interpretação (Proposta do Personagem) ++

Total Exp: 2.0 Exp

San Hyon:
Iniciativa +
Idéias ++
Interpretação (Proposta do Personagem) +

Total Exp: 2.0 Exp

Anja:
Iniciativa +
Idéias +

Total Exp: 1.0 Exp

Solaris:
Interpretação (Proposta do Personagem) +
Idéias +

Total Exp: 1.0 Exp

Ishta:
Postura +
Cautela +

Total Exp: 1.0 Exp

Django:
Idéias +

Total Exp: 0,5 Exp
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Re: Prólogo - A Reunião

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