Prólogo - A Reunião

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Prólogo - A Reunião

Mensagem por 25Slash7 em Ter Jul 13 2010, 19:51

Terra dos Carniceiros...

Foi este o nome que o Reino deu a aquele punhado de reinos, principados, repúblicas e etc que ousaram desafiá-los.

Confederação dos Rios...

É assim que eles chamam a si.

Muitos poderiam alegar certa razão no termo pejorativo dado a aquele emaranhado de territórios sem leis sustentado por alguns poucos bastiões do poder.

Lookshy, Nexus, Great Forks, Sijan, A Aliança Marukan...

O Conselho da Concordata (que teoricamente deveria governar a Confederação dos Rios) silenciava-se, ocupando seu papel como meros desperdiçadores de tempo e recursos. O Conselho, afinal, só era realmente levado a sério em tempos de guerra.

Já que foi a guerra que originou o Tratado da Confederação dos Rios.



Naquela manhã havia uma movimentação diferente em Celeren. No topo da construção utilizada como Centro Administrativo da Sétima Legião, homens que foram capazes de atender a uma reunião emergencial, atenderam ao chamado feito pelos lords de Marukan.

Lá, no topo da construção, onde havia uma enorme sala com chão e paredes de madeira, adornada por plantas e demonstrações primorosas de caligrafia.

Estátuas de dragões guardiões, cada um representando um elemento, permaneciam próximo ao centro. Centro este que era rebaixado, com almofadas posicionadas em círculo.

Na parte mais elevada, haviam mais almofadas, mas estas posicionadas em fileiras. Antes da reunião começar, duas mulheres trajando kimonos típicos de Lookshy caminhavam, servindo bebidas aos presentes.

No centro do círculo estava Hrudg Mayhiros, conhecido como "O Punho do Leste". Não era, exatamente, o mais brilhante dos Mayhiros mas, com certeza, representava a força militar do Clã. Seu aspecto imponente, o corpo que transpirava ao aroma de terra, as cicatrizes... tudo aquilo era uma representação de um homem dedicado a combater.


Agnis ficava à esquerda do homem. O militar, ali, representava a Sétima Legião.

Ehzias era o representante de uma grupo militar responsável pela defesa de alguns dos reinos que compunham o território das Centenas de Reinos. Fora trazido por Riviere, nobre do culto e iluminado povo de Great Forks. Sua tranquilidade e modos refinados contrastavam com o jeito um tanto rústico do militar que acompanhava.

Por fim, estavva Jor Al Den, representante de Nexus. Trajava, em suas vestes militares, tecidos caros, suntuosos, e se adornava com ouro e jade. A barba por fazer era, claramente, apenas um meio que aquele homem, tão habituado aos bastidores, utilizava para passar uma imagem que gostaria de vender.

Ao redor, na parte mais elevada, estavam algumas dezenas de oficiais e representantes de clãs dos Marukanis.

O rústico Hrudg foi quem deu início:

- Nesta manhã...

Toda as anteções voltaram-se para ele. Ele pareceu hesitar, apesar de sua expressão não mostrar nada.

- Nesta manhã, um dos nossos fortes ao sul acordou vazio... não há sinais de combates, nem de mortos... nós temos dúvidas sobre o que... sobre o que ocorreu... mas acho que é bem claro, para todos, que Thorns tem algo a ver com isso...

- Thorns - interrompeu Riviere - minha Senhora, Blood Linnet compartilha de sua preocupação.

Hrudg pareceu incomodar-se com as palavras do homem. Não era, afinal, habituado aos discursos e sua falta de prática em lidar com imprevistos era clara.

- Cavalheiros... se imaginam que Nexus irá enviar qualquer apoio neste momento, estão enganados.

Jor Al Den não olhava para qualquer um das mesas. Na verdade, parecia mais preocupado com as mulheres em kimonos que agora haviam se recolhido a um canto. Em seguida, continuou:

- E pelo que ouvi, do Conselho, o representante de Thorns disse que tudo não passa de um mal entendido e que as agressões foram feitas por... ahn, qual é o nome... ah, mortos que andam ou coisa do tipo. - o sorriso de Jor alargou-se - dizem que os Marukanis não cuidam dos seus mortos.

- Filho de uma...

Hrudg, sentado sobre uma das almofadas ameaçou levantar-se mas, antes que o fizesse, Agnis se pronunciou.

- Não desonre a fama de anfitriões dos Mayhiros.

Ressentido, o Dragon Blooded Marukani franziu o cenho. Os músculos retesados, o olhar fixo e pétreo no representante de Nexus.

- Nós precisamos fazer algo. Se Thorns atacar, não temos o poder necessário nem o conhecimento necessário para ter a menor chance...

E com aquela sentença, Rivierè silenciou a todos.

Aguardavam, naquele instante, qualquer manifestação que pudesse lhe dar uma luz.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Qua Jul 14 2010, 18:05

Naquela ocasião, Ishta estava como de costume treinando suas manobras de ataque e defesa longe das guarnições, vez ou outra, convidando alguns pequenos grupos de soldados para praticarem. Em Lookshy isso costumava ser bem ruím... para os soldados... mas em Celeren, algumas coisas parecem ter mudado no conhecidamente frio Vento Devastador. Ishta já tinha passado por situações de combate, por vezes muito perigosas, antes de pertencer àquele grupo, mas a ameaça direta de morte tanto a ele quanto a seus companheiros parece de fato ter mudado um pouco os modos daquele dragão do ar. Ainda que Ishta tenha saído quase ileso do combate, a maioria de seus companheiros sangue-de-dragão foram feridos, alguns gravemente, e diversos soldados mortais sucumbiram naquela noite. Talvez a dor da perda ou a simples possibilidade de tal coisa tenha amolecido o coração daquele homem conhecido por se mostrar tão implacável, como foi naquele simples duelo contra um outro soldado que quase foi morto por ele dias atrás.

Entretido com seu treinamento, Ishta quase não perceberia a movimentação diferente naquele lugar, até que os homens se cansaram e Ishta decidiu encerrar os treinos daquela manhã. Quando retornava aos alojamentos, ouviu os boatos sobre a reunião, e encaminhou-se até o local onde aqueles líderes se reunião. Movido pela natural curiosidade, Ishta se aproximaria do local específico e se apresentaria a um dos guardas*

" - Bom dia... sou Ishta Rashne, pertenço a Sétima Legião e estou afiliado à força de campo onde Agnis é um dos líderes de unidade. Esta reunião é sigilosa? Ou pelo menos sabem dizer do que falam?"


Ishta mantinha a postura serena e calma, como de costume, demonstrando boa educação ao tratar com o homem, e esperaria pela resposta do mesmo pacientemente.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por 25Slash7 em Qui Jul 15 2010, 09:33

Os soldados da sétima legião eram magistralmente treinados. Não eram capazes, claro, de enfrentar um Dragon Blooded de igual para igual, mas, dentro de suas limitações, eles eram simplesmente os melhores.

Por entre a barracas e as construções de Celeren, haviam ainda aqueles mais do que qualificados, como a temível unidade Gunzosha, enviada apenas nos casos mais extremos e cuja efetividade de seus ataques eram não menos do que lendárias.

Frente ao guarda, Ishtatrocou algumas palavras com o guarda a frente da construção que dava para o local da reunião. O homem cujos traços denotavam pertencer à Celeren, falava a Língua dos Rios com um forte sotaque do Leste:

- Qualquer oficial pode participar da reunião, senhor. Apenas soldados são limitados. Inclusive, já há vários lá em cima.

Por oficial deveria se entender Dragon Bloodeds e mortais de elevada patente. A reunião não era misteriosa ou qualquer coisa do tipo.

- O assunto tratado é sobre o que será feito em relação à Thorns.

O caminho estava livre para Ishta caso optasse por subir e, se assim o fizesse, encontraria a sala de reunião, com os líderes/representantes no centro e diversos oficiais a volta, sentados sobre as almofadas postadas em linhas perpendiculares.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Qui Jul 15 2010, 20:16

Ishta ouviu o que o homem lhe disse, sendo aquela reunião aberta aos oficiais, claro, ele ficaria contente em poder participar.

" - Então... irei a reunião. Obrigado."

Ishta concordou com a cabeça, sorriu levemente, agradecendo ao homem e seguindo em frente. Logo ele estaria na sala de reuniões, olhando em volta discretamente, procurando por outros oficiais da Sétima Legião para onde iria sentar-se próximo. Procurou um assento mais próximo possível do centro onde os líderes discutiam sobre possíveis estratégias para vencer a aquele inimigo, mantendo-se bem atento a conversa que se seguia*
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Naelia Hrodgair em Sex Jul 16 2010, 20:13

Naelia recebera o comunicado da reunião um dia antes dela acontecer e teve uma noite inteira para pensar. A última conversa com Agnis não foi das mais agradáveis, mas os dias tinham passado e ela havia transformado toda aquela crítica em algo mais construtivo para sua vida. Pela primeira vez desde que havia chegado, decidira sair de seus aposentos afim de treinar, treinar e treinar. Começava no amanhecer e terminava algumas horas depois do crepúsculo, treinava sozinha ou contra seus homens - que apesar de respeitá-la, sabiam que deveriam lutar direito com ela ou sofreriam com o bastão de Jade. Para repor toda a sanidade que as batalhas tiravam, ela fazia longas horas de meditação e se encontrava novamente com sua natureza.

Aquela noite não foi diferente, mas ao invés de se encontrar, ela buscou o que seria melhor naquele momento. Decidira que o melhor sem dúvidas era participar da reunião, afinal, era uma Tenente mesmo que seu superior ainda não a achasse madura e segura o suficiente para exercer o papel.

Para aquela reunião, escolhera uma versão limpa e mais elegante de seu uniforme. Era um pouco mais elaborado com mais riqueza de detalhes, mas era basicamente suas três perças: saia, corpete com alças largas e botas de cano alto. Os longos cabelos estavam presos num coque no estilo oriental.

A ruiva tinha uma inegavel presença onde quer que estivesse, primeiro por sua aparência bela e exótica, segundo porque sabia muito bem como se portar. Estava posicionada atrás de Agnis, alguns níveis de almofadas acima, de onde poderia ter uma excelente visão da reunião e ainda ouvia com clareza. A expressão permanecera inalterada desde que havia sentado ali. Os olhos azuis fixos e atentos a eles, os lábios numa expressão que estava no limite entre a seriedade e a tranquilidade.

Em silencio analisou as vezes e a postura adotada pelos cinco homens, fixou os olhos em Jor e sentiu que dali viriam grandes problemas. Antes que ele pudesse notar, desviou o olhar e continuou sua observação. Até que os homens começaram a falar e olhou lentamente para cada um.

Não gostou do rumo que a reunião tomara, mas depois do esporro que havia tomado, não ousaria dizer uma única palavra. Guardaria sua opinião para si e juntaria com o resto da reunião, forneceria caso fosse do agrado de Agnis saber, caso contrário, o silêncio seria absoluto.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Valkyrja em Seg Jul 19 2010, 00:00

Estava acabada. Sua expressão mostrava o cansaço de quem acabara uma luta extremamente cansativa, quase uma verdadeira guerra. San Hyon Jin encontrava-se, de pé, próxima à Agnis, como uma fiel guarda-costas. Ela mantinha sua postura militar, coma s costas firmemente eretas e o olhar zangado. Porém, mesmo com toda essa rigidez em sua postura, podia-se ver como ela estava machucada e que aquelas feridas ainda lhe doíam. Seu rosto estava estampado com o cansaço físico que Agnis lhe proporcionava e seu olhar parecia até um pouco apagado, mas continha ainda faíscas da selvageria da menina. Ela apenas olhava, com a cabeça um pouco mais baixa, os homens que lá se reuniam. Ela parecia analisar cada um deles, sem sequer dar uma palavra ou um som. Ela sentia a presença de Noelia na sala mas sequer olhou para a ruiva, que deveria ter as atenções dos homens para ela.

Já San Hyon chamaria a atenção por seus cortes pelos braços, rosto e todos os lugares visíveis. Suas mãos pareciam estar completamente inutilizáveis e continha enormes faixas providenciadas por Mist em seus ombros e provavelmente em todo seu corpo. Ela ouvia aquela discussão sem sentido e controlava-se para não revirar os olhos.

Ela olhou Agnis de canto de olhos, erguendo sua face manchada de pequenas escoriações e marcas roxas e vermelhas.

-Informações sobre mortos... – e franziu sua boca ao lembrar-se do que combinara com Agnis. - ...Senhor...? Eu talvez possa ajudar.

Falou e encarou com seu olhar selvagem cada presente, que poderiam sentir aquela sensação de um ataque eminente que emanava da menina, mesmo que estivesse cansada.

-Alguma missão de infiltração, talvez, próxima a Thorns..Ou, quem sabe... – ela parou e pensou. – Levar-me até os líderes religiosos ou seitas daqui..Poderei descobrir algo...

E olhou para Jor, com seu olhar selvagem:

- E conheço...pessoas que poderiam convencer Nexus a ajudar.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Anja em Seg Jul 19 2010, 18:08

Mist descia do cavalo de imediato e entregava as redeas a um dos soldados. Tinha que se apressar para a reunião. Os passos tornaram-se mais rapido até que ela pode se aproximar de todos os presentes. A jovem vestia um longo manto negro com o capuz a cabeça, acaba de retornar de uma missão. Levou a mão ao capuz e o abaixou deixando o belo rosto ser exposto, os cabelos negros presos em uma trança e os claros, porém gelidos olhos focaram a todos,até que ela tomou a palavra.

- O que não podemos é ficar parados! Nosso inimigo seja quem for está se aprimorando. Ontém dois homens em nossa enfermaria que já estavam com um quadro estável foram possúidos e atacaram a mim e o comandante Agnis. Perdemos dois homens e não era dois homens qualquer, eram dois soldados que lutaram bravamente na Sétima Legião!...Eles estão usando a nós mesmos como armas...Celeren no mesmo dia teve mais duas possessões que tiveram que ser controladas do mesmo modo!

A jovem suspirava fundo tomando folego, afinal teve que vir de longe para chegar a tempo de se apresentar

- Que adianta recuarmos ou atacarmos se for para atacar a nós mesmos? Temos que controlar esta situação, ou pode significar nossa extinção!...O meu conhecimento se limita a saber que existem rituais especificos de exorcismos para casos como estes, e que existem rituais que protegem lugares da entrada de fantasmas!...Mas não sei como faze-los! O que vim aqui hoje é pedir recursos e ajuda para que possamos nos proteger...Toda a legião...Estou disposta a aprender sobre os rituais e efetua-los ao que for preciso, mas preciso de um tutor ou do caminho para tal conhecimento!

Mist voltou os olhos a todos, não olhava ninguem em especifico e falava com uma convicção unica, era uma situação emergencial e precisavam controlar aquilo antes que se espalhasse. Ou não poderiam saber quem mais era aliado ou inimigo.

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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por 25Slash7 em Ter Jul 20 2010, 08:45

No dia anterior...

Muitas lendas cercam a tomada de Thorns. E muitas delas parecem simplesmente exageradas. Ontem, contudo, algo de estranho havia acontecido.
Durante o crepúsculo, dois homens que encontravam-se na enfermaria morreram de morte repentina para, segundos depois, erguerem-se como um dos soldados de Thorns. Agnis e Mist foram atacados mas conseguiram, efetivamente, repelir o ataque. Todos os oficiais ficaram sabendo do ocorrido.




- Não. A idéia de uma missão de infiltração sem um plano tão elaborado e profundo quanto uma campanha contra aquela nação, é simplesmente descartada.

Ajoelhado sobre uma das almofadas no centro. Agnis mantinha a sua postura, as mãos sobre os joelhos, a cabeça ligeiramente baixa, como se quisesse, desta forma, aguçar os seus ouvidos.

- Um dos soldados teve a brilhante idéia de tentar descobrir por si mais informações sobre Thorns e antes que fosse capaz de atravessar as fronteiras, foi encontrado desacordado e na beira da insanidade.

Se Agnis respondeu a declaração de San, o mesmo não poderia ser dito de Jor, que limitou-se apenas a encarar a mulher que se postava como guarda costas do militar. O olhar afiado, desconfiado. Era um homem de ação e foi justamente por isto que ele se permitiu liberar um pouco de sua essência e ler os pensamentos superficiais de San. Se ela realmente conhecia alguém que poderia utilizar como contato, ele queria saber antes de todos.

Riviere, o culto homem enviado por Great Forks, ouvia a todas as argumentações com demasiado interesse. Não poderia deixar de notar e interessar-se pelos oficiais daquele corajoso exército e como haviam se envolvido com tudo aquilo. Como mortal que era, admirava a determinação daqueles Escolhidos.

- Se o que diz é verdade... - o homem passou os olhos por San e depois por Mist - nós temos problemas maiores e acredito que se eles dispõem de tais métodos, nós precisaremos de mais do que apenas homens. Nós precisamos de conhecimento. E precisamos, talvez, de mais aliados...

- Nós precisamos atacar! E atacar rápido! Você fala essas coisas apenas por ter medo de enviar seus homens para lutar ao lado dos Marukanis! Porque não é a terra de vocês que compartilham da fronteira com Thorns!

As palavras gritadas causaram uma comoção na sala. Por haver muitos homens que nasceram naquela nação, eles acompanharam a afirmação de Hrudg com brados e braços erguidos.

Agnis, como fizera outrora, interrompeu a discussão. Era um conhecido dos Marukanis e sabia que quando lidando com aqueles guerreiros naturalmente tão selvagens, você precisava pular algumas partes da etiqueta que acompanhava uma reunião emergencial.

- Mist e Riviere estão certos. San Hyo também. Precisamos de aliados e de conhecimento. Mas conhecimento é algo que não vem da noite para o dia e acredito que todos os nossos aliados estão aqui, representados. Precisamos de alternativas, outros aliados, fontes rápidas de conhecimento. Precisamos conhecer nossos inimigos, é essencial, mas precisamos, antes, descobrir um jeito seguro de conseguir conhecimento sobre eles.

Com um jeito emburrado, como de uma criança. Hrudg cruzou os braços por sobre o peito.

- Eu pedi à minha tataravó que fizesse proteções... ela conheceu aqueles que protegeram Blackson's Hill dos fantasmas malignos a anos atrás, mas disse que tudo que ela será capaz de fazer é evitar que os fantasmas mais fracos se aproximem. Aqueles com maior força, serão capazes de atravessar a proteção que ela fez.

Celeren foi uma cidade tomada pelo Reino. Quando Lookshy marchou e livrou Celeren do domínio do Reino, muitas das construções que foram erguidas pelos Dinastas foram destruídas. Blackson's Hill é uma colina que se formou sobre um complexo onde ficava um prédio administrativo dos Dragon Bloodeds imperiais. O lugar serve, agora, como uma prisão aos fantasmas dos soldados mortos pelo combate com os guerreiros da Sétima Legião.

E a lembrança de tal chaga dentro da própria cidade, fez Agnis demonstrar um natural incômodo. Que apenas alguém que compreende seria capaz de sentir.

De qualquer forma, a proteção feita já era um início e os "prisioneiros" de Blackson's Hill estavam, afinal, aprisionados.

- Acreditamos que chegamos a um consenso aqui. A dúvida é: como teremos o que precisamos?

Informações sobre o inimigo. Conhecimento de como lidar com fantasmas. Aliados.

O Conselho queria a opinião de todos ali presentes.

Aos ouvidos de Naelia, chegou a voz de Agnis. Apenas para ela:

- Eu quero ouvir a opinião daquela que, por ser da família que é, invariavelmente irá ocupar um cargo elevado na Sétima Legião.




Informações sobre o inimigo:

Qualquer conhecimento, a aquela altura, seria de grande ajuda. Quem era o líder inimigo? Ele possui aliados? Possui inimigos? Quem são as pessoas que confia? Quais as fraquezas? Como funciona seu exército? Qual o alcance de sua influência? É apenas um exército assustador ou eles são, realmente, efetivos? Quais são seus planos? Há algum contato de Thorns que faça parte do Conselho? Será que há alguma arma que é capaz de enfrentar este exército? Lendas sobre criaturas de poder inimaginável que apenas aguardam para serem domadas não são raros.

Conhecimento sobre como lidar com fantasmas:

Exorcismo e círculos de proteção é o meio convencional e já revelado por Mist. Contudo, como exorcizar? Como fazer os círculos? Onde encontrar uma fonte de conhecimento rápido? Será que, realmente, contratar algum tutor de Nexus ou Lookshy será rápido o suficiente? Será que não há alguém mais próximo? O Monges Imaculados provavelmente seriam uma das fontes de conhecimento, mas eles são intimamente ligados ao Reino e demonstrar fraqueza num momento daquele não seria perigoso, considerando a relação de guerra do Reino e da Sétima Legião?

Aliados:

Envolta da Terra dos Carniceiros há uma centena de povoados, de homens poderosos. Quais poderiam ser aliados? As tribos do Leste? Talvez os Anathemas? A terrível criatura que recebeu a alcunha do Lobo Com as Rosas Vermelhas? As Estrelas contam histórias da Dama de Verde, quem é? Não poderia conter informações? Falam sobre um exército composto apenas de filho de Anathemas, estariam dispostos? Onde estão? Fadas, Reis Dragões, Demônios, Espíritos, Deuses, Elementais, Feras da Wyld? Retornar à Sétima Legião e convocá-la a ir a guerra contra Thorns, utilizando como argumento os ataques aos Marukanis? Qual a melhor opção? Precisamos mesmo de aliados?
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por 25Slash7 em Ter Jul 20 2010, 09:02

(Como deve ter ficado claro, vocês é quem vão determinar o próximo passo. Para não ser injusto e esperar que vocês soubessem algumas especificidades do sistema, eu dei várias opções. Eles não são as únicas, mas são as mais aparentes num momento como esse. Outras, não listadas, são mais que bem vindas. Os melhores argumentos determinarão o que fazer.)
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Naelia Hrodgair em Ter Jul 20 2010, 12:29

Continuou ouvindo a todos e observando cada mudança de postura ou no tom de voz. As notícias que Mist trouxera realmente eram bastante preocupantes. Absorveu as informações que cada um disponibilizava para enfim se pronunciar.

Ouviu a voz de Agnis em sua mente e olhou para as costas dele e de San Hyon Jin. Fechou os olhos e balançou a cabeça positivamente.

-"Como quiser, senhor"

Pensou e ao abrir os olhos, começou a erguer o corpo, ficando de pé para que pudesse atrair a atenção.

- Gostaria de pedir a palavra aos senhores só por um momento. - Sua voz era contrastante com todo aquele tenso clima que dominava a reunião. Conseguia ser calma e educada até mesmo no mais simples gesto ou nas situações mais complicadas. Caso a palavra fosse concedida, começaria seu discurso com a diplomacia que há muito estava acostumada.

- Senhores, eu concordo com o Comandante Agnis que infiltrações no território de Thorns ou mesmo periférico a ele, é algo inviável, uma missão sem volta ou qualquer benefício para nós. Antes de qualquer atitude dessa, precisamos conhecer o nosso inimigo, suas fraquezas e aliados. Porque para mim está claro que ele nos conhece bastante e estão cada vez mais próximos de nos alcançar. Acho que a segunda proposta da oficial San Hyon Jin é válida e pode ir de encontro ao que a oficial Mist deseja: Lideres religioso e as seitas existentes em nossos territórios podem nos ajudar a conseguir o conhecimento necessário para enfrentá-los.

Disse tudo sem alterar o tom de voz, mas havia algo na voz dela que era envolvente, como uma paixão que aos poucos inflamava o interior de cada um.

- E há outro ponto que gostaria de discutir. Senhor Jor Al Den - Virou um pouco o corpo na direção dele e o encarou fixamente.- Se Nexus não colaborar e Thorns conseguir vencer cada região aqui representada, o senhor não acha que Nexus será a próxima a cair? E o senhor não acha que deixar de lutar pela causa que todos aqui presentes juraram defender, seria uma negligencia com seu juramento e com o futuro de seu povo? - Franziu um pouco as sobrancelhas e continuou a encará-lo daquela forma nobre, mas agora tentava comovê-lo com as palavras. - Aliados são necessários para nossa causa, mas se não tivemos cada homem aqui disposto a enfrentar qualquer barreira, nós estaremos condenados a morte antes de achá-los e não haverá como contornar.

E por fim calou-se, esperando para ver quais seriam as reações ou a discussão que começaria a partir daquilo. Já pensava também em conversar com Agnis sobre um pedido de mais tropas do Norte.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Sarx em Ter Jul 20 2010, 14:39

"Ótimo! Ótimo! Simplesmente... ótimo!"

Eram esses os pensamentos de Django enquanto corria feito um trem descontrolado - e bêbado, considerando a incapacidade aparentemente de manter-se em um trajeto linear - pelas ruas de Celeren. Havia recebido o convite, é claro que havia - mas tinha aquela tarde um compromisso importantissimo com uma bela senhora e sete garrafas de destilados que simplesmente não pode faltar. Imaginou que conseguiria sair a tempo da reunião... Mas o tempo acabou passando rápido demais. E agora ele corria, o tilintar das espadas e das correntes acompanhando o som de suas botas atingindo com violência o chão.


Abriu a porta da sala de reuniões, e se apoiou no batente. Os cabelos estavam perdidos, bagunçados, o rosto moreno coberto de suor. A gola da camiseta de pano que vestia por baixo do casaco estava esgarçada, e parecia ter se vestido as pressas. Sua mera entrada foi brindada com um cheiro forte de alcool e fumo, que se espalhou pela sala como uma espécie de praga. O peito subia e descia de maneira violenta.

- Eu... Atrasado... Corri... Desculpa..

E seus olhos correram para todos, comprimentando todo mundo com pequenos acenos da cabeça, a diferença existindo apenas para dois ali: Agnis e Naelia. Para Agnes, o rosto de Django se deformou na conhecida expressão do cãozinho sem dono, enquanto seu cu literalmente piscava diante da idéia de passar mais tempo trabalhando na enfermaria. Para Naelia, deu um sorriso maroto, provocativo, que durou apenas tempo o suficiente para se lembrar que estava em uma reunião.

- Desculpa mesmo pessoal. Qual o assunto?

E caminhou, em seu andar ainda ligeiramente alcoolizado, em direção a uma das cadeiras.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Rosenrot em Ter Jul 20 2010, 16:21

Chegaria uns minutos após Django, veio devagar, quase arrastada pelos passos que sentia pesar mais do que deveriam. Olhava constantemente para trás/lados enquanto movia-se, parecia sempre procurar por alguém ou alguma coisa que nunca estava ali. Naquele dia, vestia-se da forma mais radical encontrada em sua terra; a burca.

O tecido era branco, cobrindo totalmente o corpo – até mesmo os olhos – as mãos envoltas em luvas apertavam-se constantemente. O corredor parecia bem maior do que realmente era naquele instante, viu Django ao longe, correndo às pressas. Sabia também estar atrasada, porém não julgava que isso fosse fazer diferença nenhuma, em verdade, sequer pensava em ir.

Mas ficar muito tempo sozinha era mais assustador agora. E bom, Agnis estaria lá. Era alguma coisa.

Apressou os passos, ainda apertando as mãos nervosamente, voltou a olhar para trás achando ter ouvido algo então aproximou-se da porta, segurando-a antes que se fechasse após a passagem de Django. Coisa engraçada, já que ficou parada do lado de fora por um tempo segurando a porta e para quem estivesse jpa dentro da sala, apenas parecia que essa não se fechava.

Respirou fundo, olhou para trás de novo e empurrou a porta para entrar. Os olhos escuros agora ocultos passaram por todos ali rapidamente, reconhecendo poucos rostos; Agnis, San, Mist e Ishta e claro, Django. Revirou os olhos por baixo da burca, antes de fechar a porta e começar a se mover. Diferente do homem, não deu nenhuma satisfação, apenas curvou-se brevemente a todos os presentes. Parou às costas de Agnis, do lado oposto de San, havia notória diferença – além, claro, das roupas - para aqueles mais habituados na postura da jovem, sempre tão hiperativa e barulhenta. Estava quieta demais, sua presença sempre tão aquecida parecia mais apática naquele dia.

Limitou-se a silêncio – não se sentou – observando o que acontecia. Olhou para trás uma vez mais, aparentando certo nervosismo.

(A burca é uma versão mais radical do xador/niqab. Ela não deixa nem os olhos das mulheres expostos, segue link com imagem para exemplo: Burca )
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Ter Jul 20 2010, 18:40

Ishta mantinha-se calado. Falar agora não seria prudente, até porque ele tinha poucas idéias. O melhor que poderia fazer era lembrar-se daquilo que convém, o único momento em que ele esteve diante de uma fração do Poder destes inimigos, quando o grupo enfrentou a duras penas aquele monstro no acampamento ao sul de Celeren. Rezas? Poderes ocultos? Que tipo de poderes? Que aliados buscar? Anathemas? Monstros? Não... eram ELES os herdeiros da Criação, os Sangue-de-Dragão que deveriam defender sua terra! Orgulho? Certamente, mas ainda que outros aliados mais exóticos fossem procurados, era preciso saber quem de fato detinha o controle. Enquanto mantinha-se calado, movia a cabeça positivamente diante do discurso de Naelia. Ela tinha razão, afinal, eles deveriam ser um grupo unido em busca de um objetivo mútuo, pois se livraram do Império juntos, e deveriam se livrar daqueles monstros juntos.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por 25Slash7 em Qua Jul 21 2010, 07:47

Jor tinha um olhar prepotente, como se conhecesse todos os segredos do mundo. Como se conhecesse todos os atalhos. Como se tivesse todos os planos.

Diante das afirmações de Naelia, o Lord apenas resumiu-se a ouvir tudo aquilo com um sorriso desafiador no rosto, como se fosse um homem sendo ameaçado por uma criança. Quando ela terminou, ele ergueu as mãos à frente dos joelhos dobrados a fim de pegar a pequena tigela com sakê aquecido e deu um longo gole. Vagaroso o suficiente para causar irritação em qualquer um que aguardasse uma resposta pronta vinda da boca dele.

Quando finalmente terminou, cortou o silêncio que havia se formado com a voz decidida de um homem que era habituado às mesas de negociação.

- Ora, ora... mas que bonitinha. Shozei Agnis, parece que tem uma pequena jóia em sua unidade, ahn? Mas eu acho que ela deveria estar em outro lugar. Talvez ensinando alguma coisa ao nosso amigo aqui - referia-se à Hrudg - ou lendo um pouco mais sobre a nossa Confederação.

Hrudg era facilmente provocado e a tensão que isto causava era perceptível.

- Nexus comprometeu-se à ceder soldados para a Confederação. E isto ela faz, é isto que o Tratado da Confederação dos Rios pede. E só. Se você quer os soldados que ficam a disposição da COnfederação, vá ao Conselho e solicite. Simples. - mantinha o olhar fixo sobre o da garota. Inclinou o corpo um pouco a frente e Naelia sentiu o ar ameaçador que ele era capaz de expirar, mesmo que de longe. Apenas não sabia se isto era algum poder causado pelo seu sangue ou se apenas uma característica natural de um negociador de Nexus - Mas Nexus NÃO entrará em guerra sem que Thorns declare ABERTAMENTE guerra. E se a cidade destes caipiras caír e eles avançarem, A Sétima Legião estará ao nosso lado, mais próxima de nós do que de vocês. O Tratado não nos obriga a entrar em guerra apenas porque vocês ACHAM que Celeren será atacada. E não adianta falar de fantasmas e todo esse bla bla bla, vocês não tem provas.

Gritos, ameaças. Jor dançava uma dança perigosa.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Naelia Hrodgair em Qua Jul 21 2010, 10:17

Desviou o olhar por um instante com a entrada de Django. Manteve a expressão mais séria e apenas mexeu levemente a cabeça como uma reverencia ao primeiro oficial que havia conversado. Mas somente isso. Não pôde deixar de notar a pessoa que entrava completamente coberta por um pano. Conhecia pouco daquela cultura, mas sabia que era uma mulher.

Sua atenção foi desviada apenas por alguns segundos, segundos suficientes para que Jor a atacasse com as palavras. Começava uma guerra de nervos, uma guerra de palavras e aquele que tivesse a melhor argumentação venceria.

Preparou-se para o primeiro ataque e deu um pequeno suspiro diante da provocação dele. Naelia não se deixaria abalar, encarando fixamente o Lord de igual para igual -apesar de sentir que não deveria fazer isso naquele momento era inevitável. Agia como a nobre diplomática que era, nunca fugira de uma discussão e não seria agora que o faria - mesmo que essa fosse diferente, de maior importância e muitos oficiais superiores a ela.

- Desculpe, mas o senhor está equivocado. Estou no lugar certo.
- E na hora certa também. Quem mais ali além de Agnis teria nervos de aço para suportar um homem tão prepotente, egoísta e visivelmente vaidoso como ele?

Deixaria que ele continuasse a falar e mesmo com o ar ameaçador dele, ela não se renderia. Trincou um pouco os dentes, mas a expressão era a mesma, com as sobrancelhas levemente franzidas, postura reta, cabeça erguida e braços um pouco dobrados.

Abaixou um pouco o olhar e torceu um pouco os lábios diante daqueles gritos e todo o alvoroço que ele conseguia causar com aquelas declarações. Esperaria o silêncio e aproveitaria para pensar numa boa resposta. Tinha que ser como a água de um rio, capaz de desviar das pedras e manter seu curso, mas também precisava impor respeito como o mar quando quebrava nas pedras.

Ergueu a cabeça de novo e o encarou, agora um tom mais firme de voz, não agressiva nem demasiadamente alta.

- Senhor Jor, o senhor não precisa aumentar o tom de sua voz para demonstrar respeito. Não é gritando que o senhor vai conseguir isso de mim. - Um segundo. - Pode usar disso com seus homens, mas eu não sou um deles e estava dando apenas minha opinião. Se cada homem que for dar a opinião, receber gritos como resposta, seria melhor que o senhor fizesse uma reunião numa sala cercada por espelhos e gritasse apenas para si mesmo.

E controlava ao máximo o sorriso zombeteiro que queria aparecer no canto de seus lábios. Engoliu em seco e prosseguiu.

- Quanto a Nexus, começo a entender que suas palavras podem ser traduzidas em "Nexus não entrará na guerra até ser diretamente atacada", não é? Pois eu digo, Senhor...Eu não acho que Celeren será atacada, eu tenho certeza de que já está sofrendo ataques direta ou indiretamente. E a sua indiferença quanto ao sofrimento desse povo é o pior exemplo que um homem de sua renomada posição poderia dar. A sua indiferença pode ser usada contra o senhor no futuro, pode ser que os outros também sejam indiferentes aos problemas de Nexus e recusem uma possível ajuda como o senhor está recusando nesse momento. Rogo para que Nexus não seja atacada nem tenha o sofrimento que o povo de Celeren está tendo no momento. Eles são nossos irmãos, não caipiras como o senhor está se referindo. E rogo ainda para que se o pior acontecer com Nexus, ainda exista uma Sétima Legião suficientemente treinada fisica e psicologicamente além de equipada para ajudá-lo a salvar seu povo. - Ela havia enfatizado as palavras em negrito, não gritado como Jor havia feito.

"Homem estúpido, arrogante, egoísta. Como pode ignorar todos esses fatos, como pode zombar do povo num momento como este? Que tipo de Lord ele é? Ah...Está claro pra mim. Do tipo que só se importa com suas riquezas e esquece que depende do povo, mesmo que esse povo seja apenas um aliado. Céus...Até quando conseguirei controlar minha raiva? Por favor...Controle-se, Naelia."
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Qui Jul 22 2010, 19:49

Ishta observava a deplorável cena que se apresentava a ele. Então, aquilo era a Aliança Marukani? Onde estava o comprometimento em derrotar um inimigo danoso e preservar cada Sociedade ali representada? Ishta ouvia as palavras rudes do homem e depois o discurso de Naelia. Sorriu um pouco gostando de ouvir aquelas palavras, de fato, lhe agradava ver Naelia agir daquele modo demonstrando ser uma pessoa bastante convicta de sua postura nobre, tentando influenciar aqueles homens poderosos que representavam suas facções. Ishta ainda mantinha-se calado, apenas observando os murmurios das outras pessoas, alguns praguejando contra o homem que chamava o povo de Celeren de caipiras, outros apenas comentando aquele duelo de opiniões. Ainda não era hora de dizer nada, apenas ouvir... havia muito a ser dito afinal, então, Ishta continuava a observar aquele embate com palavras, agora, mais interessado no rumo que tudo aquilo tomava
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Valkyrja em Dom Jul 25 2010, 01:29

Dante das afirmações de Agnis, San Hyon Jin apenas olhou-o com o rabo-de-olho, erguendo uma sobrancelha. Mesmo com o que havia acontecido entre ela e Agnis, o militar ainda podia sentir que o espírito da jovem ainda tinha reflexos de pura selvageria, e aquele tigre dentro de San Hyon parecia não ter gostado do que Agnis havia dito, mas ela terminou por calar-se e pensar no que o militar havia dito. Realmente,s e aquilo que acontecera na enfermaria fosse verdade, era difícil conseguir até aproximar-se de Thorns. San Hyon sentiu sua fúria crescer diante de sua impotência e sentiu as dores de seus ferimentos. Pensava no que poderia ser.

-Talvez fosse algum tipo de “doença”... Um jeito que Thorns encontrou para nos atacar...

E mandou seu olhar afiado para Jor. Ele pôde sentir aquela aura de San Hyon, a aura da pura guerra e algo nefasto envolvia o espírito da jovem moça, mas debaixo de toda aquela Essência que se assemelhava à Essência de um Anathema e que queimava como o fogo, ele pôde perceber que o que San dizia era verdade, ou pelo menos, ela achava que sim: lembrou-se uma pessoa que tinha enorme influência entre as nações. Esse homem era Rang-Na, e ao ver o rosto que se formava nos pensamentos superficiais de San, Jor pôde perceber que já ouvira falar do sucesso de diversas negociações envolvendo-o, assim como sua família.

Ela, enquanto Jor tomava aquela informação para si, apenas ouvia os outros falarem com seu olhar afiado debaixo de todos aqueles ferimentos. Ela falou com sua voz rouca de dor e cansaço:

- Talvez...Se sua avó tem algum conhecimento, ela pode nos levar a quem tem mais...

Ela pareceu baixar seus olhos e pensava no que dizer. Parecia eprdida sem eus pensamentos e ponderava se aquilo que fosse dizer seria de valia:

- Eu...acredito que os Janízaros mais velhos poderão ser de grande ajuda. Há um grupo não muito longe daqui... – ela parou e pensou. – Se ainda estiverem lá, seus conhecimentos podem ser de grande valia sobre essas...”pragas”.

E limitou-se a isso, falando com sua voz quase forte apenas abafada pelas dores que sentia ao respirar e soltar o ar para fazer com que suas cordas vocais se movimentassem. Ela respirou fundo, fazendo uma careta e depois se dirigiu para Agnis, como sua guarda pessoal:

- Se isso for de valia, posso depois lhe dizer onde estavam...Mas prefiro tratar disso com você antes... – e olhou em volta. – Longe dos outros.

E falou apenas para este ouvir, depois erguendo-se de novo e portando-se como uma militar de olhar forte para frente, limitando-se a ouvir aquela discussão quase inútil. San Hyon fechou seus olhos e esperou que ela cessasse, sem sequer dar atenção aos outros que estavam ali. Perdida sem eus pensamentos e irritada com toda aquela falação. Ela bateu o pé no chão, com certa força.

-Bem, acredito que esse... – olhou Jor. – Bla bla bla seja inútil! E acho que NAelia já disse o suficiente por nós.

Provavelmente Agnis ficaria furioso com San Hyon. Ela o olhou com certo receio, lembrando-se do que passara antes, mas continuou.

-É uma praga feita por fantasmas, ou como queiram chamar. Melhor deixarmos de falar e agir logo. Eu posso ajudar com os Janízaros e Nexus.. – olhou Agnis. – Posso tentar.

E seus olhos de tigre pousaram em cada um naquela reunião:

-Então? Vamos continuar discutindo tratados e afins ou vamos atrás do que precisamos?
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por 25Slash7 em Dom Jul 25 2010, 11:32

(Um adendo: ALIANÇA MARUKANI é como os Marukanis chamam o seu "território". CONFEDERAÇÃO DOS RIOS é a Confederação formada por diversas Nações: Lookshy, Aliança Marukani, Great Forks, Sijan, Nexus e etc. A grosso modo, a Confederação dos Rios é como a União Européia (pela parte organizacional e pelo suporte mutúo) e Otan (pela disponibilização de soldados com um intento único))

Naelia sustentou a sua posição. Não apenas isso, ela o fez de forma formidável. As pessoas a volta olhavam, encaravam-na como se estivesse sob os holofotes. Misturando elegância à palavras fortes e determinadas, ela, definitivamente, havia ganho toda a atenção dos presentes na reunião. Mais do que isso, ela havia se postado como uma verdadeira oficial à serviço da Sétima Legião.

Jor apenas ouviu cada uma das palavras. Não demonstrava ficar intimidado, tampouco recuava frente as palavras da garota. Os olhos fixos, a mesma postura. Quando ela terminou, o homem ergueu-se.

- Shozei Soras, Ser Hrudg. Eu, como representante de Nexus, recomendo que recuem imediatamente para Lookshy para, quando este pequeno amontoado de caipiras cairem, e eles irão cair, vocês estejam preparados para defender o cerne da Confederação: Nexus, Great Forks, Sijan e Lookshy.

Apesar da forma contundente como Naelia havia se postado, Jor era um homem que andava entre os campos sociais a muito mais tempo. Sabia que, daquele momento em diante, a oficial teria conseguido o apoio de todos. Mas não o apoio irracional que a raiva e a confusão causava, mas o apoio racional que o zêlo e a virtude inspiram. Assim, ele fez o que apenas uma cobra guiada faria: agiu com indiferença, como se ela fosse pouco mais do que uma criança chorona, ergueu-se e saiu.

No caminho, Jor Al Den passou pela mulher de cabelos vermelhos e deteve-se, ainda sem olhar para ela.

- Parabéns, oficial. Por sua culpa, todas as chances de me convecerem cairam por terra. - o homem abriu um largo sorriso - Você deveria voltar para a beira do rio, lavar roupas dos homens e cuidar da casa. Ou você não notou que entre aqueles no centro, não há nenhuma mulher?

E então continuou. Cada uma de suas palavras eram como picadas de um escorpião. Buscavam envenenar a garota com raiva, com irracionalidade. Afinal, ele já havia pressentido que ela estava no seu limite e ver que Naelia era bem menos controlada do que demonstrava, era uma vitória pessoal de Al Den.

Naelia, por alguma razão, sentiu que talvez, realmente, ela houvesse sido culpada pela ausência de um dos aliados.

Em meio a gritos de ameaças a Jor Al Den e exaltação à Dragon Blooded, o representante de Nexus saiu, seguido pelos seus poucos homens.

A discussão continuou.

- Nós todos somos pautados pela Lei, oficial. Nós falaremos de tratados e de leis pois sem elas, somos pouco mais que animais.

Riviere parecia decepcionado com a saída de Jor. Era sabido por todos que Nexus não possuia soldados próprios, mas as forças mercenárias por eles contratados seriam de enorme valia num momento como aquele. Isso sem mencionar os contatos "duvidosos" que eles detiam...

Balançou a cabeça, tomou um gole da bebida recém colocada a sua frente e aliviou a expressão de preocupação. Olhou para Naelia, mas nada disse. Ela, contudo, sentiu que havia ali, naquele gesto, uma pequena demonstração de que aquela jovem oficial havia ganhado a atenção de um dos mais importantes homens de Great Forks.

Agnis esperou que Hrudg falasse algo. Já que, afinal, era ele o anfitrião. Mas vendo que o homem estava tão preocupado em xingar Jor Al Den quanto qualquer outros dos soldados ali, ele se manifestou.

- Chamar por Janízaros e buscar por outras pessoas de conhecimento poderão nos dar uma proteção mínima contra as ameaças mais imediatas. Não resolvemos o problema, apenas o amenizamos. Continuaremos vulneráveis. Contudo, creio que não há mais qualquer posicionamento deste Conselho Emergencial, certo?

- Shozei. Como bem sabe, nós tempos poucos soldados e um momento como este é prudente que nós os tenhamos por perto... contudo, ainda esta manhã, eu solicitei que fosse enviado medicamentos para cá. Como você também sabe, nós nada sabemos sobre os mortos... mas também pedi que um pequeno grupo de elementais venham lhe auxiliar em manter a capital segura. - Riviere ergue-se - Creio que isto encerra nossa participação, mas estaremos à disposição.

Ehzias também levantou-se. Quieto como esteve desde o início. E caso ninguém mais se posicionasse, Agnis daria a reunião como encerrada.




Naelia recebeu um benefício de +1 em todas as rolagens sociais durante o mês.
Naelia recebeu um bônus de exp, pelo desempenho na reunião, equivalente à 2 pontos.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Rosenrot em Dom Jul 25 2010, 16:14

Havia ficado calada por todo tempo; duas razões simples a levavam a isso. Chegar atrasada e não entender muito de todo aquele blá blá blá. Deixava as coisas das nobrezas para os nobres, e aquela mulher de cabelo de fogo parecia sair-se muito bem diante deles. Lembrava-se vagamente dela.

Porém, o que não conseguia, era ignorar as palavras do representante de Nexus. O modo como ele expusera a situação e sua negação em aceitar certas coisas. Não achava mesmo que ele fosse ser dobrado por palavras ou por posições altivas de qualquer um ali. Lembrava-se dessas guerras de ego; por que no fim, para ela, era apenas isso. Guerra de egos, exibindo-se como pavões enfeitados para mostrar quem era o melhor. E no fim, o povo era quem pagava por tudo. Sempre o povo. Porém, algo nos dizeres de Jor, havia lhe chamado terrivelmente a atenção.

Provas ele dizia. Ele queria provas.

Que tipo de provas?

Arqueou a sobrancelha oculta, agora fixando seu olhar naquele homem, curiosa com ele e não apenas isso, um tanto indecisa sobre o que fazer. Ouviu todo o resto, por um momento, tudo lhe ficou distante. Provas. Ele queria provas.

Isra virou-se na direção de Jor, enquanto esse mostrava começar a retirar-se do lugar, ignorou os demais. Não ouviu San, sequer lembrou-se que Agnis também estava presente. Em verdade, por uma fração de seguindo, via apenas Jor e as palavras que se repetiam em sua mente.

Provas.

Não se moveu na direção dele. Achou que se por entre Jor e a porta talvez não fosse a melhor das idéias – como tentar ir a Thorns sozinha -, então falou de onde estava, de maneira que pudesse ser ouvida – sequer tocou-se que os demais ainda discutiam.

– Provas. – Foi a primeira palavra que lhe veio à mente. Deu alguns passos agora na direção dele, gesticulando com uma das mãos para o homem. – Disse que... Não temos.. Hum. Provas? Que tipo de provas...?

Parou por um momento, sem saber exatamente se deveria ou não prosseguir. Mas no fim, continuou, moveu-se de novo, agora afastando-se de Agnis para aproximar-se de Jor.

– E se... Assim... Supostamente... Hum... Alguém tiver.... Ou puder conseguir... Hum... Provas? – Então tagarelou, como sempre tagarelava. – Mas claro, isso depende do tipo de provas que você quer. Porque talvez, dependendo do que queria, talvez alguém possa conseguir. E se alguém conseguir provar o que precisa ser provado e aí... – Fechou a boca, levantando o rosto oculto na direção dele, franziu o cenho por um momento.

– Que provas? Que tipo... De provas?
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Naelia Hrodgair em Seg Jul 26 2010, 10:31

Depois de expor seus pensamentos em relação àquele assunto, Naelia parou e olhou em volta por um momento. Só então percebeu que tinha conseguido o apoio de todos os presentes e aquilo fez com que suas palavras tivessem mais confiança e uma postura digna de um duelo com um homem como Jor Al Den.

No entanto, de nada adiantou todo o seu discurso e seu posicionamento. O homem era impossível e não mudaria de opinião sem provas, além disso, ela foi longe demais e acertou no ego dele. Estar certa, mas não conseguir convencer o outro, era uma de suas fraquezas e ela realmente ficava muito irritada com isso. Não gostava de pessoas como Jor Al Den e a cada segundo que passava naquela sala, gostava menos.

A jovem e bela oficial de cabelos vermelhos, fechou ainda mais a expressão quando o homem começou a se retirar. Era realmente uma cobra, uma cobra covarde. Desde que ele tinha dado sua palavra final, ela não tinha tirado os olhos dele. Virou um pouco o rosto quando ele parou ao seu lado, mas não a encarou. Soltou o ar de uma forma lenta e mais densa ao ouvir aquilo e não pensou duas vezes em respondê-lo.

- Cuidado com suas palavras, Lord. O senhor não sabe quem eu sou. - Mas calou-se ao pensar "Uma mulher com certeza teria uma postura melhor do que a do senhor e seria muito mais útil para Nexus." Não disse por motivos óbvios, não queria começar uma briga ali e piorar a situação da reunião. Fora isso, querendo ou não, sentiu o peso da culpa sobre seus ombros.

Continuou a encará-lo de forma congelante agora, como se seus olhos fosse o próprio inverno gelado das terras do norte. Quando ele se retirou, abaixou o olhar com a cabeça ainda virada e sua expressão ficou mais triste. Tinha vencido, recebido o apoio dos presentes, mas também tinha perdido. Perdido um importante aliado da Confederação.

"O que eu fiz?"

Questionou-se até virar a cabeça para frente de novo, agora na direção do centro e se deparar com os olhos de Riviere direcionados para ela. Ficou uns dois segundos sem se mover, encarando-o, esperando alguma manifestação dele, mas logo percebeu que aquela era uma manifestação silenciosa. Ela ganhara a atenção dele? Suas bochechas brancas ficaram um pouco mais vermelhas quando corou e ela abaixou a cabeça na mesma hora. Voltou a se sentar e a recolher-se em sua posição, esperando para ver qual seria o desfecho.

Enquanto ainda discutiam, ela fechou os olhos e começou a pensar, mesmo que fosse em vão e tivesse que repetir tudo verbalmente ao seu comandande.

"Se estiver me ouvindo, Comandante Soras, por favor, desculpe-me pelo prejuízo que causei à esta Confederação. Não era minha intenção causar mal e, no entanto, o fiz. Perdoe-me e caso deseje aplicar alguma punição, estarei disposta a pagar."

Engoliu em seco e voltou a abrir os olhos quando ouviu a voz de Desert. Ah! Então era ela a mulher debaixo da burca. Olhou para ela e virou o mínimo para encarar Jor ainda na porta. Será que as coisas ainda não estavam completamente perdidas? Onde Desert queria chegar?
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Seg Jul 26 2010, 18:12

Até então, Ishta mantinha-se calado, e quando o homem "educado" dizia que iria embora recomendando retirada, Ishta balançou a cabeça negativamente. Sua expressão era de enorme desapontamento por saber que um homem com tamanha importancia agia como um covarde metido. Ishta riu de leve, mas sem olhar a ninguem, ouviu o que Solaris falava, sem entender muito, o que era normal até... Ishta já nao tinha mais qualquer interesse em compreender os modos estranhos da garota do sul, e asim que Naelia terminasse de dizer suas ultimas palavras, Ishta se ergueu. Finalmente era a vez dele falar. Talvez, o que ele diria alguns já soubessem mas outros não sabiam, e claro, ele ajudaria a engrossar o "coro", a favor de Naelia, que a despeito de posições sociais, era uma pessoa interessante, educada e gentil, que conquistou sua simpatia mesmo em poucos minutos de conversa há alguns dias atrás.

- Nobres companheiros, senhoras, senhores... já ouvi bastante coisa, e sinceramente, isso tudo não ajuda muito a resolver este problema. Perdoem-me a franqueza, mas também com sinceridade, digo que o representante de Nexus deveria se acalmar, demonstrar respeito por esta assembléia e também pelo povo desta cidade.

E fitou o homem, com um olhar bastante severo, bastante convicto do que dizia afinal. Alguns segundos apenas, e antes mesmo de ouvir uma resposta, virou o rosto na direção dos demais representantes à mesa.

- Sabemos o que enfrentamos? Acho que não, mas sabemos de onde tais coisas estão vindo. Já faz vários dias desde que chegamos aqui. Ao sul de Celeren nosso acampamento foi atacado por um Anátema que parecia ter o Poder de invocar corpos de zumbis. Muitos dos nossos se feriram, alguns foram mortos, mas matamos a todos os lacaios deste Anátema... e para que? Para serem reerguidos... de novo! Porém, mesmo em meio aos cães malditos, conseguimos expulsar o Anátema... o fizemos sentir dor, e poderíamos te-lo abatido! Isso, porque conseguimos, ainda que com alguns tropeços, trabalhar juntos. Todos que estavam lá estão aqui, exceto Folha Navalha. Todos podem contar esta mesma história. O que quero dizer com isto é que apenas juntos podemos enfrentar este mal, pois os Sangue de Dragão não se tornaram os herdeiros da criação combatendo os Anátemas e as bestas da Wyld sozinhos!

Só então Ishta voltaria a fitar o homem de Nexus, ainda com aquele semblante mais severo e diria a ele.

- Por isso, senhor Jor... se conhece minimamente o que se chama de Honra, coloque seu traseiro nesta cadeira, negocie com todos igualmente e não se torne motivo de escárnio para todos os presentes, pois Nexus deve sobreviver, como Lookshy, Great Forks, e qualquer outra cidade deste lado do mar, incluindo Celeren, a que te acolheu neste dia, cujo povo o senhor ofende de forma tão mesquinha. Todas estas cidades só irão sobreviver se estiverem unidas, como todos os Sangue de Dragão estiveram há séculos atrás, então, seja menos egoísta nem que seja para não parecer tão idiota.

Depois disso, Ishta se sentou, sem esperar por qualquer resposta do homem, ou como se tal resposta fosse irrelevante para ele, ainda que o representante de Nexus quisesse responde-lo.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Valkyrja em Seg Jul 26 2010, 21:28

San Hyon Jin permanecia calada no meio daquela discussão toda, que para ela, era quase sem sentido. Enquanto os outros confabulavam e falavam, o tentavam falar, San Hyon Jin, Agnis podia sentir, estava impaciente. Queria agir, mas estava tentando controlar-se e manter sua postura, mas ele sentia que a essência da menina estava inquieta, e seu olhar era afiado como uma navalha.

Ela nem sequer esperou todos se calarem. Tudo o que fora dito ali era óbvio, mesmo que ela mesma tinha dito antes.

- O que sabemos de Thorns? – ela falou de repente, de olhos fechados e depois os abriu, olhando os militares ali presentes, sem passar os olhos pelos seus companheiros oficiais. Ela apenas continuou com seu rosto um pouco mais baixo, mas sem tirar os olhos de tigre do centro daquela mesa.

-Sabemos apenas que nos atacou durante a noite e quem era a líder de seu exército era...O que podemos chamar de..talvez morta-viva. Dificilmente sentia dores e o seu exército era composto por soldados mortos e cães do inferno.

Ela fechou seus olhos.

-Talvez possamos conseguir algo com ela. – e os abriu de forma rápida, sabia que muitos achariam aquela idéia estranha, mas mesmo assim, continuou. – Eles nos atacaram enquanto estávamos na floresta e quando estamos na cidade, usam esses artifícios estranhos para matarem nossos soldados e se infiltrarem dentro de Celeren.

San Hyon Jin respirou fundo, sentindo as dores.

-Podemos fingir uma saída de Celeren, ao campo aberto e mais longe da cidade, com os homens aparentemente cansados e fracos demais para combater...- e seu olhar ficou mais pesado. – Eles devem sentir medo, pois o medo os atrai.

E baixou seu olhar quase sádico para Agnis, continuando.

- Eles podem tentar nos atacar novamente e podemos usar sua estratégia contra ela. Ela nos cercou..Podemos fingir sermos um pequeno grupo e esperar seu ataque. Depois, a cercamos...

Parou e olhou a todos.

-Podemos pega-la para conseguir informações sobre Thorns e seu exército, que não acredito que sejam apenas alguns fantasminhas que buscam brincar por aí. Quem ataca assim tem um propósito.

Deu de ombro depois.

-Ou talvez apenas a Sétima Legião, mas devemos parecer convincentes. Quando a convencê-la a falar..- ela olhou Agnis de canto-de-olhos. – Sobre a supervisão de meu superior e com seu consentimento, eu talvez possa conseguir o que bsucamos. Nossa estratégia deve ser baseada em capturá-la.

San Hyon Jin respirou novamente, sentindo as dores do dia que tivera que sobreviver as piores 24 horas de sua vida.

-Sobre contatos de Thorns, se afirma que não tem intenções de guerra, deve ter um membro em algum Conselho. – e olhou Agnis. – Enquanto planejamos essa estratégia, podemos conseguir através de contatos que acredito termos sobre seus aliados e inimigos, ainda mais sobre seu próprio território.

Ela deu um sorriso afiado e cruel.

-Espionar... – e olhou para frente. – Enquanto isso, podemos separar alguns de nossos soldados ou oficiais para conseguirem o máximo de informação possível sobre exorcismos e afins.

E olhou a todos ali.

-Basta sabermos usar nossa logística, não?

E calou-se, esperando a reação de seus companheiros.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por 25Slash7 em Qua Jul 28 2010, 10:24

Jor teria se retirado da sala de reunião tão logo houvesse feito o contato final com Naelia. Contudo, instantes antes, fora interrompido pela garota de estranho comportamento. Via como as palavras eram difíceis de fluir, o que fez com que o homem cruzasse os braços por sobre o peito e deixasse transparacer uma expressão de tédio.

- Fico feliz em ver que consegue juntar mais de uma palavra de maneira contínua na mesma sentença. - Jor fez uma pequena pausa e então continuou - Que tipo de prova? Simples. provas de que Thorns é realmente uma ameaça à Celeren. Vocês tem uma colina cheia de fantasmas, quem não garante que os ataques partiram de lá? O auxílio de Nexus não será prestado baseado em meras suposições.


Ignorou a ameaça de Naelia. Retribuiu, apenas, com um sorriso e uma cordial saudação, como se dissesse "Precisou recorrer à bravatas? Creio que perdeu, pequena".

Agnis, também, não fez qualquer eséce de comentário quanto aos pensamentos da oficial. Permaneceu como estivera o tempo todo, impassivo. Não deixava qualquer espécie de sentimento transparecer. Era, afinal, o Conselheiro Tático da Sétima Legião e ele bem sabia que se havia algum momento para transparecer emoções com certeza não era aquele. Fazê-lo seria demonstrar fraquezas às outras nações.

Jor olhava para a Criança do Deserto, como se guardasse que ela fosse dar continuidade ao seu confuso pensamento. Porém, antes de que ela o fizesse, Ishta fez-se ouvir, soltando bravatas e ofensas ao habilidoso negociador.

Contudo, se o que se guardava fosse uma reação do representante de Nexus, houve surpresa; Foi Riviere quem se manifestou:

- Cuidado, guerreiro. Você está chamando de covarde duzentos anos de história.

As palavras foram firmes, concisas. Rivbiere era de Great Forks, conhecia e lidava, diariamente, com espíritos e deuses. Sua cidade era conhecida como a cidade dos festivais e era natural que ele, como mortal, ciente de sua falibilidade, reconhecesse que deveria haver respeito por alguém tão antigo quanto Jor.

O negociador, por sua vez, manteve a mesma postura que teve com Naelia. Se as palavras fortes e contundentes da garota não haviam o movido, não seriam as ofensas à sua honra que o fariam. Jor fez um novo cumprimento aos homens postados no centro da sala de reunião e então aguardaria por algum novo posicionamento da Criança do Deserto. Caso ela nada mais dissesse, se retiraria.

Os ânimos estavam acirrados. Muito tempo fora perdido falando sobre ameaças e tentando converter um posicionamento que, provavelmente, fora designado desde o início da reunião. Os líderes, a aquela altura, estavam todos de pé, aguardando que o Conselho fosse oficialmente encerrado. O que teria acontecido se não fosse a manifestação de San.

Naquele momento, Agnis posicionou-se.

- Eu concordo.

E o som calmo de sua voz trouxe para si a atenção.

- Gosto da idéia de buscarmos pela mulher que nos atacou. Ela fará novamente e, acredito, não o fará para eliminar-nos de uma vez. Irá minar nossa defesa, atacar-nos e enfraquecer-nos, até que tenhamos medos, fiquemos apavorados e prontos para um ataque final. Ela irá aparecer.

O Arquiteto das Sombras deu alguns passos a frente, a cabeça baixa. Seus pés evitavam, habilmente, almofadas alheias e tigelas de bebida. Ficou mais próximo de Riviere, denotando ser, razoavelmente, mais alto que o representante de Great Forks.

- Concordo novamente. Há, no conselho, um representante de thorns. Mas dúvido que ele terá informações confiáveis. Mas quero que tenham isso em mente daqui em diante.

Uma nova pausa. Ergueu a mão esquerda até a altura da face e seu dedo indicador e o polegar pressionaram a base do nariz, como se estivesse se forçando a pensar:

- Isso não muda o fato de que precisamos de aliados. Eu quero aliados. E não me interessa se são de Nexus ou de qualquer outro lugar. Tragam aliados.

Respirou fundo.

Riviere sorriu:

- Acho que, no final, tivemos algum progresso.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Rosenrot em Qua Jul 28 2010, 16:01

Isra balançou a cabeça em sinal de positivo. Importando-se pouco com o modo como Jor havia falado. Concentrava-se no que dizer, de certa forma o homem não estava errado; havia uma clara dificuldade por parte da jovem de fazer-se entender diante das palavras. Não era dada a esse tipo de reuniões, contudo, ainda julgava ter alguma coisa a oferecer naquele caso. Abria a boca para começar a falar, quando Ishta deu-se a falar um monte... De asneiras?!

Por um momento, sentiu-se encolher onde estava, apesar de manter a aparente firmeza e negar-se a olhar para trás, a Criança do Deserto já conseguia desenhar em sua mente o fim de tudo aquilo: uma grande e fedida mer...

Mas manteve-se em silêncio, respirando fundo e agradecendo mentalmente que os ânimos não exaltaram-se. A idéia de San lhe soava um tanto absurda, e não pode negar a surpresa quando Agnis concordou com ela. Afinal de contas, lembrava-se da mulher que os atacará: e de como San havia saltado sobre a criatura sem o menor preparo para enfrentá-la. Pior, lembrava-se que graças aquele ato de San, havia ela terminado cara a cara com a mulher. E também lembrava-se que simplesmente, aquela coisa – porque no fim, era um coisa. Uma boneca – não conseguia sequer formar uma frase.

Achavam então que iam mesmo arrancar alguma coisa dela?

Que iam fazer? Ameaçá-la de morte? Ah, risível.

Mas deixou-se focar em outra coisa. A atenção ainda em Jor. – Há uma possibilidade de que talvez eu possa provar!

Falou assim, chutando, tudo de uma vez, e não deu-se ao direito de encarar Jor de novo, virando-se de costas, agora focando-se em Riviere. Precisava aproveitar o momento de iluminação pessoal e falar tudo.

– Nas areias do Sul. Há um grupo... Hum. Talvez... Eu possa convencê-los a ajudar. Vivem no deserto, conhecem aquele lugar como as palmas das mãos. Podemos usá-los como informantes, monitorar Thorns de longe, de certa maneira. Não são os mais fortes, mas são espertos o bastante para fazerem isso. E... E... Ainda acho que tenho contatos de onde... Vim. – E aquilo a incomodou, mas de certa forma, era necessário. – Se for até lá. Talvez consiga algum tipo de aliança temporária. - Ajeitou a burca, dando um passo na direção deles. – Se o foco deles, no momento, for avançar por Celeren, talvez agir pelo Sul seja mais vantajoso a nós. Agir por onde não esperam. Que é que me diz? – Indagou ao homem. Tentando ignorar qualquer outra coisa a sua volta.
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Re: Prólogo - A Reunião

Mensagem por Dønø_da_Wyrm em Qua Jul 28 2010, 17:29

- Chamo de covarde o que comete um ato covarde. Todos aqui valorizam as histórias, mas não podem viver sem um futuro. Não se vira as costas a um perigo iminente apenas por não ser o primeiro em sua linha de ataque. De nada adianta o passado se os atos presentes e futuros não são condizentes com o que se conta e o que se houve.

Disse isso fitando agora Riviere que foi quem o repreendeu, ou pelo menos tentou. Ishta não era um tolo, apenas disse o que pensava do que acontecia e dos que participavam daquela reunião importante. Não se intimidaria pela recusa de Jor em responde-lo ou assumir sua postura mesquinha, apenas sorrindo um pouco, com um olhar ligeiramente irônico transparecendo em sua face. Logo viria a sugestão de San e de Solaris, e por alguns poucos segundos, Ishta pensaria, refletindo no que ouvia. Eram boas idéias? Não tinha como saber... mas era melhor do que nada afinal.

- Não será fácil aprisionar uma criatura como aquela, mas se alguém aqui conhecer mais sobre estes que levantam os mortos, talvez possam ajudar-nos expondo suas fraquezas. Pelo que eu vi, esta criatura é um ser bastante orgulhoso e incapaz de assumir qualquer possibilidade de derrota. É um inimigo muito poderoso, mas não parece agir com muita inteligência, e talvez possa sim ser persuadido a cair em uma armadilha. Quanto a possíveis aliados do sul, creio que isto é válido, desde que não deixemos as demais coisas de lado. Se Thorns avança contra Celeren, ainda devemos protegê-la, e nao apenas darmos a volta para surpreender Thorns por trás.

Dizia Ishta, ainda disposto a defender aquela cidade. Era sua forma de ver a coisa afinal. Ele conheceu o inimigo, o confrontou diretamente, conhecia seu Poder e sobreviveu para contar a história... sem nenhum arranhão, sendo isto algo testemunhado pelos membros daquela tropa atacada ao sul de Celeren. Ele não parecia temer este demônio, acreditando sim que era possível deter aqueles monstros. Para quem certa vez agiu como um louco capaz de quase matar um próprio companheiro em um duelo imbecil, Ishta parecia mesmo ter adquirido uma enorme autoconfiança que elevava seu espírito a tornar-se alguém melhor e mais disposto a ajudar as pessoas à sua volta, mesmo que para isso tivesse de desafiar, ainda que com palavras, os supostos heróis de um passado conhecido, passado este que não parecia valer muito no presente, pelo menos, não através de ações.
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